logging in or signing up sca02 Justine Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINTLite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 2321 Category: Entertainment License: All Rights Reserved Like it (2) Dislike it (0) Added: December 29, 2007 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript PNEUMONIA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: PNEUMONIA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA O que é? Por que é importante? Como reconhecer? Como conduzir?O QUE É?: O QUE É? Infecção do parênquima pulmonar, comprometendo brônquios, bronquíolos, alvéolos e interstício. ETIOLOGIA: ETIOLOGIA Depende: Idade Local: Países desenvolvidos x em desenvolvimento Origem: Comunitária x hospitalar Forma de apresentação clínica: Típica x Atípica Existência de fatores de risco. ETIOLOGIA: ETIOLOGIA A idade é o melhor preditor da etiologia Dois primeiros anos de vida, os VÍRUS são os agentes mais freqüentes. Com o aumento da idade, as BACTÉRIAS tornam-se mais prevalentes. Pneumonia de origem comunitária, em países em desenvolvimento, evidenciaram a presença de bactérias em torno de 50 a 60%. ETIOLOGIA: ETIOLOGIA RN: Gram negativos, Streptococcus do grupo B e Staphylococcus aureus. 1m - 5 anos: Vírus, Pneumococo, Hemófilos e S. aureus SPAL (1-3 meses): Vírus, Clamídia e B. pertussis > 5 anos: Pneumococo e MycoplasmaFormas de apresentação: Pneumonias Típicas e Atípicas: Formas de apresentação: Pneumonias Típicas e Atípicas TÍPICA: febre alta, prostração, evolução rápida e alterações radiológicas evidentes. S. pneumoniae e Haemophilus influenza. Formas graves: S. aureus ATÍPICA: evolução arrastada, com ou sem febre, menor comprometimento do estado geral, tosse seca importante e dissociação clínico-radiológica. Vírus, Mycoplasma e Clamídias. POR QUE É IMPORTANTE?: POR QUE É IMPORTANTE? Principal causa de morte na infância, nos países em desenvolvimento. Nesses países, a letalidade é sete vezes maior e pode ser atribuída a diversos fatores, entre eles: dificuldades de acesso aos serviços de saúde uso inadequado de antimicrobianos. No Brasil, as taxas de mortalidade infantil por pneumonia variam conforme a região, sendo mais elevadas no Norte e Nordeste e mais baixas no SulPREVENÇÃO: PREVENÇÃO A assistência pré-natal, o estímulo ao aleitamento materno, a vacinação, o controle nutricional e a padronização de condutas e esquemas terapêuticos para doenças respiratórias agudas têm sido apontados como medidas eficazes na redução da morbi-mortalidade por pneumonia. COMO RECONHECER?: COMO RECONHECER? História clínica Exame físico Radiografia de tórax Quando persistirem dúvidas, podem ser realizados exames laboratoriais que auxiliem no diagnóstico diferencial.Diagnóstico de pneumonia em crianças de até 4 anos, segundo a OMS: Diagnóstico de pneumonia em crianças de até 4 anos, segundo a OMS Presença de tosse e/ou dificuldade respiratória SUSPEITAR DE PNEUMONIA Com taquipnéia CONSIDERAR COMO PNEUMONIA Com tiragem CONSIDERAR PNEUMONIA GRAVE Slide11: Diagnóstico de pneumonia em crianças de até 4 anos, segundo a OMS Visa aumentar a sensibilidade dos critérios diagnósticos. Elevada freqüência de subdiagnóstico e suas trágicas implicações em termos de morbimortalidade infantil. Limitações da assistência médica existente em determinadas regiões. Seguindo-se essa recomendação, provavelmente o número de casos de pneumonia que ficarão sem diagnóstico será bastante reduzido, mesmo que às custas do tratamento de “falsas” pneumonias. Porém: o uso indiscriminado de ATB apresenta sérias conseqüências - emergência de resistência. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Sinais de IVAS, febre, tosse, dispnéia, gemência, prostração e hiporexia. Dor abdominal pode ser sintoma de pneumonia. TAQUIPNÉIA é o sinal isolado mais sensível para para o diagnóstico de pneumonia em crianças menores de 5 anos (sens. 75%; espec. 70%) avaliada com a criança afebril, tranqüila, contada durante 1 minuto, de preferência por duas vezes Valores de referência: < 2 meses............................ FR > ou = 60 ipm 3 meses a 12 meses ......... FR > ou = 50 ipm 13 meses a 5 anos ............ FR > ou = 40 ipm > 6 anos ............................... FR > ou = 30 ipm MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Sinais de dificuldade respiratória: tiragem intercostal, batimentos de aletas nasais, gemência, balanço toracoabdominal e retração xifóidea. Lactentes têm maior risco de desenvolver insuficiência respiratória e apnéia. Sinais de gravidade: Tiragens, cianose e/ou toxemia Pode haver hipoxemia sem cianose. Palidez cutânea é um sinal mais precoce de hipoxemia do que a cianose. Ausculta: Crepitação não é sinônimo de pneumonia. Sibilância sugere fortemente etiologia viral ou asma. Pode ser normal em até 30% dos casos. Redução do murmúrio vesicular localizada é um dos achados mais freqüentes. Características clínicas que sugerem o agente infeccioso: Características clínicas que sugerem o agente infeccioso HEMÓFILO: evolução arrastada, associado à otite e sinusite. ESTAFILOCOCO: início agudo, com febre alta e persistente, toxemia, anemia, presença de impetigo ou abscesso, processo pneumônico extenso com complicações mais freqüentes (pneumatoceles, abscesso e derrame). MYCOPLASMA: tosse importante, acometendo vários indivíduos na mesma família, quadro arrastado, acompanhado de cefaléia, miringite bolhosa, exantema. VÍRUS: exantema, conjuntivite, faringite, mialgia e acometimento de outras pessoas na família. CHLAMYDIA TRACHOMATIS: síndrome da pneumonia afebril do lactente (idade entre 1 e 3 meses), tosse importante (pode ser paroxística), com história perinatal de vulvovaginite materna, parto normal, conjuntivite neonatal e eosinofilia no sangue periféricoRADIOGRAFIA DE TÓRAX: RADIOGRAFIA DE TÓRAX PA e perfil Permitir diagnóstico mais acurado de pneumonia Avaliar a extensão do processo pneumônico Mostrar presença de complicações (pneumatoceles, derrame, abscesso) Orientar o diagnóstico diferencial Contribuir na decisão de internar ou não o paciente e na escolha do antimicrobiano. Padrões radiológicos principais nas pneumonias: Padrões radiológicos principais nas pneumonias Padrão intersticial: espessamento peribrônquico e infiltrado intersticial difuso, hiperinsuflação, mais sugestivo de infecção viral (ou asma). Padrão alveolar: condensações lobares ou segmentares, especialmente quando associado a pneumatoceles, derrame ou abscesso, sugere fortemente etiologia bacteriana. Controle radiológico do tratamento: nos casos complicados, com evolução desfavorável, e nas pneumonias de repetição.EXAMES LABORATORIAIS: EXAMES LABORATORIAIS Leucograma e proteína C reativa: diagnóstico diferencial entre pneumonias virais e bacterianas. Títulos de crioaglutinina maiores que 1:64 reforçam o diagnóstico de pneumonia por Mycoplasma (sensibilidade 70%). Eleva na segunda semana de evolução da doença. A realização de sorologia (IgM) é possível para o diagnóstico de infecção por micoplasma e clamídia, mas nem sempre disponível.COMO CONDUZIR?: COMO CONDUZIR? Após estabelecido o diagnóstico de pneumonia, três perguntas