OBESIDADE NFANTIL : OBESIDADE NFANTIL A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA
NA PREVENÇÃO DO SOBREPESO
E OBESIDADE NA INFÂNCIA
Obesidade no Mundo: Obesidade no Mundo Obesidade: tornou-se uma epidemia global
Falta de informações
Necessidade identificar soluções
Sobrepeso e Obesidade
Dificuldade do tratamento na idade adulta
Obesidade Epidemiologia: Obesidade Epidemiologia Atualmente, excesso de peso acomete de 15% a 50% da população de todos os países civilizados.
Pouco mais da metade da população norte-americana apresenta excesso de peso.
Cera de 1/3 da população brasileira tem excesso de peso e tal fato tende a aumentar
Obesidade Como Fator de Risco: Obesidade Como Fator de Risco A obesidade está associada a diversas condições e doenças: doença cardiovascular, hipertrofia ventricular esquerda, dislipidemia, hipertensão arterial, diabetes mellitus, apnéia do sono, problemas ortopédicos e psicosociais.
Obesidade Definições: Obesidade Definições O excesso de adiposidade no organismo define a obesidade, mas nem todo excesso de peso está relacionado à obesidade.
O equilíbrio entre a ingestão e a calorigênese determinará a quantidade de tecido adiposo do organismo. Desta forma, encontramos pessoas obesas hiperfágicas, e pessoas obesas que não comem muito, mas gastam poucas calorias.
Causas básicas da obesidade: ingestão alimentar exagerada e/ou calorigênese diminuída.
Obesidade Definições: Obesidade Definições A obesidade é uma enfermidade multicausal, que pode ser conseqüência de diversos fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e psicológicos, proporcionando o acúmulo excessivo de energia sob a forma de gordura no organismo (YADAV et. al., 2000).
Obesidade: Obesidade Para GUEDES e GUEDES (2003), os fatores que podem influenciar a relação entre equilíbrio energético podem ser agrupados em três categorias: de origem genética, ambiental e múltipla.
Obesidade: Obesidade Fatores genéticos: são aspectos herdados e, portanto de atuação permanente.
Doenças genéticas raras com características disfórmicas;
Visão dos epidemiologistas;
Estudos sobre adoções;
Níveis de influência materna e paterna;
A presença do excesso de peso em pessoas de uma mesma família.
SOARES e PETROSKI, 2002
UKKOLS e BOUCHARD, 2002
Obesidade: Obesidade Fatores ambientais: como os hábitos de alimentação e atividade física, têm sua origem no próprio ambiente e agem unicamente no período.
Nível de atividade física habitual;
Avanços tecnológicos;
Vida moderna tem criado condições para o desenvolvimento de obesidade em crianças;
Forte relação entre o estilo de vida sedentário e a obesidade;
CLAYTOR et al, 2004.
FITZGERALD, 1997.
Obesidade: Obesidade Fatores múltiplos: resultados dos aspectos sociais, econômicos, culturais e comportamentais, refletem completa interação entre fatores genéticos e o ambiente, e podem atuar permanente ou temporariamente dependendo da época e da intensidade com que agem no indivíduo.
Aspectos socioeconômicos: nível sócio-econômico familiar é um preditor do desenvolvimento da obesidade LAITINEN et al. (2001).
Estratégias de Prevenção na Infância: Estratégias de Prevenção na Infância Período de aprendizagem e formação do estilo de vida;
Menor resistência a mudanças (hábitos);
Dificuldade do tratamento na idade adulta
Níveis de Prevenção: Níveis de Prevenção
Intervenção Primária:
Intervenção Secundária:
Intervenção Terciária:
Sobrepeso Infantil Identificação dos riscos Sobrepeso Adulto Acompanhamento de dados Tratamento da Obesidade Direção de recursos
Períodos críticos para o desenvolvimento da obesidade: Períodos críticos para o desenvolvimento da obesidade Períodos críticos para o desenvolvimento da obesidade:
Pode iniciar em qualquer idade
Primeira Infância
Períodos de aceleração do crescimento
Hiperplasia adipocitária
Mulheres = gravidez
Homens = casamento
O acompanhamento do peso corporal na infância: O acompanhamento do peso corporal na infância Falta de padrões nos estudos;
Relação da Obesidade:
Grau de efeito;
Idade para predição. na infância na idade adulta
Alguns Estudos: Alguns Estudos Kelly et al., 1992.
