Slide 1:Belo Horizonte
2008 Janaina Villanova
Doutoranda em Ciências e Engenharia dos Materiais - UFMG
Mestre em Fármaco e Medicamentos - USP
Especialista em Fármacos e Medicamentos - UFJF Recomendações para escolha de excipientes destinados à manipulação de cápsulas
Slide 2:Excipientes: conceitos e generalidades;
Compreender a influência dos excipientes na liberação de fármacos a partir de FFSO; Estudar os excipientes oficiais (USP/NF) destinados à manipulação de preparações sólidas;
Conhecer as recomendações para escolha dos excipientes com base em conhecimento técnico-científico;
Avaliar as diferenças entre as preparações sólidas orais de liberação imediata e de liberação modificada. Conteúdo
Slide 3:Excipientes:
conceitos e generalidades
Slide 4:Conceito tradicional de EXCIPIENTES (Prista, 1995; Le Hir, 1997):
componentes simples;
capazes de facilitar a administração;
empregados para proteger o fármaco;
usados na diluição do ingrediente ativo;
química e farmacologicamente inertes;
diluentes para FFS; veículos para FFL; bases galênicas para FFSS. Conceitos
Slide 5:Contribuíram para evolução do conceito:
criação de seções específicas para os excipientes no National Formulary (Formulário Nacional);
inclusão de monografias na United States Pharmacopeia (USP/NF);
criação do Conselho Internacional de Excipientes Farmacêuticos (International Pharmaceutical Excipient Councils – IPEC) em 1991;
publicação do Handbook of Pharmaceutical Excipients (1a edição em 1986);
Necessidades do setor;
Variáveis tecnológicas.
Slide 6:Segundo Ansel, Allen e Popovich (2000):
- “ingrediente inativo para a FF”;
- “agentes não medicinais com funções variadas e específicas”;
- “Adjuvantes: solubilizam, suspendem, espessam, emulsificam, estabilizam, diluem, conservam, colorem, aromatizam e permitem a manipulação”. Conceitos
Slide 7:Farmacopéia Brasileira
DCB - Glossário
Slide 8:Segundo o Pharmaceutical Ingredients (2001):
“a forma farmacêutica (FF) contém ingredientes ativos (IA) e outros materiais inativos, também conhecidos como excipientes. O comportamento da FF é dependente de variáveis do processo e da inter-relação entre os vários excipientes e seu impacto sobre o ativo”. Conceitos
Slide 9:Segundo o International Pharmaceutical Excipients Council – IPEC (2005):
“são constituintes essenciais, que garantem o desempenho do medicamento e otimizam a obtenção do efeito terapêutico”.
“É qualquer substância, diferente do fármaco ou pró-fármaco, que tem sua segurança avaliada e, a partir de então, pode ser incluída na FF com as seguintes intenções”:
Slide 10:Auxiliar na
manipulação Diluentes
Aglutinantes
Desagregantes
Lubrificantes
Veículos
Emulsificantes
Geleificantes
Outros Permitir a
administração Prednisolona 5 mg
Maleato de clorfenira-mina 4 mg
Etinilestradiol 0,05 mg
Levotiroxina 0,1 mg Agentes diluentes Funções
Slide 11:Fornecer estabilidade Química Física Microbiológica Antioxidantes
Quelantes
Modificadores de pH
Tamponantes Suspensores
Tensoativos
Floculantes Conservantes Funções
Slide 12:Adjuvantes de cor, odor e sabor Corantes
Aromatizantes / Flavorizantes
Edulcorantes Melhorar a
aceitação Fundamental para aquiescência do paciente ao tratamento. Funções
Slide 13:Modificar a liberação do fármaco 1. Liberação convencional ou imediata (IR)
= perfil X
2. Liberação prolongada ou controlada (LC)
= perfil Z
3. Liberação retardada (LR)
= perfil Y Funções
Slide 14:Garantir a disponibilidade biológica,
a segurança e a eficácia O sulfato de cálcio diidratado (diluente) a absorção gastrintestinal da fenitoína Na mantendo níveis terapêuticos apropriados.
Formação de complexo fenitoína Na-Ca. Funções
Slide 16:Toxicologicamente inativo;
Química e fisicamente inerte;
Compatível com outros componentes;
Boas características de compressão (comprimidos);
Disponível a partir de diversas fontes, com custos adequados; IDEAL Características requeridas
Slide 17:Fácil de ser armazenado;
Propriedades apropriadas;
Características reprodutíveis lote-a-lote;
Devem ser submetidos, assim como os fármacos, aos testes de controle de qualidade. Características requeridas
Slide 18:Eficácia Qualidade Segurança É esperado de um ingrediente ativo. Funcionalidade Segurança É esperado de um excipiente. Qualidade Funcionalidade propriedades físicas, físico-químicas e biofarmacêuticas. Excipiente funcional funções garantidas.
Slide 19:Inércia física e química:
qualquer substância pode modificar a liberação, estabilidade e a biodisponibilidade do IA.
Reatividade: presença de grupos funcionais alcoólicos, grupos terpênicos (flavorizantes), iodo (corantes), espécies complexantes, grupamentos redutores, presença de centros quirais.
Inatividade farmacológica e toxicológica:
Lactose intolerância. Manitol e MCC laxativa.
Sorbitol não seguro. Carbonatos anti-ácida.
Aspartame fenilcetonúria. Segurança
Slide 20:Segurança Do ponto de vista regulatório (FDA) – 3 categorias:
Primeira Reconhecidos como Seguros = Generally Recognized As Safe – GRAS (já utilizados em indústrias alimentícias);
Segunda obtidos por modificação estrutural naqueles da primeira categoria;
Terceira nunca foram empregados (FF específicas). Produção, distribuição e uso.
Interações.
Toxicidade.
Slide 21:Segurança Produção, distribuição e uso presença de impurezas de síntese; condições inapropriadas de armazenagem e transporte e uso incorreto . Interações interações físicas e/ou químicas. Toxicidade toda uma população ou população específica. Pode ser desencadeada mesmo por substâncias “GRAS”. Desencadeada por grupamentos químicos específicos.
“A presença de impurezas na forma de peróxido (ROO.) em excipientes, especialmente os poliméricos, é a principal fonte de oxidação em formulações independente da forma farmacêutica”. (Waterman et al., 2002) “Aminas (N), sulfitos, dissulfitos e sulfóxidos (S) e fenóis são sítios comuns para indução de oxidação por transferência de elétrons.” (Waterman et al., 2002) :“A presença de impurezas na forma de peróxido (ROO.) em excipientes, especialmente os poliméricos, é a principal fonte de oxidação em formulações independente da forma farmacêutica”. (Waterman et al., 2002) “Aminas (N), sulfitos, dissulfitos e sulfóxidos (S) e fenóis são sítios comuns para indução de oxidação por transferência de elétrons.” (Waterman et al., 2002)
“O fenômeno de fotodegradação é extremamente complexo, uma vez que a reação de fotodecomposição pode ocorrer na própria molécula absorvente (IA ou excipiente), que, também pode agir como fotossensibilizante ou ser fotossensibilizada.” (ALBINI, FASANI, 1998; TØNNESEN, 2002; FLORENCE, ATTWOOD, 2003; GENNARO, 2004; YOSHIOKA, STELLA, 2004; PIECHOCKI, THOMA, 2007) Segundo Tønnesen (2001) “excipientes podem iniciar, propagar ou participar de reações de fotodegradação.” :“O fenômeno de fotodegradação é extremamente complexo, uma vez que a reação de fotodecomposição pode ocorrer na própria molécula absorvente (IA ou excipiente), que, também pode agir como fotossensibilizante ou ser fotossensibilizada.” (ALBINI, FASANI, 1998; TØNNESEN, 2002; FLORENCE, ATTWOOD, 2003; GENNARO, 2004; YOSHIOKA, STELLA, 2004; PIECHOCKI, THOMA, 2007) Segundo Tønnesen (2001) “excipientes podem iniciar, propagar ou participar de reações de fotodegradação.”
