Agua fonte de Vida

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Slide 1: 

Água na Vida, na Natureza e no coração dos Homens

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Águas, fonte de Vida e de Morte Evaristo Eduardo de Miranda

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Como todos símbolos cosmológicos, a água é cheia de ambigüidades. Ligada à idéia da vida, que nela encontrou seu berço e dela é constituída, a água também evoca a morte, o afogamento, a força aniquiladora dos maremotos e inundações e o desastre dos naufrágios. Universal, ela alimenta a terra e mata a sede dos homens, das aves e dos cães. Sua massa oceânica, indiferenciada, representa o infinito das possibilidades, o gérmen dos germens e todas as promessas de desenvolvimento e salvação.

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Todos os povos em suas manifestações religiosas, foram buscar na água o elemento de transição, entre o sólido e o gasoso, entre a rigidez e a plasticidade, entre o peso e a leveza, entre a inconsciência e a consciência. No Egito da violência e da escravidão, Deus transformou, através de um dos primeiros gestos proféticos de Moisés, a água em sangue. Um gesto terrível. Talvez a maior violência simbólica de todo o texto bíblico: a água transmutada em sangue.

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Séculos depois, Jesus Cristo numa festa em Caná, em clima de festa e núpcias, iniciando sua missão, transformou a água em vinho. Enebriou a todos de espanto e alegria. Talvez um dos mais belos sinais de todo o texto bíblico. E depois, no final da sua missão terrestre, mais uma vez durante uma santa ceia, Jesus transformará o vinho em seu sangue, indicando um outro caminho para o exercício da liberdade humana. Esse triângulo de transmutações, associados à água, indica que ao longo da vida podemos nos aperfeiçoar, vivendo constantes transmutações.

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Essas transmutações vão além das transformações materiais vividas por nosso corpo e pelos bens que o cercam. Pelas transmutações pessoais, divinamente inspiradas, vamos deixando de lado tudo que em nós não está destinado à eternidade. A espiritualização é como um processo de vinificação de nossa vida. A vida sobre a Terra surgiu na água. Voltamos à água para reatar com a vida e nos purificar. E isso pode ser vivido num chuveiro, num banho de mar ou de cachoeira. Um momento de tato, de introspecção e relaxamento matricial, de retorno às origens, como no ventre da mãe, como no seio do Pai.

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Em muitos rituais religiosos, precedidos ou seguidos de abluções, a água purifica, lava dos equívocos e ilusões, mas sobretudo evoca a graça de nos transformarmos. Pela água fomos batizados em nome da Trindade e imersos na graça de Deus. A água viva do batismo, para os cristãos, também jorrou do flanco do Cristo crucificado. Da imersão simbólica na morte e sepultamento de Cristo, emergirmos pelas águas, da inconsciência para a consciência plena!

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As águas podem ser o espelho aprisionador do ego, como foram para Narciso ou ainda uma miragem no deserto para quem vive preso à roda da ilusão. Mas elas podem representar um lugar de revelação e teofania, berço de fertilidade, poço no deserto, oásis de paz, fonte de juventude, símbolo de benção e de infinita regeneração.

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Nosso destino, pela água, está intimamente ligado a nossa origem. Vivemos como peixes, que devem descer o rio, enfrentar seus perigos, meandros e corredeiras até chegar no mar da idade adulta e madura. Mas, como muitos, na hora da piracema, podemos mudar de rumo, subir a correnteza, voltar à infância e às águas cristalinas das origens, para adquirir sua transparência, sua fecundidade, sua leveza e sua perfeita simplicidade. Mesma origem, mesmo destino.

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Música Em torno do Planeta Azul Imagem Net Apresentação VANI SLIDES ia-castro@ibest.com.br

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