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PORNOCHANCHADA:: 

PORNOCHANCHADA: OUTRO MODO DE ENTENDER O BRASIL Marília Gonzaga e Tavares de Miranda Orientador: Manoel Moura dos Santos

Etimologia da palavra: 

Etimologia da palavra a) Chanchada – comédias musicais. Significa porcaria (em espanhol paraguaio). b) Pornochanchada – derivada das chanchadas eram as comédias eróticas.

Delimitação: 

Delimitação Sua principal preocupação é compreender como a pornochanchada aparece durante a ditadura militar. Como as produções brasileiras refletiam esse momento histórico, devido, o comando das forças armadas. Este trabalho é uma visão sócio-histórica das produções que dominaram as salas de cinema nacional.

Problemas: 

Problemas a) O que é possível dizer sobre o país e o modo de vida dos brasileiros a partir da pornochanchada? b) Até que ponto esse tipo de filme pode contribuir para entender a história e o passado do país, sendo, tão esclarecedor quanto qualquer outro filme considerado de alto nível?

Hipótese: 

Hipótese Não só produções didáticas contribuem para localizar o passado do Brasil, assim como, produções estigmatizadas pela elite.

Objetivo: 

Objetivo Apontar sua estreita relação com a ordem econômica, política e social vigentes no Brasil.

Justificativa: 

Justificativa Sua pertinência se dá pelo fato de não existir um estudo como este. Sua relevância advém dos poucos estudos feitos. A pesquisa vai contribui sócio-histórico, culturalmente e academicamente.

Metodologia: 

Metodologia Caracterização da pesquisa: exploratória por ter o aprimoramento de idéias e descritiva porque vai descrever características da pornochanchada. Método de Abordagem: Dedutivo, pois, parte de uma idéia geral para uma idéia particular.

Capítulo 1: Indústria cultural, Cultura de massa e Arte: 

Capítulo 1: Indústria cultural, Cultura de massa e Arte A indústria cultural tende a cada vez mais participar das vidas das pessoas, administrando suas necessidades e vontades.

Capítulo 2: Cinema: 

Capítulo 2: Cinema 2.1 História do cinema A primeira apresentação pública do cinema foi em 1895, produzido e exibido por Lumiére. Era uma forma de captar e registrar a realidade. Tomou a função popular de contar histórias. Sua principal forma e mais forte foi a ficcional. O cinema é uma ilusão da realidade, pois, passa pelo processo de filmagem, por edição e seleção, o que desfaz a realidade.

Capítulo 3: História do cinema Brasileiro : 

Capítulo 3: História do cinema Brasileiro 3.1 A “Bela Época” A primeira apresentação pública do cinema foi em 1895. N o Brasil deu-se em 8 de julho de 1896, com a inauguração de um omniographo (variação do cinematógrafo dos irmãos Lumière) na Rua do Ouvidor, no Rio de Janeiro. 3.2 Os Ciclos regionais Viram florescer o movimento cinematógrafo nos anos 20. Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul. 3.3 A Era dos Estúdios Foi a fase de ouro dos estúdios. Destacaram-se a Atlantida, Brasil Vita Filmes, Cinédia e Vera Cruz. A partir daí abriu-se o filão dos musicais carnavalescos, que evoluíram para as chanchadas .

continuação: 

continuação 3.4 Cinema novo e realidade brasileira Com a falência dos estúdios cariocas e paulistas, abriu espaço para jovens cineastas do Rio de Janeiro e da Bahia no início dos anos 60 que rebelavam contra o industrialismo da Vera Cruz e a alienação das chanchadas. Convergiam no interesse por um cinema barato, que refletisse e discutisse a realidade brasileira sob um ponto de vista nacional-popular. O cinema brasileiro incorporava seus personagens as minorias. Além de dramatizar os dilemas dos intelectuais com o regime instalado pelo golpe militar de 1964. Foi o período de maior evidência internacional do cinema brasileiro.

continuação: 

continuação 3.5 O cinema contemporâneo As décadas de 1970 e 1980 caracterizaram-se, pela presença da censura militar. A segunda metade da década foi de aquecimento da produção e do mercado. As influências do cinema pós-moderno na década de 1980, ganharam força, com temas políticos com o fim do governo militar.