devem ser respondidas: EXISTE INDICAÇÃO DE INTERNAÇÃO? É NECESSÁRIO UTILIZAR ANTIBIÓTICO? QUAL O ANTIBIÓTICO A SER USADO?1 - Existe Indicação de Internação?: 1 - Existe Indicação de Internação? A maioria das crianças com pneumonia pode ser tratada ambulatorialmente, com acompanhamento criterioso. Cerca de 10% dos pacientes requerem internação hospitalar. Indicações de Internação: Indicações de Internação Idade inferior a 6 meses (principalmente < 2 meses); RX: pneumonia extensa, pneumatoceles, pneumotórax, derrame pleural, abscesso; Condições associadas: cardiopatia, mucoviscidose, displasia broncopulmonar, imunodeficiência, desnutrição grave; Situação social seriamente comprometida; Presença ao exame clínico de: dificuldade respiratória importante cianose, hipoxemia; irregularidade respiratória, apnéia; dificuldade de alimentar, vômitos, desidratação; alterações do sensório (confusão mental, irritab.); instabilidade hemodinâmica (pulsos finos, perfusão lenta), taquicardia importante (FC>130 bpm); Falha tratamento ambulatorial. 2 - É Necessário Utilizar Antibiótico?Diagnóstico diferencial entre quadros virais e bacterianos: 2 - É Necessário Utilizar Antibiótico? Diagnóstico diferencial entre quadros virais e bacterianos3 - Qual o Antibiótico a ser usado?: 3 - Qual o Antibiótico a ser usado? *usa-se penicilina benzatina, em dose única, para crianças com três anos ou mais com pneumonia unilobar, sem complicações.Reavaliação e conduta na consulta de retorno: Reavaliação e conduta na consulta de retorno Todas as crianças devem ser reavaliadas após 48 horas para observação da resposta ao tratamento. Deve-se atentar para sinais de complicações como derrame pleural, insuficiência respiratória, entre outras indicações de internação. Os critérios para se avaliar a resposta clínica inicial baseiam-se no estado geral da criança, curva térmica e exame do aparelho respiratório. É esperado que a criança esteja afebril em até 72 horas, dependendo do agente etiológico. As mães devem ser orientadas quanto à necessidade de observar a criança e retornar no caso de evolução desfavorável. Reavaliação e conduta na consulta de retorno (48 horas depois): Reavaliação e conduta na consulta de retorno (48 horas depois)Slide25: TOSSE E/OU DIFICULDADE DE RESPIRAR AVALIAR FREQUENCIA RESPIRATÓRIA NORMAL AUMENTADA HISTÓRIA BRONCOESPASMO? SIBILÂNCIA? EXP. PROLONGADA? SIM AVALIAR ASMA PNEUMONIA É POUCO PROVAVEL PROVÁVEL PNEUMONIA AVALIAR OUTROS SINAIS E/OU RADIOGRAFIA TÓRAX Orientação e reavaliação É PNEUMONIA NÃO É PNEUMONIASlide26: EXISTE INDICACÃO DE INTERNAÇÃO? SIM NÃO QUAL A APRESENTAÇÃO CLÍNICO-RADIOLÓGICA? ATIPICA TIPICA VIRUS MICOPLASMA / CLAMÍDIA BACTERIANA ANTIBIOTICOTERAPIA DE ACORDO COM A FAIXA ETÁRIA Orientação e REAVALIAÇÃO APÓS 24-48 HORAS MACROLÍDEO É PNEUMONIA HIDRATAR/AVALIAR OXIGÊNIOTERAPIA Referir à unidade de internação Observar cond. de transporteCaso 1 - Tiago, 3 anos, com relato de febre, tosse e dificuldade respiratória há 3 dias: Caso 1 - Tiago, 3 anos, com relato de febre, tosse e dificuldade respiratória há 3 dias Exame físico: Corado, hidratado, acianótico. Otoscopia – MTD abaulada. FR = 50ipm. Esforco leve. Som bronquial com brocofonia no ápice HtxD. Rx tórax Conduta: Internar? Antibiótico? Qual? Reavaliação Piora: mantem febre, prostração, vômitos Gemência, tiragens, palidez. MV diminuído no htxD.Fígado palpável. É pneumonia? Qual apresentação clínica? E AGORA? Caso 2 - Tatiana, 7 anos, com relato de febre, tosse importante e dificuldade respiratória há 7 dias. Usou amoxicilina para sinusite, sem melhora. Irmão de 4 anos também tossindo.: Caso 2 - Tatiana, 7 anos, com relato de febre, tosse importante e dificuldade respiratória há 7 dias. Usou amoxicilina para sinusite, sem melhora. Irmão de 4 anos também tossindo. Exame físico: Corado, hidratado, acianótico. FR = 32 ipm. Esforço leve MVF com crepitações finas difusas mais intensa nas bases. Rx tórax Conduta: Internar? Antibiótico? Qual? Reavaliação Qual a apresentação clínica? É pneumonia? Slide29: Caso 3: Gustavo, 11 meses, há 5 dias com febre, tosse, cansaço e chieira. Coriza hialina. Sem HP de chieira. Exame físico: estado geral relativamente preservado, acianótico. FR: 52 ipm. Esforço leve. MVF simétrico, com sibilos, roncos e crepitações móveis Rx tórax Conduta: Internar? Antibiótico? O que mais? Reavaliação Quais as hipóteses diagnósticas? É pneumonia? Causas de pneumonias ou pseudopneumonias de repetição ou que não respondem ao tratamento Crianças com pneumonias de repetição ou que não respondem ao tratamento habitual - investigar a possibilidade de uma doença de base e/ou outro diagnóstico diferencial. UMA DAS CAUSAS MAIS COMUNS DE FALSAS PNEUMONIAS DE REPETIÇÃO EM NOSSO MEIO É A ASMA, SUBDIAGNOSTICADA E SUBTRATADA.: Causas de pneumonias ou pseudopneumonias de repetição ou que não respondem ao tratamento Crianças com pneumonias de repetição ou que não respondem ao tratamento habitual - investigar a possibilidade de uma doença de base e/ou outro diagnóstico diferencial. UMA DAS CAUSAS MAIS COMUNS DE FALSAS PNEUMONIAS DE REPETIÇÃO EM NOSSO MEIO É A ASMA, SUBDIAGNOSTICADA E SUBTRATADA. Doses de antibióticos usados no tratamento das pneumonias : Doses de antibióticos usados no tratamento das pneumonias You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
sca02 Justine Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINTLite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: (To copy code, click on the text box) Embed: URL: Thumbnail: WordPress Embed Customize Embed The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 2321 Category: Entertainment License: All Rights Reserved Like it (2) Dislike it (0) Added: December 29, 2007 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript PNEUMONIA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: PNEUMONIA NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA O que é? Por que é importante? Como reconhecer? Como conduzir?O QUE É?: O QUE É? Infecção do parênquima pulmonar, comprometendo brônquios, bronquíolos, alvéolos e interstício. ETIOLOGIA: ETIOLOGIA Depende: Idade Local: Países desenvolvidos x em desenvolvimento Origem: Comunitária x hospitalar Forma de apresentação clínica: Típica x Atípica Existência de fatores de risco. ETIOLOGIA: ETIOLOGIA A idade é o melhor preditor da etiologia Dois primeiros anos de vida, os VÍRUS são os agentes mais freqüentes. Com o aumento da idade, as BACTÉRIAS tornam-se mais prevalentes. Pneumonia de origem comunitária, em países em desenvolvimento, evidenciaram a presença de bactérias em torno de 50 a 60%. ETIOLOGIA: ETIOLOGIA RN: Gram negativos, Streptococcus do grupo B e Staphylococcus aureus. 