logging in or signing up o novo mundo do trabalho Santos07 Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: Embed: Flash iPad Dynamic Copy Does not support media & animations Automatically changes to Flash or non-Flash embed WordPress Embed Customize Embed URL: Copy Thumbnail: Copy The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 627 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: October 10, 2011 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide 1: O Novo Mundo do Trabalho Escola Secundária de Estarreja Goo Goo Dolls - IrisSlide 2: Cláudia Roldão Curso Tecnológico de Administração Prova de Aptidão Tecnológica Ano Lectivo 2008/2009 Perfil Docente : Rosário Santo s Cláudia Roldão 12ºF Nº4Slide 3: Cláudia Roldão O sonho e o projecto “O que vou ser quando crescer?” É a pergunta frequente que surge transitoriamente durante o percurso escolar. Nos sonhos, todos queremos ser médicos e engenheiros, mas na realidade, vale tudo!Slide 4: Cláudia Roldão A elaboração deste trabalho não teria sido possível sem a colaboração e a boa vontade daqueles que passo a citar. Gostaria de agradecer à Professora Rosário Santos pela sua colaboração, por se mostrar sempre disposta a esclarecer todas as dúvidas que surgiram durante a realização deste trabalho, contribuindo com recursos materiais (livros) e com sugestões. Queria agradecer à minha colega Ana Almeida, pela sua gentileza em me ceder a entrevista que ambas realizámos ao Sr. José Valente da SEMA no âmbito da disciplina de Projecto Tecnológico, subordinado ao tema “O Novo Mundo do Trabalho”. Ao Jorge Maia pela sua disponibilidade manifestada ao longo da elaboração deste projecto. A todos os que contribuíram para que esta tarefa fosse positiva, os meus maiores agradecimentos. AgradecimentosSlide 5: Cláudia Roldão A questão do trabalho/emprego tem preocupado todos os países do mundo, pois trata-se de um grave problema social que vem a afectar todas as economias desenvolvidas e em desenvolvimento. Neste trabalho/projecto a minha reflexão incide sobre algumas ineficiências estruturais ao nível do ensino bem como aos desafios que se colocam à nossa economia: motivação, formação contínua, produtividade, inovação, flexibilidade, experiência, interagir com os colegas de trabalho, estar aberto a novos conceitos, ser dinâmico, criativo, ter o maior número de cursos possíveis que supra as necessidades do empregador e que esteja enquadrado no perfil requerido, capacidade profissional, visão estratégica, optimismo, projectos, um bom comportamento, disponibilidade, etc. Tudo isto, peças fundamentais para vencer no mercado de trabalho, uma vez que o emprego está muito limitado. É preciso estar atento e aproveitar as oportunidades que surgem de emprego, pois apesar de serem menos existem, o trabalho não aparece, CONQUISTA-SE ! O futuro está nas mãos de cada um, é importante ouvir a nossa vocação. ResumoSlide 6: Cláudia Roldão Emprego Ensino Mercado de trabalho Formação Desemprego Palavras-chaveSlide 7: Cláudia Roldão 1. Introdução 2. O Novo Mundo do Trabalho 3. Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego 4. Desemprego em Portugal 5. Tipos de desemprego 6. As políticas do desemprego 7. Ensino, Formação e Emprego 8. A dinâmica do mercado de trabalho 9. Segurança e protecção no emprego 10. Desafio das organizações 11. Motivação no mundo do trabalho SumárioSlide 8: Cláudia Roldão 12. Factores motivadores 11. Competitividade 12. As novas tecnologias no mercado de trabalho 13. As ofertas de emprego em Portugal 14. Ao alcance do 1º emprego 15. O paradigma da flexibilidade 16. Flexisegurança 17. O Gerente de Ontem e o Gerente de Hoje 18. O Funcionário de Ontem e o Funcionário de Hoje 19. Novo Mercado de Trabalho exige novas atitudes 20. Para o novo profissional cita-se… SumárioSlide 9: Cláudia Roldão 21. Lidar com as condições modernas do trabalho 22. Trabalhe no que gosta… e seja mais feliz e bem sucedido 23. Stress no Mercado de Trabalho 24. Construção de competências 25. Discriminação no trabalho 26. Entrevista 27. Notícias 28. O homem e o futuro do trabalho 29. Conclusão 30. Bibliografia SumárioSlide 10: Cláudia Roldão Não se houve falar noutra coisa, destaca-se na televisão, nos jornais, nas revistas, “Qimonda Portugal entra com pedido de insolvência”, “Aerosoles não paga salários”, “Yazaki Saltano vai entrar em lay-off ”, tudo isto, notícias que desesperam milhares de portugueses ao verem os seus postos de trabalho ameaçados. Esta nova realidade social, desde o início que me despertou interesse desenvolvê-la, uma vez que é fundamental a aquisição do conhecimento do mercado de trabalho e das perspectivas que este oferece, para que a orientação profissional seja profícua. O trabalho que se segue abrange um conjunto de assuntos relativos a uma pesquisa no âmbito do “Novo Mundo do Trabalho”. Assim, serão abordados vários componentes da importância desta temática. O mercado de trabalho em Portugal está a colocar no desemprego pessoas qualificadas e a levantar a questão: “Será efectivamente necessário estudar para conseguir sobreviver e obter rendimentos?”. IntroduçãoSlide 11: Cláudia Roldão Inúmeras pessoas licenciam-se em áreas que a sociedade não precisa, levando a que grande parte das pessoas não encontrem emprego nas áreas que estudaram, pois, estas já não são absorvidas pelo mercado de trabalho. Este factor de desemprego contribui para a exigência nos processos de recrutamento de pessoal, uma vez que o mercado atravessa dificuldades. Portanto, o mundo do trabalho do futuro tende ser ainda mais exigente dado que há muita procura de emprego, o que levará a uma selecção mais rigorosa. O mundo contemporâneo apresenta mudanças que afectam todos os sectores da sociedade. A era do emprego seguro terminou e os despedimentos estão na ordem do dia. É de assumir que o emprego deixou de ser definitivo, já não existem os chamados “empregos para a vida”. O flagelo do desemprego chegou e está a ensombrar um sem-número de organizações em todo o país. Empresas com dificuldades financeiras e outras a reboque da crise, aproveitam para reestruturar o seu quadro de pessoal. IntroduçãoSlide 12: Cláudia Roldão Para fazer face às dificuldades financeiras são cada vez mais os portugueses que acumulam dois ou mais trabalhos, mesmo numa altura em que o desemprego atinge níveis recorde. São pequenos biscates que acabam por se tornar fundamentais para quem precisa de um extra no orçamento mensal para fazer face às despesas quotidianas e minimizar o impacto de uma situação de instabilidade laboral contínua. Perante esta nova realidade social, não se deve protestar, mas sim adaptar, uma vez que o mundo é e será dos adaptáveis: muitos ficarão pelo caminho, dificilmente compreenderão esta mudança. Há que optar entre não ter trabalho e ter meio ano de trabalho . IntroduçãoSlide 13: Cláudia Roldão “Competências que levaram ao sucesso no passado talvez não sejam as mesmas requeridas para enfrentar os desafios nos negócios futuros.” Vicky Block O novo mundo do trabalhoSlide 14: Cláudia Roldão Encontrar a oportunidade que desejamos com as regalias que gostaríamos e boas perspectivas de carreira, revela-se, cada vez mais, uma “missão impossível”. Dar o primeiro passo para a entrada no mercado de trabalho, sem experiência profissional anterior, revela-se muitas vezes uma tarefa ingrata e frustrante. O novo mundo do trabalhoSlide 15: Cláudia Roldão O mercado de trabalho é a relação entre a oferta e a procura de trabalho. Podemos dizer que a oferta de trabalho representa a procura de emprego, por seu lado, a procura de trabalho constitui a oferta de emprego. Desequilíbrios sobre o mercado de trabalho O desequilíbrio do mercado de trabalho deve-se à elevada taxa de desemprego, que resulta da diferença entre a oferta e a procura de trabalho . Mercado de Trabalho, Emprego e DesempregoSlide 16: Cláudia Roldão Têm um emprego Sim Não População Empregada Procura um Emprego Sim Não População Desempregada População Inactiva Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego Esquema 1 – Fluxograma do Emprego (adaptado)Slide 17: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal Portugal atingiu, em Fevereiro de 2009, o número mais elevado de sempre inscritos nos centros de emprego: 469 299 pessoas estão a reaprender a viver sem picar o ponto, a descodificar os classificados dos jornais, a fazer contas para chegar ao fim do mês com o subsídio do Estado. Milhares nem sequer tem direito a esta “almofada” de emergência. Por detrás de cada número há um rosto, uma vida em apuros. Diferentes idades, origens, formações e experiências, são as características destes desempregados desesperados à procura de um emprego. Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 18: Cláudia Roldão População mais afectada Em termos de estrutura, o desemprego atinge sobretudo as mulheres, os activos adultos entre os 35 e os 54 anos, as pessoas à procura de um novo emprego, os que possuem o 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico e os desempregados que procuram emprego há menos de 12 meses. Desemprego em PortugalSlide 19: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal País suspenso Taxa de desemprego por regiões em % da população activa: Norte – 8,7% Centro – 5,4% Lisboa – 8,2% Alentejo – 9,0% Algarve – 7,0% Açores – 5,5% Madeira – 6,0% Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 20: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 21: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 22: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 23: Cláudia Roldão Profissões mais afectadas Trabalhadores da Metalurgia e similares Nutricionistas Vendedores Trabalhadores das Minas e Construção Civil Pessoal dos Serviços de Protecção e Segurança Operários Fabris Professores Desemprego em PortugalSlide 24: Cláudia Roldão As causas do desemprego são diversificadas, mas podemos apontar como as mais importantes as seguintes: Desemprego sazonal – Actividades que empregam um elevado número de indivíduos nas chamadas épocas altas, que depois dispensam no resto do ano, causando assim desemprego. Desemprego temporário – i ndivíduos a mudar de emprego, ou porque não se sentem realizados, ou porque adquiriram mais habilitações que lhes permitem procurar novo emprego. Desemprego estrutural – quando as habilitações dos trabalhadores não correspondem ao perfil exigido pelas empresas. Tipos de desempregoSlide 25: Cláudia Roldão Desemprego tecnológico – gerado pelo desenvolvimento tecnológico, e isto por duas razões: Porque exige pessoal com qualificações especializadas para trabalhar com os novos equipamentos, o que leva ao despedimento dos trabalhadores sem essas habilitações; Porque os novos equipamentos requerem menos mão-de-obra. Muitas vezes, a utilização de equipamento electrónico e outro, permite fazer com um ou dois trabalhadores o mesmo que antes era feito em 20 ou 30. Desemprego de longa duração – aquele que ultrapassa um ano. Tipos de desempregoSlide 26: Cláudia Roldão O principal problema económico