“Do ponto de vista da segurança dos excipientes é importante observar que as formulações devem ser simplificadas. O número de excipientes deve ser reduzido a um mínimo possível, ou seja, uma preparação deve conter somente componentes essenciais”. (Crowley, 1999; Robertson, 1999) “Cápsulas podem ser preparadas contendo somente o diluente e um lubrificante, quando necessário”.(Stegeman, 2002; Allen, Ansel, Popovich, 2005) :“Do ponto de vista da segurança dos excipientes é importante observar que as formulações devem ser simplificadas. O número de excipientes deve ser reduzido a um mínimo possível, ou seja, uma preparação deve conter somente componentes essenciais”. (Crowley, 1999; Robertson, 1999) “Cápsulas podem ser preparadas contendo somente o diluente e um lubrificante, quando necessário”.(Stegeman, 2002; Allen, Ansel, Popovich, 2005)
Slide 25:Segurança
Slide 26:Segurança
Slide 27:Qualidade dos excipientes
Slide 28:O que é qualidade?
Característica de produtos, serviços ou relações, planejadas, praticadas e verificadas, visando atender e superar as necessidades e expectativas de satisfação das pessoas envolvidas. Concordância Conformidade Requisitos Especificações Legislação Padrão Aceitar “Numa escala de valores, qualidade permite avaliar e, conseqüentemente, aprovar, aceitar ou recusar, qualquer coisa”. (Dicionário Aurélio) Qualidade
Slide 29:Ocorrência I
Ano: 1937
Local: Estados Unidos
Indústria: Massengill
Produto: elixir de sufanilamida
Causa: substituição do solvente glicerina por dietilenoglicol
Efeito: morte de 107 pessoas por intoxicação Ocorrência II
Ano: 1941
Local: Estados Unidos
Indústria: Winthrop
Produto: comprimidos de sulfatiazol
Causa: contaminação cruzada por fenobarbital
Efeito: morte de 300 pessoas por intoxicação Qualidade
Slide 30:Ocorrência III
Ano: 1958
Local: Estados Unidos
Produto: cápsulas de vitaminas
Causa: contaminação cruzada por estrógenos
Efeito: surgimento de mamas em crianças com idade entre 5 e 10 anos Ocorrência IV
Ano: 1960
Local: Estados Unidos
Indústria:
Produto: suspensão anti-ácida
Causa: contaminação cruzada por penicilínicos
Efeito: morte de pessoas alérgicas Qualidade
Slide 31:Ocorrência V
Ano: 1960
Local: Europa
Indústria: -
Produto: Talidomida
Causa: teratogenicidade do isômero S
Efeito: ~ 8.000 bebês com focomielia. Teratogenicidade - mães que fizeram uso do produto para controle de enjôos e náuseas Ocorrência VI
Ano: 1965
Local: Colômbia
Indústria: -
Produto: cápsulas de cloranfenicol (genérico)
Causa: diferentes formas polimórficas
Efeito: tratamento não surtiu efeito esperado Qualidade
Slide 32:Ocorrência VII
Ano: 1967
Local: Austrália
Indústria:
Produto: cápsulas de fenitoína
Causa: substituição do diluente sulfato de cálcio por lactose
Efeito: morte de 107 pessoas por intoxicação Ocorrência n
Ano: 2003
Local: Brasil
Indústria: ENILA
Produto: Celobar®
Causa: contaminação cruzada por carbonato de bário e sulfeto de bário para reduzir custos
Efeito: morte de ~ 22 pessoas por intoxicação
Ocorrência ?
Ano: 2006
Local: China
Causa: contaminação Qualidade
Slide 33:Desempenho dos excipientes
Slide 34: Excipient Performance uma vez que têm papel crítico na produção, estabilidade e eficácia da FF, seu desempenho precisa ser garantido;
Variabilidade pode interferir no desempenho lote-a-lote. Ensaios permitem obtenção de produto robusto; USP 30/NF 25 14 categorias funcionais prioritárias e representativas. Tipos
Slide 35:Tópicos fina e uniformemente divididos.
Orais velocidade de dissolução apropriada.
Para a manipulação homogeneidade no tamanho das partículas para evitar segregação e garantir UC. Propriedades
desejáveis dos pós para administração
/ manipulação
Slide 36:HOMOGENEIDADE depende da:
1. Tenuidade dos componentes;
2. Densidade dos componetes partículas mais pesadas tendem ao depósito;
3. Proporção dos componentes um dos componentes (ou + de 1) em maior proporção.
Slide 37:Uniformidade de conteúdo (UC) reflete:
1. Estabilidade física da mistura;
2. Tendência à não-segregação;
3. Capacidade de produzir cápsulas com elevada uniformidade.
Carcterísticas do blend (IA + excipientes) influenciam na tendência à segregação.
Slide 38:Pré-formulação estudos feitos em novos
IAs e excipientes
Solubilidade;
Dissolução intrínseca;
Coeficiente de partição;
pKa;
Estabilidade molécula suscetível de hidrólise, oxidação ou fotodegradação?
Partículas abrasividade, tamanho médio, distribuição, forma, densidade, porosidade, higroscopia, ângulo de repouso, capacidade de indução de cargas eletrostáticas, polimorfismo. Influência homogeneidade e UC.
Slide 39:Fluidez
- quanto menor o ângulo de repouso (~25o), melhor o fluxo;
- densidade aparente elevada;
indução de cargas;
granulometria;
formato esférico. Ângulo de repouso Índice de Hausner Compressibilidade
- variação no volume aparente após 500 batidas. V x 100
V0
Slide 40:Polimorfismo
Acetaminofeno 2 polimorfos;
Clorpropamida 3 polimorfos;
Palmitato de cloranfenicol 3 polimorfos;
Cloridrato de ranitidina 2 polimorfos;
Acetato de cortisona 4 polimorfos;
Citrato de tamoxifeno 2 polimorfos;
Etambutol 3 polimorfos. Estabilidade
Hidrólise
Penicilina
Enalapril, maleato
AAS
Diazepam
Procaína
Escopolamina Oxidação
Dipirona
Captopril
Hidroquinona
Ácido ascórbico
Isotretinoína
Cetoconazol
Estatinas Fotodegradação
Nifedipina
Dipirona
Hidroquinona
Nitrofurazona
Riboflavina
Pantoprazol
Slide 41:Produtos acabados (sólidos) devem ser avaliados quanto: Peso médio;
Uniformidade de conteúdo;
Teor;
Dissolução (Q);
Tempo de desintegração;
Friabilidade e dureza:
Estabilidade;
Outros...