1m - 5 anos: Vírus, Pneumococo, Hemófilos e S. aureus SPAL (1-3 meses): Vírus, Clamídia e B. pertussis > 5 anos: Pneumococo e MycoplasmaFormas de apresentação: Pneumonias Típicas e Atípicas: Formas de apresentação: Pneumonias Típicas e Atípicas TÍPICA: febre alta, prostração, evolução rápida e alterações radiológicas evidentes. S. pneumoniae e Haemophilus influenza. Formas graves: S. aureus ATÍPICA: evolução arrastada, com ou sem febre, menor comprometimento do estado geral, tosse seca importante e dissociação clínico-radiológica. Vírus, Mycoplasma e Clamídias. POR QUE É IMPORTANTE?: POR QUE É IMPORTANTE? Principal causa de morte na infância, nos países em desenvolvimento. Nesses países, a letalidade é sete vezes maior e pode ser atribuída a diversos fatores, entre eles: dificuldades de acesso aos serviços de saúde uso inadequado de antimicrobianos. No Brasil, as taxas de mortalidade infantil por pneumonia variam conforme a região, sendo mais elevadas no Norte e Nordeste e mais baixas no SulPREVENÇÃO: PREVENÇÃO A assistência pré-natal, o estímulo ao aleitamento materno, a vacinação, o controle nutricional e a padronização de condutas e esquemas terapêuticos para doenças respiratórias agudas têm sido apontados como medidas eficazes na redução da morbi-mortalidade por pneumonia. COMO RECONHECER?: COMO RECONHECER? História clínica Exame físico Radiografia de tórax Quando persistirem dúvidas, podem ser realizados exames laboratoriais que auxiliem no diagnóstico diferencial.Diagnóstico de pneumonia em crianças de até 4 anos, segundo a OMS: Diagnóstico de pneumonia em crianças de até 4 anos, segundo a OMS Presença de tosse e/ou dificuldade respiratória SUSPEITAR DE PNEUMONIA Com taquipnéia CONSIDERAR COMO PNEUMONIA Com tiragem CONSIDERAR PNEUMONIA GRAVE Slide11: Diagnóstico de pneumonia em crianças de até 4 anos, segundo a OMS Visa aumentar a sensibilidade dos critérios diagnósticos. Elevada freqüência de subdiagnóstico e suas trágicas implicações em termos de morbimortalidade infantil. Limitações da assistência médica existente em determinadas regiões. Seguindo-se essa recomendação, provavelmente o número de casos de pneumonia que ficarão sem diagnóstico será bastante reduzido, mesmo que às custas do tratamento de “falsas” pneumonias. Porém: o uso indiscriminado de ATB apresenta sérias conseqüências - emergência de resistência. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Sinais de IVAS, febre, tosse, dispnéia, gemência, prostração e hiporexia. Dor abdominal pode ser sintoma de pneumonia. TAQUIPNÉIA é o sinal isolado mais sensível para para o diagnóstico de pneumonia em crianças menores de 5 anos (sens. 75%; espec. 70%) avaliada com a criança afebril, tranqüila, contada durante 1 minuto, de preferência por duas vezes Valores de referência: < 2 meses............................ FR > ou = 60 ipm 3 meses a 12 meses ......... FR > ou = 50 ipm 13 meses a 5 anos ............ FR > ou = 40 ipm > 6 anos ............................... FR > ou = 30 ipm MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Sinais de dificuldade respiratória: tiragem intercostal, batimentos de aletas nasais, gemência, balanço toracoabdominal e retração xifóidea. Lactentes têm maior risco de desenvolver insuficiência respiratória e apnéia. Sinais de gravidade: Tiragens, cianose e/ou toxemia Pode haver hipoxemia sem cianose. Palidez cutânea é um sinal mais precoce de hipoxemia do que a cianose. Ausculta: Crepitação não é sinônimo de pneumonia. Sibilância sugere fortemente etiologia viral ou asma. Pode ser normal em até 30% dos casos. Redução do murmúrio vesicular localizada é um dos achados mais freqüentes. Características clínicas que sugerem o agente infeccioso: Características clínicas que sugerem o agente infeccioso HEMÓFILO: evolução arrastada, associado à otite e sinusite. ESTAFILOCOCO: início agudo, com febre alta e persistente, toxemia, anemia, presença de impetigo ou abscesso, processo pneumônico extenso com complicações mais freqüentes (pneumatoceles, abscesso e