CURSO DE SAÚDE DO IDOSO: Tiago Christovam CURSO DE SAÚDE DO IDOSO GERIATRIA e GERONTOLOGIA
Slide2: PNEUMONIA
Introdução: Introdução PAC (Pneumonia Adquirida na Comunidade) é aquela que acomete o paciente fora do ambiente hospitalar ou que surge nas primeiras 48 horas da admissão
Introdução: Introdução
Introdução: Introdução Os dados aqui apresentados referem-se à parcela de pacientes atendidos pelo SUS (cerca de 80% da população)
Não se dispõe, no Brasil, de dados estatísticos referentes à PAC tratada em regime ambulatorial
Introdução: Introdução PAC é uma causa comum de morbidade.
Incidência mundial de 12 casos por 1.000 indivíduos por ano
Extrapolando-se para o Brasil, teríamos 1.920.000 casos por ano
Introdução: Introdução No restante do mundo, aproximadamente 80% dos casos são tratados em ambulatório
Metade dos pacientes no Brasil está sendo conduzida em regime hospitalar, resultando em maior gasto dos recursos destinados à saúde pública
MORTALIDADE: MORTALIDADE Primeira causa de morte entre as doenças respiratórias
Quarto lugar na mortalidade geral entre os adultos, abstraindo-se as causas externas.
26.394 óbitos no ano de 1996 (DATASUS).
ANATOMIA: ANATOMIA
ANATOMIA: ANATOMIA
ANATOMIA: ANATOMIA
ANATOMIA: ANATOMIA
Diagnóstico: Diagnóstico O diagnóstico definitivo das PAC baseia-se na identificação do agente etiológico em espécimes, tais como: sangue; aspirado pulmonar, obtido diretamente do foco de doença; líquido pleural; fragmento de pulmão; e, ainda, em métodos imunológicos ou de biologia molecular.
Diagnóstico: Diagnóstico Comuns os erros de diagnóstico
Grande diversidade no manejo das pneumonias em pacientes atendidos em pronto-socorros
Dificuldade na diferenciação da PAC, de outras infecções das vias aéreas, devido à inespecificidade dos indicadores clínicos – sinais e sintomas e à subutilização ou dificuldade de interpretação dos achados radiológicos
Diagnóstico: Diagnóstico Radiografia do tórax - padrão de referência para o diagnóstico de pneumonia
História do paciente e achados de exame físico - diagnosticar ou excluir a sua presença
Achados clínicos que aumentam a probabilidade de pneumonia: Achados clínicos que aumentam a probabilidade de pneumonia Temperatura maior ou igual a 37,8ºC
Freqüência respiratória > 25irpm
Presença de expectoração
Freqüência cardíaca > 100bpm
Estertores
Diminuição dos sons respiratórios, mialgia e sudorese noturna
O encontro de um ou mais destes achados é insuficiente para o diagnóstico
Quadro Clássico: Quadro Clássico Início súbito de febre
Calafrio
Dor torácica ventilatório-dependente
Tosse com expectoração purulenta ou piossanguinolenta
Cefaléia, astenia e anorexia
Ao exame físico, podem ser identificados os sinais de consolidação pulmonar
IDOSO: IDOSO Forma clássica de apresentação não é a mais freqüente
A febre pode estar ausente em 20% dos casos sobretudo nos pacientes idosos
Costumam se apresentar com queda do estado geral, por vezes, com desorientação ou piora de uma condição subjacente, como insuficiência cardíaca
IDOSO: IDOSO Um aumento da freqüência respiratória, acima de 24cpm, muitas vezes como um dado isolado, tem sido observado em 45 a 70% dos pacientes
Sinal mais sensível no idoso
Taquicardia também é comum
Estertores costumam estar presentes
Evidências de consolidação são observadas em apenas 1/3 dos casos
IDOSO: IDOSO As pneumonias nos idosos são de mais difícil identificação
Em geral, são mais graves e permitem maior númerode possibilidades diagnósticas alternativas, do que as dos jovens
IDOSO: IDOSO PAC é mais grave pela
Maior freqüência com que acomete hospedeiros com algum grau de desnutrição
Freqüente associação a comorbidades diversas
Manifestações clínicas menos expressivas, como febre, tosse produtiva, dor torácica e dispnéia
Fatores que resultam em retardo à procura de assistência médica
PNEUMONIA ASPIRATIVA: PNEUMONIA ASPIRATIVA Caracteriza pela associação a condições clínicas predisponentes:
permanência prolongada no leito
diminuição do nível de consciência
distúrbio da deglutição
comprometimento do reflexo glótico ou da tosse
doenças esofágicas
iatrogenias