Slide 42:Exercem influência forma farmacêutica, processo produtivo e biodisponibilidade
Slide 43:Biofarmacotécnica
Slide 44:Eficácia clínica de uma preparação farmacêutica não é atribuída somente à atividade intrínseca do PA.
Os componentes da formulação e os processos de
manipulação podem afetar o comportamento
do medicamento no organismo. Biofarmacotécnica
Slide 45:Biofarmacotécnica “A biofarmacotécnica estuda os processos que ocorrem no organismo a partir da administração da forma farmacêutica, considerando as fases que precedem a absorção do fármaco, isto é, a liberação e a dissolução”.
“Estudo da relação entre a intensidade do efeito biológico dos ativos e os fatores relacionados ao próprio fármaco, à formulação e à via de administração”.
Slide 46:Segundo Ashford (2005), a BIOFARMÁCIA é:
“estudo do modo como as propriedades do fármaco, a FF (ativo + excipientes), e a via de administração afetam a velocidade e o grau de absorção dos fármacos, ou seja, a quantidade de ativo e a velocidade com a qual o mesmo entra na circulação sistêmica”. BIODISPONIBILIDADE Biofarmacotécnica
Slide 47:Biodisponibilidade
Slide 48:Biodisponibilidade “Medida da quantidade de medicamento, contida em uma fórmula farmacêutica, que chega à circulação sistêmica e da velocidade na qual ocorre esse processo. A biodisponibilidade se expressa em relação à administração intravenosa do princípio ativo (biodisponibilidade absoluta) ou a administração, por via oral, de um produto de referência (biodisponibilidade relativa ou comparativa)”. Portaria 3.916 / MS / GM, 30/10/1998
Slide 49:Envolve os fatores que influenciam:
na proteção do fármaco na forma farmacêutica;
na liberação do fármaco a partir da forma farmacêutica;
na velocidade de dissolução do fármaco;
na absorção sistêmica do fármaco. Biodisponibilidade
Slide 50:Fármaco 100% BIODISPONÍVEL requer:
completa liberação do ativo da FF;
completa dissolução nos fluidos do TGI;
estabilidade em solução, nos fluidos;
passar da barreira do TGI para a circulação mesentérica sem metabolização;
passar pelo fígado e para a circulação sistêmica de forma inalterada. Biodisponibilidade
Slide 51:Biodisponibilidade Solução Comprimido Cápsula FFSO principais problemas de biodisponibi-lidade.
???
Slide 52:Solução
intravenosa Comprimido
ou cápsula desintegração Grânulos desgranulação Pós Absorção Suspensão Solução DISSOLUÇÃO Fármaco no
sangue Fármaco
em solução Biodisponibilidade
Slide 53:Concentração vai depender:
da dose administrada;
da capacidade da FF em liberar o ativo na quantidade apropriada; das propriedades físicas e físico-químicas da molécula do fármaco;
do tipo e quantidade de excipientes empregados na formulação;
da via de administração;
de variáveis fisiológicas, dentre outros fatores. Biodisponibilidade
Slide 54:FFSO de liberação imediata (convencional) elaboradas para liberar o fármaco no organismo de modo a ocorrer absorção rápida e completa. A formulação é idealizada de forma a favorecer o processo de dissolução do fármaco nos fluidos biológicos.
Velocidade de liberação (Vlib) do fármaco é aproximadamente igual à velocidade de dissolução (Vdis).
Suporte mecânico efeito mínimo no processo.
Slide 55:“...quando incorporado em uma cápsula de gelatina dura bem formulada, pode ser melhor ou igual a do mesmo PA na FF comprimido...” PROCESSOS ENVOLVIDOS
1. Vel. de dissolução do invólucro;
2. Vel. de permeação dos fluidos (massa);
3. Vel. de desagregação da massa;
4. Vel. de dissolução do fármaco. Biodisponibilidade
Slide 56:Liberação e dissolução
Slide 57:Liberação e dissolução
Slide 58:Os diluentes não devem: Adsorver o fármaco;
Formar complexos com o fármaco;
Prejudicar a absorção por diminuir a velocidade de dissolução da massa devido à baixa permeabilidade dos líquidos;
Interagir com o invólucro. ADIÇÃO DE DILUENTES Biofarmacotécnica
Slide 59:Substituição do diluente sulfato de cálcio diidratado pela lactose em cápsulas de fenitoína sódica: Aumento da biosdisponibilidade da fenitoína intoxicação por sobredosagem. Biofarmacotécnica
Slide 60:Adição de gomas naturais e sintéticas:
“podem alterar as características de dissolução e absorção do fármaco. A menos que seja necessário, o uso destes excipientes deve ser evitado, pois estes conduzem à formação de um barreira viscosa ao redor do fármaco após exposição aos fluidos do TGI”.
P. ex.: adição de CMC. CUIDADO Thompson, J.E. A prática farmacêutica na manipulação de medicamentos. Porto Alegre: Artmed. 2006.576p. Biofarmacotécnica
Slide 61:A técnica de preparo também influencia:
o aumento na densidade de empacotamento dos pós nas cápsulas resulta em diminuição da permeabilidade dos fluidos pela massa. CUIDADO Biofarmacotécnica
Slide 62:Natureza hidrofóbica !!!!!!!
Retardam a penetração dos fluidos na massa;
velocidade de dissolução;
Suprimir ou empregar menor concentração possível (0,25% p/p). ADIÇÃO DE LUBRIFICANTES Biofarmacotécnica
Slide 63: da área superficial exposta aos fluidos;
a velocidade de dissolução;
Amido: diluente + desintegrante. Auxiliam a desagregação da massa sólida em partículas menores, acelerando a dissolução. ADIÇÃO DE DESINTEGRANTES Biofarmacotécnica
Slide 64:ADIÇÃO DE TENSOATIVOS a molhabilidade do fármaco;
a superfície de contato;
a velocidade de dissolução;
o contato do conteúdo das cápsulas com os fluidos gastrintestinais;
a tendência à agregação de partículas hidrofóbicas nos fluidos. Biofarmacotécnica
Slide 65:Negativo incorporação do fármaco na micela que não é absorvida e redução de fármaco livre diminuição da absorção. SEMPRE?????? Positivo alterar a integridade e a funcionalidade de uma membrana aumento da penetração e absorção de fármacos. Biofarmacotécnica
Slide 66:Resumindo
Slide 67:1. Diluentes a característica de solubilidade em água contribui para aumentar ou diminuir a penetração dos fluidos na preparação. Aumentam ou reduzem Vdis.
2. Desintegrantes aumentam a superfície de contato com a água e facilitam a desintegração. A Vdis. aumenta.
3. Lubrificantes apresentam natureza hidrofóbica. Partículas finas que recobrem os pós e dificulatam a molhabilidade. Diminuem a Vdis.
Slide 68:4. Aglutinantes conforme o tipo e a quantidade, diminuem a Vdis. Processos de granulação não usual em cápsulas.