1000 crianças (3 – 13 anos)
maior seguimento nos extremos do IMC
Guo et al., 1994.
500 crianças
aumento do percentil do IMC e da idade
bom preditor
Riscos de Morbidade e Mortalidade da Obesidade Infantil: Riscos de Morbidade e Mortalidade da Obesidade Infantil Obesidade na Infância:
Morbidade Mortalidade Cardiovascular Diabetes 2
A importância do Componente Genético para a Obesidade: A importância do Componente Genético para a Obesidade Estudos de gêmeos e adoções
Gêmeos: Hereditariedade do IMC 50 a 80%
Adoções: 10 a 30%
Menor correlação com os Pais Adotivos
Filhos com os dois pais obesos: 80 %
Filhos com os dois pais magros: 10 %
Identificação da Obesidade e do Sobrepeso em Crianças: Identificação da Obesidade e do Sobrepeso em Crianças Estudos Epidemiológicos:
IMC;
Dobra cutânea do tríceps;
Percentis 85 e 95 para sobrepeso e obesidade
Identificação da Obesidade e do Sobrepeso em Crianças: Identificação da Obesidade e do Sobrepeso em Crianças IOTF (Cole et al., 2000).
Pontos de corte para crianças e adolescentes;
Idades: de 2 a 18 anos;
Pontos do IMC adulto: 18,5 – 25 – 30.
Slide20:
Prevalência da Obesidade Infantil: Prevalência da Obesidade Infantil EUA (Baskin et al., 2005)
Inglaterra (Rennie e Jebb, 2005)
Turquia (Yumuk, 2005)
Espanha (Martinez et al., 2004)
Uruguai (Pisabarro e Kaufmann, 2004)
Obesidade no Mundo: Obesidade no Mundo Wang Y, Monteiro C, Popkin BM,
Am J Clin Nutr, Jun 2002
Gasto Energético na Infância: Gasto Energético na Infância Taxa Metabólica de Repouso
Efeito térmico dos alimentos
Efeito térmico dos exercícios
TMR é a maior parte do gasto energético e é proporcional a massa magra
Gasto Energético na Infância: Gasto Energético na Infância Diferenças entre os sexos:
Nível de Atividade Física
Gordura Corporal
Atividade Física na Infância: Atividade Física na Infância Atividades espontâneas ou planejadas
Divertimentos eletrônicos
Televisão
Video Game
Computador
Diminuição da TMR
Atividade Física na Infância: Atividade Física na Infância Estudos com Tempo de TV
1 hora = 10%
3 horas = 25%
4 horas = 27%
5 horas = 35% (Crespo et al., 2001)
Alimentação na frente da TV
Tempo gasto com outras atividades
Atividade Física na Infância: Atividade Física na Infância Declínio da AF durante a adolescência
Programas = estimular atividades espontâneas
mudança do estilo de vida
motivação para manter-se ativo
prática incorporada por toda família
Mensuração do Nível de Atividade Física na Infância: Mensuração do Nível de Atividade Física na Infância Observação Direta
Diário
Questionário
Monitor de Freqüência Cardíaca
Sensor de Movimento
Água Duplamente Marcada
Fitness Test
Atividade Física na Infância: Atividade Física na Infância Influencias sobre a AF em crianças e adolescentes:
Idade
Estágio de Desenvolvimento (Maturação)
Sexo
Classe Social
Raça
Atividade Física na Infância: Atividade Física na Infância Influencias sobre a AF em crianças e adolescentes:
Atividade ou Inatividade Familiar
Orientação para ser Ativo
Capacidade Aeróbica
Obesidade
Genética
Atividade Física na Criança Obesa: Atividade Física na Criança Obesa Crianças Pima Indian
Forte componente genético para obesidade
Grupo menos ativo
Maffeis et al., 1998
Relação entre massa gorda e tempo gasto com atividades sedentárias
Adiposidade mantida ou suportada pela inatividade
Atividade Física na Criança Obesa: Atividade Física na Criança Obesa Huttenen et al., 1999
Não encontrou diferenças no tempo gasto com atividades ativas e inativas
Obesos menos envolvidos com clubes esportivos
