Diagnóstico - Conhecendo o Contexto Escolar - Parte 1 e 2

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Diagnóstico Conhecendo o contexto escolar

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Continuaremos nesta semana com a implantação do Programa de Mediação Escolar propriamente dito. Trata-se de um diagnóstico para apuração do problema e diretrizes de suporte para o início das ações mediadoras .

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Os aspectos citados foram retirados de vários autores, mas especialmente trabalharemos com as ideias do professor Álvaro Chrispino em seu livro: Políticas Educacionais de Redução da Violência: Mediação do Conflito Escolar – literatura recomendada.

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Orientação básica: implantação do Programa de Mediação Escolar Política Pública : Introdução da Mediação de Conflito e redução da violência no espaço escolar. Justificativa : a escola tem sofrido com inúmeros episódios de violência em vários níveis e com os conflitos envolvendo seus diversos atores. Isto tem causado dificuldade para o alcance de seus reais objetivos. CHRISPINO, 2002

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Orientação básica: implantação do Programa de Mediação Escolar Etapa Principal : criar condições para que a escola possua a cultura da mediação do conflito entre todos os seus atores. Etapas Necessárias : conhecer a cartografia da violência e do conflito no ambiente escolar por meio de uma Avaliação da Violência Escolar ; criar a curto prazo um Plano de Segurança nas escolas; estabelecer a necessidade de adequar lentamente os prédios escolares numa visão de escola segura ; capacitar pessoal e mudar a dinâmica da gestão. CHRISPINO, 2002

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Orientação básica: implantação do Programa de Mediação Escolar Estratégia : sensibilizar para a necessidade de se discutir o assunto; conscientizar para a necessidade de mudar a maneira como a escola trata o assunto, e operacionalizar ações efetivas para diminuir os conflitos e reduzir a violência escolar. ( Reveja a aula “Trabalhando vínculos positivos na escola” – Semana 13) Abordagem e parceiros : iniciar discussão junto aos diretores sobre a maneira de ver e entender o conflito e a violência na escola. Construir o processo junto com professores, alunos e comunidade. ( Reveja a aula “Trabalhando vínculos positivos na escola” – Semana 13) CHRISPINO, 2002

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Orientação básica: implantação do Programa de Mediação Escolar Avaliação final : existência de Plano de Segurança da Escola e a instalação de Mediadores de Conflito no ambiente escolar. Ganho Indireto : o aprendizado da mediação de conflito na escola torna-se patrimônio cultural do futuro cidadão. Espera-se que esse tipo de cultura possa ser utilizado em outros setores da relação social. CHRISPINO, 2002

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1. Programa de Avaliação de Violência Escolar (GAUSTAD apud CHRISPINO, 2002) . É uma ferramenta para entender o problema e orientar as decisões e organizar prioridades ; . Deve abranger e avaliar desde a estrutura física até os procedimentos de emergência ; . Deve envolver toda a comunidade : direção, professores, alunos, pais, comunidade e agentes públicos; . Deve prever o uso de analistas externos , tendo em vista a isenção; . Deve abranger aspectos conceituais , qualitativos e quantitativos .

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1. Programa de Avaliação de Violência Escolar (WALKER apud CHRISPINO, 2002) A avaliação deve responder a perguntas como: . Como a escola explica e entende conflito , ordem , disciplina e violência interna e externa ? . O que pode fazer a escola para prevenir o comportamento violento ? . Qual é a política da escola para armas e violência ?

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. Estão os alunos esclarecidos e conscientes dessa política para que possam cumpri-la de maneira correta? . E se eles não cumprirem o que ocorrerá? . Está a escola sensível e aberta para saber/pesquisar por que eles não cumprem? 1. Programa de Avaliação de Violência Escolar (WALKER apud CHRISPINO, 2002)

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1. Programa de Avaliação de Violência Escolar (WALKER apud CHRISPINO, 2002) . De que maneira o comportamento violento é apoiado ou desencorajado (direta ou indiretamente) pelo clima organizacional da escola e pelas expectativas das pessoas ? . O que se tem feito para ensinar aos alunos como resolver seus problemas ou diferenças por meio da mediação de conflito ? . Está a escola preparada para identificar um clima da violência latente , antes de ele se tornar efetivo?