com que Portugal se depara continua a ser o da persistência de elevados níveis de desemprego. O desemprego tem aumentado rapidamente durante os períodos cíclicos de recessão, mas tem diminuído lentamente durante os períodos de recuperação, reflectindo a incapacidade de manter, durante estes períodos, um nível de crescimento do emprego suficientemente constante. O resultado tem sido um ‘disparo’ dos níveis de desemprego. As políticas do desempregoSlide 27: Cláudia Roldão O aumento do desemprego foi acompanhado pelo agravamento das disparidades entre as regiões, afectando profundamente as regiões menos favorecidas. As diferenças inter-regionais relativamente às oportunidades de emprego dizem respeito sobretudo às mulheres e aos jovens. As taxas de emprego feminino ascendem a mais de 60% nas regiões que registam o menor nível global de desemprego, mas correspondem a menos de metade desta percentagem nas regiões com os mais elevados níveis de desemprego As políticas do desempregoSlide 28: Cláudia Roldão Ensino, Formação e Emprego As realidades económicas e sociais estão em constante mudança, exigindo-se um Emprego mais flexível e mais dependente do conhecimento e da formação. Os indivíduos que precocemente abandonam o ensino sentem dificuldades na entrada para o mercado de trabalho, o que conduz ao aumento do desemprego nas camadas jovens da população detentoras de pouca qualificação e promove a exclusão social. Assim, é necessário criar mecanismos de apoio eficazes a estes jovens, de modo a que desenvolvam meios que lhes permitam a realização de projectos pessoais e profissionais de futuro.Slide 29: Cláudia Roldão Ensino, Formação e Emprego A sociedade portuguesa sofre de um problema crónico: a falta de qualificação profissional de base da generalidade dos trabalhadores, associada a uma ainda elevada taxa de analfabetismo que ronda os 10%.Slide 30: Cláudia Roldão Ensino, Formação e Emprego Com efeito, cabe às empresas, com o aval do Estado, fornecer essa possibilidade de formação contínua e útil aos jovens que integram a sua força de trabalho, de forma a que estes melhor realizem as actividades dentro das empresas a que são afectos e lhes proporcionem maior produtividade. No entanto, o tecido empresarial português não se tem mostrado capaz de dar essa formação aos trabalhadores, continuando Portugal com uma população activa sem actualização de conhecimentos, sem formação para as tarefas que realiza e com baixa produtividade.Slide 31: Cláudia Roldão O emprego é uma variável que determina o bem-estar da esmagadora maioria das pessoas, que vive dos rendimentos do emprego. Porém, é também uma variável que depende do comportamento da economia, da confiança e capacidade dos agentes para investir e criar novos postos de trabalho. A dinâmica do mercado de trabalhoSlide 32: Cláudia Roldão Para atrair um maior número de pessoas no mercado de trabalho e modernizar os sistemas de protecção social, propõe-se: Executar políticas de emprego para atingir o pleno emprego, melhorar a qualidade e a produtividade do trabalho e reforçar a coesão social e territorial; Assegurar a existência de mercados de trabalho inclusivos, melhorar a atractividade do trabalho e torná-lo mais remunerador para os que procuram emprego, incluindo as pessoas desfavorecidas e as inactivas; Melhorar a resposta às necessidades do mercado de trabalho; A dinâmica do mercado de trabalhoSlide 33: Cláudia Roldão Promover a flexibilidade em conjugação com a segurança do emprego e reduzir a segmentação do mercado de trabalho; Instaurar mecanismos de fixação dos salários favoráveis ao emprego; Alargar e aumentar o investimento em capital humano; Adaptar sistemas de educação e formação que correspondam às novas exigências em matéria de competências. A dinâmica do mercado de trabalhoSlide 34: Cláudia Roldão O nível de satisfação dos trabalhadores com o emprego é reduzido. Hoje em dia, é elevado o risco dos trabalhadores que podem perder o emprego. Os mesmos, apercebem-se que ao perderem o emprego, podem cair em períodos de desemprego muito prolongados e com óbvios custos económicos e sociais. Segurança e protecção no emprego E agora? Como vou pagar as minhas despesas?Slide 35: Cláudia Roldão Actualmente, em Portugal, revelam-se baixos níveis de formação, o que causa uma baixa produtividade (rendimento), que por sua vez não promove o investimento em capital humano (formação). Segurança e protecção no empregoSlide 36: Cláudia Roldão Desafio das organizações Torná-las decididas Um dos maiores desafios das organizações é… Motivar pessoas Convertê-las confiantes Estimulá-las para que sejam bem sucedidas Esquema 2 – Desafios das organizaçõesSlide 37: Motivação no mundo do trabalho Cláudia Roldão Todas as organizações querem ter nos seus quadros pessoas altamente motivadas e entusiasmadas com o seu trabalho, pessoas que dêem o máximo de si mesmas para alcançar o sucesso da organização, pessoas capazes de trabalhar em conjunto e dispostas a ultrapassar elevados padrões de excelência no seu desempenho. O facto é que motivar pessoas a atingir elevados padrões de desempenho organizacional é hoje uma questão de sobrevivência das organizações num mundo de negócios altamente mutável e competitivo. A competitividade externa depende basicamente da cooperação e colaboração internas.Slide 38: Motivação no mundo do trabalho Cláudia Roldão O desempenho organizacional depende da junção de vários factores críticos: estratégia, tecnologia, desenho, cultura organizacional e talento humano. Sem pessoas as organizações nada conseguem fazer umas vez que as pessoas são o agente que impulsiona as organizações, sendo necessário que esse talento humano possua conhecimento, habilidades e competências.Slide 39: Cláudia Roldão Factores motivadores Esquema 3 – Factores motivadoresSlide 40: Competitividade Cláudia Roldão Assiste-se actualmente a uma maior competitividade no mercado de trabalho; o número de jovens licenciados que ficam no drama do desemprego é cada vez maior; de facto, o mercado de trabalho em Portugal está a colocar no desemprego pessoas qualificadas e a levantar a questão: “Será efectivamente necessário estudar para conseguir sobreviver e obter rendimentos?”. Os receios aumentam, os alunos abandonam precocemente o ensino secundário, devido à desmotivação que todas estas situações lhes provocam, e que são cada vez mais.Slide 41: Cláudia Roldão A introdução de novas tecnologias desencadeou uma série de efeitos sociais que afectaram os trabalhadores e as organizações. Esses efeitos, os quais se podem chamar de "impactos sociais", repercutiram nos processos de trabalho, na qualificação da força de trabalho, nas próprias condições de trabalho, na saúde do trabalhador e consequentemente nas políticas de ocupação, afectando directamente a questão do emprego. As novas tecnologias no mercado de trabalhoSlide 42: Cláudia Roldão O uso de novas tecnologias trouxe a diminuição dos operários e uma mudança na organização dos processos de trabalho. Um estudo feito aponta que 80% dos entrevistados afirmam que houve eliminação de postos de trabalho nos sectores industriais equipados com novas tecnologias reduzindo a força de trabalho empregada. Apenas 20% dos entrevistados responderam que nas suas indústrias não houve eliminação de postos de trabalho mas uma readaptação de trabalhadores nos sectores produtivos para se integrarem no processo, visando garantir a produtividade. As novas tecnologias no mercado de trabalhoSlide 43: Cláudia Roldão A justificação da eliminação de postos de trabalho foi de que a modernização tecnológica permitiu reorganizar o trabalho, racionalizando-o e readaptando-o a novas funções produtivas, com fins de manter padrões de qualidade. Ficou visível nesse estudo que a produtividade é a alavanca das decisões de novos investimentos e dos seus resultados. As novas tecnologias no mercado de trabalhoSlide 44: Cláudia Roldão Actividades Económicas com mais Ofertas de Emprego Actividades Imobiliárias Comércio por grosso e retalho Hotelaria e Restauração Assistência - Saúde Tecnologias de Informação e Comunicação Finanças e Gestão Financeira As ofertas de Emprego em PortugalSlide 45: Cláudia Roldão Existem muitas profissões na área dos serviços que continuarão a ser necessárias apesar de não exigirem qualificações superiores, como é o caso dos carteiros, jardineiros, cabeleireiros, e, empregados de balcão (seja em restaurantes, cafés ou lojas), uma vez que são os serviços que as novas tecnologias não conseguem substituir. As ofertas de Emprego em PortugalSlide 46: Cláudia Roldão 1. Estágio É a principal porta de entrada no mercado de trabalho, sobretudo para recém licenciados que encontram nesta oportunidade a forma de se afirmar e conquistar um lugar no difícil mercado de trabalho. Por regra, pouco ou nada remunerados, os estagiários beneficiam a oportunidade de aprendizagem e contacto directo com profissionais da sua área de actividade, integrando-se em verdadeiras equipas de trabalho com responsabilidades e resultados a apresentar. Paralelamente, este tipo de experiências enriquecem o CV e ajudam a criar uma rede de contactos fora do leque da universidade, o que poderá ser útil para oportunidades futuras. Vantagens: Contacto directo com a cultura e negócio da empresa; Aplicação prática de conhecimentos; Desenvolvimento de uma rede de contactos; Desvantagens: Remuneração baixa ou inexistente; Tarefas rotineiras; Falta de responsabilidade e autonomia; Dificuldade em fazer-se ouvir dentro da empresa. Ao alcance do 1º EmpregoSlide 47: Cláudia Roldão 2. Negócio Familiar Existindo um negócio de família, é natural que este seja ponto de passagem obrigatória para cada geração. Apesar desta opção nem sempre ser do agrado de quem está a começar a sua carreira, a verdade é que o vínculo familiar facilita a integração e a aprendizagem, com resultados notórios no desenvolvimento profissional. Vantagens: Facilidade de adaptação; Flexibilidade; Bom ambiente de trabalho; Comunicação aberta e informal; Estabilidade; Desvantagens: Tradicionalismo; Dependência da estrutura familiar.Slide 48: Cláudia Roldão 3. Part-time Independentemente da relação que possam ter ou não com a área de formação, as experiências em part-time podem ser um factor muito positivo no CV, sobretudo no que diz respeito aos recém licenciados que normalmente apenas têm as suas habilitações académicas, sem qualquer complemento prático. À possibilidade de adquirir experiência profissional, acresce o factor remuneratório, que, longe de ser perfeito, poderá ser essencial à estabilidade e equilíbrio pessoal. Vantagens: Trabalho por objectivos; Integração em equipas; Melhoria do CV; Desvantagens: Falta de ligação à área de formação; Pouca responsabilidade;Slide 49: Cláudia Roldão 4. Lançar o seu próprio negócio A ideia de assumir o controlo do seu futuro e lançar-se no desafio de um negócio por conta própria poderá ser um forte atractivo para quem encara com desânimo as perspectivas profissionais do actual mercado de trabalho. Tendo a capacidade