A influência da variação da humidade nos estados de tempo :A influência da variação da humidade nos estados de tempo
Humidade absoluta :Humidade absoluta 1.1.1 Humidade absoluta é a quantidade de vapor de água por unidade de volume de ar. Mede-se em g/m3. A B A – tem menor quantidade de vapor de água, logo tem menor humidade absoluta. B – tem maior quantidade de vapor de água, logo tem maior humidade absoluta.
Humidade absoluta :Humidade absoluta 1.1.2 A existência de vapor de água na atmosfera deve-se à evaporação das águas do mar, rios e lagos e evapotranspiração das plantas e animais. Quanto maior for a temperatura e a superfície exposta à atmosfera, maior será a evaporação.
Humidade relativa :Humidade relativa 1.1.3 A humidade relativa é a relação entre a quantidade de vapor de água existente na atmosfera (humidade absoluta), a uma determinada temperatura, e a capacidade total dessa atmosfera para conter vapor de água, a essa mesma temperatura. Mede-se em percentagem.
H.R. = Humidade Absoluta x 100
Ponto de saturação
Humidade relativa :Humidade relativa Quanto menor for a temperatura maior é a humidade relativa. Volume: 1 m3
Humidade absoluta: 8,4 g/m3 Volume: 1 m3
Humidade absoluta: 8,4 g/m3 Volume: 1 m3
Humidade absoluta: 8,4 g/m3
Ponto de saturação :Ponto de saturação 1.1.5 O ponto de saturação é a quantidade máxima de vapor de água que um metro cúbico de ar pode conter. Varia na razão directa da temperatura, ou seja, quanto maior for a temperatura maior é o ponto de saturação.
Ponto de saturação :Ponto de saturação Quanto maior for a temperatura maior é o ponto de saturação, ou seja, maior será a quantidade de vapor de água necessária para saturar o ar.
Precipitação :Precipitação 1.1.7 Quando a saturação ocorre e excede a sua capacidade, o vapor de água condensa-se junto dos núcleos de condensação (poeiras e partículas existentes em suspensão no ar), dando origem à formação de nuvens
De uma maneira geral existem quatro tipos principais de nuvens:
nimbos;
cúmulos;
estratos;
cirros.
Os factores que fazem variar a humidade e a precipitação :Os factores que fazem variar a humidade e a precipitação
A Latitude :A Latitude Baixas pressões
Elevada precipitação, porque o ar é obrigado a subir e, consequentemente, arrefece, pelo que atinge o ponto de saturação e a formar nuvens.
A Latitude :A Latitude Altas pressões
Fraca/ausência de precipitação, porque o ar é obrigado a descer e, consequentemente, aquece, pelo que não se atinge o ponto de saturação e não se formam nuvens.
Proximidade do mar :Proximidade do mar As regiões litorais recebem maior quantidade de precipitação do que as regiões do interior dos continentes. Este facto deve-se à influência dos ventos húmidos vindos do mar, que as afectam directamente.
A altitude :A altitude Nos lugares de maior altitude as precipitações são abundantes, uma vez que à medida que a altitude aumenta a temperatura do ar diminui, o que se traduz numa menor capacidade do ar em conter humidade, facilitando a saturação e a condensação do vapor de água, dando origem à formação de nuvens e de precipitação.
A orientação e disposição das cadeias montanhosas :A orientação e disposição das cadeias montanhosas Nas vertentes das montanhas expostas aos ventos húmidos, as precipitações são mais abundantes do que naquelas que se encontram protegidas desses ventos.
Se a disposição das montanhas for concordante (paralelas) com a linha da costa, estas vão reter grande parte da humidade.
