logging in or signing up TEORIA DA LITERATURA Estrelinha Download Post to : URL : Related Presentations : Share Add to Flag Embed Email Send to Blogs and Networks Add to Channel Uploaded from authorPOINT lite Insert YouTube videos in PowerPont slides with aS Desktop Copy embed code: Embed: Flash iPad Dynamic Copy Does not support media & animations Automatically changes to Flash or non-Flash embed WordPress Embed Customize Embed URL: Copy Thumbnail: Copy The presentation is successfully added In Your Favorites. Views: 680 Category: Entertainment License: All Rights Reserved Like it (0) Dislike it (0) Added: February 13, 2011 This Presentation is Public Favorites: 0 Presentation Description No description available. Comments Posting comment... Premium member Presentation Transcript Slide 1: ENSINO MÉDIO – AULA 1: TEORIA LITERÁRIA PROFª: FABÍOLA ARAÚJO NOÇÕES BÁSICAS: O QUE É LITERATURA? “Arte literária é mimese(imitação); é a arte que imita pela palavra.” (Aristóteles,séc.IV a.c.) Assim: Literatura como imitação da realidade; Manifestação artística; A palavra como matéria-prima; Manifestação da expressividade humana.Slide 2: FUNÇÕES DA LITERATURA: Função evasiva – fuga da realidade; Função lúdica – jogo de experiências sonoras e de relações surpreendentes; Ex. A ONDA (Manuel Bandeira) A onda anda Aonde anda A onda? A onda ainda Ainda onda Ainda anda Aonde? Aonde? A onda a ondaSlide 3: Função de “Arte pela arte” – descompromissada das lutas sociais (Parnasianismo) Função de literatura “engajada” – comprometida com a defesa de certas idéias políticas. Ex. NÃO HÁ VAGAS (Ferreira Gullar) O preço do feijão Não cabe no poema. O preço Do arroz Não cabe no poema. Não cabem no poema o gás A luz o telefone A sonegação Do leite Da carneSlide 4: Do açúcar Do pão O funcionário público Não cabe no poema Com seu salário de fome Sua vida fechada Em arquivos. Como não cabe no poema O operário Que esmerila seu dia de aço E carvão Nas oficinas escuras - porque o poema, senhores está fechado: “Não há vagas”Slide 5: Só cabem no poema O homem sem estômago A mulher de nuvens A furta sem preço O poema, senhores, Não fede Nem cheira. ( Antologia Poética)Slide 6: Nosso interesse está na literatura dita “canonizada” – conj. de obras escritas e aceitas como artisticamente valiosas e representativas de nossa herança cultural. Ex. “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; “Vidas secas”, de Graciliano Ramos; “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, dentre outras. LITERATURA É A ARTE DA LINGUAGEM ESCRITA, QUE EXPLORA TODAS AS POTENCIALIDADES DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO E É CAPAZ DE TRANSPOR LIMITES DE TEMPO E ESPAÇO.Slide 7: DIFERENÇAS ENTRE UM TEXTO LITERÁRIO E UM NÃO-LITERÁRIO: Texto Literário: · ênfase na expressão; · linguagem conotativa; · linguagem mais pessoal, emotiva; · recriação da realidade; · ambigüidade – recurso criativo.Slide 8: Texto não-literário: ênfase no conteúdo; linguagem denotativa; linguagem mais impessoal; realidade apenas traduzida; Normalmente sem ambigüidade ou duplas interpretações.Slide 9: Texto 1: “Uma nuvem colossal em forma de cogumelo sobre a cidade japonesa de Hiroxima assinala a morte de 80 mil de seus habitantes – vítimas do primeiro ataque nuclear do mundo, em 6 de agosto de 1945. O lançamento da bomba, uma das duas únicas do arsenal americano, foi feito para forçar os japoneses à rendição. Como não houve resposta imediata, os americanos lançaram outro “artefato” remanescente sobre Nagasaqui e os russos empreenderam a prometida invasão à Manchúria. Uma semana depois, o governo japonês concordou com os termos da rendição e a capitulação formal foi assinada em 2 de setembro.” (“A sombra dos ditadores”, História dos ditadores, 1993, p.88)Slide 10: Texto 2 A ROSA DE HIROXIMA (Vinícius de Moraes) Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas como rosas cálidasSlide 11: mas oh não se esqueçam Da rosa, da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada.Slide 12: Quanto à disposição gráfica, um texto literário pode ser: Prosa: em linhas “corridas”. Poesia (verso): a cada linha