de investimento necessária, poderá escolher a área que mais lhe agrada e seguir o seu caminho como patrão de si próprio. Vantagens: Autonomia; Satisfação; Projecto a longo prazo; Desvantagens: Risco; Instabilidade; Investimento;Slide 50: Cláudia Roldão 5. Procurar no estrangeiro A possibilidade de sair do país e ir procurar oportunidades de trabalho no estrangeiro é cada vez uma alternativa para muitos recém-licenciados. Com facilidades acrescidas para cidadãos europeus, o mercado de trabalho internacional é um desafio aliciante para os mais “aventureiros” quer para o começo de carreira, quer como seguimento de uma carreira de sucesso. Vantagens: Desenvolvimento pessoal; Contacto com outras culturas; Desvantagens: Distância; Risco; Dificuldades de readaptação.Slide 51: Cláudia Roldão Foi especialmente no final do século XX e início do século XXI, que a flexibilidade se tornou num aspecto central da organização e gestão do trabalho, tomando várias formas e com diferentes e diversas estratégias de ajustamento para atingir os objectivos das organizações, que vêem nesta prática uma forma de atingir a competitividade no mercado global. Flexibilidade está muitas vezes associada a vários factores - flexibilidade das empresas, dos mercados, dos produtos, mas também dos indivíduos, do tempo e dos ritmos de trabalho. O paradigma da flexibilidadeSlide 52: Cláudia Roldão *Outsourcing - designa a acção que existe por parte de uma organização em obter mão-de-obra de fora da empresa. Tipos de flexibilidade Esquema 3 – Tipos de flexibilidadeSlide 53: Cláudia Roldão A flexisegurança combina um mercado de trabalho flexível, um sistema de segurança forte e eficaz, politicas de emprego activas e uma definição de direitos e deveres dos vários actores sociais, bem definida e amplamente aceite por todos. Constrói-se com base em quatro componentes: contratos de trabalho flexíveis, estratégias de aprendizagem ao longo da vida, políticas de emprego activas e eficazes e sistemas de segurança social modernos. FlexisegurançaSlide 54: Cláudia Roldão Flexisegurança permite que as empresas e os trabalhadores beneficiem da flexibilidade e da segurança. Flexibilidade para os trabalhadores, definida como mudanças bem sucedidas durante o ciclo de vida: da escola para o trabalho, de um emprego para outro, do emprego para a reforma; e para as empresas permitindo organizações de trabalho flexíveis, capazes de se adaptarem eficazmente às novas necessidades do mercado. Segurança no emprego significa permanecer no mercado de trabalho, quer seja na mesma empresa ou entre empresas. Deixam de existir empregos para toda a vida, mas passam a existir mais oportunidades para todas as pessoas encontrarem um emprego com maiores apoios no desemprego. FlexisegurançaSlide 55: Cláudia Roldão O Gerente de Ontem e o Gerente de Hoje Esquema 5 – O Gerente de Hoje Esquema 4 – O Gerente de OntemSlide 56: Cláudia Roldão O Funcionário de Ontem Esquema 6 – O Funcionário de OntemSlide 57: Cláudia Roldão O Funcionário de Hoje Esquema 7 – O Funcionário de HojeSlide 58: Cláudia Roldão Inúmeras pessoas não encontram emprego nas áreas que se licenciam pois estas já não são absorvidas pelo mercado de trabalho. As novas fatias de mercado estão cada vez mais condicionadas à bagagem profissional, experiências e trabalhos realizados dos profissionais. Perante esta “novidade”, há que encontrar uma medida equilibrada mas que tenha viabilidade económica para as empresas, caso contrário, deixa de haver emprego para uns e para outros. Novo Mercado de Trabalho exige novas atitudesSlide 59: Cláudia Roldão Cabe ao Estado, manter a dignidade do trabalhador e garantir que haja condições humanas para desenvolver o trabalho com equidade, justiça e normas. Porém, não podemos pensar que as questões complexas do mundo do trabalho e do emprego sejam resolvidas apenas pelo Estado, pois compete a cada um ser responsável pela sua inserção no mercado de trabalho. Há que aproveitar as oportunidades de formação contínua para evoluir e estar em condições de se adequar à flexibilidade, contrariando um clima de “preguiça e não progressão”. Novo Mercado de Trabalho exige novas atitudesSlide 60: Cláudia Roldão a) Ser inovador, criativo, líder e saber comunicar-se; b) Conhecer e integrar novos recursos para a recuperação da informação; c) Boa cultura geral; d) Sólidos conhecimentos profissionais; e) Facilidade de comunicação oral e escrita; f) Dinâmico – espírito de iniciativa; g) Polivalente; h) Fluência em línguas estrangeiras. Para o novo profissional cita-se…Slide 61: Cláudia Roldão “As condições de trabalho mudaram consideravelmente nos últimos anos. Os empregados de hoje têm que lutar com exigências diferentes e com maiores responsabilidades individuais que os seus homólogos de há vinte anos atrás.” Para lidar com essas mudanças é preciso planear e usar o tempo de trabalho de forma efectiva, melhorar as capacidades de comunicação, aprender a resolver conflitos de forma construtiva, tomar decisões que resolvam problemas e aceitar a mudança e a incerteza. Lidar com as condições modernas do trabalhoSlide 62: Cláudia Roldão Durante épocas de muito trabalho, é importante identificar as tarefas mais importantes e concentrar-se inteiramente nelas – para ser eficiente é fundamental estabelecer prioridades e planear. As tarefas mais importantes são quase sempre as que geram maiores rendimentos para a empresa. Identificar as situações e as tarefas em que se desperdiça tempo, é também muito importante. Destas situações, algumas das que ocorrem com mais frequência são as reuniões não planeadas, as secretárias desorganizadas e a tendência para perder tempo com tarefas administrativas pouco relevantes. Os empregados mais eficientes no desempenho das tarefas e que melhor contribuem para ajudar a empresa a atingir os seus objectivos, são os mais valiosos para os seus patrões. Planear e usar o tempo do trabalhoSlide 63: Cláudia Roldão É importante aprender a evitar mal-entendidos desnecessários, pois estes constituem um desperdício de tempo e são geradores de grande tensão. Transmitir informação verbalmente pode ser melhorado da seguinte forma: Fazer um esforço para ser sucinto indo tão directo quanto possível ao assunto; Confirmar que a outra pessoa compreendeu, fazendo perguntas adequadas; Resumir a conversa de modo a garantir que não existem mal entendidos. Melhorar as capacidades de comunicaçãoSlide 64: Cláudia Roldão O primeiro passo para lidar de forma construtiva com um conflito é dar prioridade e atenção àqueles que interferem mais com o seu trabalho. Se tiver que tomar medidas para solucionar um conflito, deverá: Falar frente-a-frente com a pessoa com que tem diferenças de opinião; Dar à outra pessoa a oportunidade de explicar o seu ponto de vista; Tentar chegar em conjunto a alguma conclusão construtiva. Resolver conflitos de forma construtivaSlide 65: Cláudia Roldão São poucas as pessoas que exercem a profissão na área que realmente gostam, mas são justamente elas exemplos de profissionais bem-sucedidos, tanto no campo pessoal como no profissional. A possibilidade de fazer o que se gosta e unir prazer ao trabalho diário pode trazer, além de muita felicidade, entusiasmo e qualidade de vida. Antigamente as pessoas tinham uma preocupação maior com as suas carreiras e interesses profissionais. Porém, nos últimos anos, o trabalho é visto como uma forma de ganhar dinheiro, as pessoas escolhem a profissão a pensar nas possibilidades de ganhar mais, sem saber que na verdade o dinheiro é só uma consequência de um trabalho bem feito, principalmente quando é feito com prazer. Trabalhe no que gosta… e seja mais feliz e bem sucedidoSlide 66: Cláudia Roldão Por vezes, o profissional até faz o que gosta, mas está no lugar errado: os profissionais são mal seleccionados e não estabelecem uma “química” com a organização. Trabalhar no que se gosta implica passar por algumas dificuldades, seja pelas restrições da área ou do mercado, mas isso não chega a ser um obstáculo, pelo contrário: estimula e é mais um motivo para crescer e procurar uma especialização cada vez maior. Faça da crise uma oportunidade. Trabalhe no que gosta… e seja mais feliz e bem sucedidoSlide 67: Cláudia Roldão O trabalho contém algumas características e exigências que podem provocar situações de stress. Quando estas exigências destas situações são percebidas pelo indivíduo como superiores aos recursos que o indivíduo tem para lidar com elas, então surgirá o stress, que pode conduzir nomeadamente à desmotivação, angústia, baixo desempenho e quebra de produtividade. O stress será tanto maior quanto maior for a discrepância e o desequilíbrio entre a percepção dos indivíduos e as propriedades objectivas do ambiente de trabalho. É necessário introduzir estratégias de controlo do stress e de outros riscos relacionados com o trabalho a fim de melhorar a saúde física e mental dos trabalhadores, para uma maior produtividade. Stress no mercado de trabalhoSlide 68: Cláudia Roldão Saber agir Saber ser Saber Saber fazer Construção de competênciasSlide 69: Cláudia Roldão Conhecimento cientifico e tecnológico Conhecimentos gerais Saber agir Saber ser Saber Saber fazer SaberSlide 70: Cláudia Roldão Saber agir Saber Convivência Social Responsabilidade Auto-estima Ética Saber fazer Saber ser Saber serSlide 71: Cláudia Roldão Saber agir Saber ser Saber Concepção de um projecto Aplicação dos conhecimentos Habilidades psicomotoras Finalização de um produto Saber fazer Saber fazerSlide 72: Cláudia Roldão Saber ser Saber Saber fazer Saber agir Resolução de situações - problema Trabalhos com diversidade cultural Participação como membro de uma equipa Administração de recursos Saber agirSlide 73: Cláudia Roldão Formas de discriminação O que se constata da discriminação, é que o combate às suas causas e efeitos no trabalho, mostra-se ainda ineficiente. Os exemplos a seguir enumerados, extraídos de situações concretas, são apenas flashes desta triste realidade, do nosso equívoco quotidiano. os negros têm acesso dificultado nas selecções para a vaga de determinados empregos, especialmente para os postos que implicam o contacto com o público (o mesmo ocorre com os homossexuais e portadores do vírus VIH/SIDA ); Discriminação no TrabalhoSlide 74: Cláudia Roldão as mulheres são assediadas sexualmente como instrumento de pressão no trabalho; os portadores de deficiência física são rejeitados pelo mercado de trabalho; as mulheres têm mais dificuldade de ocuparem postos de trabalho e de ascenderem profissionalmente; as mulheres são demitidas por motivo de gravidez, ou delas são exigidos atestados de esterilização e não gravidez, quando da admissão. Discriminação no TrabalhoSlide 75: Cláudia Roldão Existem diversos factores que dificultam a eliminação da discriminação no trabalho. O desemprego, por exemplo, pode provocar desigualdades, na medida em que restringe a vontade do trabalhador de se insurgir em face de eventual discriminação. Assim, o trabalhador prefere resignar-se à desigualdade (à