PNEUMONIA ASPIRATIVA: PNEUMONIA ASPIRATIVA Manifesta-se radiologicamente atendendo a uma distribuição gravitacional
Predomina no pulmão direito, pelas características anatômicas da árvore brônquica
Os patógenos anaeróbios são a etiologia usual
Considerando-se a participação de germes que produzem necrose, é comum a presença de cavitação
Radiografia: Radiografia Imprescindível no manejo das pneumonias,
Elemento diagnóstico
Avaliação da extensão do comprometimento pulmonar e de sua gravidade
Identificação de complicações
Monitorização da evolução
Resposta ao tratamento
Típicas X Atípicas: Típicas X Atípicas
PNEUMONIA TÍPICA : PNEUMONIA TÍPICA Tem como padrão a pneumonia pneumocócica,
Manifestando-se por infecção da via aérea superior, seguida de:
febre alta
calafrio
dor pleurítica
tosse com expectoração purulenta ou ferruginosa
sinais de toxemia
PNEUMONIA ATÍPICA : PNEUMONIA ATÍPICA Tem como padrão a pneumonia por micoplasma
Caracterizada por uma apresentação subaguda com:
Tosse não-produtiva
Cefaléia
Mialgia
Diarréia
Sintomas de vias aéreas
TÍPICA X ATÍPICA: TÍPICA X ATÍPICA Expressão clínica – preditor acurado da causa microbiológica
Pode diferenciar a pneumonia bacteriana convencional, evidenciada pela síndrome “típica”, da pneumonia causada por patógenos atípicos, manifestada pela síndrome “atípica”
Implicações na seleção dos agentes antimicrobianos para o tratamento empírico
TÍPICA X ATÍPICA: TÍPICA X ATÍPICA Aperfeiçoamento das técnicas de diagnóstico etiológico e melhor compreensão dos fatores que afetam a expressão clínica, a síndrome da pneumonia atípica perdeu suporte
Expressão clínica da doença é determinada pelo estado funcional e imunológico do paciente, e não decorre exclusivamente do patógeno
Etiologia: Etiologia
Diagnóstico: Diagnóstico Único método definitivo para o diagnóstico etiológico da PAC requer o isolamento da bactéria no sangue, líquido de empiema pleural ou em material obtido por punção ou biópsia pulmonar
Diagnóstico: Diagnóstico Não há estudos randomizados que demonstrem que a comprovação da etiologia da PAC, independente do nível de gravidade, resulte em menor mortalidade, quando comparada com a evolução dos pacientes com antibioticoterapia empírica adequada instituída precocemente no curso da infecção
Diagnóstico: Diagnóstico Tratamento dirigido
implicaria menor ônus
menos toxicidade
potencial de reduzir a indução de resistência bacteriana.
Todavia, a realização de testes não deve retardar o início do tratamento
Exames: Exames Radiografias do tórax - todos os pacientes
Pacientes candidatos ao tratamento hospitalar:
hemograma
glicose
uréia
creatinina
bioquímica do fígado
eletrólitos
Exames: Exames Gasometria arterial - saturação de O2 estiver abaixo de 92%
Antes do início da antibioticoterapia - duas amostras para hemoculturas
Amostra de escarro - exame direto e cultura
Exames: Exames Testes diagnósticos devem ser reservados para pacientes internados
Em pacientes avaliados e tratados em regime ambulatorial, o pobre rendimento dos métodos com capacidade diagnóstica imediata e o baixo risco de insucesso com a terapêutica empírica justificam sua não-adoção de rotina
Classificação de risco: Classificação de risco
Classificação de risco: Classificação de risco
Classificação de risco: Classificação de risco
Classificação de risco: Classificação de risco Algoritmo deve ser entendido como um complemento à decisão médica
Outros fatores, além do risco de mortalidade e de evolução desfavorável, devem ser incorporados à análise de decisão, considerando-se a presumível e necessária adesão do paciente ao tratamento:
Fator social: se há ou não um mínimo de suporte domiciliar, capaz de atender às necessidades básicas para o tratamento
Classificação de risco: Classificação de risco Fator cognitivo: se o paciente está convicto da natureza de sua enfermidade, do esquema posológico prescrito, e da necessidade de usar a medicação até a conclusão do tratamento
Fator financeiro: referente ao custo relacionado à aquisição da medicação
Classificação de risco: Classificação de risco Desenvolvido como um modelo preditor de mortalidade e não como método de triagem de pacientes com PAC