dá-se o nome de verso e ao conjunto deles, estrofe. Estilo individual: é o estilo único de determinado escritor, ou seja, sua visão única e modo próprio de criação literária. Estilo de época: características comuns em obras de autores diferentes,mas contemporâneos. Ex. embora Bernardo Guimarães e José de Alencar tenham estilos diferentes, ambos pertencem ao Romantismo.Slide 13: Escolas literárias: (ou estilos de época) Quinhentismo – ( 1500 – 1601) Barroco – ( 1601 – 1768) Arcadismo – (1768 – 1836) Romantismo – ( 1836 – 1881) Realismo/Naturalismo/Parnasianismo – ( 1881 – 1922) Simbolismo – ( 1893 – 1922) Pré-modernismo – ( 1902 – 1922) 1ª ger. Modernista – ( 1922 – 1930) 2ª ger. Modernista – ( 1930 – 1945) 3ª ger. Modernista – ( 1945 – 1960) Literatura contemporânea – ( 1960 – até nossos dias)Slide 14: GÊNEROS LITERÁRIOS: Conjuntos de elementos semânticos, estilísticos e formais utilizados pelos autores em suas obras, para caracteriza-las de acordo com a sua visão da realidade e o público a que se destinam. Lírico: sentimental, poético. Épico: narrativo. Dramático: teatro.Slide 15: AULA 2 – TEORIA LTERÁRIA Profª: Fabíola Araújo GÊNERO LÍRICO: é a manifestação literária em que predominam os aspectos subjetivos do autor. É, em geral, a maneira de o autor falar consigo mesmo ou com um interlocutor particular (amigo, amante, fantasia, elemento da natureza, Deus...) Não confundir “eu-lírico” com o autor. O “eu-lírico” ou “eu-poético” é uma espécie de personalidade poética criada pelo autor que dá vazão a sensações e/ou impressões.Slide 16: ELEMENTOS DA VERSIFICAÇÃO: Elementos técnicos que auxiliam a leitura, a interpretação e a análise de textos poéticos. Verso e Estrofe: Cada linha = verso Conjunto de versos = estrofeSlide 17: Classificação das estrofes: Dísticos = 2 versos Ex. Canção do exílio (José Paulo Paes) Um dia segui viagem Sem olhar sobre o meu ombro Não vi terras de passagem Não vi glórias nem escombros. Guardei no fundo da mala Um raminho de alecrim. (...)Slide 18: Tercetos = estrofes com 3 versos Ex. Os Lírios (Henriqueta Lisboa) Certa madrugada fria Irei de cabelos soltos Ver como nascem os lírios. Quero saber como crescem Simples e belos – perfeitos! – Ao abandono dos campos. (...)Slide 19: Quartetos = 4 versos Ex. Infinito presente (Helena Kolody) No movimento veloz De nossa viagem, Embala-nos a ilusão Da fuga do tempo. Poeira esparsa no vento, Apenas passamos nós. O tempo é mar que se alarga Num infinito presente.Slide 20: Oitavas = 8 versos Ex. Os Lusíadas (Canto primeiro) - Camões As armas e os barões assinalados Que, da Ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo reino, que tanto sublimaram.Slide 21: Décimas = 10 versos Ex. As duas ilhas (Castro Alves) São eles – os dois gigantes No século de pigmeus. São eles que a majestade Arrancam da mão de Deus. - Este concentra na fronte Mais astros – que o horizonte Mais luz – do que o sol lançou!... - Aquele – na destra alçada Traz segura sua espada - Cometa, que ao céu roubou!...Slide 22: Soneto: composição poética de 14 versos = 2 quartetos e 2 tercetos Ex. Soneto de Fidelidade (Vinícius de Moraes)Slide 23: Rimas: coincidência de sons (total ou parcial) entre palavras no final ou no meio dos versos. Classificação das rimas: Quanto à categoria gramatical: POBRES: as palavras que rimam pertencem à mesma classe gramatical. Exemplo: ........................ situado (adjetivo) ........................cresce (verbo) ........................parece (verbo) ........................quebrado (adjetivo)Slide 24: RICAS: as palavras que rimam pertencem a classes gramaticais distintas. Exemplo: .....................arde (verbo) .....................distante (advérbio) .....................diamante (substantivo) .....................tarde (substantivo)Slide 25: Quanto à disposição ao longo do poema : ALTERNADAS ou CRUZADAS: Incendeia A Coração B Passeia A Canção BSlide 26: PARALELAS ou EMPARELHADAS Aniquilar A Olhar A Montanhas B Entranhas BSlide 27: INTERPOLADAS ou OPOSTAS Espelho A Disfarce Disfarçar-se Conselho? A Versos brancos são os que não apresentam rima.Slide 28: Métrica: É o número de