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Independência das 13 Colônias Inglesas da América do Norte : 

Independência das 13 Colônias Inglesas da América do Norte Prof. Ms. Dd. Gilberto Aparecido Angelozzi Colégio Pedro II – Unidade São Cristovão III

América do Norte : 

América do Norte

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A América do Norte é um subcontinente que se estende da região ártica – incluindo a Ilha da Groelândia – até o istmo de Tehuantepec, no sul do México. Aí começa a América Central.

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Com quase 10 milhões de quilometros quadrados, o Canadá é o maior país da América e o mais extenso do mundo, perdendo apenas para a Rússia. Banhado pelo Oceano Atlântico , ao leste; pelo Ártico ao norte; e pelo Pacífico a oeste. Ao sul faz fronteira com os Estados Unidos. No sudeste, nas províncias de Quebec e Ontário, situam-se os grandes lagos, uma das maiores concentrações de água doce do planeta.

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Na faixa que vai do norte de Quebec até a costa ártica e da península do Labrador até o Grande Lago do Urso, fica o escudo Canadense – um conjunto de terrenos rochosos, acidentados e com muitos lagos e florestas. No centro sul estende-se a região das pradarias. Na costa leste encontram-se os Apalaches, terrenos ondulados de altitudes moderadas.

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Os Estados Unidos Mexicano são a nação mais meredional da América do Norte. Quase metade do território do pais é ocupada por um planalto que se ergue no norte e avança em direção ao sul, oscilando entre mil e 2,4 mil metros de altitude. Com 20 mil anos de evolução histórica e dois milênios de vida urbana, os centro-americanos desenvolveram civilizações avançadas como a olmeca, na, a teotihuaca, a maia e a asteca (méxica), as quais alcançaram realizações consideráveis no campo das artes, da ciência e da técnica e elaboraram formas complexas de elaboração políca e social.

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Ao chegarem os espanhóis no começo do século XVI, Moctezuma II, imperador dos astecas reinava sobre um império do tamanho da Itália moderna, cuja capital era Tenochtitlan, a atual cidade do México. Em 1521 consolidou-se a conquista de Hernán Cortez.

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Os Estados Unidos da América do Norte se estende do Oceano Atlântico até o Pacífico. Além do território central o país conta com os Estados do Alasca no noroeste do Continente (O Alasca foi comprado do Império Russo em 1867, graças à insistência do então Secretário de Estado americano William Henry Seward, por 7,2 milhões de dólares)e do Havaí na Polinésia. Sob jurisdição norte americana encontram-se o estado livre associado de Porto Rico e as ilhas virgens americanas no Caribe; a baía de Guantánamo em Cuba; e uma série de arquipélagos no Oceano Pacífico.

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A região leste do território continental compreende os Apalaches (cujo ponto mais alto é o monte Mitchell, com 2.037 metros de altitudes), parte dos Grandes Lagos e uma planície que vai da Baía de Hudson à península da Flórida. O centro oeste, do lago Erie às montanhas Rochosas, é uma imensa planície onde se desenvolvem as principais atividades agrícolas do país. O sul é uma zona subtropical, predominantemente plana. O oeste, área de frequente atividade sísmica, é constituído por cordilheiras – dentre as quais se destacam as montanhas Rochosas.

As 13 colônias inglesas da América do Norte : 

As 13 colônias inglesas da América do Norte

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Em 1620 o navio Mayflower trouxe um grupo de puritanos ingleses ao cabo Cod, atual Estado de Massachusetts, no nordeste dos Estados Unidos, em busca de lá construir uma nova vida com liberdade religiosa e fugindo dos conflitos religiosos na Inglaterra. O local onde chegaram tinha uma vizinhança incômoda. Os franceses ocupavam a região dos Grandes Lagos e o extenso vale do rio Mississípi; no centro da costa atlântica, o holandeses haviam fundado uma colônia, Nova Amsterdã; na parte meridional da costa atlântica, hoje a Flórida, estavam os espanhóis.

