logging in or signing up PAIXÃO POR LITERATURA E TIC TatiMOMartins Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 708 Category: Education License: All Rights Reserved Like it (1) Dislike it (0) Added: November 27, 2008 This Presentation is Public Favorites: 1 Presentation Description Palestra ministrada para alunos e professores do projeto NAVE (Núcleo Avançado em Educação) Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide 1: TECNOLOGIA LITERATURA POR PAIXÃO & Slide 2: O circo Ronald Claver Slide 3: SENHORAS E SENHORES: O ESPETÁCULO VAI COMEÇAR! Entre o gesto fino e frágil da bailarina e o vôo elétrico e preciso do trapezista acontece o circo. O palhaço de cara triste inventa o riso o mágico faz a pomba voar de paz o equilibrista brinca na corda e desequilibra os nossos olhos. O menino da primeira fila cochicha com a menina de tranças, que mastiga Slide 4: a nervosa pipoca. O palhaço volta a revirar nossa infância. O domador brinca nos bigodes do leão. O circo é um coração de criança. os olhos estão no picadeiro, fixos, permanentes, ligados. O homem de bigode acende Slide 5: o terceiro cigarro e apaga os olhos. O trapezista em sua geometria corta o espaço. O motoqueiro faz da morte um globo de brinquedo. SENHORAS E SENHORES: O ESPETÁCULO CONTINUA! Slide 6: estratégia Slide 7: os olhos têm de ser educados para que a nossa alegria aumente Rubem Alves Slide 8: nova estratégia Slide 9: limite da tecnologia Qual o limite da tecnologia? Slide 10: criatividade Slide 11: curiosidade Slide 13: Quanto mais lemos, mais percebemos que temos de ler ainda muito! Slide 15: Quanto mais lemos, mais percebemos que temos de ler ainda muuuito! Slide 17: Quanto mais lemos, mais percebemos que temos de ler ainda muuuuuuito! Slide 19: Quanto mais lemos, mais percebemos que temos de ler ainda muuuuuuuuuuuuuito! Slide 20: ler muito Slide 21: muito todo dia a todo instante Slide 22: os olhos nos mostram o mundo, se soubermos olhá-lo. Slide 23: olhar Slide 24: palavra Slide 25: olhar Slide 27: l P a V A r a Slide 28: As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Rubem Alves Slide 29: Olhe o mundo! Slide 30: Leia o mundo! Caso pluviosoCarlos Drummond de Andrade : Caso pluviosoCarlos Drummond de Andrade A chuva me irritava. Até que um dia descobri que maria é que chovia. A chuva era maria. E cada pingo de maria ensopava o meu domingo. E meus ossos molhando, me deixava como terra que a chuva lavra e lava. Eu era todo barro, sem verdura... maria, chuvosíssima criatura! Ela chovia em mim, em cada gesto, pensamento, desejo, sono, e o resto. Era chuva fininha e chuva grossa, matinal e noturna, ativa...Nossa! Não me chovas, maria, mais que o justo chuvisco de um momento, apenas susto. Não me inundes de teu líquido plasma, não sejas tão aquático fantasma! Eu lhe dizia em vão - pois que maria quanto mais eu rogava, mais chovia. E chuveirando atroz em meu caminho, o deixava banhado em triste vinho, que não aquece, pois água de chuva mosto é de cinza, não de boa uva. Chuvadeira maria, chuvadonha, chuvinhenta, chuvil, pluvimedonha! Slide 32: Eu lhe gritava: Pára! e ela chovendo, poças d’água gelada ia tecendo. Choveu tanto maria em minha casa que a correnteza forte criou asa e um rio se formou, ou mar, não sei, sei apenas que nele me afundei. E quanto mais as ondas me levavam, as fontes de maria mais chuvavam, de sorte que com pouco, e sem recurso, as coisas se lançaram no seu curso, e eis o mundo molhado e sovertido sob aquele sinistro e atro chuvido. Os seres mais estranhos se juntando na mesma aquosa pasta iam clamando contra essa chuva estúpida e mortal catarata (jamais houve outra igual). Anti-petendam cânticos se ouviram. Que nada! As cordas d’água mais deliram, e maria, torneira desatada, mais se dilata em sua chuvarada. Os navios soçobram. Continentes já submergem com todos os viventes, e maria chovendo. Eis que a essa altura, delida e fluida a humana enfibratura, e a terra não sofrendo tal chuvência, comoveu-se a Divina Providência, e Deus, piedoso e enérgico, bradou: Não chove mais, maria! - e ela parou. tatianemomartins@gmail.com : tatianemomartins@gmail.com http://tatianemomartins.blogspot.com You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
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