sílabas poéticas do verso. Na contagem das sílabas métricas (escansão), observam-se, geralmente, as seguintes normas: A leitura de um verso deve ser caracterizada pelo ritmo; Faz-se a contagem de sílabas até a sílaba tônica da última palavra; Acomodar as sílabas seguindo a entonação. Elisão = supressão de sons ou a sinalefa = acomodação de vários sons a uma única sílaba métrica). Os ditongos, em geral, equivalem a apenas uma sílaba métrica; Normalmente, quando uma palavra termina em vogal e a outra começa por vogal, unem-se esses fonemas numa única sílaba métrica.Slide 29: Exemplos: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas Ou – vi – ram – do – I – pi – ran – ga – as – mar – gens – plá – ci – das = 14 sílabas gramaticais Ou – vi – ram – doI – pi – ran – gaAs – mar – gens – plá = 10 sílabas poéticasSlide 30: De um povo heróico o brado retumbante De – um – po – vo – he – rói – co – o - bra – do – re – tum – ban – te = 14 sil. gramaticais Deum – po – vohe – rói – coo- bra – do – re – tum – ban = 10 sil. Poéticas Tais versos são “decassilábicos” = 10 versosSlide 31: Pentassílabos ou redondilha menor (5 sílabas) E agora, José? A festa acabou, A luz apagou, O povo sumiu. (...)Slide 32: Heptassílabos ou redondilha maior (7 sílabas) Como são belos os dias Do despontar da existência (...) Eneassílabos = 9 sílabas Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? (...)Slide 33: Dodecassílabo ou alexandrino: 12 sílabas poéticas Olhai! O sol descamba...A tarde harmoniosa Envolve luminosa a Grécia em frouxo véu, Na estrada ao som da vaga, ao suspirar do vento, De um marco poeirento um velho então se ergueu.Slide 34: Versos livres são os que não apresentam métrica regular. Ritmo: a musicalidade implícita ou explícita no poema. A Banda (Chico Buarque) Estava à toa na vida, O meu amor me chamou, Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor. (...)Slide 35: GÊNERO DRAMÁTICO: textos para serem representados no palco. Tragédia: fato trágico que provoca reação de medo ou compaixão. Ex. “Édipo Rei”, de Sófocles. Comédia: satirização dos costumes sociais. Ex. “O Rei da Vela”, de Oswald de Andrade. Drama: envolve a tragédia e a comédia. Ex. “Eles não usam black-tie”, de G. Guarnieri. Farsa: pequena peça que critica a sociedade e seus costumes. Ex. A Farsa de Inês Pereira”, de Gil Vicente. Auto: peça breve, de tema religioso ou profano, de aspecto moralista. Ex. Auto da Barca da Glória, de Gil Vicente. You do not have the permission to view this presentation. In order to view it, please contact the author of the presentation.
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Assim: Literatura como imitação da realidade; Manifestação artística; A palavra como matéria-prima; Manifestação da expressividade humana.Slide 2: FUNÇÕES DA LITERATURA: Função evasiva – fuga da realidade; Função lúdica – jogo de experiências sonoras e de relações surpreendentes; Ex. A ONDA (Manuel Bandeira) A onda anda Aonde anda A onda? A onda ainda Ainda onda Ainda anda Aonde? Aonde? A onda a ondaSlide 3: Função de “Arte pela arte” – descompromissada das lutas sociais (Parnasianismo) Função de literatura “engajada” – comprometida com a defesa de certas idéias políticas. Ex. NÃO HÁ VAGAS (Ferreira Gullar) O preço do feijão Não cabe no poema. O preço Do arroz Não cabe no poema. Não cabem no poema o gás A luz o telefone A sonegação Do leite Da carneSlide 4: Do açúcar Do pão O funcionário público Não cabe no poema Com seu salário de fome Sua vida fechada Em arquivos. Como não cabe no poema O operário Que esmerila seu dia de aço E carvão Nas oficinas escuras - porque o poema, senhores está fechado: “Não há vagas”Slide 5: Só cabem no poema O homem sem estômago A mulher de nuvens A furta sem preço O poema, senhores, Não fede Nem cheira. ( Antologia Poética)Slide 6: Nosso interesse está na literatura dita “canonizada” – conj. de obras escritas e aceitas como artisticamente valiosas e representativas de nossa herança cultural. Ex. “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; “Vidas secas”, de Graciliano Ramos; “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, dentre