5. Tensoativos aumentam a molhabilidade das partículas e melhoraram a dissolução de fármacos pouco solúveis.
6. Polímeros formadores de matriz e reservatório prolongam o tempo de difusão e diminuem a Vdis. Tipo, quantidade do agente e natureza do fármaco têm que ser avaliados. Extensos estudos de desenvolvimento farmacotécnico são requeridos para cada formulação (teste/perfil de dissolução).
Slide 69:Sistema de Classificação
Biofarmacêutico - SCB
Slide 70:Sistema de Classificação Biofarmacêutico - SCB É um sistema científico desenvolvido em 1995 por Gordon Amidon e colaboradores, para classificar os fármacos com base na sua solubilidade (alta ou baixa) e permeabilidade (alta ou baixa) intestinal.
Combinado com as características de dissolução in vitro do produto, informa sobre os três principais fatores que governam a biodisponibilidade:
- a solubilidade;
- a permeabilidade intestinal; e,
- a velocidade de dissolução.
Slide 71:Sistema de Classificação Biofarmacêutico - SCB Intenção:
fudamentar os critérios de isenção de estudos de bioequivalência para os medicamentos genéricos apresentados na forma sólida de liberação imediata, visando reduzir a necessidade dos mesmos que são onerosos, demorados e expõem voluntários sadios ao uso de medicamentos. MEDICAMENTO MANIPULADO
NÃO É INTERCAMBIÁVEL.
Slide 72:Sistema de Classificação Biofarmacêutico - SCB Contudo:
conhecer a classificação biofarmacêutica dos ingredientes ativos pode auxiliar na escolha dos excipientes a serem utilizados na manipulação de FFSO de liberação imediata, nomeadamente, das cápsulas. MEDICAMENTO MANIPULADO
NÃO É INTERCAMBIÁVEL.
Slide 73:Sistema de Classificação Biofarmacêutico - SCB Fatores limitantes da ABSORÇÃO:
IA não é liberado da FF para ser dissolvido;
IA é decomposto no TGI ou forma complexo não absorvível;
IA não é transportado eficientemente pela parede intestinal;
IA é metabolisado e/ou eliminado. MEDICAMENTO MANIPULADO
NÃO É INTERCAMBIÁVEL.
Slide 74:Sistema de Classificação Biofarmacêutico - SCB MEDICAMENTO MANIPULADO
NÃO É INTERCAMBIÁVEL. Classe I (AS-AP) etapa limitante é a Vdis. ou o esvaziamento gástrico.
Classe II (BS-AP) etapa limitante é a Vdis.
Classe III (AS-BP) permeação é etapa limitante.
Classe IV (BS-BP) absorção VO é pobre.
Slide 75:Sistema de Classificação Biofarmacêutico - SCB MEDICAMENTO MANIPULADO
NÃO É INTERCAMBIÁVEL. Extraída de: FLACH, A.O.P.; DALLA COSTA, T. Avaliação dos critérios de isenção de estudos de bioequivalência in vivo para medicamentos orais em forma farmacêutica sólida de liberação imediata. Caderno de Farmácia, v. 15, n. 2, p. 49-58, 1999.
Slide 76:Sistema de Classificação Biofarmacêutico - SCB MEDICAMENTO MANIPULADO
NÃO É INTERCAMBIÁVEL. Cuidado ao interpretar:
Alta solubilidade condições fisiológicas. Uma substância é considerada altamente solúvel quando a maior dosagem incorporada na forma farmacêutica for completamente solúvel em 250 mL ou menos de meio aquoso, a 37oC, na faixa de pH entre 1,0 e 8,0. Em outra condição o fármaco é considerado insolúvel.
Slide 77:Sistema de Classificação Biofarmacêutico - SCB O SCB e a manipulação:
o conhecimento do SCB pelos farmacêuticos magistrais permite que a escolha dos excipientes para as formulações seja feita com base em informações científicas e não empiricamente. O sistema é ferramenta importante no desenvolvimento de FFSO, já que fornece ao formulador, juntamente com os resultados do ensaio de dissolução, informações que auxiliam no ajuste de parâmetros da preparação, dentre eles.
Slide 78:Sistema de Classificação Biofarmacêutico - SCB De modo geral:
não deve haver influência negativa na dissolução.
Fármacos hidrossolúveis não devem ter dissolução prejudicada por excipientes hidrofóbicos;
Fármacos de baixa solubilidade devem conter excipientes hidrofílicos e adjuvantes como tensoativos e desintegrantes.
Outros componentes conforme necessidade.
Slide 79:*Solubilidade em termos descritivos (Farmacopéica). **Fisiológicos.
Adaptado de: Kasim et al., 2004; Lindenberg, Kopp, Dressman, 2004; Therapeutic Systems Research Laboratories, 2006.
Slide 80:Principais excipientes para a
manipulação de FFSO
Slide 81:Diluentes oficiais para manipulação de FFS: carbonato de Ca, fosfato de Ca dibásico e tribásico, sulfato de cálcio, celulose, celulose microcristalina (MCC), dextrato, dextrina, dextrose excipiente, frutose, caolim, lactitol, lactose anidra, lactose monoidratada, maltitol, maltodextrina, maltose, manitol, sorbitol, amido, amido pré-gelatinizado, sacarose, açúcar compressível. Auxiliam na manipulação
Slide 82:Diluentes oficiais para as FFS: carbonato de Ca, fosfato de Ca dibásico e tribásico, sulfato de cálcio, celulose, celulose microcristalina (MCC), dextrato, dextrina, dextrose excipiente, frutose, caolim, lactitol, lactose anidra, lactose monoidratada, maltitol, maltodextrina, maltose, manitol, sorbitol, amido, amido pré-gelatinizado, sacarose, açúcar compressível.
Excipientes modificados ou co-processados Auxiliam na manipulação
Slide 83:Diluentes dar volume adequado.
Diferentes naturezas: a. Solúveis lactose, sorbitol, manitol;
b. Insolúveis talco, fosfato de Ca;
c. Hidrofílicos celulose microcristalina, amido;
c. Mistos obtidos pela mistura de diluentes (hidrofílicos, solúveis e insolúveis como, por exemplo, amido + lactose). Auxiliam na manipulação
Slide 84:Solúvel não prejudica dissolução.
Fluxo razoável mistura com amido.
IAs higroscópicos usar lactose anidra.
Reações de intolerância excluir?
Incompatível com aminas. Lactose Modificada:
Lactose M 200
Lactose anidra
Lactose aglomerada
Lactose spray-dried Auxiliam na manipulação
Slide 85:Amido Insolúvel capacidade desagregante.
Fluxo ruim melhorado após mistura com lactose ou amido modificado.
Capping e friabilidade >.
Alta umidade residual amido pré-gelatinizado.
Sem incompatibilidades descritas. Modificado:
Starch® 1500
PerFlo® Auxiliam na manipulação
Slide 86:CD e via úmida;
Higroscópica adição de Aerosil®.
Deformação plástica, bom escoamento e bom fluxo (efetiva em baixas quantidades).