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1. Programa de Avaliação de Violência Escolar (WALKER apud CHRISPINO, 2002) . Está a escola preparada para fazer a mediação do conflito entre alunos, entre professores, entre estes, entre aqueles e a direção? . Tem a escola se preparado para mapear o problema e propor soluções eficazes ? . Como a escola usa o espaço curricular para inserir temas como violências, crime e tecido social ?

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análise do clima escolar – estudos têm demonstrado que as escolas com baixos níveis de comportamento violento possuem um clima institucional mais positivo, em que a relação comunitária, a política eficaz de inclusão e a boa intuição são evidentes. Quando o aluno se sente apreciado por, pelo menos, um adulto, a probabilidade de optar pela violência é menor. (CHRISPINO, 2002) Motivação para o Diagnóstico

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1° - existe uma violência estreitamente ligada a criminalidade; 2° - existe uma violência fora do contexto da criminalidade, e não é só no Brasil (EUA, França, Canadá, Uruguai, Bélgica, Espanha, Alemanha etc.); 3° - alunos e professores praticam a violência no espaço escolar; 4° - existe uma crise na gestão social afetando todo o conjunto (desemprego, perda de poder aquisitivo, insegurança etc.); ( Chrispino , 2002) 2. Como tratar a violência e o violento É necessário apresentar e discutir fatos incontroversos :

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2. Como tratar a violência e o violento ( Chrispino , 2002) 5° - existe uma mudança no modelo de família, na sua dinâmica e nos seus valores (família monoparental , família com mães adolescentes, violência/omissão/permissividade familiar etc.); 6° - existe uma violência escolar importada da situação social mas existe um modelo de escola que cria suas próprias relações internas, com seus conflitos e violências; 7° - o fato de viver em condições ruins predispõe mas não determina que o aluno seja mais violento. É necessário apresentar e discutir fatos incontroversos :

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Encara o conflito como atentado à “ordem” escolar; Trata a todos como se fossem iguais, aumentando a desigualdade. Faz de conta que todos são iguais e que os alunos de hoje são iguais aos de vinte anos atrás; Segue o seguinte rito no momento do conflito ou violência: 1° - tira o(s) aluno(s) da sala; 2° - suspende o(s) aluno(s); 3° - expulsa o(s) aluno(s). 2. Como tratar a violência e o violento ( Chrispino , 2002) A escola:

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2. Como tratar a violência e o violento ( Chrispino , 2002) A escola: Desconhece princípios gerais simples, que poderiam auxiliar na gestão da violência, como: - homens são oito vezes mais numerosos que mulheres em episódios de violência; - escolas menores registram menor número de episódios violentos; - existe uma violência criada e mantida na escola que se inicia com o autoritarismo pedagógico e o estabelecimento de normas disjuntas da realidade.

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identificar os alunos potencialmente violentos e intervir antes que os eventos se concretizem (isso serve para grupos e para professores com potencial de criar “espaços de relações violentas”); criar condições para que todos os estudantes sejam bem tratados – antes, durante e depois de eventos de violência escolar -, buscando evitar ressentimento de pessoas, grupos ou subgrupos; criar e montar um sistema de mediação de conflitos; criar ações curriculares que permitam discutir o contexto da violência e não do “violento”. A escola deve buscar condições para: ( Chrispino , 2002)

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A presente aula apresentou elementos para o conhecimento do contexto escolar organizado em um diagnóstico orientador da implantação do Programa de Mediação . Contudo, há que se considerar os mais variáveis fatores. Cada escola exige uma atenção especial , pois é dotada de inúmeras particularidades. Cabe aos responsáveis a apuração daquilo que melhor convém ao seu ambiente escolar. Conclusão

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Referências: GAUSTAD , Joan. Los fundamentos de la seguridad escolar . ERIC Digest 132, University of Oregon , nov., 1999. SCHENEIDER , Tod . Colegios más seguros através del diseño de medioambiente . ERIC Digest 144, University of Oregon , jan., 2001. CHRISPINO , A.; CHRISPINO , R. S. P. Políticas educacionais de redução da violência: mediação do conflito escolar . São Paulo: Editora Biruta, 2002, p. 64-73. ITANI , Alice. A violência no imaginário dos agentes educativos . Cad. CEDES, v. 19, n. 47, Campinas, dez., 1998. TAVARES DOS SANTOS , José Vicente. A violência na escola: Conflitualidade social e ações civilizatórias . Educ. Pesq., v. 27, n. 1, São Paulo, jan/jun, 2001.