Fornece as bases racionais para a decisão quanto ao local mais indicado para o tratamento, permitindo, com eficácia e segurança, reduzir o custo do tratamento, que é determinado grandemente pela internação ou não
TRATAMENTO ESPECÍFICO: TRATAMENTO ESPECÍFICO S. pneumoniae
Sensível - Amoxicilina, cefalosporinas ou macrolídeo
Resistência intermediária - Amoxicilina 500mg 3x/dia ou cefuroxima 500mg 2x/dia
Altamente resistente - Cefotaxima 1g IV cada 8h, cefotriaxona 1g IV cada 24h, penicilina G 2 milhões a cada 4 horas ou fluoroquinolona respiratória*
TRATAMENTO ESPECÍFICO: TRATAMENTO ESPECÍFICO H. influenzae
Cefalosporinas 3ª G ou 4ª G, ou betalactâmico/ inibidor de betalactamase
M. pneumoniae
Macrolídeo ou doxiciclina
C. pneumoniae
Macrolídeo ou doxiciclina
TRATAMENTO ESPECÍFICO: TRATAMENTO ESPECÍFICO Legionella
Macrolídeo ± rifampicina ou fluoroquinolona
S. aureus
Sensíveis à oxacilina - Oxacilina
Resistentes à oxacilina - Vancomicina
TRATAMENTO ESPECÍFICO: TRATAMENTO ESPECÍFICO Bacilos entéricos gram- negativos
Cefalosporina de 3ª ou 4ª G ± amino-glicosídeo ou fluorquinolona
Pseudomonas aeruginosa
Ciprofloxacina ou aminoglicosídeo + betalactâmico antipseudomonas
Anaeróbios
Betalactâmico/inibidor de betalactamase ou clindamicina
Seleção de antibióticos para tratamento empírico de PAC: Seleção de antibióticos para tratamento empírico de PAC
Não-internados: Não-internados Opções: macrolídeo, fluoroquinolona antipneumocócica, betalactâmico
Fluoroquinolonas devem ser reservadas para pacientes com comorbidades e idosos
Não-internados: Não-internados Amoxicilina (e outros betalactâmicos) é menos efetiva do que macrolídeos e fluoroquinolonas (uma falha a mais em cada 12 doentes tratados), mas é opção de menor custo
Penicilina procaína tem espectro estreito, é injetável e mais cara do que amoxicilina (considerar o custo das seringas e da aplicação), e não é recomendada
Não-internados: Cefalexina e cefaclor não devem ser usadas
Se a escolha recair em cefalosporinas orais, preferir cefuroxima, cefpodoxima ou cefprozil
Pneumonia aspirativa: amoxicilina-clavulanato
Não-internados
Internados: Enfermaria: fluoroquinolona antipneumocócica (isoladamente)ou betalactâmico (em geral ceftriaxona ou cefotaxima) associadoa macrolídeo
Risco de pseudomonas (doença pulmonar estrutural com curso recente de antibiótico e/ou uso crônico de corticosteróide sistêmico), sobretudo em UTI: agente antipseudomonas (piperacilina ± tazobactam, carbapenem ou cefepima) + ciprofloxacina em dose alta
Internados
Internados: Pneumonia aspirativa
1) fluoroquinolona e clindamicina ou metronidazol; ou
2) betalactâmico com inibidor de betalactamase
Internados
Indicações para o uso da vacina antiinfluenza: Indicações para o uso da vacina antiinfluenza 1. Idade igual ou superior a 60 anos
2. Doenças crônicas
Doença pulmonar
Doença cardíaca
Diabetes mellitus
Disfunção renal
Doença hepática
Doenças neurológicas
Shunt do fluido cérebro-espinhal
Indicações para o uso da vacina antiinfluenza: 3. Imunossupressão
Infecção por HIV
Terapia imunossupressora (inclusive corticóides)
Pós-transplante de órgãos (inclusive de medula óssea)
Neoplasma maligno (inclusive hematogênico)
Alcoolismo
Disfunção esplênica ou asplenia (inclusive anemia falciforme)
Indicações para o uso da vacina antiinfluenza
Indicações para o uso da vacina antipneumocócica: Indicações para o uso da vacina antipneumocócica Graus de risco em ordem decrescente
Grupo 1
doença de Hodgkin, mieloma múltiplo, deficiência de imunoglobulina, lúpus eritematoso sistêmico, deficiência imunológica induzida por drogas, transplante renal, doença maligna hematológica, carcinoma, infecção por HIV e AIDS
Grupo 2
esplenectomia ou disfunção esplênica, anemia falciforme, síndrome nefrótica
Indicações para o uso da vacina antipneumocócica: Indicações para o uso da vacina antipneumocócica Grupo 3
diabetes mellitus, doença pulmonar crônica, doença cardíaca crônica, insuficiência renal crônica requerendo diálise, cirrose hepática, alcoolismo
Grupo 4
idosos (60 anos ou mais)
OBRIGADO: OBRIGADO