100 e 200 50 e 100 m, respectivamente;
Pode influenciar negativamente na dissolução em grande quantidade pode contribuir para a gelificação. Celulose microcristalina Avicel® PH
Microcel®
Vivacel® Auxiliam na manipulação
Slide 87:Sem incompatibilidades no estado sólido.
Solúvel e não higroscópico formulações com ativos sensíveis à umidade. Uso de lubrificantes.
Calor de dissolução negativo mastigáveis.
Parteck® M. Manitol Sorbitol Sem incompatibilidades descritas para FFS.
É solúvel e higroscópico.
Oferece sabor doce mastigáveis.
Formaxx® (sorbitol + carbonato de cálcio) boas propriedades de compressão. Parteck® SI. Auxiliam na manipulação
Slide 88: São oficiais (USP/NF), listados para emprego em cápsulas: estearatos de Ca, Zn e Mg, ácido esteárico, amido, PEG, LSS, óleo vegetal hidrogenado Tipo I e o talco, derivados do silício (Aerosil®). Lubrificantes, anti-aderentes, deslizantes facilitam o escoamento e ejeção. Auxiliam na manipulação
Slide 89: Fricção (grânulo-grânulo ou grânulo-encapsuladeir) fluxo deficiente, fricção com punções e/ou com a parede da matriz = defeitos.
Deslizantes favorecem o fluxo pela diminuição da fricção entre grânulos;
Anti-aderentes evitam a aderência dos grânulos ao equipamento;
Lubrificantes propriamente ditos reduzem a fricção entre as partículas, assegurando melhor transmissão da força de compressão através do material, reduzindo as forças de reação que aparecem nas paredes da matriz. Auxiliam na manipulação
Slide 90:Pobre capacidade lubrificante (quantidade alta). Natureza hidrofóbica. Natureza hidrofóbica prejudica a dissolução menor concentração possível;
Sobre-mistura migra para a interface. Tempo de mistura é parâmetro crítico (5 minutos finais). E na manipulação?
Reduz dureza;
Não utilizar na presença de AAS, vitaminas e alcalóides. Estearato de magnésio Talco Auxiliam na manipulação
Slide 91:Desagregantes (desintegrantes) facilitam a desagregação. Mecanismos: (i) absorção de água e intumescimento; (ii) formação de gases; (iii) formação de canais.
Os desintegrantes usualmente empregados em FFS são: ácido algínico, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, crospovidona, amido, amido glicolato de sódio e amido pré-gelatinizado.
Super-desintegrantes. Auxiliam na liberação do fármaco
Slide 92:Desintegrantes convencionais (amido, celulose) cerca de 20%.
Super-desintegrantes entre 0,5 e 6%. Explocel®, Explotab®, Ac-Di-Sol®, Primojel®, etc.
Evitar polímeros
modificadores da
liberação (CMC-Na
HEC, HPMC) em LC. Auxiliam na liberação do fármaco
Slide 93:Incompatível com ácido ascórbico.
Desintegração ocorre por captura de água e intumescimento rápido. Amido glicolato de sódio Auxiliam na liberação do fármaco
Slide 94:Sua eficácia desintegrante pode ser reduzida pela presença de excipientes higroscópicos (sorbitol).
Incompatível com metais como Al, Zn e Hg, com ácidos fortes e sais de Fe. Croscarmelose sódica Auxiliam na liberação do fármaco
Slide 95:Tensoativos diminuem a TS e facilitam o contato de pós hidrofóbicos com fluidos do trato gastrintestinal.
Podem formar micelas com o IA e reduzir a absorção. Alguns dos tensoativos oficiais (USP/NF), listados para emprego em FFS são: lauril sulafato de sódio, docusato sódico e os polissorbatos. Auxiliam na liberação do fármaco
Slide 96:Lactose
Sorbitol
Manitol
Dextrato / dextrose
Frutose / sacarose Excipientes solúveis: Excipientes insolúveis: Talco farmacêutico
CaCO3
Fosfato de Ca (di e tribásico)
CaSO4
Caolim
Estearato de Mg
Estearato de Ca
Aerosil® (forma dispersão coloidal)
Lubritab® Derivados da celulose
Amido Excipientes que entumescem
em H2O: Solubilidade dos excipientes em água
Slide 97:Usos e concentrações
Slide 98:Derivados metacrílicos polímeros formadores de matriz.
São exemplos:
Eudragit® RS, RL, NE e PO.
Polímeros para revestimento.
São exemplos:
Eudragit® L, S, E, FS. Excipientes modificadores da liberação
Slide 99:Diferentes
tipos de
Eudragit® e
local de
liberação do
fármaco. Modificam a liberação do fármaco
Slide 101:Derivados da celulose polímeros formadores de matriz.
São exemplos:
hidroxietilcelulose, carboximetilcelulose sódica - CMC, hidroxipropilmetilcelulose – HPMC, metilcelulose.
Polímeros para revestimento.
São exemplos:
acetoftalato de celulose - CAF. Modificam a liberação do fármaco
Slide 102:Importância da dissolução
Slide 103:Para que um fármaco seja ABSORVIDO, ele precisa antes ser DISSOLVIDO. O processo pelo qual as partículas dissolvem-se é dito DISSOLUÇÃO. Teste de dissolução % de fármaco liberado no meio em dado tempo. 1 ponto. Perfil de dissolução % de fármaco liberado em intervalos definidos. Curva. Dissolução
Slide 104:Execução dos ensaios de dissolução qualidade de acordo com especificações.
Ferramenta do CQ.
Problemas de
biodisponibilidade
podem ser previstos e
minimizados.
RDC 67/2007
perfil de dissolução. Dissolução
Slide 105:Perfil de dissolução para cápsulas de carbamazepina 200 mg. Dissolução
Slide 106:Padronização de excipientes
Recomendações
Slide 107:Resolução RDC 67, 08/10/2007
Slide 108:Excipientes padronizados mistura de excipientes, com funções farmacotécnicas variadas, preparada na própria farmácia.
Prática comum utilização de um único excipiente para manipular todas as formulações.
Desconsidera:
- propriedades físico-químicas do fármaco;
- aspectos biofarmacotécnicos;
- uso de adjuvantes com mesma função;
- propriedades indesejadas de alguns dos excipientes utilizados. Padronização de excipientes
Slide 109:Cada substância (PA ou excipiente) possui propriedades físico-químicas específicas – como sua natureza (hidrofóbica ou hidrofílica) e a presença de grupos funcionais reativos. A biodisponibilidade do ativo, bem como sua segurança e eficácia podem ser alteradas positiva ou negativamente pela presença de certo excipiente. Padronização de excipientes
Slide 110:Padronização de excipientes Extraído de: Jankowsky et al., Saúde em Revista., v.6, n.12, p.31-36, 2004.
Slide 111:Excipientes reconhecidos por órgãos regulatórios oficiais possuem monografias no NF / USP (ou outras farmacopéias), contendo padrões/especificações para identidade, pureza e teor. São incluídos, preferencialmente, aqueles excipientes empregados em preparações aprovadas pelo FDA ou de uso em alimentos. Reconhecidos como seguros (GRAS). Padronização de excipientes
Slide 112:Segundo a RDC:
Baseada em conhecimento técnico-científico Farmacopéias, compêndios oficiais (Remington, Martindale), periódicos indexados – BVS, LILACS, SCIELO, CAPES.