Têm menos atividades esportivas na escola
Após 12 meses de intervenção:
Redução relativa de peso e massa gorda
Melhora da capacidade aeróbica
Atividade Física na Infância: Atividade Física na Infância Declínio da AF durante a adolescência
Programas = estimular atividades espontâneas
mudança do estilo de vida
motivação para manter-se ativo
prática incorporada por toda família
Os Benefícios da Atividade Física para a Saúde Infantil: Os Benefícios da Atividade Física para a Saúde Infantil Benefícios da AF regular sobre a saúde infantil
Correlação entre AF e gordura corporal
Guias de AF na infância
Estudos sobre AF e Gordura em Crianças: Estudos sobre AF e Gordura em Crianças AF na adolescência influencia a gordura na idade adulta
AF na infância com efeito protetor
Estudo de Klesges et al., 1995
+ influência da dieta e AF no ganho de peso
- influência do sobrepeso dos pais
Estudos sobre AF e Gordura em Crianças: Estudos sobre AF e Gordura em Crianças Goran et al., 1998
Usando água duplamente marcada
Encontrou como principais preditores
Sexo
Estágio inicial de gordura corporal
Adiposidade dos pais
Estudos sobre AF e Gordura em Crianças: Estudos sobre AF e Gordura em Crianças Dietz e Gotmaker, 1985
Adolescentes de 12 a 17 anos
Prevalência aumentava proporcional ao número de horas de TV
Diferenças entre os sexos
TV não induz a atividades fisicamente ativas
Alimentação frente a TV
Atividade Física no Tratamento da Fixação da Obesidade em Crianças: Atividade Física no Tratamento da Fixação da Obesidade em Crianças Programas de Perda de Peso em Adultos
Gasto Calórico do Exercício e Gasto Calórico da Dieta = Perda de Peso
Inadequado para crianças
Atividade Física no Tratamento da Fixação da Obesidade em Crianças: Atividade Física no Tratamento da Fixação da Obesidade em Crianças Quanto ao plano alimentar
Quanto ao comportamento
Quanto à AF
Quanto ao tratamento farmacológico
Conclusões: Conclusões Redução das atividades sedentárias
TV e outros Screen Times
Ação conjunta entre a Família e a Escola
Escola promovendo a Atividade Física
Manutenção ao longo da vida (hábitos)
Meninas e grupos étnicos
Conclusões: Conclusões Reestruturação do Meio Ambiente
Atividade Física fora da Escola
Políticas públicas
Estratégias Direcionadas (Público Alvo)
Aumento da AF
Diminuição do Sedentarismo
Famílias Obesas ou com Co-Morbidades
Conclusões: Conclusões Avaliação das Ferramentas Usadas
Avaliação da AF
Avaliação das Diferenças entre os Sexos
Ambientes divertidos e excitantes.
INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO AERÓBIO E ANAERÓBIO NA MASSA DE GORDURA DE ADOLESCENTES OBESOS : INFLUÊNCIA DO TREINAMENTO AERÓBIO E ANAERÓBIO NA MASSA DE GORDURA DE ADOLESCENTES OBESOS FERNANDEZ, A C; MELLO, M T; TUFIK, S; CASTRO, P M; FISBERG, M. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol10, n3, mai/jun, 2004
INTRODUÇÃO: INTRODUÇÃO Obesidade: acúmulo de tecido adiposo
Doenças genéticas
Doenças endocrino-metabólicas
Estilo de vida (nutrição e atividade física)
INTRODUÇÃO: INTRODUÇÃO Índice de obesidade infantil Obesidade infantil Obesidade adulta mais severa
INTRODUÇÃO: INTRODUÇÃO Estudos demonstram que o exercício pode ser muito eficiente na redução da gordura corporal. Intensidade Adesão Estudos mostram melhores resultados quanto a mudança de estilo e não em aulas programadas
OBJETIVO: OBJETIVO Avaliar o efeito do exercício físico anaeróbio na massa de gordura corporal de adolescentes obesos, comparando com exercícios aeróbios e a um grupo controle sem prescrição de qualquer tipo de exercício.