derrame). MYCOPLASMA: tosse importante, acometendo vários indivíduos na mesma família, quadro arrastado, acompanhado de cefaléia, miringite bolhosa, exantema. VÍRUS: exantema, conjuntivite, faringite, mialgia e acometimento de outras pessoas na família. CHLAMYDIA TRACHOMATIS: síndrome da pneumonia afebril do lactente (idade entre 1 e 3 meses), tosse importante (pode ser paroxística), com história perinatal de vulvovaginite materna, parto normal, conjuntivite neonatal e eosinofilia no sangue periféricoRADIOGRAFIA DE TÓRAX: RADIOGRAFIA DE TÓRAX PA e perfil Permitir diagnóstico mais acurado de pneumonia Avaliar a extensão do processo pneumônico Mostrar presença de complicações (pneumatoceles, derrame, abscesso) Orientar o diagnóstico diferencial Contribuir na decisão de internar ou não o paciente e na escolha do antimicrobiano. Padrões radiológicos principais nas pneumonias: Padrões radiológicos principais nas pneumonias Padrão intersticial: espessamento peribrônquico e infiltrado intersticial difuso, hiperinsuflação, mais sugestivo de infecção viral (ou asma). Padrão alveolar: condensações lobares ou segmentares, especialmente quando associado a pneumatoceles, derrame ou abscesso, sugere fortemente etiologia bacteriana. Controle radiológico do tratamento: nos casos complicados, com evolução desfavorável, e nas pneumonias de repetição.EXAMES LABORATORIAIS: EXAMES LABORATORIAIS Leucograma e proteína C reativa: diagnóstico diferencial entre pneumonias virais e bacterianas. Títulos de crioaglutinina maiores que 1:64 reforçam o diagnóstico de pneumonia por Mycoplasma (sensibilidade 70%). Eleva na segunda semana de evolução da doença. A realização de sorologia (IgM) é possível para o diagnóstico de infecção por micoplasma e clamídia, mas nem sempre disponível.COMO CONDUZIR?: COMO CONDUZIR? Após estabelecido o diagnóstico de pneumonia, três perguntas devem ser respondidas: EXISTE INDICAÇÃO DE INTERNAÇÃO? É NECESSÁRIO UTILIZAR ANTIBIÓTICO? QUAL O ANTIBIÓTICO A SER USADO?1 - Existe Indicação de Internação?: 1 - Existe Indicação de Internação? A maioria das crianças com pneumonia pode ser tratada ambulatorialmente, com acompanhamento criterioso. Cerca de 10% dos pacientes requerem internação hospitalar. Indicações de Internação: Indicações de Internação Idade inferior a 6 meses (principalmente < 2 meses); RX: pneumonia extensa, pneumatoceles, pneumotórax, derrame pleural, abscesso; Condições associadas: cardiopatia, mucoviscidose, displasia broncopulmonar, imunodeficiência, desnutrição grave; Situação social seriamente comprometida; Presença ao exame clínico de: dificuldade respiratória importante cianose, hipoxemia; irregularidade respiratória, apnéia; dificuldade de alimentar, vômitos, desidratação; alterações do sensório (confusão mental, irritab.); instabilidade hemodinâmica (pulsos finos, perfusão lenta), taquicardia importante (FC>130 bpm); Falha tratamento ambulatorial. 2 - É Necessário Utilizar Antibiótico?Diagnóstico diferencial entre quadros virais e bacterianos: 2 - É Necessário Utilizar Antibiótico? Diagnóstico diferencial entre quadros virais e bacterianos3 - Qual o Antibiótico a ser usado?: 3 - Qual o Antibiótico a ser usado? *usa-se penicilina benzatina, em dose única, para crianças com três anos ou mais com pneumonia unilobar, sem complicações.Reavaliação e conduta na consulta de retorno: Reavaliação e conduta na consulta de retorno Todas as crianças devem ser reavaliadas após 48 horas para observação da resposta ao tratamento. Deve-se atentar para sinais de complicações como derrame