Se a disposição das montanhas for discordante (perpendiculares) com a linha da costa, os ventos marítimos vão penetrar pelos vales e as massas de ar húmido exercem a sua influência em regiões mais interiores. O vale do Douro é um exemplo desta penetração de ventos húmidos ao longo dos vales. Litoral Interior
Principais tipos de chuva :Principais tipos de chuva
2.1.1 Chuvas orográficas :2.1.1 Chuvas orográficas Ocorrem nas regiões de montanhas, devido ao arrefecimento do ar quando este é obrigado a subir ao encontrar a vertente da montanha. Ao subir, aumenta a humidade relativa do ar até atingir o ponto de saturação, havendo por isso a condensação do vapor de água, formando-se nuvens e ocorrendo precipitação, muitas vezes sob a forma de neve.
2.1.2 Chuvas convectivas :2.1.2 Chuvas convectivas São típicas das regiões quentes equatoriais, onde existe uma grande evaporação e no interior dos continentes, em especial no Verão e nas horas de maior calor.
Este tipo de chuva resulta do aquecimento do ar em contacto com a superfície muito aquecida, o que torna o ar mais leve e por isso mesmo, com tendência a subir. Ao subir, arrefece, a humidade relativa aumenta, atinge o ponto de saturação, o vapor de água condensa, formam-se nuvens e ocorre precipitação, normalmente forte e de curta duração, durante a tarde.
2.1.3 Chuvas frontais :2.1.3 Chuvas frontais Estas chuvas formam-se devido ao choque de duas massas de ar com características diferentes, que nunca se misturam e por isso dão origem a uma frente e a uma superfície frontal. Na frente quente, o ar quente e húmido, desloca-se gradualmente sobre o ar frio (mais denso), originando uma superfície longa, ligeiramente inclinada, formando nuvens pouco espessas e chuviscos (chuva fraca e de longa duração). Na frente fria, o ar frio, por ser mais denso, tende a passar por baixo do ar quente, obrigando-o a subir. Este, por ser mais leve sobe de forma rápida. Ao subir, arrefece, a humidade relativa aumenta, atinge o ponto de saturação, o vapor de água condensa, e formam-se nuvens de grande desenvolvimento vertical que dão origem a chuvas de tipo aguaceiro (forte mas de curta duração). Massa de ar Massa de ar Massa de ar Superfície frontal
A distribuição da Precipitação :A distribuição da Precipitação
3.1.1 Distribuição da precipitação a nível mundial :3.1.1 Distribuição da precipitação a nível mundial Os valores de precipitação são elevados nas seguintes regiões do globo:
? Regiões equatoriais;
? Faixas oceânicas das regiões temperadas.
Os valores de precipitação são reduzidos nas seguintes regiões do globo:
? Regiões desérticas quentes;
? Regiões polares.
3.1.2 Distribuição da precipitação na Europa :3.1.2 Distribuição da precipitação na Europa
3.1.2 Distribuição da precipitação na Europa :3.1.2 Distribuição da precipitação na Europa Os factores que justificam a variação da precipitação são:
? A latitude e as faixas de pressão, que fazem com que a precipitação aumente no sentido sul-norte.
? O maior ou menor afastamento do mar justifica a diminuição da precipitação à medida que penetramos no interior do continente.
? A altitude, daí que os máximos de precipitação ocorram nas cadeias montanhosas da Europa:
- Pirinéus;
- Alpes;
- Alpes dináricos;
- Montes Escandinavos;
- Balcãs;
- Cáucaso.
3.1.3 Distribuição da precipitação em Portugal :3.1.3 Distribuição da precipitação em Portugal Em Portugal, a distribuição da precipitação apresenta as seguintes tendências:
? Aumento da precipitação no sentido sul/norte, com os valores mais elevados a ocorrer na região noroeste do país (Minho e Douro Litoral).
? Diminuição dos valores à medida que nos afastamos do litoral do país.
? Valores mais elevados nas regiões de maior altitude, em especial nas serras do noroeste e na cordilheira central.
? Mínimos nas áreas do interior (Nordeste e Alentejo), bem como no extremo sul do país (litoral meridional do Algarve).