possibilidade de perder o posto de trabalho), mesmo em época de crise. É muito difícil, promover a igualdade de oportunidades numa sociedade desigual. Geralmente a desigualdade no trabalho constitui-se em mera projecção de valores que estão na base da convivência social. Ora, se a própria sociedade discrimina, não há como afastar a discriminação no trabalho. Obstáculos para a igualdade de oportunidadesSlide 76: Cláudia Roldão Diariamente, por toda a União Europeia, existem pessoas impedidas de participar no trabalho e na sociedade devido ao preconceito e à discriminação. Esta é a razão pela qual foi criada legislação em matéria de igualdade de direitos que as ajude a ultrapassar os obstáculos com que se deparam. A legislação europeia proíbe a discriminação no emprego e na formação em razão da religião ou crença, deficiência, idade e orientação sexual, bem como a discriminação em razão da raça ou origem étnica, não só no âmbito do emprego e formação, como ainda noutras áreas da vida quotidiana. Meios de combate à discriminaçãoSlide 77: Cláudia Roldão Os empregadores têm o dever de «adaptação razoável» relativamente aos candidatos ou trabalhadores com deficiência. Tal, significa que têm de tomar as medidas adequadas para que estas pessoas acedam ao emprego ou à formação. A « adaptação razoável » inclui, por exemplo, o acesso para cadeiras de rodas, a adequação das horas de trabalho, ou, a redistribuição das tarefas numa equipa. Para determinar se o encargo é desproporcionado deverão ter-se em conta, os custos em causa, a dimensão e recursos financeiros da empresa e a possibilidade de obtenção de uma subvenção pública ou apoio de outro tipo. Obrigações dos empregadores em relação às pessoas com deficiênciaSlide 78: Cláudia Roldão E tu? Onde guardas o teu racismo? Todos os trabalhadores/as têm direito à igualdade de oportunidades e de tratamento no acesso ao emprego, à formação e promoção profissionais e às condições de trabalho. Nenhum trabalhador ou candidato a emprego pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão, nomeadamente, de ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar, património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical. Igualdade e não discriminaçãoSlide 79: Cláudia Roldão Art.º 22.º (Direito à igualdade no acesso ao emprego) 1.º Todos os trabalhadores têm direito à igualdade de oportunidades e de tratamento no que se refere ao acesso ao emprego, à formação e promoção profissionais e às condições de trabalho. A igualdade no acesso ao emprego e no trabalho encontra-se regulamentada nos artigos 22.º a 32º do Código do Trabalho.Slide 80: Cláudia Roldão Para conhecer melhor esta nova realidade, eu e a Ana, decidimos entrevistar o Sr. José Valente - Secretário-Geral da SEMA, o qual nos revelou a sua experiência ao longo da sua vida aliada ao seu contacto com a nova realidade do Mundo do Trabalho. Entrevista Clique na imagem para aceder à entrevista .Slide 81: Cláudia Roldão Notícias - OIT prevê ano negro em 2009 “ A mensagem da Organização Internacional do Trabalho é realista, e não alarmista. Enfrentamos uma crise global do emprego. Muitos governantes estão conscientes disso e já estão a actuar, mas é necessário uma acção decisiva, coordenada a nível internacional para evitar uma recessão global social”, foi com este alerta que Juan Somavia, o director-geral da OIT apresentou as conclusões do seu último relatório: Tendências Globais de Emprego para 2009. O cenário está longe de ser animador. A organização prevê que durante este ano, no mundo inteiro, cerca de 230 mil pessoas possam atingir o desemprego. Mais 50 milhões de pessoas desempregadas do que em 2007.Slide 82: Cláudia Roldão Em Outubro, a OIT apontava como previsão um aumento do desemprego para 2009 que não excederia os 20 milhões de trabalhadores face ao ano passado. Uma conta que, poucos meses depois, veio a revelar-se errada. Diz o relatório que, numa distribuição regional, “a taxa de desemprego das economias desenvolvidas e da União Europeia deve aumentar, podendo chegar aos 7,9%”. É aliás nas economias mais desenvolvidas que a OIT prevê situações mais graves não só de desemprego como também ao nível da vulnerabilidade dos postos de trabalho existentes. O relatório prevê que possa registar-se um aumento significativo de trabalhadores com vínculos laborais vulneráveis. Uma realidade que pode vir a atingir cerca de 53% da população empregada. OIT prevê ano negro em 2009Slide 83: Cláudia Roldão União Europeia, Ásia Oriental e Sul da Ásia são, à luz das previsões da OIT, as regiões que concentrarão o maior número de desempregados, totalizando 126 milhões de pessoas sem emprego, numa previsão global de 230 milhões. Para combater esta crise no emprego, a OIT apela a medidas monetárias, financeiras e fiscais que fomentem não só a promoção do emprego, como também permitam um investimento forte nos sistemas de apoio social. Em Portugal, a taxa de desemprego atingiu os 7,9% e o número de falências e insolvências de empresas aumentou já cerca de 67%. A indústria, o comércio e a construção foram os sectores de actividade com maior taxa de mortalidade empresarial.” Fonte: Cátia Mateus in www.aeiou.expressoemprego.pt OIT prevê ano negro em 2009Slide 84: Cláudia Roldão “ A crise económica está a minar as oportunidades de carreira para muitos jovens profissionais que estão, por isso, a reformular os seus sonhos e a procurá-los além-fronteiras . Portugal continua a ser um país de emigrantes. Somos mais de 5,5 milhões espalhados pelos quatro cantos do mundo, um fenómeno que está longe de se resumir às décadas de 60 e 70. E na Europa, por exemplo, os portugueses são aqueles que mais saem para conseguir trabalho noutros Estados-membros (cerca de 9% da população activa). Cidadãos do MundoSlide 85: Cláudia Roldão Um fluxo que continua permanente e relevante pois entram em Portugal, por dia e em média, cerca de 6,5 milhões de euros de remessas de emigrantes. O fluxo tem, porém uma nova variante: o número de jovens profissionais qualificados que não encontram saídas em Portugal à altura do seu canudo tem vindo a crescer proporcionalmente ao agravamento da crise.” Fonte: Marisa Antunes in http://aeiou.expressoemprego.pt/ Cidadãos do MundoSlide 86: Cláudia Roldão Há quatro factores de que configuram o futuro do trabalho, e que resultam num mega-factor, que é o Processo de Globalização da Economia : A Tecnologia; O Mercado; A Imigração; Os Valores. O homem e o futuro do trabalhoSlide 87: Cláudia Roldão A realização deste projecto ampliou-me as visões do mundo com que nos deparamos, alargando assim o meu conhecimento o que me permitiu construir novas bases para uma preparação do que me “espera” lá fora. Repensar na “organização” do trabalho é uma exigência da nova realidade social. Esta fase em que nos encontramos pode piorar caso não se adoptem medidas: é preciso rever as políticas que regulamentam o trabalho, é imprescindível pensar, debater e avançar com propostas que contribuam para outro paradigma que tenha como referência a organização do trabalho. As novas fatias de mercado estão cada vez mais condicionadas à bagagem profissional e às experiências dos profissionais. Os indivíduos que precocemente abandonam o ensino sentem dificuldades na entrada para o mercado de trabalho, o que conduz ao aumento do desemprego nas camadas jovens detentoras de pouca qualificação e promove a exclusão social, pelo que se torna efectivamente necessário criar mecanismos de apoio eficazes a estes jovens. ConclusãoSlide 88: Cláudia Roldão Todos os anos saem das universidades portuguesas cerca de 70 000 licenciados para o mercado de trabalho onde na maioria dos casos não tem lugar. Neste momento é assustador o número de jovens licenciados desempregados (65 000), sendo muitos os que tentam a sorte lá fora, os outros, os que não tem outra hipótese, e, ficam, somam estágios não remunerados, acumulam cursos do centro de emprego, desdobram-se em entrevistas e pouco ou nada conseguem. É o total desfasamento entre os cursos superiores e as necessidades do mercado. Em Janeiro do corrente ano, cerca de sete mil trabalhadores viram os seus postos de trabalho ameaçados. Estes milhares de despedimentos, concretizados ou em curso, ocorreram devido ao encerramento e falência de empresas ou a situações de quebra de produção por falta de encomendas que obrigaram à redução drástica do número de trabalhadores na sequência da crise. O tecido empresarial português não se tem mostrado capaz de dar formação aos trabalhadores, continuando Portugal com uma população activa sem actualização de conhecimentos, sem formação para as tarefas que realiza e com baixa produtividade. ConclusãoSlide 89: Cláudia Roldão Conclusão O desemprego é um assunto primordial no tema em questão. As causas de desemprego são diversificadas, e as suas consequências são drásticas uma vez que a população não dispõe de rendimentos suficientes para a aquisição de bens e serviços necessários à satisfação das suas necessidades, despendendo a maioria do seu rendimento em bens de primeira necessidade. Uma outra consequência é o sobreendividamento das famílias que são tentadas assim a recorrer ao crédito. Na minha opinião, é relevante que os trabalhadores aceitem as oportunidades que surgem de emprego, apesar de compreender que se licenciaram numa determinada área e agora tem que se sujeitar a outra (por vezes absolutamente diferente), mas, caso contrário, a alternativa é o desemprego. O importante é não ficar em casa à espera de uma oportunidade. É o triste retrato do país sufocado pelo desemprego, 65 000 pessoas desesperadas a verem a vida por um canudo, é muita gente para um país tão pequeno! Mas sei que o futuro caracteriza-se por ser a “instância das aspirações, desejos, medos, preocupação e esperanças”, e é nesta atitude de Esperança que encaro o meu futuro!Slide 90: Cláudia Roldão ENRIQUES, Lucinda Sobral e LEANDRO, Manuela; Economia B , Porto Editora, 2004 CHIAVENATO, I., Administração nos Novos Tempos , Editora Elsevier, 2ª edição, Rio de Janeiro, 2004 MATOS, Maria e SILVA, Hélder; Técnicas Administrativas , Texto Editora, 2004 www.eurofound.europa.eu/pubdocs/ www.agencia.ecclesia.pt/ www.tiadro.com/news/artigos/gest_carreira.html http://app.parlamento.pt/webjovem2005/ http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/planejamento/ BibliografiaSlide 91: Cláudia Roldão http://mercadotrabalho.net/ http://prof.santana-e-silva.pt// www.dgeep.mtss.gov.pt/edicoes/revistasociedade/ www.reapn.org/download.php?file=265 www.mundojovem.com.br/ superemprego.sapo.pt/pt//E10/E106/697584.html www.ane.pt/index.php?gc=20094 www.scribd.com/doc/4435512/O-Mundo-do-Trabalho http://aeiou.expressoemprego.pt/ BibliografiaSlide 92: Cláudia Roldão www.portugal.gov.pt/Portal/PT/ www.setubalnarede.pt/ http://infoalternativa.org/ http://www.fenprof.pt/ BibliografiaSlide 93: F I M Escola Secundária de Estarreja You do not have the permission to view this presentation. 