Capítulo 4 : Cinema Marginal e Pornochanchada: 

Capítulo 4 : Cinema Marginal e Pornochanchada 4.2 A Chanchada Teve início na década de 30 no Rio de Janeiro. Ligação com o cinema americano. Predominava um humor ingênuo, cômico e de caráter popular. Fez sucesso por adotar temas carnavalescos em forma de música. A produtora carioca Atlântida foi a grande responsável pelo sucesso das chanchadas. Produções genuinamente brasileiras, que lotaram as salas de cinema por um longo período. 4.3 As cinco fases da chanchada A primeira fase é caracterizada pela comédia muda em 1929. A segunda fase são os filmes musicais, A terceira fase eram os filmes carnavalescos da empresa cinematográfica Atlântida. A quarta fase foi a chanchada. Em 1951, as chanchadas deixam de ser carnavalescas, e passam a ter um tom mais debochado, parodiando o cinema americano e a política nacional. A quinta fase é conhecida por chanchada B. Dercy Gonçalves, teve grandes momentos. Uma enxurrada de chanchadas invadiam o país. Mesmo assim, o seu sucesso junto ao público era garantido, o qual se preocupava somente com uma coisa: rir.

continuação: 

continuação 4.4 Pornochanchada A Boca era o centro de produção das pornochanchadas, eram as comédias eróticas leves do início da década de 1960. Teve grande êxito popular em (1977-1980). Os filmes desviavam a atenção da sociedade dos desmandos e das perseguições políticas. Foi uma saída, depois das dificuldades que o Cinema Novo enfrentava. Invadiram o mercado e se caracterizaram por serem produzidas em série. Eram altamente lucrativas. Trabalhou na sua primeira fase apenas com a insinuação do sexo, conhecido como , soft-core . A pornochanchada só floresceu por causa da ditadura. Se não tivesse ditadura não haveria pornochanchada. Fórmula desgastada no fim do período, iniciando, fase explícita.

Análise dos filmes: 

Análise dos filmes 5.5 Amor Estranho Amor Dirigido por Walter Hugo Khouri, em 1982, faz o estilo drama erótico, não contém cenas explícitas, os personagens aparecem totalmente nus ou seminus nas cenas. Seu conteúdo é fraco e triste. O filme mostra as visões do passado e lembranças que incluem sonhos e desejos irrealizados. Apelava para atrizes jovens, bonitas, famosas que seduziam. 5.6 Histórias que nossas babás não contavam Filmado em 1979 por Oswaldo de Oliveira, o filme, de gênero comédia, é uma livre adaptação erótica do clássico dos irmãos Grimm “Branca de Neve e os 7 anões”. Tem um humor picante, sacana sem ser pornográfico e divertido.

Capítulo 6: O Homem unidimensional na pornochanchada: 

Capítulo 6: O Homem unidimensional na pornochanchada 6.1 Funções do prazer e da malandragem na pornochanchada a) Fuga da realidade: Os filmes desviavam a atenção da sociedade. b) Crítica social: Mostram a hipocrisia da sociedade brasileira. 6.2 A coisificação do ser humano Pornografia como produto da cultura de massa não se limita à literatura. Rentável objeto de consumo. A sexualidade que poderia ser transformada num instrumento de prazer se torna mercadoria. Ao submetê-la aos interesses mercantis é reduzida somente ao genital transformando-a num eficiente instrumento de controle social. 6.4 A espontaneidade da pornochanchada Por mais rentável que seja a atividade pornográfica, é vista como algo desprezível. A pornochanchada também classificava suas personagens e trabalhava com elas como mais um elemento de erotização. A mulher, por exemplo, é para ser contemplada e desejada. O homem unidimensional está preso no universo da repetição. Esse é o esquema da indústria, que utilizará a repetição para montar sua estrutura. As técnicas da sensualidade e erotismo utilizadas nos filmes transformaram a mulher e o homem em objetos. Objetos de divertimento, de prazer, vítima do cinismo desfrutador do capitalismo e da sociedade machista.

Conclusão: 

Conclusão Era uma fuga da realidade, pois, o país enfrentava a ditadura militar. Seu sucesso está ligado ao moralismo e conservadorismo na sociedade Brasileira. Homens e mulheres eram objetos de divertimentos. A pornochanchada aconteceu simultaneamente em outras partes do mundo. Observamos na cultura cotidiana os conceitos de exclusão, de inferioridade natural, de submissão e outros que orientam comportamentos, hábitos e costumes de um povo.