PAIXÃO POR LITERATURA E TIC

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Palestra ministrada para alunos e professores do projeto NAVE (Núcleo Avançado em Educação)

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TECNOLOGIA LITERATURA POR PAIXÃO &

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O circo Ronald Claver

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SENHORAS E SENHORES: O ESPETÁCULO VAI COMEÇAR! Entre o gesto fino e frágil da bailarina e o vôo elétrico e preciso do trapezista acontece o circo. O palhaço de cara triste inventa o riso o mágico faz a pomba voar de paz o equilibrista brinca na corda e desequilibra os nossos olhos. O menino da primeira fila cochicha com a menina de tranças, que mastiga

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a nervosa pipoca. O palhaço volta a revirar nossa infância. O domador brinca nos bigodes do leão. O circo é um coração de criança. os olhos estão no picadeiro, fixos, permanentes, ligados. O homem de bigode acende

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o terceiro cigarro e apaga os olhos. O trapezista em sua geometria corta o espaço. O motoqueiro faz da morte um globo de brinquedo. SENHORAS E SENHORES: O ESPETÁCULO CONTINUA!

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estratégia

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os olhos têm de ser educados para que a nossa alegria aumente Rubem Alves

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nova estratégia

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limite da tecnologia Qual o limite da tecnologia?

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criatividade

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curiosidade

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Quanto mais lemos, mais percebemos que temos de ler ainda muito!

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Quanto mais lemos, mais percebemos que temos de ler ainda muuuito!

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Quanto mais lemos, mais percebemos que temos de ler ainda muuuuuuito!

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Quanto mais lemos, mais percebemos que temos de ler ainda muuuuuuuuuuuuuito!

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ler muito

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muito todo dia a todo instante

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os olhos nos mostram o mundo, se soubermos olhá-lo.

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olhar

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palavra

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olhar

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l P a V A r a

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As palavras só têm sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Rubem Alves

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Olhe o mundo!

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Leia o mundo!

Caso pluviosoCarlos Drummond de Andrade : 

Caso pluviosoCarlos Drummond de Andrade A chuva me irritava. Até que um dia descobri que maria é que chovia. A chuva era maria. E cada pingo de maria ensopava o meu domingo. E meus ossos molhando, me deixava como terra que a chuva lavra e lava. Eu era todo barro, sem verdura... maria, chuvosíssima criatura! Ela chovia em mim, em cada gesto, pensamento, desejo, sono, e o resto. Era chuva fininha e chuva grossa, matinal e noturna, ativa...Nossa! Não me chovas, maria, mais que o justo chuvisco de um momento, apenas susto. Não me inundes de teu líquido plasma, não sejas tão aquático fantasma! Eu lhe dizia em vão - pois que maria quanto mais eu rogava, mais chovia.  E chuveirando atroz em meu caminho, o deixava banhado em triste vinho,  que não aquece, pois água de chuva mosto é de cinza, não de boa uva.  Chuvadeira maria, chuvadonha, chuvinhenta, chuvil, pluvimedonha!

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Eu lhe gritava: Pára! e ela chovendo, poças d’água gelada ia tecendo.  Choveu tanto maria em minha casa que a correnteza forte criou asa e um rio se formou, ou mar, não sei, sei apenas que nele me afundei. E quanto mais as ondas me levavam, as fontes de maria mais chuvavam,  de sorte que com pouco, e sem recurso, as coisas se lançaram no seu curso,  e eis o mundo molhado e sovertido sob aquele sinistro e atro chuvido.  Os seres mais estranhos se juntando na mesma aquosa pasta iam clamando contra essa chuva estúpida e mortal catarata (jamais houve outra igual). Anti-petendam cânticos se ouviram. Que nada! As cordas d’água mais deliram, e maria, torneira desatada, mais se dilata em sua chuvarada. Os navios soçobram. Continentes já submergem com todos os viventes, e maria chovendo. Eis que a essa altura, delida e fluida a humana enfibratura, e a terra não sofrendo tal chuvência, comoveu-se a Divina Providência, e Deus, piedoso e enérgico, bradou: Não chove mais, maria! - e ela parou.

tatianemomartins@gmail.com : 

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