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o novo mundo do trabalho Santos07 Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: Embed: Flash iPad Dynamic Copy Does not support media & animations Automatically changes to Flash or non-Flash embed WordPress Embed Customize Embed URL: Copy Thumbnail: Copy The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 627 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: October 10, 2011 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide 1: O Novo Mundo do Trabalho Escola Secundária de Estarreja Goo Goo Dolls - IrisSlide 2: Cláudia Roldão Curso Tecnológico de Administração Prova de Aptidão Tecnológica Ano Lectivo 2008/2009 Perfil Docente : Rosário Santo s Cláudia Roldão 12ºF Nº4Slide 3: Cláudia Roldão O sonho e o projecto “O que vou ser quando crescer?” É a pergunta frequente que surge transitoriamente durante o percurso escolar. Nos sonhos, todos queremos ser médicos e engenheiros, mas na realidade, vale tudo!Slide 4: Cláudia Roldão A elaboração deste trabalho não teria sido possível sem a colaboração e a boa vontade daqueles que passo a citar. Gostaria de agradecer à Professora Rosário Santos pela sua colaboração, por se mostrar sempre disposta a esclarecer todas as dúvidas que surgiram durante a realização deste trabalho, contribuindo com recursos materiais (livros) e com sugestões. Queria agradecer à minha colega Ana Almeida, pela sua gentileza em me ceder a entrevista que ambas realizámos ao Sr. José Valente da SEMA no âmbito da disciplina de Projecto Tecnológico, subordinado ao tema “O Novo Mundo do Trabalho”. Ao Jorge Maia pela sua disponibilidade manifestada ao longo da elaboração deste projecto. A todos os que contribuíram para que esta tarefa fosse positiva, os meus maiores agradecimentos. AgradecimentosSlide 5: Cláudia Roldão A questão do trabalho/emprego tem preocupado todos os países do mundo, pois trata-se de um grave problema social que vem a afectar todas as economias desenvolvidas e em desenvolvimento. Neste trabalho/projecto a minha reflexão incide sobre algumas ineficiências estruturais ao nível do ensino bem como aos desafios que se colocam à nossa economia: motivação, formação contínua, produtividade, inovação, flexibilidade, experiência, interagir com os colegas de trabalho, estar aberto a novos conceitos, ser dinâmico, criativo, ter o maior número de cursos possíveis que supra as necessidades do empregador e que esteja enquadrado no perfil requerido, capacidade profissional, visão estratégica, optimismo, projectos, um bom comportamento, disponibilidade, etc. Tudo isto, peças fundamentais para vencer no mercado de trabalho, uma vez que o emprego está muito limitado. É preciso estar atento e aproveitar as oportunidades que surgem de emprego, pois apesar de serem menos existem, o trabalho não aparece, CONQUISTA-SE ! O futuro está nas mãos de cada um, é importante ouvir a nossa vocação. ResumoSlide 6: Cláudia Roldão Emprego Ensino Mercado de trabalho Formação Desemprego Palavras-chaveSlide 7: Cláudia Roldão 1. Introdução 2. O Novo Mundo do Trabalho 3. Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego 4. Desemprego em Portugal 5. Tipos de desemprego 6. As políticas do desemprego 7. Ensino, Formação e Emprego 8. A dinâmica do mercado de trabalho 9. Segurança e protecção no emprego 10. Desafio das organizações 11. Motivação no mundo do trabalho SumárioSlide 8: Cláudia Roldão 12. Factores motivadores 11. Competitividade 12. As novas tecnologias no mercado de trabalho 13. As ofertas de emprego em Portugal 14. Ao alcance do 1º emprego 15. O paradigma da flexibilidade 16. Flexisegurança 17. O Gerente de Ontem e o Gerente de Hoje 18. O Funcionário de Ontem e o Funcionário de Hoje 19. Novo Mercado de Trabalho exige novas atitudes 20. Para o novo profissional cita-se… SumárioSlide 9: Cláudia Roldão 21. Lidar com as condições modernas do trabalho 22. Trabalhe no que gosta… e seja mais feliz e bem sucedido 23. Stress no Mercado de Trabalho 24. Construção de competências 25. Discriminação no trabalho 26. Entrevista 27. Notícias 28. O homem e o futuro do trabalho 29. Conclusão 30. Bibliografia SumárioSlide 10: Cláudia Roldão Não se houve falar noutra coisa, destaca-se na televisão, nos jornais, nas revistas, “Qimonda Portugal entra com pedido de insolvência”, “Aerosoles não paga salários”, “Yazaki Saltano vai entrar em lay-off ”, tudo isto, notícias que desesperam milhares de portugueses ao verem os seus postos de trabalho ameaçados. Esta nova realidade social, desde o início que me despertou interesse desenvolvê-la, uma vez que é fundamental a aquisição do conhecimento do mercado de trabalho e das perspectivas que este oferece, para que a orientação profissional seja profícua. O trabalho que se segue abrange um conjunto de assuntos relativos a uma pesquisa no âmbito do “Novo Mundo do Trabalho”. Assim, serão abordados vários componentes da importância desta temática. O mercado de trabalho em Portugal está a colocar no desemprego pessoas qualificadas e a levantar a questão: “Será efectivamente necessário estudar para conseguir sobreviver e obter rendimentos?”. IntroduçãoSlide 11: Cláudia Roldão Inúmeras pessoas licenciam-se em áreas que a sociedade não precisa, levando a que grande parte das pessoas não encontrem emprego nas áreas que estudaram, pois, estas já não são absorvidas pelo mercado de trabalho. Este factor de desemprego contribui para a exigência nos processos de recrutamento de pessoal, uma vez que o mercado atravessa dificuldades. Portanto, o mundo do trabalho do futuro tende ser ainda mais exigente dado que há muita procura de emprego, o que levará a uma selecção mais rigorosa. O mundo contemporâneo apresenta mudanças que afectam todos os sectores da sociedade. A era do emprego seguro terminou e os despedimentos estão na ordem do dia. É de assumir que o emprego deixou de ser definitivo, já não existem os chamados “empregos para a vida”. O flagelo do desemprego chegou e está a ensombrar um sem-número de organizações em todo o país. Empresas com dificuldades financeiras e outras a reboque da crise, aproveitam para reestruturar o seu quadro de pessoal. IntroduçãoSlide 12: Cláudia Roldão Para fazer face às dificuldades financeiras são cada vez mais os portugueses que acumulam dois ou mais trabalhos, mesmo numa altura em que o desemprego atinge níveis recorde. São pequenos biscates que acabam por se tornar fundamentais para quem precisa de um extra no orçamento mensal para fazer face às despesas quotidianas e minimizar o impacto de uma situação de instabilidade laboral contínua. Perante esta nova realidade social, não se deve protestar, mas sim adaptar, uma vez que o mundo é e será dos adaptáveis: muitos ficarão pelo caminho, dificilmente compreenderão esta mudança. Há que optar entre não ter trabalho e ter meio ano de trabalho . IntroduçãoSlide 13: Cláudia Roldão “Competências que levaram ao sucesso no passado talvez não sejam as mesmas requeridas para enfrentar os desafios nos negócios futuros.” Vicky Block O novo mundo do trabalhoSlide 14: Cláudia Roldão Encontrar a oportunidade que desejamos com as regalias que gostaríamos e boas perspectivas de carreira, revela-se, cada vez mais, uma “missão impossível”. Dar o primeiro passo para a entrada no mercado de trabalho, sem experiência profissional anterior, revela-se muitas vezes uma tarefa ingrata e frustrante. O novo mundo do trabalhoSlide 15: Cláudia Roldão O mercado de trabalho é a relação entre a oferta e a procura de trabalho. Podemos dizer que a oferta de trabalho representa a procura de emprego, por seu lado, a procura de trabalho constitui a oferta de emprego. Desequilíbrios sobre o mercado de trabalho O desequilíbrio do mercado de trabalho deve-se à elevada taxa de desemprego, que resulta da diferença entre a oferta e a procura de trabalho . Mercado de Trabalho, Emprego e DesempregoSlide 16: Cláudia Roldão Têm um emprego Sim Não População Empregada Procura um Emprego Sim Não População Desempregada População Inactiva Mercado de Trabalho, Emprego e Desemprego Esquema 1 – Fluxograma do Emprego (adaptado)Slide 17: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal Portugal atingiu, em Fevereiro de 2009, o número mais elevado de sempre inscritos nos centros de emprego: 469 299 pessoas estão a reaprender a viver sem picar o ponto, a descodificar os classificados dos jornais, a fazer contas para chegar ao fim do mês com o subsídio do Estado. Milhares nem sequer tem direito a esta “almofada” de emergência. Por detrás de cada número há um rosto, uma vida em apuros. Diferentes idades, origens, formações e experiências, são as características destes desempregados desesperados à procura de um emprego. Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 18: Cláudia Roldão População mais afectada Em termos de estrutura, o desemprego atinge sobretudo as mulheres, os activos adultos entre os 35 e os 54 anos, as pessoas à procura de um novo emprego, os que possuem o 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico e os desempregados que procuram emprego há menos de 12 meses. Desemprego em PortugalSlide 19: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal País suspenso Taxa de desemprego por regiões em % da população activa: Norte – 8,7% Centro – 5,4% Lisboa – 8,2% Alentejo – 9,0% Algarve – 7,0% Açores – 5,5% Madeira – 6,0% Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 20: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 21: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 22: Cláudia Roldão Desemprego em Portugal Fonte: Revista VISÃO, Edição nº 841, 16 de Abril de 2009Slide 23: Cláudia Roldão Profissões mais afectadas Trabalhadores da Metalurgia e similares Nutricionistas Vendedores Trabalhadores das Minas e Construção Civil Pessoal dos Serviços de Protecção e Segurança Operários Fabris Professores Desemprego em PortugalSlide 24: Cláudia Roldão As causas do desemprego são diversificadas, mas podemos apontar como as mais importantes as seguintes: Desemprego sazonal – Actividades que empregam um elevado número de indivíduos nas chamadas épocas altas, que depois dispensam no resto do ano, causando assim desemprego. Desemprego temporário – i ndivíduos a mudar de emprego, ou porque não se sentem realizados, ou porque adquiriram mais habilitações que lhes permitem procurar novo emprego. Desemprego estrutural – quando as habilitações dos trabalhadores não correspondem ao perfil exigido pelas empresas. Tipos de desempregoSlide 25: Cláudia Roldão Desemprego tecnológico – gerado pelo desenvolvimento tecnológico, e isto por duas razões: Porque exige pessoal com qualificações especializadas para trabalhar com os novos equipamentos, o que leva ao despedimento dos trabalhadores sem essas habilitações; Porque os novos equipamentos requerem menos mão-de-obra. Muitas vezes, a utilização de equipamento electrónico e outro, permite fazer com um ou dois trabalhadores o mesmo que antes era feito em 20 ou 30. Desemprego de longa duração – aquele que ultrapassa um ano. Tipos de desempregoSlide 26: Cláudia Roldão O principal problema económico com