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Como a Inglaterra, a princípio, não tinha intenções de colonização através do Estado, as colônias gozaram de grande autonomia, o que não existia em nenhuma outra região da América. O clima de liberdade religiosa, política e econômica atraiu novos colonos. Famílias inglesas inteiras, de vários credos religiosos migraram para a América do Norte. Essa imigração foi tão grande que no século XVIII, havia no território americano da costa leste 1 milhão de colonos originários da Inglaterra, cerca de 70 mil franceses e um número ainda menor de espanhóis. Esta situação favoreceu a ocupação ou a compra por parte dos EUA, após a sua independência de territórios antes ocupados por franceses e espanhóis.

Guerra dos Sete anos1756-1763 : 

Guerra dos Sete anos1756-1763

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Alianças: Inglaterra e Prússia (A Prússia foi formalmente abolida em 1947 por uma proclamação das quatro potências de ocupação. Na zona soviética, os territórios prussianos foram reorganizados nos estados de Brandemburgo e Saxônia-Anhalt; parte da Pomerânia passou ao estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Nas zonas ocidentais de ocupação, os territórios prussianos foram partilhados entre a Renânia do Norte-Vestfália, a Baixa Saxônia, o Hessen, a Renânia-Palatinado e o Schleswig-Holstein.) França, Áustria e Rússia.

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A aliança Inglaterra/Prússia possuía mais dinheiro, liderança, habilidade militar e naval. Assim, quando ocorreram os confrontos na América contaram com o apoio dos colonos que formaram milícias e abasteceram as tropas anglo-prussianas. Enfraquecida militarmente a coalisão francesa foi derrotada. O esforço e investimento na guerra debilitou a economia e a monarquia francesa.

Consequências da Guerra dos Sete anosO Tratado de Paris (1763) : 

Consequências da Guerra dos Sete anosO Tratado de Paris (1763) No acordo firmado, a França perdeu a favor dos ingleses o Canadá e parte da Louisiana, algumas Antilhas e feitorias do Senegal; Pelo Tratado de Hubertsburg, a Áustria, por seu turno, cedeu definitivamente a Silésia à Prússia. A Prússia se afirmou como concorrente da Áustria na liderança dos estados alemães, lançando as bases do seu futuro império colonial. As importantes vitórias inglesas sobre a França, solidificadas no Tratado de Paris, lançam as bases do futuro Império colonial inglês.

Transformações na política inglesa para as 13 colônias da América do Norte : 

Transformações na política inglesa para as 13 colônias da América do Norte

Leis de navegação (1764) : 

Leis de navegação (1764) O objetivo da coroa inglesa era fazer as 13 colônias da América do Norte produzirem para a metrópole, favorecendo a burguesia inglesa. Mercadorias valiosas como: Arroz (Carolina do Norte e do Sul), Fumo (Virgínia) Alcatrão e Madeira (Nova Inglaterra). Esses produtos só poderiam ser exportados para a Inglaterra e a Escócia. As colônias perderam a liberdade de importação e suas manufaturas seriam controladas a fim de não ameaçara a indústria metropolitana inglesa. Em reação às Leis de Navegação se multiplicou o contrabando nas 13 colônias. Nova Inglaterra: localizada na ponta nordeste do país. Boston é seu centro cultural e econômico, bem como sua cidade mais povoada. A região inclui os seguintes Estados: Connecticut, Maine. Massachusetts, New Hampshire, Rhode Island, Vermont.

