Maria Fernanda Lima

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PROJETO BAMBUÍ: ESTUDO DE COORTE DE BASE POPULACIONAL DA SAÚDE DOS IDOSOS Maria Fernanda Lima e Costa, MD, PhD FIOCRUZ - UFMG SEMINÁRIO ABRASCO MÉTODOS EM EPIDEMIOLOGIA: ESTUDOS DE COORTE Rio de Janeiro, 1-3 de agosto de 2005

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Número de habitantes com 60 + anos de idade 3 7 14 32 1960 1975 2000 2026

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Carvalho JAM, Garcia RA. Cadernos de Saúde Pública, 19: 725-733, 2003 PAÍS JOVEM DE CABELOS BRANCOS

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PROJETO BAMBUÍ COORTE DE 1606 IDOSOS RESIDENTES NA COMUNIDADE Início em 1997 Acompanhamentos anuais Sétimo seguimento em 2004 OBJETIVOS: Investigar preditores (ambientais e genéticos) de eventos adversos em saúde dos idosos PRINCIPAIS VARIÁVEIS DE DESFECHO: Mortalidade, déficit físico, déficit cognitivo, doenças e condições selecionadas (saúde mental, aspectos psico- sociais e fatores de risco cardiovasculares) e uso de serviços de saúde.

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INDICADORES SÓCIO DEMOGRÁFICOS SELECIONADOS DO MUNICÍPIO DE BAMBUÍ (1970, 1980, 1991) ___________________________________________________________ Indicadores 1970 1980 1991 ___________________________________________________________ População 21.439 20.529 20.573 Esperança de vida (anos) 59,9 66,7 70,2 Índice de Desenvolvimento Humano 0,45 0,73 0,70 ___________________________________________________________ Adaptado de Lima-Costa et al. Revista de Saúde Pública, 34: 126-135, 2000.

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Fonte: MS. Sistema de Informações sobre Mortalidade (1996)

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MAPA DO BRASIL MAPA DE MINAS GERAIS Bambuí

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Cidade de Bambuí (15.000 habitantes), Estado de Minas Gerais

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ESCOLHA DA CIDADE DE BAMBUÍ População estável (cerca de 20.000 habitantes) Colaboração com pesquisas na área de saúde Existência do Posto Avançado Emmanuel Dias da Fiocruz Algumas características sócio demográficas da população idosa (idade, sexo e escolaridade, por exemplo) semelhantes ao conjunto da população brasileira na mesma faixa etária.

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ABORDAGEM DA COMUNIDADE E ASPECTOS ÉTICOS: PRINCIPAIS ASPECTOS (1) Ampla divulgação do projeto, estimulando a participação. (2) Interação entre Associações de Idosos de Bambuí e de Belo Horizonte (3) Constituição de um comitê com lideranças locais para acompanhamento do projeto. (4) ESTUDO ANTROPOLÓGICO (5) Projeto aprovado pelo Comitê de Ética da Fundação Oswaldo Cruz

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DELINEAMENTO DO PROJETO BAMBUÍ Inquérito de Saúde 1996 > 5 anos n=1664 Estudo de coorte 1997 > 60 anos n=1606 LINHA DE BASE SEGUIMENTOS 1998 1999 2000 2001 2002 ? Amostra Toda população

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LINHA DE BASE DA COORTE (A) Identificação de participantes: censo completo 1742 idosos (60+ anos de idade) (B) Participantes: Entrevista para fatores de risco Exames clínicos e laboratoriais Soroteca e banco de DNA 1742 idosos (60 +anos) 1606 (92,2%) 1498 (86%)

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ALGUNS ASPECTOS RELACIONADOS À OBTENÇÃO DE INFORMAÇÕES E QUALIDADE DAS MESMAS (1) Escolha de instrumentos previamente validados (e/ou validação dos mesmos quando necessário), seleção e treinamento da equipe de entrevistadores. (2) Uso de de equipamentos padronizados e treinamento dos examinadores (opção por leituras automáticas: dosagens bioquímicas e exame hematológico) (3) Confiabilidade da informação (10% das entrevistas e das medidas antropométricas)

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ÁREAS TEMÁTICAS DO PROJETO BAMBUÍ (1) SAÚDE MENTAL (2) CAPACIDADE FUNCIONAL E AUTONOMIA (3) FATORES DE RISCOS CARDIOVASCULARES (4) NUTRIÇÃO E SAÚDE (5) USO DE SERVIÇOS DE SAÚDE (6) GENÉTICA DO ENVELHECIMENTO (7) ANTROPOLOGIA DO ENVELHECIMENTO

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LINHA DE BASE (VARIÁVEIS EXPLORATÓRIAS) I. INFORMAÇÕES OBTIDAS POR MEIO DA ENTREVISTA BHAS . Sócio demográficas . Percepção da saúde e condições auto-referidas . Uso de medicamentos . Utilização de serviços de saúde . Hábitos de vida (dieta, tabagismo, consumo de álcool, atividades físicas) . Aspectos psico-sociais (suporte social, eventos da vida) . Saúde reprodutiva . Atividades do dia a dia . Saúde mental (depressão/ansiedade, função cognitiva e distúrbio do sono)

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LINHA DE BASE (VARIÁVEIS EXPLORATÓRIAS) II. INFORMAÇÕES OBTIDAS POR MEIO DE EXAMES LABORATORIAIS (a) Parâmetros bioquímicos Glicemia, creatinina, uréia, proteinas totais, albumina, ácido úrico, cálcio fósforo, magnésio, colesterol total e fracionado e triglicérides. (b) Parâmetros hematológicos Contagem de hemácias, hemoglobina, hematócrito, VCM, HCM, CHCM, contagem global de leucócitos e plaquetas ( c) Anticorpos para o Trypanosoma cruzi (d) Soroteca (-80 oC) Soro, plasma e alíquotas de DNA

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LINHA DE BASE (VARIÁVEIS EXPLORATÓRIAS) II. INFORMAÇÕES OBTIDAS POR MEIO DE MEDIDAS FÍSICAS E ELETROCARDIOGRAMA Medidas de pressão arterial Medidas antropométricas Eletrocardiograma

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VARIÁVEIS DE DESFECHO (A) SEGUIMENTOS ANUAIS Óbito, função física, função cognitiva, depressão/ansiedade, auto-avaliação da saúde, hábitos de vida, uso de medicamentos e uso de serviços de saúde. (B) SEGUIMENTOS COM INTERVALOS VARIADOS Pressão arterial, medidas antropométricas, eletrocardiograma

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PREVALÊNCIA DOS CINCO MAIORES FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS NA LINHA DE BASE DA COORTE DE BAMBUÍ HIPERTENSÃO ARTERIAL (PA> 140 e/ou 90 mmHg + história de tratamento) ................................ 61,5% TABAGISMO ATUAL .................... 18,7% CONSUMO EXCESSIVO DE ALCOOL (> 5 doses em uma ocasião nos últimos 30 dias) ............. 5,7% DISLIPIDEMIA (colesterol total > 240 mg/dL) ..................................40,6 % SOBREPESO (BMI > 25 Kg/m2 )... 48,4 %

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Prevalência da depressão nos últimos 30 dias, determinada por meio do Composite International Diagnostic Interview (CIDI), segundo a faixa etária e o sexo Fonte: Vorcaro et al. Acta Psychiatrica Scandinavica, 104: 257-263, 2001, Faixa etária %

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Teste do relógio em uma amostra de idosos participantes da coorte de Bambuí Fonte: Fuzikawa C, Lima-Costa MF, Uchoa E, Barreto SM & Shulman K. International Journal of Geriatric Psychiatry, 18: 450-456, 2003.

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HIPERTENSÃO ENTRE IDOSOS EM BAMBUÍ HIPERTENSOS (Critério do JNC): 919/1494 (61,5%) Tratados: 578/919 (62,9%) 224 (38,8%) 34,6% 26,6% < 140 e <90 mmHg 140-159 e/ou 90-99 mmHg > 160 ou > 100 mmHg Firmo JOA et al. Cadernos de Saúde Publica, 19: 817-827, 2003

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Hábitos de vida e indicadores da condição de saúde significativamente associados associados à renda mensal familiar entre idosos (< 2,0 vs. > 2,0 SM) (Resultados da linha de base da coorte de Bambuí) Fonte: Lima-Costa et al. Revista Panam Salud Publica, 13: 387-394, 2003. Odds Ratio

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Fonte: Lima-Costa et al. International Journal of Epidemiology, 30: 887-893, 2001.

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A INFECÇÃO PELO TRYPANOSOMA CRUZI É UMA VARIÁVEL DE CONFUSÃO? Infecção pelo T. cruzi independentemente associada com: - auto-avaliação da saúde como razoável e ruim/muito ruim - ter estado acamado nas duas semanas precedentes - hospitalizações nos últimos 12 meses - uso de 5 ou mais medicamentos nos últimos 3 meses Ausência de associação com: - história de doença coronariana - história de outras doenças crônicas - pressão arterial sistólica e/ou diastólica - índice de massa corporal - colesterol total e fracionado - glicemia de jejum Fonte: Lima-Costa et al. International Journal of Epidemiology, 30: 887-893, 2001.

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5 ANOS DE SEGUIMENTO Perdas para acompanhamento 5% Mortalidade 19% (33 por 1.000 pyrs) 1606 membros da coorte MORTALITY RATE = 33.2 PER 1,000 PYRS

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PROBABILIDADE ACUMULADA DE SOBREVIVÊNCIA EM CINCO ANOS, SEGUNDO A FAIXA ETÁRIA: RESULTADOS DA COORTE DE BAMBUÍ

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PROBABILIDADE ACUMULADA DE SOBREVIVÊNCIA EM CINCO ANOS, SEGUNDO A AUTO AVALIAÇÃO DA SAÚDE: RESULTADOS DA COORTE DE BAMBUÍ

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CONCLUSÕES: (1) Prevalência de doenças não transmissíveis, assim como de alguns fatores de risco para as mesmas, foram muito semelhantes ao observado em populações residentes em grandes centros urbanos. (2) Fatores de risco para mortalidade foram semelhantes ao observado em populações idosas residentes em países desenvolvidos. (3) Embora a infeção pelo T. cruzi não tenha sido um preditor independente da mortalidade, não se pode descartar a possibilidadeda sua associação com outros eventos adversos.

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PROJETO BAMBUÍ: ESTUDO DE COORTE SOBRE GENÉTICA DO ENVELHECIMENTO Objetivo: Examinar a influência de fatores genéticos e a sua interação com fatores ambientais na ocorrência de eventos adversos à saúde entre idosos Epidemiologia genética

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EPIDEMIOLOGIA GENÉTICA

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ESTUDOS DE EPIDEMIOLOGIA GENÉTICA ESTUDOS POPULACIONAIS ESTUDOS DE FAMÍLIAS Fatores genéticos são importantes na determinação da doença? Quanto dessa associação e atribuível a fatores genéticos?

DELINEAMENTO MAIS ROBUSTO: 

DELINEAMENTO MAIS ROBUSTO ESTUDOS DE PEDIGREES EXPANDIDOS SÃO OS MAIS ROBUSTOS PARA DOENÇAS COMUNS, OU SEJA, QUE AFETAM 10% OU MAIS DA POPULAÇÃO São viáveis somente em populações selecionadas, uma vez que é preciso estabelecer as relações de parentesco (“genetic links”) de todos ou quase todos indivíduos residentes na comunidade.

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RASTREAMENTO GENÔMICO (GENOME SCAN) Para cada indivíduo, são estudados 375 marcadores genéticos distribuídos entre 22 cromossomos.

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PERSPECTIVAS DO PROJETO BAMBUÍ NA ÁREA DE EPIDEMIOLOGIA GENÉTICA ESTUDOS POPULACIONAIS Polimorfismo da ApoE (apoliproproteína E) : Alelo 4 associado a doenças do coração, acidente vascular cerebral e doença de Alzheimer. ESTUDOS FAMILIARES (grandes pedigrees) 375 marcadores genéticos: estabelecer a existência de “clusters” na associação entre esses marcadores e eventos adversos à saúde entre idosos BAMBUÍ II?

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