Considerar qualidade, segurança e eficácia – biodisponibilidade. Padronização de excipientes
Slide 113:Resolução RDC 79, 11/04/2003 “Na ausência de monografia oficial de matéria-prima inscrita na Farmacopéia Brasileira, poderá ser adotada a monografia apresentada na última edição de um dos seguintes compêndios internacionais: Farmacopéia Alemã, Farmacopéia Americana e seu Formulário Nacional, Farmacopéia Britânica, Farmacopéia Européia, Farmacopéia Francesa, Farmacopéia Japonesa ou Farmacopéia Mexicana”.
Slide 114:Resolução RDC 169, 21/08/2006 Formulário Nacional RDC 222, de 29/07/05
(https://www.anvisa.gov.br/institucional/editora/formulario_nacional.pdf);
Martindale;
Le Dictionnaire Vidal;
Remington;
USP DI®;
Revistas Indexadas. Resolução RDC 102, de 30 /11/2000 Farmacopéia Portuguesa. A farmácia deve possuir exemplar.
Slide 115:Recomendações para seleção dos excipientes Critérios a serem observados:
Liberação esperada imediata;
Excipiente monografia compendial;
Número de excipientes menor possível;
Incompatibilidades não deve haver descrição na literatura;
Características do IA conhecidas;
Manipulação não deve ser prejudicada.
Slide 116:Recomendações para seleção dos excipientes Critérios a serem observados:
.
Escolha baseada no produto industrializado. Tal prática é incorreta, já que muitos dos excipientes empregados pela indústria são selecionados frente à necessidades do processo industrial. O exemplo mais comum é o uso de agentes aglutinantes – necessários à preparação de granulados (pelas vias úmida ou seca). Na manipulação de cápsulas, não há a necessidade de preparação prévia de granulado. Ainda, os agentes aglutinantes podem contribuir de modo negativo para a dissolução.
Slide 117:Recomendações para seleção dos excipientes Os excipientes apresentam características químicas específicas, como grupos funcionais reativos, que podem determinar alterações no medicamento. Portanto, quanto maior o número de excipientes em uma preparação, maior a possibilidade de ocorrer interações entre eles e com o fármaco, aumentando as chances de degradação.
(Crowley, 1999; Stegemann, 2002;
Allen, Popovich, Ansel, 2005).
Slide 118:Recomendações para seleção dos excipientes A adição de diluentes solúveis em água ou mistos pode melhorar a velocidade de dissolução de fármacos pouco solúveis, uma vez que, aumenta a superfície de contato dos fluidos com a massa encapsulada. Por outro lado, excipientes insolúveis podem prejudicar a disponibilidade do fármaco. O uso de agentes desintegrantes e tensoativos pode ser útil nestes casos.
(Ridgway, 1987; Stegemann, 2002, Aulton, 2005; Thompson, 2006).
Slide 119:Recomendações para seleção dos excipientes O uso das gomas e derivados da celulose deve ser evitado na preparação de cápsulas de liberação imediata para que
a dissolução não seja afetada de modo negativo.
Slide 120:*Cápsulas de liberação prolongada e revestimento do fármaco para cápsulas de liberação retardada requerem extenso estudo de desenvolvimento farmacotécnico, incluindo os ensaios de dissolução.
Não deve haver a padronização de excipientes. Padronização de excipientes
Slide 121:CONCLUSÕES Na escolha e preparação de excipientes para a manipulação de FFSO, considerar: Tipo de liberação (IR).
Solubilidade do ativo.
Componentes mínimos.
Compatibilidade.
Custo. Lubrificante
Desintegrante
Tensoativo.
Antioxidante
Tamponante.
Alcalinizante. Adição seletiva
Slide 122:1. Excipiente para IAs solúveis
Estearato de magnésio*................0,25%
Aerosil® .................................1,0%
Celulose microcristalina.................25,0%
Lactose ou lactose anidra q.s.p........100,0%
*Pode ser suprimido se não houver problemas de fluxo. Cápsulas
Slide 123:2. Excipiente para IAs solúveis
Estearato de magnésio*....................0,25%
Aerosil® .....................................1,0%
Celulose microcristalina.....................25,0%
Amido ou amido pré-gelatinizado q.s.p....100,0%
*Pode ser suprimido se não houver problemas de fluxo. Cápsulas
Slide 124:3. Excipiente para IAs solúveis
Estearato de magnésio*....................0,25%
Aerosil® .....................................1,0%
Lactose ou lactose anidra..................40,0%
Amido ou amido pré-gelatinizado q.s.p...100,0%
*Pode ser suprimido se não houver problemas de fluxo. Cápsulas
Slide 125:4. Excipiente para IAs insolúveis
Estearato de magnésio*................0,25%
Aerosil® .................................1,0%
Celulose microcristalina.................25,0%
Amido glicolato de sódio................5,0%
Lauril sulfato de sódio..................1,0%
Amido ou lactose q.s.p..................100,0%
*Pode ser suprimido se não houver problemas de fluxo. Cápsulas
Slide 126:5. Excipiente para IAs higroscópicos
Estearato de magnésio .................0,25% - 0,5%
Aerosil® .................................1,0%
Lactose anidra ou manitol q.s.p........100,0% Cápsulas
Slide 127:Discussão de casos
Slide 128:Termos descritivos da solubilidade Amidon, G. et al. Molecular Pharmacuticals. v.1, n.1, p.85-96, 2003. Solubilidade
Slide 129:Nifedipina: insolúvel / 30 mg
Sulfassalazina: insolúvel / 500 mg
- Amilorida HCl: ligeiramente solúvel / 5 mg
Carbamazepina: praticamente insolúvel / 200 mg
Prednisolona: pouco solúvel / 5 mg
Furosemida: praticamente insolúvel / 40 mg
Amlodipina besilato: ligeiramente solúvel / 10 mg
Ibuprofeno: praticamente insolúvel / 400 mg
Hidroclorotiazida: ligeiramente solúvel / 50 mg Amidon, G. et al. Molecular Pharmacuticals. v.1, n.1, p.85-96, 2003. Solubilidade em H2O de alguns fármacos
manipulados e dose máxima usual: Solubilidade
Slide 130:Captopril: livremente solúvel / 100 mg
Pentoxifilina: solúvel / 400 mg
Diclofenaco Na: moderadamente solúvel / 50 mg
Fluoxetina Cl: moderadamente solúvel / 30 mg
Lorazepam: insolúvel / 4 mg
Propranolol Cl: solúvel / 90 mg
Sertralina Cl: levemente solúvel / 100 mg
Digoxina: insolúvel / 0,25 mg
Pravastatina sódica: solúvel / 20 mg - Alprazolam: insolúvel / 2 mg
Sinvastatina e lovastatina: insolúveis / 10 e 20 mg
- Teofilina: moderadamente solúvel / 300 mg Solubilidade
Slide 131:Descrição encontrada na forma
de pó ou grânulos brancos à
levemente amarelados, com leve
odor amoniacal e sabor amargo.
Perde a etilenodiamina gradualmente e absorve dióxido de carbono (CO2) por exposição ao ar, com liberação de teofilina livre.