METODOLOGIA: METODOLOGIA Amostra: 28 adolescentes do sexo masculino faixa etária 15 - 19 anos (16,08 ±1,23)
Sem contra-indicação para o exercício
Pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética da Unifesp
Antropometria: Peso (balança Filizola)
Estatura (estadiômetro)
Diagnóstico da obesidade: IMC
= ou 95o.
METODOLOGIA: METODOLOGIA Avaliação Clínica: Avaliação de eventuais doenças cardiovasculares e ortopédicas
Maturação sexual (Tanner)
Composição Corporal: Técnica de absorciometria de feixe duplo de raio-x (DEXA)
Teste Ergoespirométrico: (avaliação aeróbia)
VO2 máx
Limiar ventilatório
FCmáx
METODOLOGIA: METODOLOGIA Protocolo de teste: Cicliergômetro
Inicio 25w, cada min 25w com velocidade de 80rpm
Analisador de gases metabólicos
Monitoramento da FC
Teste de Wingate: ( avaliação anaeróbia)
Pedalar 30s contra uma resistência estabelecida levando em consideração o sexo e o peso do avaliado
METODOLOGIA: METODOLOGIA Treinamento Físico: Cicloergômetro 3x /semana 12 semana Aeróbio
Duração: 40min - 1o. mês 50min - 2o. mês 1h - 3o. mês
Intensidade: 60 - 70% VO2
Limiar Ventil
Anaeróbio
Treinamento intervalado
Carga: 25w x 0,8% peso tiro de 30s e recup. atv(andando)-3min
Duração: 1o. mês - 11 séries (40min) 2o. mês - 14 séries (50min) 10% c 3o. mês - 14 séries 45s (1h) - mesma c
METODOLOGIA: METODOLOGIA Avaliação e orientação nutricional: Inicial, final 2 e 3 m Inquérito alimentar Orientação alimentar
Inquérito Alimentar: Instrumento próprio Registro 4 dias (1d final de semana)
Intervenção dietética: apenas orientação s/ dietas restritiva preestabelecida
METODOLOGIA: METODOLOGIA Método estatístico:
Para a MG, MM, %G e MLG ANOVA de 2 fatores (fator grupo : G1, G2 e G3 / fator tempo: inicial e final)
Teste de Tukey análise complementar
Teste t pareado entre períodos (inicial e final)
ANOVA seguido de teste de Tukey
entre grupos
RESULTADOS: RESULTADOS
Não houve nos valores iniciais entre os grupos
Significativa nos valores I e F dos grupos I e II
Todos estavam nos estágios puberal 4 e 5 (Tanner)
RESULTADOS: RESULTADOS Houve significativa na avaliação I e F do GI e GII
Houve significativa no % de perda do GI em relação ao GIII
RESULTADOS: RESULTADOS
RESULTADOS: RESULTADOS
significativa apenas no grupo que treinou (GI e GII)
DISCUSSÃO: DISCUSSÃO
A importância do Exercícios Físico no tratamento da obesidade
A na TMR, causado pela dieta hipocalórica
A importância da intensidade do exercício, que afeta o aumento da TM pós-exercício, entretanto parece não ser possível que indivíduos destreinados sejam capazes de manter a intensidade necessária para prolongar a elevação necessária do gasto energético pós-exercício
DISCUSSÃO: DISCUSSÃO
Estudos mostram a importância de da associação de treinamento aeróbio, anaeróbio e O N para o tratamento da obesidade, como meio de reduzir a perda de MM e consequentemente a TMR
A perda de Gordura em MI pode ser justificada pela atividade proposta, e no GIII pelas atividades cotidianas que exigem o transporte da MC extra
DISCUSSÃO: DISCUSSÃO
G no tronco foi observada apenas no GI e GII, vários estudos indicam que a distribuição de gordura abdominal o risco para doenças cardíacas, anormalidade da pressão arterial, intolerância a glicose e alterações nos níveis de colesterol
CONCLUSÃO: CONCLUSÃO
O exercício aeróbio e anaeróbio, aliada a ON promove de gordura
O exercício anaeróbio foi mais eficiente na de gordura
Em qualquer exercício a intensidade deve ser crescente
A intensidade é um fator importante no treinamento
MUITO OBRIGADO !: MUITO OBRIGADO !