outras. LITERATURA É A ARTE DA LINGUAGEM ESCRITA, QUE EXPLORA TODAS AS POTENCIALIDADES DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO E É CAPAZ DE TRANSPOR LIMITES DE TEMPO E ESPAÇO.Slide 7: DIFERENÇAS ENTRE UM TEXTO LITERÁRIO E UM NÃO-LITERÁRIO: Texto Literário: · ênfase na expressão; · linguagem conotativa; · linguagem mais pessoal, emotiva; · recriação da realidade; · ambigüidade – recurso criativo.Slide 8: Texto não-literário: ênfase no conteúdo; linguagem denotativa; linguagem mais impessoal; realidade apenas traduzida; Normalmente sem ambigüidade ou duplas interpretações.Slide 9: Texto 1: “Uma nuvem colossal em forma de cogumelo sobre a cidade japonesa de Hiroxima assinala a morte de 80 mil de seus habitantes – vítimas do primeiro ataque nuclear do mundo, em 6 de agosto de 1945. O lançamento da bomba, uma das duas únicas do arsenal americano, foi feito para forçar os japoneses à rendição. Como não houve resposta imediata, os americanos lançaram outro “artefato” remanescente sobre Nagasaqui e os russos empreenderam a prometida invasão à Manchúria. Uma semana depois, o governo japonês concordou com os termos da rendição e a capitulação formal foi assinada em 2 de setembro.” (“A sombra dos ditadores”, História dos ditadores, 1993, p.88)Slide 10: Texto 2 A ROSA DE HIROXIMA (Vinícius de Moraes) Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas como rosas cálidasSlide 11: mas oh não se esqueçam Da rosa, da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada.Slide 12: Quanto à disposição gráfica, um texto literário pode ser: Prosa: em linhas “corridas”. Poesia (verso): a cada linha dá-se o nome de verso e ao conjunto deles, estrofe. Estilo individual: é o estilo único de determinado escritor, ou seja, sua visão única e modo próprio de criação literária. Estilo de época: características comuns em obras de autores diferentes,mas contemporâneos. Ex. embora Bernardo Guimarães e José de Alencar tenham estilos diferentes, ambos pertencem ao Romantismo.Slide 13: Escolas literárias: (ou estilos de época) Quinhentismo – ( 1500 – 1601) Barroco – ( 1601 – 1768) Arcadismo – (1768 – 1836) Romantismo – ( 1836 – 1881) Realismo/Naturalismo/Parnasianismo – ( 1881 – 1922) Simbolismo – ( 1893 – 1922) Pré-modernismo – ( 1902 – 1922) 1ª ger. Modernista – ( 1922 – 1930) 2ª ger. Modernista – ( 1930 – 1945) 3ª ger. Modernista – ( 1945 – 1960) Literatura contemporânea – ( 1960 – até nossos dias)Slide 14: GÊNEROS LITERÁRIOS: Conjuntos de elementos semânticos, estilísticos e formais utilizados pelos autores em suas obras, para caracteriza-las de acordo com a sua visão da realidade e o público a que se destinam. Lírico: sentimental, poético. Épico: narrativo. Dramático: teatro.Slide 15: AULA 2 – TEORIA LTERÁRIA Profª: Fabíola Araújo GÊNERO LÍRICO: é a manifestação literária em que predominam os aspectos subjetivos do autor. É, em geral, a maneira de o autor falar consigo mesmo ou com um interlocutor particular (amigo, amante, fantasia, elemento da natureza, Deus...) Não confundir “eu-lírico” com o autor. O “eu-lírico” ou “eu-poético” é uma espécie de personalidade poética criada pelo autor que dá vazão a sensações e/ou impressões.Slide 16: ELEMENTOS DA VERSIFICAÇÃO: Elementos técnicos que auxiliam a leitura, a interpretação e a análise de textos poéticos. Verso e Estrofe: Cada linha = verso Conjunto de versos = estrofeSlide 17: Classificação das estrofes: Dísticos = 2 versos Ex. Canção do exílio (José Paulo Paes) Um dia segui viagem Sem olhar sobre o meu ombro Não vi terras de passagem Não vi glórias nem escombros. Guardei no fundo da mala Um raminho de alecrim. (...)Slide 18: Tercetos = estrofes com 3 versos Ex. Os Lírios (Henriqueta Lisboa) Certa madrugada fria Irei de cabelos soltos Ver como nascem os lírios. Quero saber como crescem Simples e belos – perfeitos! – Ao abandono dos campos. (...)Slide 19: Quartetos = 4 versos Ex. Infinito presente (Helena Kolody) No movimento veloz De nossa viagem, Embala-nos a ilusão Da fuga do tempo. Poeira esparsa no vento, Apenas passamos nós. O tempo é mar que se alarga Num infinito presente.Slide 20: Oitavas = 8 versos