Solubilidade é muito solúvel em água (1 g em cerca de 5 mL). Pode sofrer hidrólise.
Classificação biofarmacêutica classe I. Análise de formulação - Aminofilina
Slide 132:Análise de formulação - Aminofilina Comprimidos contendo aminofilina: União Química
Slide 133:Comprimidos contendo aminofilina: Sandoz - Novartis Análise de formulação - Aminofilina
Slide 134:*Cápsulas manipuladas contendo 200 mg de aminofilina. Resultado do teste de dissolução:
Critério para avaliação Q = 75% em 45 minutos.
Resultados obtidos Q = 95% para todas as unidades posológicas testadas. *Cápsulas manipuladas pelos alunos de Especialização em Farmácia Magistral Alopática, Centro Universitário Newton Paiva, Belo Horizonte, M.G., 2007. Análise de formulação - Aminofilina
Slide 135:Ingrediente ativo: acetaminofeno (paracetamol)
Fórmula molecular: C8H9NO2 Peso molecular: 151.2
Ação: é um derivado do p-aminofenol, com atividade analgésica
e antipirética, de fraca ação antiinflamatória, utilizado no tratamento da dor leve a moderada. É o fármaco de escolha para a terapia infantil.
Características: pó cristalino branco, inodoro e com leve sabor amargo. Exibe polimorfismo. O pó funde-se entre 168 e 172oC.
Propriedades farmacotécnicas: baixos escoamento e fluxo.
Solubilidade: é ligeiramente solúvel em água, cerca de 1 g em 70 mL (25oC). Estabilidade: quando puro e seco é estável em temperatura inferior a 45oC. Estável em solução.
Armazenagem: deve ser protegido da luz, da umidade e do calor. Armazenar a temperatura ambiente (25oC).
Dose máxima usual: pode variar entre 500 mg e 1.000 mg.
Classificação biofarmacêutica: existem diferentes classificações para o paracetamol no SCB: segundo Kasim e colaboradores (2004), o fármaco pertence à classe IV. Conforme Kalantsi e colaboradores (2006), pertence à classe III.
Slide 136:Ingrediente ativo: mebendazol
Fórmula molecular: C16H13N3O3
Peso molecular: 295.3
Ação: agente anti-helmíntico.
Características: pó branco ou ligeiramente
amarelado, inodoro. Exibe polimorfismo.
O pó funde-se a ~288.5oC.
Solubilidade: é praticamente insolúvel em água.
Propriedades farmacotécnicas: baixos escoamento e fluxo.
Estabilidade: presença de anel imidazólico torna-o suscetível de fotodegradação. Sofre decomposição térmica.
Armazenagem: deve ser protegido da luz, da umidade e do calor.
Dose máxima usual: 500 mg.
Classificação biofarmacêutica: classe II (alta permeabilidade e baixa solubilidade).
Slide 137:Análise de formulação - Mebendazol Análise de formulação - Paracetamol
Slide 138:Ingrediente ativo: captopril
Fórmula molecular: C9H15NO3S
Peso molecular: 217,29
Ação: agente anti-hipertensivo, inibidor da ECA.
Características: cristais brancos a quase brancos, com odor característico de enxofre. O pó funde-se entre 105 e 108oC.
Solubilidade: é livremente solúvel em água.
Propriedades farmacotécnicas: fluxo pobre.
Estabilidade: o grupamento tiol oxida originando dissulfetos. Temperatura, metais pesados e umidade elevadas promovem a decomposição com formação dissulfeto de captopril (produto de degradação). Comprimidos e cápsulas podem conter, no máximo, 3% de dissulfeto de captopril. Instável em água, principalmente, em pH > que 4. Estabilidade de soluções é questionável.
Armazenagem: recipiente hermético, protegido da luz, umidade e calor.
Dose máxima usual: 25 mg.
Classificação biofarmacêutica: classe III (baixa permeabilidade e alta solubilidade).
Slide 139:O captopril apresenta elevada suscetibilidade à degradação oxidativa. Temperatura e umidade elevadas promovem sua degradação com conseqüente formação de dissulfeto de captopril. O mecanismo, envolve a função tiol e, ½mol de O2 é suficiente para degradar 2 mols de captopril. Comparativamente com a forma farmacêutica líquida, a forma farmacêutica sólida apresenta considerável estabilidade. Porém, quando misturado a excipientes higroscópicos que cedem umidade e/ou armazenados sob circunstâncias de umidade e temperatura elevadas, a degradação pode ocorrer. Utilização de barreiras efetivas contra oxigênio e umidade para embalagem primária permite proteção adequada (MARCATTO et al., 2005).
Slide 140:Análise de formulação - Captopril
Slide 141:Análise de formulação - Propranolol
Slide 142:Análise de formulação - Ranitidina
Slide 143:Ingrediente ativo: cloroquina, difosfato Fórmula molecular: C18H26ClN3 2H3PO4
Peso molecular: 515.9
Características: pode ser encontrado na forma de pó cristalino branco ou quase branco, inodoro e com sabor amargo. É higroscópico. Existe sob duas formas cristalinas e a mistura de ambas funde-se entre 193 e 215oC. As doses são expressas na forma da base e o FEq entre o sal e a cloroquina é 1.67.
Solubilidade: é solúvel em água (1 parte em 4 partes - 250 mg/mL).
Estabilidade e armazenagem: escurece lentamente por fotodecomposição, seguida de oxidação na presença de O2. Armazenado em recipientes herméticos e ao abrigo da luz.
Ação: é um antimalárico também empregado no tratamento da amebíase hepática, lupus eritematoso e erupções cutâneas por fotossensibilização.
Dose máxima usual: entre 100 e 150 mg (base).
Classificação biofarmacêutica: pertence à classe I do SCB.
Slide 144:Análise de formulação – Cloroquina, difosfato
Slide 145:Liberação modificada
Slide 146:POR QUE REVESTIR? Estética
Modificar a biodisponibilidade Dissolução do diclofenaco de sódio a partir de comprimidos revestidos Liberação modificada
Slide 147:mascarar sabor desagradável;
proteger ativo dos fatores ambientais;
proteger fármacos instáveis da ação dos fluidos gástricos;
proteger mucosa gástrica quando fármaco é irritante;
diminuir náuseas ou vômitos;
para que o principio ativo não sofra diluições antes de atingir o intestino;
retardar a liberação. Liberação modificada
Slide 148:desintegração absorção absorção a b Sem revestimento
Com revestimento Liberação modificada
Slide 149:Cápsulas preenchidas com granulados ou pellets já recobertos; cápsulas preenchidas com o fármaco revestido; revestimento do invólucro.
Exemplos de fármacos que são revestidos: sulfassalazina, mesalazina, diclofenaco, pancreatina, naproxeno, nifedipina, pantoprazol. Liberação modificada
Slide 150:Chamado gastro-resistente ou ácido-resistente;
Polímero aniônico;
Resistente ao pH ácido;
Em pH alcalino, comportam-se como LI. EUDRAGIT® Liberação modificada
Slide 151:Desnaturação das paredes do invólucro uso de solução alcoólica de formol (1 a 5%) – formilação ou de sais de ferro e crômio.