que Portugal se depara continua a ser o da persistência de elevados níveis de desemprego. O desemprego tem aumentado rapidamente durante os períodos cíclicos de recessão, mas tem diminuído lentamente durante os períodos de recuperação, reflectindo a incapacidade de manter, durante estes períodos, um nível de crescimento do emprego suficientemente constante. O resultado tem sido um ‘disparo’ dos níveis de desemprego. As políticas do desempregoSlide 27: Cláudia Roldão O aumento do desemprego foi acompanhado pelo agravamento das disparidades entre as regiões, afectando profundamente as regiões menos favorecidas. As diferenças inter-regionais relativamente às oportunidades de emprego dizem respeito sobretudo às mulheres e aos jovens. As taxas de emprego feminino ascendem a mais de 60% nas regiões que registam o menor nível global de desemprego, mas correspondem a menos de metade desta percentagem nas regiões com os mais elevados níveis de desemprego As políticas do desempregoSlide 28: Cláudia Roldão Ensino, Formação e Emprego As realidades económicas e sociais estão em constante mudança, exigindo-se um Emprego mais flexível e mais dependente do conhecimento e da formação. Os indivíduos que precocemente abandonam o ensino sentem dificuldades na entrada para o mercado de trabalho, o que conduz ao aumento do desemprego nas camadas jovens da população detentoras de pouca qualificação e promove a exclusão social. Assim, é necessário criar mecanismos de apoio eficazes a estes jovens, de modo a que desenvolvam meios que lhes permitam a realização de projectos pessoais e profissionais de futuro.Slide 29: Cláudia Roldão Ensino, Formação e Emprego A sociedade portuguesa sofre de um problema crónico: a falta de qualificação profissional de base da generalidade dos trabalhadores, associada a uma ainda elevada taxa de analfabetismo que ronda os 10%.Slide 30: Cláudia Roldão Ensino, Formação e Emprego Com efeito, cabe às empresas, com o aval do Estado, fornecer essa possibilidade de formação contínua e útil aos jovens que integram a sua força de trabalho, de forma a que estes melhor realizem as actividades dentro das empresas a que são afectos e lhes proporcionem maior produtividade. No entanto, o tecido empresarial português não se tem mostrado capaz de dar essa formação aos trabalhadores, continuando Portugal com uma população activa sem actualização de conhecimentos, sem formação para as tarefas que realiza e com baixa produtividade.Slide 31: Cláudia Roldão O emprego é uma variável que determina o bem-estar da esmagadora maioria das pessoas, que vive dos rendimentos do emprego. Porém, é também uma variável que depende do comportamento da economia, da confiança e capacidade dos agentes para investir e criar novos postos de trabalho. A dinâmica do mercado de trabalhoSlide 32: Cláudia Roldão Para atrair um maior número de pessoas no mercado de trabalho e modernizar os sistemas de protecção social, propõe-se: Executar políticas de emprego para atingir o pleno emprego, melhorar a qualidade e a produtividade do trabalho e reforçar a coesão social e territorial; Assegurar a existência de mercados de trabalho inclusivos, melhorar a atractividade do trabalho e torná-lo mais remunerador para os que procuram emprego, incluindo as pessoas desfavorecidas e as inactivas; Melhorar a resposta às necessidades do mercado de trabalho; A dinâmica do mercado de trabalhoSlide 33: Cláudia Roldão Promover a flexibilidade em conjugação com a segurança do emprego e reduzir a segmentação do mercado de trabalho; Instaurar mecanismos de fixação dos salários favoráveis ao emprego; Alargar e aumentar o investimento em capital humano; Adaptar sistemas de educação e formação que correspondam às novas exigências em matéria de competências. A dinâmica do mercado de trabalhoSlide 34: Cláudia Roldão O nível de satisfação dos trabalhadores com o emprego é reduzido. Hoje em dia, é elevado o risco dos trabalhadores que podem perder o emprego. Os mesmos, apercebem-se que ao perderem o emprego, podem cair em períodos de desemprego muito prolongados e com óbvios custos económicos e sociais. Segurança e protecção no emprego E agora? Como vou pagar as minhas despesas?Slide 35: Cláudia Roldão Actualmente, em Portugal, revelam-se baixos níveis de formação, o que causa uma baixa produtividade (rendimento), que por sua vez não promove o investimento em capital humano (formação). Segurança e protecção no empregoSlide 36: Cláudia Roldão Desafio das organizações Torná-las decididas Um dos maiores desafios das organizações é… Motivar pessoas Convertê-las confiantes Estimulá-las para que sejam bem sucedidas Esquema 2 – Desafios das organizaçõesSlide 37: Motivação no mundo do trabalho Cláudia Roldão Todas as organizações querem ter nos seus quadros pessoas altamente motivadas e entusiasmadas com o seu trabalho, pessoas que dêem o máximo de si mesmas para alcançar o sucesso da organização, pessoas capazes de trabalhar em conjunto e dispostas a ultrapassar elevados padrões de excelência no seu desempenho. O facto é que motivar pessoas a atingir elevados padrões de desempenho organizacional é hoje uma questão de sobrevivência das organizações num mundo de negócios altamente mutável e competitivo. A competitividade externa depende basicamente da cooperação e colaboração internas.Slide 38: Motivação no mundo do trabalho Cláudia Roldão O desempenho organizacional depende da junção de vários factores críticos: estratégia, tecnologia, desenho, cultura organizacional e talento humano. Sem pessoas as organizações nada conseguem fazer umas vez que as pessoas são o agente que impulsiona as organizações, sendo necessário que esse talento humano possua conhecimento, habilidades e competências.Slide 39: Cláudia Roldão Factores motivadores Esquema 3 – Factores motivadoresSlide 40: Competitividade Cláudia Roldão Assiste-se actualmente a uma maior competitividade no mercado de trabalho; o número de jovens licenciados que ficam no drama do desemprego é cada vez maior; de facto, o mercado de trabalho em Portugal está a colocar no desemprego pessoas qualificadas e a levantar a questão: “Será efectivamente necessário estudar para conseguir sobreviver e obter rendimentos?”. Os receios aumentam, os alunos abandonam precocemente o ensino secundário, devido à desmotivação que todas estas situações lhes provocam, e que são cada vez mais.Slide 41: Cláudia Roldão A introdução de novas tecnologias desencadeou uma série de efeitos sociais que afectaram os trabalhadores e as organizações. Esses efeitos, os quais se podem chamar de "impactos sociais", repercutiram nos processos de trabalho, na qualificação da força de trabalho, nas próprias condições de trabalho, na saúde do trabalhador e consequentemente nas políticas de ocupação, afectando directamente a questão do emprego. As novas tecnologias no mercado de trabalhoSlide 42: Cláudia Roldão O uso de novas tecnologias trouxe a diminuição dos operários e uma mudança na organização dos processos de trabalho. Um estudo feito aponta que 80% dos entrevistados afirmam que houve eliminação de postos de trabalho nos sectores industriais equipados com novas tecnologias reduzindo a força de trabalho empregada. Apenas 20% dos entrevistados responderam que nas suas indústrias não houve eliminação de postos de trabalho mas uma readaptação de trabalhadores nos sectores produtivos para se integrarem no processo, visando garantir a produtividade. As novas tecnologias no mercado de trabalhoSlide 43: Cláudia Roldão A justificação da eliminação de postos de trabalho foi de que a modernização tecnológica permitiu reorganizar o trabalho, racionalizando-o e readaptando-o a novas funções produtivas, com fins de manter padrões de qualidade. Ficou visível nesse estudo que a produtividade é a alavanca das decisões de novos investimentos e dos seus resultados. As novas tecnologias no mercado de trabalhoSlide 44: Cláudia Roldão Actividades Económicas com mais Ofertas de Emprego Actividades Imobiliárias Comércio por grosso e retalho Hotelaria e Restauração Assistência - Saúde Tecnologias de Informação e Comunicação Finanças e Gestão Financeira As ofertas de Emprego em PortugalSlide 45: Cláudia Roldão Existem muitas profissões na área dos serviços que continuarão a ser necessárias apesar de não exigirem qualificações superiores, como é o caso dos carteiros, jardineiros, cabeleireiros, e, empregados de balcão (seja em restaurantes, cafés ou lojas), uma vez que são os serviços que as novas tecnologias não conseguem substituir. As ofertas de Emprego em PortugalSlide 46: Cláudia Roldão 1. Estágio É a principal porta de entrada no mercado de trabalho, sobretudo para recém licenciados que encontram nesta oportunidade a forma de se afirmar e conquistar um lugar no difícil mercado de trabalho. Por regra, pouco ou nada remunerados, os estagiários beneficiam a oportunidade de aprendizagem e contacto directo com profissionais da sua área de actividade, integrando-se em verdadeiras equipas de trabalho com responsabilidades e resultados a apresentar. Paralelamente, este tipo de experiências enriquecem o CV e ajudam a criar uma rede de contactos fora do leque da universidade, o que poderá ser útil para oportunidades futuras. Vantagens: Contacto directo com a cultura e negócio da empresa; Aplicação prática de conhecimentos; Desenvolvimento de uma rede de contactos; Desvantagens: Remuneração baixa ou inexistente; Tarefas rotineiras; Falta de responsabilidade e autonomia; Dificuldade em fazer-se ouvir dentro da empresa. Ao alcance do 1º EmpregoSlide 47: Cláudia Roldão 2. Negócio Familiar Existindo um negócio de família, é natural que este seja ponto de passagem obrigatória para cada geração. Apesar desta opção nem sempre ser do agrado de quem está a começar a sua carreira, a verdade é que o vínculo familiar facilita a integração e a aprendizagem, com resultados notórios no desenvolvimento profissional. Vantagens: Facilidade de adaptação; Flexibilidade; Bom ambiente de trabalho; Comunicação aberta e informal; Estabilidade; Desvantagens: Tradicionalismo; Dependência da estrutura familiar.Slide 48: Cláudia Roldão 3. Part-time Independentemente da relação que possam ter ou não com a área de formação, as experiências em part-time podem ser um factor muito positivo no CV, sobretudo no que diz respeito aos recém licenciados que normalmente apenas têm as suas habilitações académicas, sem qualquer complemento prático. À possibilidade de adquirir experiência profissional, acresce o factor remuneratório, que, longe de ser perfeito, poderá ser essencial à estabilidade e equilíbrio pessoal. Vantagens: Trabalho por objectivos; Integração em equipas; Melhoria do CV; Desvantagens: Falta de ligação à área de formação; Pouca responsabilidade;Slide 49: Cláudia Roldão 4. Lançar o seu próprio negócio A ideia de assumir o controlo do seu futuro e lançar-se no desafio de um negócio por conta própria poderá ser um forte atractivo para quem encara com desânimo as perspectivas profissionais do actual mercado de trabalho. Tendo a capacidade