Diretório Nacional de Catequese

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By: SeminaristaAlexandro (99 month(s) ago)

oi

By: vitor777 (101 month(s) ago)

adorei o slide...muito gratificante

By: vitor777 (101 month(s) ago)

excelente slide

Presentation Transcript

Slide 1: 

“Isto que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos, para que estejais em comunhão conosco” (1Jo 1,3) DIRETÓRIO NACIONAL DE CATEQUESE

Slide 2: 

A catequese é uma atividade tão antiga quanto a Igreja. Alguns textos do Novo Testamento nasceram como formas de catequese aos primeiros cristãos. Necessitando estruturar o processo de iniciação à fé cristã, a comunidade eclesial dos primeiros séculos elaborou um longo itinerário que ficou conhecido com o nome de CATECUMENATO.

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Era um processo complexo, dirigido aos adultos, que incluía o anúncio da fé, a audição da palavra de Deus, a participação na vida da comunidade, o exercício da conversão, o acompanhamento de “padrinhos”, a instrução na doutrina da Igreja e a celebração de ritos iniciáticos culminando com o Batismo, a Eucaristia e a Unção do Crisma. Neste processo catecumenal, reservava-se o nome de “catequese” para o momento próprio do ensino e aprofundamento na fé.

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as pessoas já nasciam dentro do clima cristão. Eram “iniciadas” à fé simplesmente no convívio do dia a dia. Com a evolução do cristianismo, desapareceu o catecumenato como processo iniciático à fé, pois toda a sociedade já estava impregnada dos princípios e práticas cristãs:

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Com a socialização recebia-se a herança evangélica: foi a época do “catecumenato social”. Ser cristão era mais uma questão de pertença a uma família, a um grupo, a uma nação, do que propriamente uma opção pessoal.

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Neste contexto, do complexo itinerário catecumenal sobreviveu apenas a catequese, assim mesmo com uma característica eminentemente doutrinal e voltada preferencialmente para as novas gerações. E assim permaneceu durante séculos. Hoje a Igreja redescobre e reafirma sua vocação evangelizadora, missionária também para povos que já conheceram a fé.

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Diante de tantas populações longe ou afastadas da fé, ou portadoras de uma religiosidade apenas tradicional, sem experiências cristãs profundas e pessoais... a Igreja sente a necessidade de proclamar, às vezes como primeiro anúncio, o núcleo central da fé cristã e a conversão ao Evangelho.

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O Concílio Vaticano II impulsionou a renovação da catequese: eclesiologia de comunhão, liturgia renovada, retorno à Bíblia, etc... Os projetos PRNM, SINM e “Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida”... resgataram a comunidade eclesial como lugar privilegiado da educação da fé, particularmente na vivência litúrgica, e impulsionou-se o princípio de interação fé e vida.

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Hoje, no clima de nova evangelização, a catequese se reveste de características evangelizadoras e reassume o modelo catecumenal da Igreja primitiva, como processo de educação e crescimento na fé. Neste clima de renovação e em obediência ao que propõe o Diretório Geral para a Catequese – DGC (1997), a CNBB decidiu pela elaboração de um Diretório Nacional de Catequese.

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Eis o que o Diretório Geral para a Catequese que solicita às Conferências Episcopais. “adaptação à realidade de cada país mediante a elaboração de um Diretório Nacional”. O nosso Diretório documento leva em conta, de modo particular a rica história dos quarenta anos de renovação conciliar, a realidade brasileira e projeta novos passos.

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E texto era refeito a partir das colaborações recebidas e a cada ano apresentado à Assembléia Geral da CNBB (2002, 2003 e 2004) recebendo a plena aprovação na Assembléia Geral de agosto de 2005, com apenas 3 votos em branco. Logo depois da grande mobilização nacional sobre Catequese com Adultos (1999-2001) foi iniciado o processo participativo de elaboração do Diretório Nacional de Catequese.

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c) orientar, coordenar e estimular a atividade catequética nas diversas regiões f) delinear uma catequese mais bíblica, vivencial, ligada à mística evangélico-missionária, participativa e comunitária”. O OBJETIVO DO DNC é: a) “apresentar a natureza e finalidade da catequese; b) traçar os critérios de ação catequética;

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O DNC pretende: “estimular, para o futuro, estudos e pesquisas mais profundas, que respondam às necessidades da catequese e às normas e orientações do Magistério” (nº 13), por parte das igrejas locais. O DNC vem responder a este pedido e se coloca nas pegadas do Diretório Geral para a Catequese que, de certa maneira, sintetiza e recolhe a caminhada da catequese no século XX.

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Ele não só repete e repisa princípios e critérios já estabelecidos, mas, sobretudo, faz avançar a renovação da catequese. Considera sobretudo a Evangelii Nuntinadi, a Catechesi Trasdendae e a memorável visita de João Paulo II ao Brasil em 1980, quando por duas vezes afirmou aos bispos: “A catequese é uma urgência no vosso país”. “Fazei da catequese uma prioridade”.

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Mas, a partir de 1983 a realidade mudou. Novos desafios emergiram. O Brasil urbanizou-se. Mudanças na comunicação, na cultura, no modo de ser das pessoas, novas conquistas das ciências, o trânsito religioso, a busca da liberdade, da subjetividade... O DNC não substitui o Doc. “Catequese Renovada – Orientações e Conteúdo” (CR), Tudo isto exige novos avanços rumo a uma catequese que responda às exigências da educação da fé na realidade atual.

