Drogas na escola

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Drogas na escola SaberOnLine Lícia Caetano Maia

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A escola é um dos principais ambientes de iniciação no consumo de drogas por parte de adolescentes e jovens . Abramoway e Castro (2005), utilizando dados de pesquisa da Unesco , documentam a presença do tráfico no entorno da escola e sua infiltração no espaço escolar .

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Na escola , podemos encontrar, por parte dos alunos, desde o uso abusivo de tabaco e bebidas alcoólicas até o consumo das drogas ilícitas . Também vemos alunos usuários e alunos trabalhando como traficantes .

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Existem diversas estratégias de sedução dos jovens para iniciá-los e mantê-los no consumo . Quem o convida, usualmente, representa a imagem de quem o jovem gostaria de ser como o “cara descolado e independente”. Ou a imagem daquele com quem gostaria de se relacionar como o garoto sedutor que leva as meninas a se apaixonarem por ele e a introduzem no consumo .

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O jovem pode experimentar a droga por vários motivos, inclusive uma simples curiosidade. Mas, o interesse pela droga e a manutenção do seu consumo envolve fatores que vão muito além da curiosidade. Santos (2010) discute como a ligação dos jovens com a droga (tanto no consumo quando no tráfico) envolve questões de significado .

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Para quem consome a droga ela pode proporcionar a fuga para as dificuldades, infelicidades e falta de sentido da vida; pode trazer o ingresso para a turma “interessante e descolada” do colégio; pode significar a desinibição para fazer amigos etc. Para os meninos da periferia, trabalhar para tráfico envolve significados como: ser valorizado pelo traficante, ter o poder de portar uma arma, namorar o homem que tem o poder de controlar os outros etc.

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Combater o uso de drogas envolve uma atuação no nível dos significados e não apenas intervenções informativas , de controle ou punitivas . Estas últimas mostram-se ineficazes em relação aos significados . O jovem acaba por ignorar as informações , driblar as regras e enfrentar e suportar as punições para continuar consumindo ou comercializando a droga sem perder o significado que ela representa.

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A escola não é a única responsável por combater essa realidade . Estamos falando de um problema cuja solução necessita do envolvimento de pais, família, escola e sociedade (inclusive no nível de políticas públicas). No que se refere à atuação da escola , vejamos algumas intervenções e programas que se mostram eficazes.

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Os programas adotados para o combate ao uso e ao tráfico de drogas nas escolas que têm apresentado melhores resultados são justamente aqueles que envolvem um cuidado com a vida de modo que ajudem os alunos a serem realizados, a sentirem-se valorizados e a terem uma perspectiva de futuro para si mesmos. Assim, a droga perde força e seus atrativos não conseguem competir com a possibilidade de vida e realização que esses programas despertam nos alunos.

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As formas de abordar e enfrentar o tema nas escolas envolvem projetos culturais : música, teatro, esporte, literatura, mediação de conflitos, atividades filantrópicas etc. O envolvimento nestas atividades ajuda os alunos a desenvolverem seus talentos , a estabelecerem amizades , a melhorarem o diálogo e o relacionamento com professores etc. Isso diminui ou elimina o interesse pelos atrativos que a droga pode apresentar .

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Como vimos, o consumo de drogas está associado a conflitos e violência . A mediação apresenta-se como a intervenção mais indicada para resolução dos conflitos . Ao trabalhar o conflito considerando as questões humanas envolvidas nele, pode, como conseqüência, ajudar os mediandos a repensar também seu envolvimento com as drogas e mudar sua posição.

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Claudio Beato, no livro “Compreendendo e avaliando: projetos de segurança pública” cita a mediação de conflitos como uma das atividades a serem implantadas na escola em um programa de combate e prevenção ao uso de drogas .

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Pensando A mediação de conflitos melhora os relacionamentos , trabalha temas ligados à realização pessoal dos alunos (questões existenciais motivadoras da disputa), cria um clima de amizade e diálogo na escola. Aspectos estes que possibilitam ao jovem espaço e condições de realização, de cuidado com a própria vida e de companhias saudáveis, evitando que o envolvimento com as drogas seja objeto de interesse .

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Referências: ABROMAWAY, M.; Castro, M. G. Drogas nas escolas: versão resumida. Brasília: UNESCO, Rede Pitágoras, 2005. 143 p. COSTA, A. C. G. Casos e contos: viagem por um Brasil solidário. São Paulo: Faça Parte - Instituto Brasil Voluntário, 2004. 69 p. SANTOS, J. E. F. Cuidado com o vão: repercussões do homicídio entre jovens de periferia. Salvador: EDUFBA, 2010. 269 p.

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