HOBSBAWN SOBRE HISTÓRIA

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HOBSBAWN SOBRE HISTÓRIA

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SOBRE HISTÓRIA

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SOBRE HISTÓRIA 1. AUTOR E TRAJETÓRIA ACADÊMICA Eric J. Hobsbawn . Nascimento: Egito (1917) Judeu, viveu na AUS e ALE (época da ascensão de Hitler) Migrou para a ING – Obteve doutorado em História. – Aproximou-se de teorias marxistas – Ingressou no Partido Comunista Britânico Especialidade: estudo do séc. XIX e XX.

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SOBRE HISTÓRIA Defesa do método materialista histórico dialético. Obras principais: – A Era das Revoluções – Era do Capital – A Era dos Impérios – Era dos Extremos

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SOBRE HISTÓRIA 2 . QUESTÃO DISCUTIDA NO LIVRO Coletânea de aulas, palestras e textos produzidos pelo autor (anos 80 e 90). 2 .1. PROBLEMÁTICA DO LIVRO Possuem relação direta ou indireta com a questão da História, seus princípios e desafios. – Relações: História e Economia; História e Antropologia; História de “baixo para cima”; História do tempo presente.

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SOBRE HISTÓRIA Defesa da atualidade e produtividade do método materialista histórico dialético. Morreu em 1º/10/2012

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SOBRE HISTÓRIA 3. TEMÁTICA Ataques às perspectivas eurocêntricas e colonialistas apesar de falar das principais universidades europeias e americanas onde lecionou. 3.1. RELAÇÃO PASSADO/PRESENTE Articulada pelo autor com erudição, fluência e respaldo teórico. – Testemunha privilegiada do “breve” séc. XX.

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SOBRE HISTÓRIA 4 . PÚBLICO-ALVO DA OBRA Historiadores, estudantes, jornalistas, além de cientistas sociais e economistas. 5 . DEFINIÇÃO DE TEMPO/PERSONAGENS História e seus desafios no presente e no futuro. Esta obra procura discutir implicações da historiografia do início do séc. XXI.

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SOBRE HISTÓRIA 6. FONTES HISTÓRICAS UTILIZADAS Textos do autor articulados com diversos outros autores e obras, além de diferentes testemunhos. 7 . AUTORES MAIS REFERENCIADOS Karl Marx e outras referências articuladas de modo fluído no texto. Enciclopédico.

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SOBRE HISTÓRIA 7. ANÁLISE DO LIVRO Prefácio – Ponto de partida do historiador Ponto do qual o historiador deve partir é a distinção fundamental entre fato comprovável e ficção. Aquilo que o historiador investiga é real. p. 8.

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SOBRE HISTÓRIA 1. Dentro e fora da História – América Latina A história dos países atrasados nos séculos 19 e 20 é a história da tentativa de alcançar o mundo mais avançado por meio de sua imitação (ver Borón). p. 15.

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SOBRE HISTÓRIA – História como local para busca de um passado de glória O passado é um elemento essencial, talvez o elemento essencial nas ideologias. Se não há nenhum passado satisfatório, sempre é possível inventá-lo. O passado fornece um pano de fundo mais glorioso a um presente que não tem muito o que comemorar. p. 17.

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SOBRE HISTÓRIA – História como fonte para criação de mito Mito e invenção são essenciais à política de identidade pelo qual grupos de pessoas ao se definirem hoje por etnia, religião ou fronteiras nacionais passadas ou presentes, tentam encontrar alguma certeza em um mundo incerto e instável, dizendo: "Somos diferentes e melhores do que os outros". p. 19.

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SOBRE HISTÓRIA 2. O sentido do passado – Sociedades tradicionais A crença de que a sociedade tradicional seja estática e imóvel é um mito da ciência social vulgar. Até um certo ponto de mudança ela pode permanecer "tradicional": o molde do passado continua a modelar o presente, ou assim se imagina. p. 25. O domínio do passado não implica uma imagem de imobilidade social. É compatível com visões cíclicas de mudanças. É incompatível com a ideia de progresso contínuo. p. 25.

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SOBRE HISTÓRIA – Utopia A utopia é por natureza, uma situação estável ou autorreprodutora , e seu a-historicismo implícito só pode ser evitado por aqueles que se recusam a descrevê-la. p. 31.

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SOBRE HISTÓRIA 3. O que a história tem a dizer-nos sobre a sociedade contemporânea ? – O futuro Pensar sobre o que vem acontecendo: e se a maioria da população não for mais necessária para a produção? Do que se mantém? Previdência. O centro da questão é a economia de mercado. p. 45. – História como autojustificação A história como inspiração e ideologia tem uma tendência embutida a se tornar mito de autojustificação . p. 48.

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SOBRE HISTÓRIA 4. A história e a previsão do futuro – Previsão sobre o futuro Toda a previsão sobre o mundo real repousa, em grande parte, em algum tipo de inferência sobre o futuro a partir daquilo que aconteceu no passado. p. 49. – Perguntas possíveis Pergunta-se o que acontecerá, mas não quando acontecerá. p. 62.