Cápsulas quebradiças e perda de conteúdo.
Revestimento do invólucro com solução alcoólica de goma-laca a 5%.
Aspecto deselegante. TÉCNICAS Liberação modificada
Slide 152:Revestimento das cápsulas com solução de AFC ou Eudragit / selagem técnica trabalhosa e que, invariavelmente, origina filmes não-uniformes. AFC sofre ação da umidade.
Perda de conteúdo.
Revestimento do fármaco técnica trabalhosa.
Efetividade do revestimento depende de
padronização da técnica, mediante realização
de ensaios de CQ. Liberação modificada
Slide 153:Deve ocorre durante a formação do filme: Rx
Fármaco.......................X g
Solução de Eudragit®........? Liberação modificada
Slide 154:Execução dos ensaios de DESINTEGRAÇÃO e DISSOLUÇÃO qualidade de acordo com especificações.
Dissolução em meio gástrico artificial (pH = 1.2) , seguido de meio entérico artificial, constituído por tampão fosfato (pH=7.6). Liberação modificada
Slide 155:Quantificação metodologia de acordo com monografia oficial (volumetria, HPLC, espectrofotometria);
Metodologia validada.
Na ausência de ambos elaborar o POP, executar a técnica e enviar amostras para laboratório autorizado para realização dos ensaios.
Atenção 1 POP para cada ativo. Liberação modificada
Slide 156:Deve obedecer aos requisitos de pureza, teor, UC, tempo de desintegração e dissolução.
Garantir a efetividade do
revestimento. Medicamento manipulado Alternativa Liberação modificada
Slide 157:Santos, L. (2005), preparou cápsulas contendo 50 mg de diclofenaco sódico formiladas ou revestidas por CAF e Eudragit® L100, pelos métodos manual e utilizando o equipamento Enteric Coated Machine®. Os resultados foram avaliados considerando o perfil de dissolução das preparações. Liberação modificada
Slide 158:Liberação modificada
Slide 159:Santos, L. (2005), concluiu que: Liberação modificada
Slide 160:Santos, L (2005), concluiu que: Liberação modificada
Slide 161:Liberação modificada
Slide 162:Preparações de ação prolongada
Slide 163:Administração de doses unitárias absorção rápida e “completa”.
Eficácia do tratamento concentração do fármaco acima da CME e abaixo da CMT.
Posologia do esquema terapêutico. Velocidade de
liberação
(Vlib)
Velocidade de
dissolução
(Vdis) Liberação
imediata Liberação modificada
Slide 164:Velocidade de
liberação
(Vlib)
<
Velocidade de
dissolução
(Vdis) Liberação
prolongada Liberação lenta e gradual longa duração.
Objetivo principal
manutenção ou no nível de segurança e sustentação da ação. Liberação modificada
Slide 165:1. Diminuir oscilações nos níveis de fármaco no plasma, resultando em diminuição da toxicidade e manutenção da eficácia terapêutica; Vantagens das formulações de liberação prolongada (lenta, sustentada, controlada) Liberação modificada
Slide 166:2.Reduzir a freqüência de doses;
3.Diminuir ou suprimir efeitos colaterais locais ou sistêmicos;
4.Aumentar a concentração plasmática de fármacos com meia-vida biológica relativamente curta;
5.Reduzir custos do tratamento (longo prazo). Liberação modificada
Slide 167:1.Necessidade de tempo maior para alcançar CME em sistemas onde não haja liberação de dose inicial;
2.Possibilidade de redução da disponibilidade biológica;
3. Aumento no efeito de primeira passagem com eliminação pré-sistêmica reforçada; Desvantagens das formulações de
liberação prolongada Liberação modificada
Slide 168:4.Cinética de liberação dependerá da integridade da forma farmacêutica sem falhas no controle da liberação do fármaco;
5.Difícil controle em caso de liberação repentina (dose dumping) do fármaco;
6. Riscos de acúmulo e toxicidade. Liberação modificada
Slide 169:(1) as velocidades de absorção e excreção não devem ser muito lentas (altas doses) ou excessivamente rápidas.
(2) a absorção deve ser uniforme e eficiente ao longo do TGI;
(3) deve apresentar boa estabilidade frente aos diferentes pHs do TGI, enzimas e microbiota;
(4) o volume de distribuição não pode ser muito alto, caso contrário, a velocidade de eliminação também o será; Características dos fármacos candidatos Liberação modificada
Slide 170:(5) ser quimicamente estável frente aos componentes formadores da matriz;
(6) possuir boa margem de segurança entre as doses terapêutica e tóxica;
(7) possuir peso molecular adequado, uma vez que, a difusão de uma molécula através dos polímeros e membranas é função, dentre outros fatores, do seu PM;
(8) não necessitar de doses elevadas;
(9) os fármacos devem ser indicados em casos de tratamentos de afecções crônicas Liberação modificada
Slide 171:CONHECER:
Meia-vida biológica do fármaco.
Absorção é uniforme ao longo do TGI?
Estabilidade e solubilidade do PA.
Volume de distribuição.
Dose a ser administrada e IT.
Peso molecular.
Tratamentos crônicos?
Dose administrada e finalidade? Liberação modificada
Slide 172:Classificação com base nos mecanismos de liberação:
1) Sistemas reservatórios dissolução/difusão.
2) Sistemas matriciais difusão ou degradação/erosão.
2.1) Matrizes inertes
2.2) Matrizes insolúveis
2.3) Matrizes hidrofílicas
- de intumescimento ilimitado (HPMC)
- de intumescimento limitado Não se alteram na
presença de água. Liberação modificada
Slide 173:Sistema matricial - DIFUSÃO: Sistema matricial - EROSÃO: Liberação modificada
Slide 174:Liberação modificada Meio aquoso Liberação modificada
Slide 175:Sistema reservatório - DIFUSÃO: Núcleo contendo
fármaco Revestimento rígido Meio aquoso Membrana porosa Liberação modificada
Slide 176:Em todos os casos: o na quantidade de polímero formador de matriz a velocidade de penetração de fluidos e o caminho difusional velocidade de dissolução. Mecanismo geral de liberação a partir de matriz hidrofílica (HPMC):
molhagem do polímero;
hidratação de polímero;
dissolução do polímero. Liberação modificada
Slide 177:Pinheiro, V.A. e colaboradores (2005):
preparam 5 lotes de cápsulas de liberação lenta contendo teofilina e avaliaram o perfil de dissolução das cápsulas. O agente formador de matriz foi a HPMC, cuja concentração variou de 15 a 30%. Todos os 5 lotes apresentaram perfis em conformidade com as especificações. Liberação modificada
Slide 178:*Cápsulas de liberação prolongada e cápsulas de liberação retardada requerem extenso estudo de desenvolvimento farmacotécnico para cada fármaco.
Sucesso escolha do tipo de polímero e quantidade. Requerem ensaios de dissolução.
Não pode haver a padronização de excipientes.
NÃO DEVEM SER MANIPULADAS. Liberação modificada
Slide 179:REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Slide 180:REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Slide 181:REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Slide 182:REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Slide 183:REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Slide 184:REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Slide 185:REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Slide 186:REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS