UMA NOVA FORMA DE CONHECIMENTO, BY GLADIS MAIA.

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REFLEXÕES QUE LEVAM À FÉ PELA VIA DA CIÊNCIA!

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UMA NOVA FORMA DE CONHECIMENTO Pierre Weil

Quando algum dia, no terceiro milênio, se indagar qual tenha sido a mais importante descoberta do século XX, a resposta não será, sem dúvida, a energia atômica, nem os universos paralelos, mas sim o estado transpessoal da consciência, ou consciência cósmica.

Essa descoberta constitui hoje o ponto de encontro e de convergência da física moderna e da psicologia, encontro bastante inesperado quando se tem em mente a distância aparente entre essas duas disciplinas; não obstante, os estados místicos e as perspectivas das grandes tradições espirituais da humanidade atraíram a atenção de numerosos físicos modernos.

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Ao retornar da Lua, o astronauta Edgard Mitchell declarou que “mais importante do que a exploração dos espaços exteriores é a investigação dos espaços interiores. Foi em conseqüência de uma experiência mística, ocorrida durante a viagem espacial, que ele abandonou sua profissão para se dedicar a pesquisas e criar um instituto de ciências noéticas.

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Ao visitar um reator nuclear na Califórnia,o grande mestre xivaíta Muktananda indagou ao físico que o acompanhava: “O que é essa coloração azul luminosa?” E este lhe respondeu: “É da energia pura”. Muktananda disse, então, que “via” essa energia o tempo todo ao redor de si, sem ter necessidade de toda aquela equipagem.

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Um dia, ao receber Edgard Mitchell, que lhe contou sua viagem à Lua, ele disse: “Vou para lá quando quero, sem necessidade de máquina alguma!” Sabe-se hoje, graças às pesquisas em psicologia transpessoal, que tais proezas não apenas são possíveis, como podem ser realizadas através de certos tipos de treinamento.

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Ainda que apelemos simplesmente ao nosso bom senso, é evidente que se aquilo que denominamos espírito foi o que dominou a energia atômi-ca e descobriu os princípios que nos permitem viajar para outros pla-netas, esse espírito, evidentemente, é mais poderoso do que as ener-gias que ele observa ou manipula. Não será, portanto, o conhecimento da natureza do espírito o verdadeiro caminho que nos possibilitará conhecer a natureza da Natureza?

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É exatamente isso que afirmam todas as tradições espirituais ao insistirem no preceito “conhece-te a ti mesmo”. Tomando contato direto com esse microcosmos que somos é que temos acesso ao macrocosmos, pois o primeiro vem a ser uma miniatura do segundo; com efeito, eles são tão inseparáveis quanto o são as folhas ou os galhos de uma árvore, ou as ondas do mar.

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Ora, essas tradições foram criadas e mantidas por homens cuja qualidade excepcional deu-lhes condições de acesso a outros estados de consciência. Na verdade, nosso estado de vigília é semelhante ao estado de sonho, do qual precisamos despertar.

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Esse despertar foi objeto de descrições de um grande número de pessoas de diferentes épocas e culturas. Esses testemunhos nos fazem lembrar as descrições da realidade feitas pelos físicos.

Um dos pioneiros da psicologia transpessoal, Lawrence Le Shan, realizou uma interessante experiência há alguns anos: misturou frases pronunciadas por físicos de renome com frases tiradas de testemunhos de experiências transpessoais. Eis alguns exemplos:

1. ... percebemos, cada vez mais, que nossa compreensão da natureza não pode partir de qualquer conhecimento definido; que ela não pode estar edificada sobre uma fundação rochosa, mas que todo conhecimento se encontra, por assim dizer, suspenso sobre um abismo infinito.

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2. Toda tentativa de resolver as leis da causalidade, do tempo e do espaço será vã, uma vez que tal tentativa só poderia ser feita pressupondo que a existência desses três fatores fosse garantida.

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3. Ao buscar compreender o continuum quadridimensional, é preciso um esforço no sentido de evitar uma conceitualização em termos sensoriais ou corporais. Ele não pode ser representado dessa forma, pois as imagens desse tipo são falsas e enganosas.

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4. Se retirarmos o conceito de absoluto do espaço e do tempo, isso não significa que o absoluto tenha sido banido da existência, mas, de preferência, que foi identificado com alguma coisa mais específica... essa coisa fundamental é o um sem segundo (múltiplo quadridimensional).

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5. A realidade última é unificada, impessoal, e pode ser captada se a buscarmos de forma impessoal, para além dos dados fornecidos por nossos sentidos.

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6. Quando se busca a harmonia na vida, jamais se pode esquecer que nós próprios somos, ao mesmo tempo, atores e espectadores.

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Ao buscar distinguir as frases pronunciadas pelos místicos e pelos físicos, o leitor terá, sem dúvida, uma idéia da dificuldade desse teste, composto por sessenta e duas frases.

Os autores dos seis exemplos anteriores são: 1. Einstein 2. Vivekananda 3. Santo Agostinho 4. Max Planc 5. Preceito da doutrina sufi 6. Niels Bohr

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Não é de admirar, portanto, que assistamos cada vez mais a encontros entre físicos e místicos. Poderíamos citar Einstein e Tagore, Paoli e Jung, ou, ainda, David Bohmn e Krishnamurti. Poderíamos mencionar também as numerosas conferências de encontro entre ciência e tradição, como as de Cordoue e Sukkuba, que resulta-ram na Declaração de Veneza, da Unesco.

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Esta última assinada por diversos prêmios Nobel, reconhece que a ciência atingiu os limites onde se revela a necessidade de sua aproximação com as tradições espirituais. Além disso, trata-se de um grito de alerta com respeito à aplicação unilateral da tecnologia científica divorciada da sabedoria primordial.

Pensem nisto! Se já é Ciência, não precisa mais se ‘envergonhar’ ... beijos nos seus corações!

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Formatação:Gladis Maia Imagens & Música: da Internet

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Espero a visita de vocês ao meu blog: http://eusouluzpazeamor.blogspot.com