Sugar Act (Lei do Açúcar) - 1764 : 

Sugar Act (Lei do Açúcar) - 1764 A Lei do Açúcar foi aprovada em 5 de abril de 1764 pelo Parlamento inglês. Essa lei substituía a Lei do Melado, de 1733, e tinha como objetivo por um fim no contrabando e de proteger os agricultores ingleses radicados nas Antilhas. Taxava o açúcar que entrava nos Estados Unidos da América e que não fosse comprado das Antilhas inglesas. Sendo matéria-prima do rum, e este por sua vez, juntamente com o tabaco eram utilizados pelos colonos (especialmente da Nova Inglaterra) para comprar escravos na África, a lei desagradou muito os habitantes da então colônia inglesa. O objetivo da lei do açúcar era incentivar os colonos a consumir somente o açúcar diretamente dos ingleses.Aumentava os impostos que os colonos deviam pagar sobre o melaço, o vinho, o café, a seda e o linho em seus portos.

Stamp Act (Lei do Selo) - 1765 : 

Stamp Act (Lei do Selo) - 1765 Por esta lei todos os documentos, livros e jornais publicados na colônia teriam de receber um selo da metrópole, cujo valor era incorporado ao seu preço. Sentindo-se diretamente afetados pela medida, os colonos reuniram-se no Congresso da Lei do Selo, em Nova York, e decidiram paralisar o comercio com a Inglaterra e não pagar “nenhum imposto sem representação”, isto é, por não terem representantes no Parlamento inglês sentiam-se desobrigados a aceitar qualquer tributação da metrópole. Na Inglaterra, alguns setores mostraram-se contrariados, com o boicote comercial imposto pela colônia e juntaram-se aos colonos criticando as taxações, na chamada Questão dos Impostos. Nesse movimento, destacou-se William Pitt, que num discurso no Parlamento declarou: “Sou de opinião deque este reino não tem direito de taxar colônias. Os americanos são filhos da metrópole e não seus bastardos...” Em 1766, a Lei do Selo foi revogada.

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A partir de 1767, o ministro Charles Townshend voltou a intensificar a tributação colonial, com impostos sobre vidro, papel, chá, etc. A reação colonial foi imediata, culminando em manifestações de protesto, como em Boston, principal porto colonial, onde as tropas inglesas dispararam contra uma multidão de manifestantes, no chamado Massacre de Boston.

Tea Act (Lei do Chá) - 1773 : 

Tea Act (Lei do Chá) - 1773 Com a elaboração do Tea Act(Lei do chá), o chá passou a ser monopólio da Companhia das Índias Orientais, com sede em Londres. O objetivo era o controle da venda do produto, combatendo de chá holandês e excluindo os norte-americanos do comercio do chá britânico.

Boston Tea Party – Dezembro de 1773 : 

Boston Tea Party – Dezembro de 1773 Cerca de vinte colonos disfarçados de índios, portando plumas coloridas e pintados nos rostos e braços, atacaram e ocuparam três navios britânicos no porto de Boston, atirando ao mar o carregamento de chá. Era um ultraje à autoridade de Sua Majestade George III, o que deixou os ingleses indignados. Em resposta a esse incidente, o Parlamento inglês determinou uma série de medidas coercitivas sobre a colônia, chamadas pelos colonos de Leis Intoleráveis.

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A resposta da Inglaterra às manifestações coloniais, especialmente contra o incidente de Boston, foram as Leis Intoleráveis ou Coercitivas (1774), que determinavam: o fechamento do porto de Boston, até que fossem pagos os prejuízos aos navios britânicos; a ocupação militar de Massachusetts (onde se localiza Boston), que perdeu parte de sua autonomia política e administrativa; a realização do julgamento de funcionários ingleses só em outra colônia ou na Inglaterra. A Inglaterra determinou também que as terras do centro-oeste ficariam sob o comando do governador inglês de Quebec, medida que visava barrar a expansão territorial dos colonos para noroeste, o que poderia prejudicar o comércio de peles realizado entre os ingleses e os índios. Além disso, essa medida conteria a população colonial na faixa litorânea, o que facilitaria o controle político-fiscal.