de investimento necessária, poderá escolher a área que mais lhe agrada e seguir o seu caminho como patrão de si próprio. Vantagens: Autonomia; Satisfação; Projecto a longo prazo; Desvantagens: Risco; Instabilidade; Investimento;Slide 50: Cláudia Roldão 5. Procurar no estrangeiro A possibilidade de sair do país e ir procurar oportunidades de trabalho no estrangeiro é cada vez uma alternativa para muitos recém-licenciados. Com facilidades acrescidas para cidadãos europeus, o mercado de trabalho internacional é um desafio aliciante para os mais “aventureiros” quer para o começo de carreira, quer como seguimento de uma carreira de sucesso. Vantagens: Desenvolvimento pessoal; Contacto com outras culturas; Desvantagens: Distância; Risco; Dificuldades de readaptação.Slide 51: Cláudia Roldão Foi especialmente no final do século XX e início do século XXI, que a flexibilidade se tornou num aspecto central da organização e gestão do trabalho, tomando várias formas e com diferentes e diversas estratégias de ajustamento para atingir os objectivos das organizações, que vêem nesta prática uma forma de atingir a competitividade no mercado global. Flexibilidade está muitas vezes associada a vários factores - flexibilidade das empresas, dos mercados, dos produtos, mas também dos indivíduos, do tempo e dos ritmos de trabalho. O paradigma da flexibilidadeSlide 52: Cláudia Roldão *Outsourcing - designa a acção que existe por parte de uma organização em obter mão-de-obra de fora da empresa. Tipos de flexibilidade Esquema 3 – Tipos de flexibilidadeSlide 53: Cláudia Roldão A flexisegurança combina um mercado de trabalho flexível, um sistema de segurança forte e eficaz, politicas de emprego activas e uma definição de direitos e deveres dos vários actores sociais, bem definida e amplamente aceite por todos. Constrói-se com base em quatro componentes: contratos de trabalho flexíveis, estratégias de aprendizagem ao longo da vida, políticas de emprego activas e eficazes e sistemas de segurança social modernos. FlexisegurançaSlide 54: Cláudia Roldão Flexisegurança permite que as empresas e os trabalhadores beneficiem da flexibilidade e da segurança. Flexibilidade para os trabalhadores, definida como mudanças bem sucedidas durante o ciclo de vida: da escola para o trabalho, de um emprego para outro, do emprego para a reforma; e para as empresas permitindo organizações de trabalho flexíveis, capazes de se adaptarem eficazmente às novas necessidades do mercado. Segurança no emprego significa permanecer no mercado de trabalho, quer seja na mesma empresa ou entre empresas. Deixam de existir empregos para toda a vida, mas passam a existir mais oportunidades para todas as pessoas encontrarem um emprego com maiores apoios no desemprego. FlexisegurançaSlide 55: Cláudia Roldão O Gerente de Ontem e o Gerente de Hoje Esquema 5 – O Gerente de Hoje Esquema 4 – O Gerente de OntemSlide 56: Cláudia Roldão O Funcionário de Ontem Esquema 6 – O Funcionário de OntemSlide 57: Cláudia Roldão O Funcionário de Hoje Esquema 7 – O Funcionário de HojeSlide 58: Cláudia Roldão Inúmeras pessoas não encontram emprego nas áreas que se licenciam pois estas já não são absorvidas pelo mercado de trabalho. As novas fatias de mercado estão cada vez mais condicionadas à bagagem profissional, experiências e trabalhos realizados dos profissionais. Perante esta “novidade”, há que encontrar uma medida equilibrada mas que tenha viabilidade económica para as empresas, caso contrário, deixa de haver emprego para uns e para outros. Novo Mercado de Trabalho exige novas atitudesSlide 59: Cláudia Roldão Cabe ao Estado, manter a dignidade do trabalhador e garantir que haja condições humanas para desenvolver o trabalho com equidade, justiça e normas. Porém, não podemos pensar que as questões complexas do mundo do trabalho e do emprego sejam resolvidas apenas pelo Estado, pois compete a cada um ser responsável pela sua inserção no mercado de trabalho. Há que aproveitar as oportunidades de formação contínua para evoluir e estar em condições de se adequar à flexibilidade, contrariando um clima de “preguiça e não progressão”. Novo Mercado de Trabalho exige novas atitudesSlide 60: Cláudia Roldão a) Ser inovador, criativo, líder e saber comunicar-se; b) Conhecer e integrar novos recursos para a recuperação da informação; c) Boa cultura geral; d) Sólidos conhecimentos profissionais; e) Facilidade de comunicação oral e escrita; f) Dinâmico – espírito de iniciativa; g) Polivalente; h) Fluência em línguas estrangeiras. Para o novo profissional cita-se…Slide 61: Cláudia Roldão “As condições de trabalho mudaram consideravelmente nos últimos anos. Os empregados de hoje têm que lutar com exigências diferentes e com maiores responsabilidades individuais que os seus homólogos de há vinte anos atrás.” Para lidar com essas mudanças é preciso planear e usar o tempo de trabalho de forma efectiva, melhorar as capacidades de comunicação, aprender a resolver conflitos de forma construtiva, tomar decisões que resolvam problemas e aceitar a mudança e a incerteza. Lidar com as condições modernas do trabalhoSlide 62: Cláudia Roldão Durante épocas de muito trabalho, é importante identificar as tarefas mais importantes e concentrar-se inteiramente nelas – para ser eficiente é fundamental estabelecer prioridades e planear. As tarefas mais importantes são quase sempre as que geram maiores rendimentos para a empresa. Identificar as situações e as tarefas em que se desperdiça tempo, é também muito importante. Destas situações, algumas das que ocorrem com mais frequência são as reuniões não planeadas, as secretárias desorganizadas e a tendência para perder tempo com tarefas administrativas pouco relevantes. Os empregados mais eficientes no desempenho das tarefas e que melhor contribuem para ajudar a empresa a atingir os seus objectivos, são os mais valiosos para os seus patrões. Planear e usar o tempo do trabalhoSlide 63: Cláudia Roldão É importante aprender a evitar mal-entendidos desnecessários, pois estes constituem um desperdício de tempo e são geradores de grande tensão. Transmitir informação verbalmente pode ser melhorado da seguinte forma: Fazer um esforço para ser sucinto indo tão directo quanto possível ao assunto; Confirmar que a outra pessoa compreendeu, fazendo perguntas adequadas; Resumir a conversa de modo a garantir que não existem mal entendidos. Melhorar as capacidades de comunicaçãoSlide 64: Cláudia Roldão O primeiro passo para lidar de forma construtiva com um conflito é dar prioridade e atenção àqueles que interferem mais com o seu trabalho. Se tiver que tomar medidas para solucionar um conflito, deverá: Falar frente-a-frente com a pessoa com que tem diferenças de opinião; Dar à outra pessoa a oportunidade de explicar o seu ponto de vista; Tentar chegar em conjunto a alguma conclusão construtiva. Resolver conflitos de forma construtivaSlide 65: Cláudia Roldão São poucas as pessoas que exercem a profissão na área que realmente gostam, mas são justamente elas exemplos de profissionais bem-sucedidos, tanto no campo pessoal como no profissional. A possibilidade de fazer o que se gosta e unir prazer ao trabalho diário pode trazer, além de muita felicidade, entusiasmo e qualidade de vida. Antigamente as pessoas tinham uma preocupação maior com as suas carreiras e interesses profissionais. Porém, nos últimos anos, o trabalho é visto como uma forma de ganhar dinheiro, as pessoas escolhem a profissão a pensar nas possibilidades de ganhar mais, sem saber que na verdade o dinheiro é só uma consequência de um trabalho bem feito, principalmente quando é feito com prazer. Trabalhe no que gosta… e seja mais feliz e bem sucedidoSlide 66: Cláudia Roldão Por vezes, o profissional até faz o que gosta, mas está no lugar errado: os profissionais são mal seleccionados e não estabelecem uma “química” com a organização. Trabalhar no que se gosta implica passar por algumas dificuldades, seja pelas restrições da área ou do mercado, mas isso não chega a ser um obstáculo, pelo contrário: estimula e é mais um motivo para crescer e procurar uma especialização cada vez maior. Faça da crise uma oportunidade. Trabalhe no que gosta… e seja mais feliz e bem sucedidoSlide 67: Cláudia Roldão O trabalho contém algumas características e exigências que podem provocar situações de stress. Quando estas exigências destas situações são percebidas pelo indivíduo como superiores aos recursos que o indivíduo tem para lidar com elas, então surgirá o stress, que pode conduzir nomeadamente à desmotivação, angústia, baixo desempenho e quebra de produtividade. O stress será tanto maior quanto maior for a discrepância e o desequilíbrio entre a percepção dos indivíduos e as propriedades objectivas do ambiente de trabalho. É necessário introduzir estratégias de controlo do stress e de outros riscos relacionados com o trabalho a fim de melhorar a saúde física e mental dos trabalhadores, para uma maior produtividade. Stress no mercado de trabalhoSlide 68: Cláudia Roldão Saber agir Saber ser Saber Saber fazer Construção de competênciasSlide 69: Cláudia Roldão Conhecimento cientifico e tecnológico Conhecimentos gerais Saber agir Saber ser Saber Saber fazer SaberSlide 70: Cláudia Roldão Saber agir Saber Convivência Social Responsabilidade Auto-estima Ética Saber fazer Saber ser Saber serSlide 71: Cláudia Roldão Saber agir Saber ser Saber Concepção de um projecto Aplicação dos conhecimentos Habilidades psicomotoras Finalização de um produto Saber fazer Saber fazerSlide 72: Cláudia Roldão Saber ser Saber Saber fazer Saber agir Resolução de situações - problema Trabalhos com diversidade cultural Participação como membro de uma equipa Administração de recursos Saber agirSlide 73: Cláudia Roldão Formas de discriminação O que se constata da discriminação, é que o combate às suas causas e efeitos no trabalho, mostra-se ainda ineficiente. Os exemplos a seguir enumerados, extraídos de situações concretas, são apenas flashes desta triste realidade, do nosso equívoco quotidiano. os negros têm acesso dificultado nas selecções para a vaga de determinados empregos, especialmente para os postos que implicam o contacto com o público (o mesmo ocorre com os homossexuais e portadores do vírus VIH/SIDA ); Discriminação no TrabalhoSlide 74: Cláudia Roldão as mulheres são assediadas sexualmente como instrumento de pressão no trabalho; os portadores de deficiência física são rejeitados pelo mercado de trabalho; as mulheres têm mais dificuldade de ocuparem postos de trabalho e de ascenderem profissionalmente; as mulheres são demitidas por motivo de gravidez, ou delas são exigidos atestados de esterilização e não gravidez, quando da admissão. Discriminação no TrabalhoSlide 75: Cláudia Roldão Existem diversos factores que dificultam a eliminação da discriminação no trabalho. O desemprego, por exemplo, pode provocar desigualdades, na medida em que restringe a vontade do trabalhador de se insurgir em face de eventual discriminação. Assim, o trabalhador prefere resignar-se à desigualdade (à possibilidade