Ex. Os Lusíadas (Canto primeiro) - Camões As armas e os barões assinalados Que, da Ocidental praia Lusitana, Por mares nunca dantes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo reino, que tanto sublimaram.Slide 21: Décimas = 10 versos Ex. As duas ilhas (Castro Alves) São eles – os dois gigantes No século de pigmeus. São eles que a majestade Arrancam da mão de Deus. - Este concentra na fronte Mais astros – que o horizonte Mais luz – do que o sol lançou!... - Aquele – na destra alçada Traz segura sua espada - Cometa, que ao céu roubou!...Slide 22: Soneto: composição poética de 14 versos = 2 quartetos e 2 tercetos Ex. Soneto de Fidelidade (Vinícius de Moraes)Slide 23: Rimas: coincidência de sons (total ou parcial) entre palavras no final ou no meio dos versos. Classificação das rimas: Quanto à categoria gramatical: POBRES: as palavras que rimam pertencem à mesma classe gramatical. Exemplo: ........................ situado (adjetivo) ........................cresce (verbo) ........................parece (verbo) ........................quebrado (adjetivo)Slide 24: RICAS: as palavras que rimam pertencem a classes gramaticais distintas. Exemplo: .....................arde (verbo) .....................distante (advérbio) .....................diamante (substantivo) .....................tarde (substantivo)Slide 25: Quanto à disposição ao longo do poema : ALTERNADAS ou CRUZADAS: Incendeia A Coração B Passeia A Canção BSlide 26: PARALELAS ou EMPARELHADAS Aniquilar A Olhar A Montanhas B Entranhas BSlide 27: INTERPOLADAS ou OPOSTAS Espelho A Disfarce Disfarçar-se Conselho? A Versos brancos são os que não apresentam rima.Slide 28: Métrica: É o número de sílabas poéticas do verso. Na contagem das sílabas métricas (escansão), observam-se, geralmente, as seguintes normas: A leitura de um verso deve ser caracterizada pelo ritmo; Faz-se a contagem de sílabas até a sílaba tônica da última palavra; Acomodar as sílabas seguindo a entonação. Elisão = supressão de sons ou a sinalefa = acomodação de vários sons a uma única sílaba métrica). Os ditongos, em geral, equivalem a apenas uma sílaba métrica; Normalmente, quando uma palavra termina em vogal e a outra começa por vogal, unem-se esses fonemas numa única sílaba métrica.Slide 29: Exemplos: Ouviram do Ipiranga as margens plácidas Ou – vi – ram – do – I – pi – ran – ga – as – mar – gens – plá – ci – das = 14 sílabas gramaticais Ou – vi – ram – doI – pi – ran – gaAs – mar – gens – plá = 10 sílabas poéticasSlide 30: De um povo heróico o brado retumbante De – um – po – vo – he – rói – co – o - bra – do – re – tum – ban – te = 14 sil. gramaticais Deum – po – vohe – rói – coo- bra – do – re – tum – ban = 10 sil. Poéticas Tais versos são “decassilábicos” = 10 versosSlide 31: Pentassílabos ou redondilha menor (5 sílabas) E agora, José? A festa acabou, A luz apagou, O povo sumiu. (...)Slide 32: Heptassílabos ou redondilha maior (7 sílabas) Como são belos os dias Do despontar da existência (...) Eneassílabos = 9 sílabas Tu choraste em presença da morte? Na presença de estranhos choraste? (...)Slide 33: Dodecassílabo ou alexandrino: 12 sílabas poéticas Olhai! O sol descamba...A tarde harmoniosa Envolve luminosa a Grécia em frouxo véu, Na estrada ao som da vaga, ao suspirar do vento, De um marco poeirento um velho então se ergueu.Slide 34: Versos livres são os que não apresentam métrica regular. Ritmo: a musicalidade implícita ou explícita no poema. A Banda (Chico Buarque) Estava à toa na vida, O meu amor me chamou, Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor. (...)Slide 35: GÊNERO DRAMÁTICO: textos para serem representados no palco. Tragédia: fato trágico que provoca reação de medo ou compaixão. Ex. “Édipo Rei”, de Sófocles. Comédia: satirização dos costumes sociais. Ex. “O Rei da Vela”, de Oswald de Andrade. Drama: envolve a tragédia e a comédia. Ex. “Eles não usam black-tie”, de G. Guarnieri. Farsa: pequena peça que critica a sociedade e seus costumes. Ex. A Farsa de Inês Pereira”, de Gil Vicente. Auto: peça breve, de tema religioso ou profano, de aspecto moralista. Ex. Auto da Barca da Glória, de Gil Vicente.