Guerra de Independência das 13 Colônias : 

Guerra de Independência das 13 Colônias

O Iluminismo : 

O Iluminismo O pensamento iluminista influenciou a independência das 13 colônias inglesas na América do Norte. Palavras como: razão, humanidade, felicidade e liberdade alimentaram os discursos de filósofos políticos como Benjamin Franklin e Thomas Jefferson que criticavam a interferência inglesa na vida dos colonos. Eles acreditavam na liberdade econômica e política e defendiam que as colônias tivessem autonomia e constituíssem uma sociedade sem nobres e reis. Entretanto não se opunham à escravidão dos negros. Na América do Norte, pela primeira vez, as idéias iluministas foram postas em prática.

Apoio da França de Luis XVI na Guerra de Independência das 13 colônias : 

Apoio da França de Luis XVI na Guerra de Independência das 13 colônias O Rei Luis XVI buscando vingar a derrota do seu avô Luis XV na Guerra dos Sete anos (1756-1763) financiou os colonos ingleses contra a Inglaterra na Guerra de Independência das 13 colônias. Como consequência a situação econômica francesa se complicou ainda mais e favoreceu a deflagração da Revolução Francesa (1789).

I Congdresso Continental da Filadelfia - 1775 : 

I Congdresso Continental da Filadelfia - 1775 Estabeleceu a Declaração dos direitos dos colonos que definiu: O direito de todo cidadão não ser taxado sem seu consentimento; Pedia a suspensão das limitações mercantilistas ao comércio; Pedia ainda a suspensão das limitações à manufatura colonial. O rei considerou a colônias em estado de rebelião. Iniciou assim a Guerra de Independência com a Inglaterra.

II Congresso da Filadelfia e Declaração de Independência dos EUA - 1776 : 

II Congresso da Filadelfia e Declaração de Independência dos EUA - 1776 A liderança do exército colonial foi entregue a George Washington, um rico proprietário rural. Embora de início a guerra tenha sido desfavorável aos colonos, no dia 4 de Julho de 1776 o II Congresso de Filadelfia aprovou a publicação da Declaração de Independência dos Estados Unidos – documento redigido por Thomas Jefferson, um dos liberais mais avançados da época.

Trecho da Declaração de Independência dos EUA. : 

Trecho da Declaração de Independência dos EUA. “Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário um povo dissolver laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens foram criados iguais, foram dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade.Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para realizar-lhe a segurança e a felicidade. Na realidade, a prudência recomenda que não se mudem os governos instituídos há muito tempo por motivos leves e passageiros; e, assim sendo, toda experiência tem mostrado que os homens estão mais dispostos a sofrer, enquanto os males são suportáveis, do que a se desagravar, abolindo as formas a que se acostumaram. Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objeto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos-Guardas para sua futura segurança. Tal tem sido o sofrimento paciente destas colônias e tal agora a necessidade que as força a alterar os sistemas anteriores de governo...”

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“Nós, Por conseguinte, representantes dos Estados Unidos da América, reunidos em Congresso Geral, apelando para o Juiz Supremo do mundo pela retidão de nossas intenções, em nome e por autoridade do bom povo destas colônias, publicamos e declaramos solenemente: que estas colônias unidas são e de direito têm de ser Estados livres e independentes, que estão desoneradas de qualquer vassalagem para com a Coroa Britânica, e que todo vínculo político entre elas e a Grã-Bretanha está e deve ficar totalmente dissolvido; e que, como Estados livres e independentes, têm inteiro poder para declarar guerra, concluir paz, contratar alianças, estabelecer comércio e praticar todos os atos e ações a que têm direito os estados independentes. E em apoio desta declaração, plenos de firme confiança na proteção da Divina Providência, empenhamos mutuamente nossas vidas, nossas fortunas e nossa sagrada honra.”

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As diferenças entre o Norte e o Sul da República dos Estados Unidos da América do Norte serão os elementos presentes nas razões para a Guerra de Sessessão na segunda metade do século XIX (1861-1865)