de perder o posto de trabalho), mesmo em época de crise. É muito difícil, promover a igualdade de oportunidades numa sociedade desigual. Geralmente a desigualdade no trabalho constitui-se em mera projecção de valores que estão na base da convivência social. Ora, se a própria sociedade discrimina, não há como afastar a discriminação no trabalho. Obstáculos para a igualdade de oportunidadesSlide 76: Cláudia Roldão Diariamente, por toda a União Europeia, existem pessoas impedidas de participar no trabalho e na sociedade devido ao preconceito e à discriminação. Esta é a razão pela qual foi criada legislação em matéria de igualdade de direitos que as ajude a ultrapassar os obstáculos com que se deparam. A legislação europeia proíbe a discriminação no emprego e na formação em razão da religião ou crença, deficiência, idade e orientação sexual, bem como a discriminação em razão da raça ou origem étnica, não só no âmbito do emprego e formação, como ainda noutras áreas da vida quotidiana. Meios de combate à discriminaçãoSlide 77: Cláudia Roldão Os empregadores têm o dever de «adaptação razoável» relativamente aos candidatos ou trabalhadores com deficiência. Tal, significa que têm de tomar as medidas adequadas para que estas pessoas acedam ao emprego ou à formação. A « adaptação razoável » inclui, por exemplo, o acesso para cadeiras de rodas, a adequação das horas de trabalho, ou, a redistribuição das tarefas numa equipa. Para determinar se o encargo é desproporcionado deverão ter-se em conta, os custos em causa, a dimensão e recursos financeiros da empresa e a possibilidade de obtenção de uma subvenção pública ou apoio de outro tipo. Obrigações dos empregadores em relação às pessoas com deficiênciaSlide 78: Cláudia Roldão E tu? Onde guardas o teu racismo? Todos os trabalhadores/as têm direito à igualdade de oportunidades e de tratamento no acesso ao emprego, à formação e promoção profissionais e às condições de trabalho. Nenhum trabalhador ou candidato a emprego pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão, nomeadamente, de ascendência, idade, sexo, orientação sexual, estado civil, situação familiar, património genético, capacidade de trabalho reduzida, deficiência, doença crónica, nacionalidade, origem étnica, religião, convicções políticas ou ideológicas e filiação sindical. Igualdade e não discriminaçãoSlide 79: Cláudia Roldão Art.º 22.º (Direito à igualdade no acesso ao emprego) 1.º Todos os trabalhadores têm direito à igualdade de oportunidades e de tratamento no que se refere ao acesso ao emprego, à formação e promoção profissionais e às condições de trabalho. A igualdade no acesso ao emprego e no trabalho encontra-se regulamentada nos artigos 22.º a 32º do Código do Trabalho.Slide 80: Cláudia Roldão Para conhecer melhor esta nova realidade, eu e a Ana, decidimos entrevistar o Sr. José Valente - Secretário-Geral da SEMA, o qual nos revelou a sua experiência ao longo da sua vida aliada ao seu contacto com a nova realidade do Mundo do Trabalho. Entrevista Clique na imagem para aceder à entrevista .Slide 81: Cláudia Roldão Notícias - OIT prevê ano negro em 2009 “ A mensagem da Organização Internacional do Trabalho é realista, e não alarmista. Enfrentamos uma crise global do emprego. Muitos governantes estão conscientes disso e já estão a actuar, mas é necessário uma acção decisiva, coordenada a nível internacional para evitar uma recessão global social”, foi com este alerta que Juan Somavia, o director-geral da OIT apresentou as conclusões do seu último relatório: Tendências Globais de Emprego para 2009. O cenário está longe de ser animador. A organização prevê que durante este ano, no mundo inteiro, cerca de 230 mil pessoas possam atingir o desemprego. Mais 50 milhões de pessoas desempregadas do que em 2007.Slide 82: Cláudia Roldão Em Outubro, a OIT apontava como previsão um aumento do desemprego para 2009 que não excederia os 20 milhões de trabalhadores face ao ano passado. Uma conta que, poucos meses depois, veio a revelar-se errada. Diz o relatório que, numa distribuição regional, “a taxa de desemprego das economias desenvolvidas e da União Europeia deve aumentar, podendo chegar aos 7,9%”. É aliás nas economias mais desenvolvidas que a OIT prevê situações mais graves não só de desemprego como também ao nível da vulnerabilidade dos postos de trabalho existentes. O relatório prevê que possa registar-se um aumento significativo de trabalhadores com vínculos laborais vulneráveis. Uma realidade que pode vir a atingir cerca de 53% da população empregada. OIT prevê ano negro em 2009Slide 83: Cláudia Roldão União Europeia, Ásia Oriental e Sul da Ásia são, à luz das previsões da OIT, as regiões que concentrarão o maior número de desempregados, totalizando 126 milhões de pessoas sem emprego, numa previsão global de 230 milhões. Para combater esta crise no emprego, a OIT apela a medidas monetárias, financeiras e fiscais que fomentem não só a promoção do emprego, como também permitam um investimento forte nos sistemas de apoio social. Em Portugal, a taxa de desemprego atingiu os 7,9% e o número de falências e insolvências de empresas aumentou já cerca de 67%. A indústria, o comércio e a construção foram os sectores de actividade com maior taxa de mortalidade empresarial.” Fonte: Cátia Mateus in www.aeiou.expressoemprego.pt OIT prevê ano negro em 2009Slide 84: Cláudia Roldão “ A crise económica está a minar as oportunidades de carreira para muitos jovens profissionais que estão, por isso, a reformular os seus sonhos e a procurá-los além-fronteiras . Portugal continua a ser um país de emigrantes. Somos mais de 5,5 milhões espalhados pelos quatro cantos do mundo, um fenómeno que está longe de se resumir às décadas de 60 e 70. E na Europa, por exemplo, os portugueses são aqueles que mais saem para conseguir trabalho noutros Estados-membros (cerca de 9% da população activa). Cidadãos do MundoSlide 85: Cláudia Roldão Um fluxo que continua permanente e relevante pois entram em Portugal, por dia e em média, cerca de 6,5 milhões de euros de remessas de emigrantes. O fluxo tem, porém uma nova variante: o número de jovens profissionais qualificados que não encontram saídas em Portugal à altura do seu canudo tem vindo a crescer proporcionalmente ao agravamento da crise.” Fonte: Marisa Antunes in http://aeiou.expressoemprego.pt/ Cidadãos do MundoSlide 86: Cláudia Roldão Há quatro factores de que configuram o futuro do trabalho, e que resultam num mega-factor, que é o Processo de Globalização da Economia : A Tecnologia; O Mercado; A Imigração; Os Valores. O homem e o futuro do trabalhoSlide 87: Cláudia Roldão A realização deste projecto ampliou-me as visões do mundo com que nos deparamos, alargando assim o meu conhecimento o que me permitiu construir novas bases para uma preparação do que me “espera” lá fora. Repensar na “organização” do trabalho é uma exigência da nova realidade social. Esta fase em que nos encontramos pode piorar caso não se adoptem medidas: é preciso rever as políticas que regulamentam o trabalho, é imprescindível pensar, debater e avançar com propostas que contribuam para outro paradigma que tenha como referência a organização do trabalho. As novas fatias de mercado estão cada vez mais condicionadas à bagagem profissional e às experiências dos profissionais. Os indivíduos que precocemente abandonam o ensino sentem dificuldades na entrada para o mercado de trabalho, o que conduz ao aumento do desemprego nas camadas jovens detentoras de pouca qualificação e promove a exclusão social, pelo que se torna efectivamente necessário criar mecanismos de apoio eficazes a estes jovens. ConclusãoSlide 88: Cláudia Roldão Todos os anos saem das universidades portuguesas cerca de 70 000 licenciados para o mercado de trabalho onde na maioria dos casos não tem lugar. Neste momento é assustador o número de jovens licenciados desempregados (65 000), sendo muitos os que tentam a sorte lá fora, os outros, os que não tem outra hipótese, e, ficam, somam estágios não remunerados, acumulam cursos do centro de emprego, desdobram-se em entrevistas e pouco ou nada conseguem. É o total desfasamento entre os cursos superiores e as necessidades do mercado. Em Janeiro do corrente ano, cerca de sete mil trabalhadores viram os seus postos de trabalho ameaçados. Estes milhares de despedimentos, concretizados ou em curso, ocorreram devido ao encerramento e falência de empresas ou a situações de quebra de produção por falta de encomendas que obrigaram à redução drástica do número de trabalhadores na sequência da crise. O tecido empresarial português não se tem mostrado capaz de dar formação aos trabalhadores, continuando Portugal com uma população activa sem actualização de conhecimentos, sem formação para as tarefas que realiza e com baixa produtividade. ConclusãoSlide 89: Cláudia Roldão Conclusão O desemprego é um assunto primordial no tema em questão. As causas de desemprego são diversificadas, e as suas consequências são drásticas uma vez que a população não dispõe de rendimentos suficientes para a aquisição de bens e serviços necessários à satisfação das suas necessidades, despendendo a maioria do seu rendimento em bens de primeira necessidade. Uma outra consequência é o sobreendividamento das famílias que são tentadas assim a recorrer ao crédito. Na minha opinião, é relevante que os trabalhadores aceitem as oportunidades que surgem de emprego, apesar de compreender que se licenciaram numa determinada área e agora tem que se sujeitar a outra (por vezes absolutamente diferente), mas, caso contrário, a alternativa é o desemprego. O importante é não ficar em casa à espera de uma oportunidade. É o triste retrato do país sufocado pelo desemprego, 65 000 pessoas desesperadas a verem a vida por um canudo, é muita gente para um país tão pequeno! Mas sei que o futuro caracteriza-se por ser a “instância das aspirações, desejos, medos, preocupação e esperanças”, e é nesta atitude de Esperança que encaro o meu futuro!Slide 90: Cláudia Roldão ENRIQUES, Lucinda Sobral e LEANDRO, Manuela; Economia B , Porto Editora, 2004 CHIAVENATO, I., Administração nos Novos Tempos , Editora Elsevier, 2ª edição, Rio de Janeiro, 2004 MATOS, Maria e SILVA, Hélder; Técnicas Administrativas , Texto Editora, 2004 www.eurofound.europa.eu/pubdocs/ www.agencia.ecclesia.pt/ www.tiadro.com/news/artigos/gest_carreira.html http://app.parlamento.pt/webjovem2005/ http://carreiras.empregos.com.br/carreira/administracao/planejamento/ BibliografiaSlide 91: Cláudia Roldão http://mercadotrabalho.net/ http://prof.santana-e-silva.pt// www.dgeep.mtss.gov.pt/edicoes/revistasociedade/ www.reapn.org/download.php?file=265 www.mundojovem.com.br/ superemprego.sapo.pt/pt//E10/E106/697584.html www.ane.pt/index.php?gc=20094 www.scribd.com/doc/4435512/O-Mundo-do-Trabalho http://aeiou.expressoemprego.pt/ BibliografiaSlide 92: Cláudia Roldão www.portugal.gov.pt/Portal/PT/ www.setubalnarede.pt/ http://infoalternativa.org/ http://www.fenprof.pt/ BibliografiaSlide 93: F I M Escola Secundária de Estarreja