pleural, insuficiência respiratória, entre outras indicações de internação. Os critérios para se avaliar a resposta clínica inicial baseiam-se no estado geral da criança, curva térmica e exame do aparelho respiratório. É esperado que a criança esteja afebril em até 72 horas, dependendo do agente etiológico. As mães devem ser orientadas quanto à necessidade de observar a criança e retornar no caso de evolução desfavorável. Reavaliação e conduta na consulta de retorno (48 horas depois): Reavaliação e conduta na consulta de retorno (48 horas depois)Slide25: TOSSE E/OU DIFICULDADE DE RESPIRAR AVALIAR FREQUENCIA RESPIRATÓRIA NORMAL AUMENTADA HISTÓRIA BRONCOESPASMO? SIBILÂNCIA? EXP. PROLONGADA? SIM AVALIAR ASMA PNEUMONIA É POUCO PROVAVEL PROVÁVEL PNEUMONIA AVALIAR OUTROS SINAIS E/OU RADIOGRAFIA TÓRAX Orientação e reavaliação É PNEUMONIA NÃO É PNEUMONIASlide26: EXISTE INDICACÃO DE INTERNAÇÃO? SIM NÃO QUAL A APRESENTAÇÃO CLÍNICO-RADIOLÓGICA? ATIPICA TIPICA VIRUS MICOPLASMA / CLAMÍDIA BACTERIANA ANTIBIOTICOTERAPIA DE ACORDO COM A FAIXA ETÁRIA Orientação e REAVALIAÇÃO APÓS 24-48 HORAS MACROLÍDEO É PNEUMONIA HIDRATAR/AVALIAR OXIGÊNIOTERAPIA Referir à unidade de internação Observar cond. de transporteCaso 1 - Tiago, 3 anos, com relato de febre, tosse e dificuldade respiratória há 3 dias: Caso 1 - Tiago, 3 anos, com relato de febre, tosse e dificuldade respiratória há 3 dias Exame físico: Corado, hidratado, acianótico. Otoscopia – MTD abaulada. FR = 50ipm. Esforco leve. Som bronquial com brocofonia no ápice HtxD. Rx tórax Conduta: Internar? Antibiótico? Qual? Reavaliação Piora: mantem febre, prostração, vômitos Gemência, tiragens, palidez. MV diminuído no htxD.Fígado palpável. É pneumonia? Qual apresentação clínica? E AGORA? Caso 2 - Tatiana, 7 anos, com relato de febre, tosse importante e dificuldade respiratória há 7 dias. Usou amoxicilina para sinusite, sem melhora. Irmão de 4 anos também tossindo.: Caso 2 - Tatiana, 7 anos, com relato de febre, tosse importante e dificuldade respiratória há 7 dias. Usou amoxicilina para sinusite, sem melhora. Irmão de 4 anos também tossindo. Exame físico: Corado, hidratado, acianótico. FR = 32 ipm. Esforço leve MVF com crepitações finas difusas mais intensa nas bases. Rx tórax Conduta: Internar? Antibiótico? Qual? Reavaliação Qual a apresentação clínica? É pneumonia? Slide29: Caso 3: Gustavo, 11 meses, há 5 dias com febre, tosse, cansaço e chieira. Coriza hialina. Sem HP de chieira. Exame físico: estado geral relativamente preservado, acianótico. FR: 52 ipm. Esforço leve. MVF simétrico, com sibilos, roncos e crepitações móveis Rx tórax Conduta: Internar? Antibiótico? O que mais? Reavaliação Quais as hipóteses diagnósticas? É pneumonia? Causas de pneumonias ou pseudopneumonias de repetição ou que não respondem ao tratamento Crianças com pneumonias de repetição ou que não respondem ao tratamento habitual - investigar a possibilidade de uma doença de base e/ou outro diagnóstico diferencial. UMA DAS CAUSAS MAIS COMUNS DE FALSAS PNEUMONIAS DE REPETIÇÃO EM NOSSO MEIO É A ASMA, SUBDIAGNOSTICADA E SUBTRATADA.: Causas de pneumonias ou pseudopneumonias de repetição ou que não respondem ao tratamento Crianças com pneumonias de repetição ou que não respondem ao tratamento habitual - investigar a possibilidade de uma doença de base e/ou outro diagnóstico diferencial. UMA DAS CAUSAS MAIS COMUNS DE FALSAS PNEUMONIAS DE REPETIÇÃO EM NOSSO MEIO É A ASMA, SUBDIAGNOSTICADA E SUBTRATADA. Doses de antibióticos usados no tratamento das pneumonias : Doses de antibióticos usados no tratamento das pneumonias