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André C. Matos e Ésio PereiraOrientação: Dra. Lícia: André C. Matos e Ésio Pereira Orientação: Dra. Lícia Evaluation of Chronic Diarrhea in Patients with Human Immunodeficiency Virus Infection
Edward C. Oldfield. Reviews in Gastroenterological Disorders Vol2. N.4 2002
Clinical Aspects and Managemant of Cytomegalovirus Infection
SissonsJGP, Carmichael AJ Journal of Infection. 2002. (44) 78-83
Diarréia Crônica em AIDS: Diarréia Crônica em AIDS Incidência de 30 a 70%
Reduz qualidade de vida
Reduz resposta aos antiretrovirais
Aumenta os custos e é um preditor independente de sobrevida.
Patógenos mais comuns: Patógenos mais comuns Microsporidio
Cytomegalovirus
Criptosporidio
Complexo Mycobacterium avium
Microsporidium: Microsporidium Patógenos mais comuns
São responsáveis por 14 a 60% dos casos de diarréia crônica não explicadas em pacientes com AIDS, especialmente com CD4<100/mm3
Tratamento com Albendazol 400mg 2xdia respostas parciais com altas taxas de recorrências, freqüentemente necessitando de terapia de manutenção. Resposta completa tem sido associado com a recuperação imunológica com uso de HAART (terapia antiretroviral de alta atividade: 2ITR + IP)
Cytomegalovirus: Cytomegalovirus Ocorre em pacientes com doença avançada (CD4 <50 mm3)
Diarréia crônica aquosa em 80%, dor abdominal em 50% e febre em 39 a 80%.
Diagnóstico feito pela demonstração de inclusões citomegálicas em biópsia de cólon
A mucosa colônica revela colite em apenas 20%, úlcera em 38% e ambos em 39% e mostra-se normal em mais de 29%
Altas respostas tem sido conseguidas com ganciclovir ou foscarnet
Criptosporidio: Criptosporidio Protozoário que infecta enterócitos do jejuno e íleo
Diagnóstico feito com ensaio imunoenzimático ou imunofluorescência
Tratamento difícil: combinação de Azitromicina 10mg/kg/dia com Paramomicina 30mg/kg/d tem sido promissor
Resposta completa tem sido associado com a recuperação imunológica com uso de HAART
Complexo Mycobacterium avium: Complexo Mycobacterium avium Diarréia crônica ocorre usualmente como parte de uma infecção sistêmica associada a febre, anemia severa, sudorese noturna, perda de peso, dor abdominal e elevação da fosfatase alcalina
Ocorre em pacientes com doença avançada (CD4 <50 mm3)
Diagnóstico: pesquisa de BAAR nas fezes, cultura em fezes, sangue ou biópsia de duodeno.
Tratamento com claritromicina 15mg/kg 2xdia e etambutol 15-20mg/kg/d com boa taxa de sucesso
Diarréia associada ao inibidor de protease: Diarréia associada ao inibidor de protease
HAART(Highly active antiretroviral therapy 3 ou mais combinações de antiretrovirais ) tem reduzido mortalidade por HIV em mais de 70% desde sua introdução em 1995-1996
Inibidor de protease é um importante componente do HAART- diarréia tem sido um importante efeito colateral variando de 14-30% com Kaletra a 14-30% com Nelfinavir
Loperamida, carbonato de cálcio têm se mostrado úteis
Como proceder ?: Como proceder ?
Há associação com o início da terapia com inibidor de protease? (12-56%) interromper por curto período o tratamento e observar resposta
Exame de fezes 2 a 3 amostras:
Cultura para: Shigella, Salmonella, Campylobacter
Pesquisa de ovos e parasitos
Toxina do Clostridium difficile
Cultura para MAC
Ensaio imunoenzimático para Criptosporidium
Weber´s modified trichrome for microsporidia
Endoscopia
Sigmoidoscopia flexível diagnostica 39% dos casos de colite por CMV
Ileoscopia detecta muitos casos de microsporidiose.