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O DNC à semelhança de nossas Diretrizes Gerais, pretende ter um caráter mais teológico-pastoral, do que jurídico-normativo, apontando para a prática concreta da ação catequética. Nele encontramos, sobretudo, critérios inspiradores para a ação catequética e não tanto indicação de normas imperativas como poderia sugerir, talvez, a palavra diretório.

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O DNC está mais interessado em esclarecer a natureza e finalidade da catequese do que em proporcionar fórmulas e normas imediatas ou receituário para a atividade catequética. Ele retoma os grandes temas que fundamentam e orientam o exercício da catequese: do ponto de vista teológico(o conceito de Revelação Divina, a ênfase da catequese como ministério da palavra, a dimensão evangelizadora da catequese);

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E do ponto de vista pedagógico (como o modelo da pedagogia divina e humana, a questão dos métodos, o novo redirecionamento para os destinatários ou interlocutores principais, ou seja os adultos, a pessoa e formação do catequista, os aspectos organizativos da educação da fé na Igreja particular e nas comunidades.).

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Mais do que um texto normativo e resposta para os problemas práticos de responsabilidade da Igreja Particular, o Diretório quer ser um referencial para: - a missão da Comissão Bíblico-Catequética da CNBB; - a organização da catequese nas Igrejas Particulares; - a elaboração material catequético; - a formação de catequistas e formação de novos presbíteros nos Seminários e institutos de Teologia;

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- a orientação das publicações sobre catequese; - a orientação para as Escolas Catequéticas, cursos de teologia/catequese para leigos; - A animação das comissões regionais e coordenações diocesanas de catequese.

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Qual o novo que o Diretório propõe? Há vários ganchos que emergem e sinalizam para um avanço em relação à concepção tradicional de catequese, em continuidade com o documento Catequese Renovada e o Diretório Catequético Geral. Citamos aqui alguns exemplos: - a catequese evangelizadora, - a centralidade e prioridade da catequese com adultos, - a Palavra de Deus como fonte da catequese,

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- a profunda relação e complementaridade entre liturgia e a catequese, - a nova visão de uma catequese evangelizadora, - o ministério do catequista, - a catequese com os deficientes, - a insistência na formação dos catequistas, - o catecumenato antigo como modelo inspirador do processo iniciático à fé,

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- a formação catequética nos seminários, - a missão do bispo e do presbítero e da família na catequese, - o valor e ao mesmo tempo a relatividade de textos e subsídios com relação ao testemunho da comunidade e da comunicação vital do catequista, - a memória histórica da catequese no Brasil...

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Esses temas certamente vão despertar interesse e vão ajudar a avançar na prática da catequese nas dioceses, paróquias e comunidades. Mas alguns pontos podem suscitar debates e discussões: a possibilidade prevista para as dioceses de instituírem o “ministério da catequese”; a insistência em orientar a prática catequética sobre o modelo catecumenal, o que irá requerer grande esforço de mudança em muitas comunidades que se pautam ainda por uma “catequese tradicional”.

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1.1- Enfoca as recentes conquistas e desafios do movimento catequético no Brasil. 1.2 - Aprofunda o tema revelação. Situa bem a catequese na missão evangelizadora da Igreja. Clareia a verdadeira tarefa da catequese. O DNC divide-se em duas partes: Iª Parte: Fundamentos teológicos pastorais da Catequese. São os quatro primeiros capítulos.

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1.3 - À luz da missão evangelizadora da Igreja se faz uma leitura da realidade brasileira e da história como lugares teológicos da manifestação de Deus. 1.4 - Ao abordar mensagem e o conteúdo da catequese destaca-se a Bíblia, a liturgia, os catecismos, a Tradição e o Magistério da Igreja.

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IIª Parte: - Orientações para a Catequese na Igreja Particular. A segunda parte, de caráter mais prático se compõe de quatro capítulos. 2.1 - Aprofunda a pedagogia catequética, tendo como fundamento a pedagogia de Deus, modelo de educação da fé pretendida pela catequese. 2.2 - No capítulo sexto os destinatários são considerados como interlocutores no processo catequético. Ênfase aos adultos.

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2.3 - No capítulo sétimo o texto apresenta o ministério da catequese e as diversas responsabilidades com insistência na missão do bispo, do presbítero e do/a catequista. 2.4 - O último capítulo enfoca os lugares da catequese e sua organização na Igreja Particular, com ênfase na família, na comunidade, na paróquia e situa o serviço da coordenação da catequese em diversos níveis.

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O bispo, é o “primeiro responsável da catequese” afirma o Diretório dos Bispos de 2004 (Este documento Apostolorum Sucessores, dedica o parágrafo III do capítulo V (Munus Docendi) ao tema do (nºs 127 a 136). Afirma ainda que “o Bispo tem a função principal, junto com a pregação, de promover uma catequese ativa e eficaz” (nº 128, citando CT 63).

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Os milhares de catequistas, conhecidos ou anônimos, na cidade ou no sertão, no litoral ou na floresta acompanharam com interesse a elaboração do Diretório Nacional de Catequese como expressão de amor e valorização da CNBB pela catequese e como incentivo à missão catequética tão necessária à renovação permanente da Igreja.

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E logo depois do aval da Sé Apostólica de Roma do Diretório Nacional de Catequese, haverá uma grande mobilização nacional entre os quase um milhão de catequistas do Brasil para o DNC ser conhecido, traduzido para a linguagem do povo e ser aplicado

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E acontecerá, à luz do DGC e do DNC, a elaboração ou adaptação do Diretório de Catequese de cada Diocese. Tudo isso, sem dúvida dará um grande impulso à continuidade da renovação da catequese em nossa Igreja no Brasil que veio se pautando pelo documento CR mas sempre se atualizando e aperfeiçoando.

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