CMV : CMV Grupo de agentes pertencentes à família dos herpesvírus
Infecção primária assintomática na maioria dos casos
Infecção: febre, mal-estar, hiporexia,mialgia, linfadenomegalia cervical e hepatite / Miocardite, pneumonite e meningite asséptica são raros em imunocompetentes
Epidemiologia: Epidemiologia
Distribuição mundial com maiores taxas em países subdesenvolvidos
Fontes: saliva, leite, secreções vaginais, urina, sêmen, fezes e sangue
Contágio requer contato íntimo ou próximo (vírus lábil)
Contaminação indireta através de objetos é possível
Infecção na infância: Infecção na infância Infecção congênita
A gestante tem um risco em torno de 1% em adquirir a infecção primária
40% de chance de infecção congênita
5-20% são sintomáticos ao nascimento, com alta mortalidade com o desenvolvimento da clássica Doença da Inclusão Citomegálica(10%):
Microcefalia ,coriorretinite, déficit neurológico, hepatite com icterícia e hepatoesplenomegalia, trombocitopenia com petéquias.
Dos que sobrevivem, 80% guardam seqüelas: mental, auditiva, visual.
Dos assintomáticos ao nascimento 5-15% desenvolverão algum tipo de seqüela: déficit sensório neural
Infecção na infância: Infecção na infância Infecção perinatal é comum: 10-60% aos 6 meses de idade (secreções vaginais e leite materno)
Lactentes infectados excretam o vírus durante anos na saliva e urina
Taxas de infecção declinam e têm outro pico na adolescência (transmissão sexual)
Profissionais que assistem crianças pequenas, assim como pais têm risco anual de 10-20% de adquirirem o vírus (população geral: 1-3%)
Profissionais de saúde não estão sob risco aumentado
Prematuros e pacientes imunossuprimidos possuem risco de 10-30% de doença
Infecção é transmitida através de órgãos transplantados
Anatomopatologia: Anatomopatologia Células grandes com inclusões intranucleares e citoplasmáticas são patognomônicas
Infiltrados focais de células mononucleares
O vírus pode induzir necrose focal em cérebro e fígado
Pulmão, fígado, rim, trato gastrointestinal, e glândulas salivares são os órgãos mais comumente infectados
Diagnóstico : Diagnóstico Síndrome clínica + teste laboratorial
Infecção ativa é mais bem demonstrada por isolamento viral em tecidos ou secreções (PCR, Imunohistoquímica (proteína pp65))
O isolamento viral não distingue infecção primária de recorrente
Infecção primária é identificada por detecção de anticorpos IgM
O RIE, o ELISA e o RIE de captura têm sensibilidade e especificidade aceitáveis para detectar infecções primárias, exceto em infecções congênitas
Raramente se encontra IgM em infecções recorrentes
Tratamento: Tratamento Infecção primária em imunocompetente não requer tratamento
Infecção primária, secundária ou reativação em imunodeprimido é usualmente tratada com Ganciclovir (GCV) ou Foscarnet por 2-3 semanas: GCV 5mg/kg a cada 12h / Foscarnet 60mg/kg cada 8h. Profilaxia secundária será necessária se a imunodeficiência persistir
Prevenção:: Prevenção: Testar sangue: risco de 2,5% por unidade de sangue
Concentrado de hemácias sem leucócitos diminuem o risco
Testar doador antes do transplante
Profilaxia:: Profilaxia:
Ganciclovir tem sido usado em profilaxia primária em recebedores de órgão sólido e em pacientes com AIDS com CD4<100.
CMV imunoglobulina hiperimune mostrou reduzir risco em transplantados de rim, mas pelo custo é pouco usado na prática.
Algumas pesquisas mostram bons resultados com transferência de clones de linfócitos T citotóxicos
Vacinas: ainda em pesquisa.