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SOBRE HISTÓRIA 5. A história progrediu? – Progressos na história Toda a previsão sobre o mundo real repousa, em grande parte, em algum tipo de inferência sobre o futuro a partir daquilo que aconteceu no passado. p. 49.

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SOBRE HISTÓRIA A história se afastou da descrição e da narrativa e se voltou para a análise e a explicação; da ênfase no singular e individual, para o estabelecimento de regularidades e generalização. De certo modo, a abordagem tradicional foi virada de cabeça para baixo. Tudo isso constitui progresso? Sim, constitui, de um tipo modesto. p. 75. Aproximação com as outras ciências também tem havido. p. 76.

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SOBRE HISTÓRIA – Defesa do marxismo Acredito ser o marxismo uma abordagem muito melhor da história porque está mais visivelmente atento do que as outras abordagens àquilo que os seres humanos podem fazer enquanto sujeitos e produtores da história, bem como àquilo que, enquanto objetos, não podem. E, por falar nisso, é a melhor abordagem porque, como virtual inventor da sociologia do conhecimento, Marx elaborou também uma teoria sobre como as ideias dos próprios historiadores tendem a ser afetadas pelo seu ser social. p. 77.

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SOBRE HISTÓRIA 6. Da história social à história da sociedade – História das ideias A velha moralidade de história das ideias, que isolava as ideias escritas de seu contexto humano e acompanhava a sua adoção de um escritor para outro, também é possível desde que se queira fazer esse tipo de coisa. P. 87.

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SOBRE HISTÓRIA 7. Historiadores e economistas: 1 – Acumulação capitalista atual Na visão de uma fase transnacional do capitalismo, a grande empresa, e não o Estado-nação, é a instituição por meio da qual se manifesta a dinâmica da acumulação capitalista. P. 117

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SOBRE HISTÓRIA – Concentração econômica O mero reconhecimento por Marx de uma tendência secular à livre competição para gerar concentração econômica foi de enorme fertilidade. p. 120.

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SOBRE HISTÓRIA 8. Historiadores e economistas: 2 – Generalizações As generalidades, apesar de sofisticadas, são insuficientes para compreender qualquer estágio histórico real da produção ou a natureza de sua transformação. p. 124. – Modos de produção combinados Toda transição de uma formação socioeconômica para outra – digamos da sociedade feudal para a capitalista – deve em algum estágio consistir de uma mistura dessa ordem. p. 134.

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SOBRE HISTÓRIA 9. Engajamento – Extremos de um cientista Em um extremo, há a proposição pouco controversa de que o cientista, que é fruto de sua época, reflete os preconceitos ideológicos e outros de seu ambiente e experiências e interesses sociais e específicos. No outro, há a concepção de que não devemos meramente nos dispor a subordinar nossa ciência às exigências de alguma organização ou autoridade, mas até promover ativamente essa subordinação. p.139.

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SOBRE HISTÓRIA – Intelectuais engajados O mais decisivo é que os intelectuais engajados podem ser os únicos dispostos a investigar problemas ou assuntos que (por razões ideológicas, ou outras) o resto da comunidade intelectual não consegue considerar. p. 148.

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SOBRE HISTÓRIA – Historiadores enfiados nos seus gabinetes: em favor do engajamento É nessa situação que o engajamento político pode servir para contrabalançar a tendência crescente de olhar para dentro, em casos extremos, o escolasticismo , a tendência a desenvolver engenhosidade intelectual por ela mesma, o auto-isolamento da academia. p. 154.

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SOBRE HISTÓRIA 10. O que os historiadores devem a Karl Marx? – Erros e acertos de Marx É correto que o modelo deva ser debatido e, em particular, que os critérios usuais de verificação histórica sejam aplicados ao mesmo. É inevitável que certas partes, baseadas em evidência insuficiente ou enganosa, devam ser abandonadas, como, por exemplo, no campo do estudo das sociedades orientais, onde Marx combina uma visão profunda com posições equivocadas sobre, digamos, a estabilidade interna de tais sociedades. Apesar disso, o argumento central deste ensaio é o de que o principal valor de Marx para os historiadores hoje reside em suas proposições sobre a história enquanto distintas de suas proposições sobre a sociedade em geral. p. 162.

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SOBRE HISTÓRIA – Significado de “base” Quase não é necessário dizer que a “base” não consiste da tecnologia ou economia, mas da “totalidade dessas relações de produção”, isto é, a organização social em seu sentido mais amplo quando aplicada a um dado nível das forças materiais de produção.

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SOBRE HISTÓRIA – Contribuição de Marx A ênfase de Marx na história como dimensão necessária talvez seja mais essencial do que nunca. P. 163. – História como progresso O conceito de progresso, característico também do pensamento do século XIX, inclusive no de Marx. P. 163-164.

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SOBRE HISTÓRIA 11. Marx e a história – Em história não existe “se” O que aconteceu era inevitável porque não aconteceu outra coisa; portanto, o que mais poderia ter acontecido é uma questão acadêmica. P. 175.

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SOBRE HISTÓRIA – A direção inelutável ao socialismo Se é possível demonstrar que em outras sociedades não houve nenhuma tendência ao crescimento das forças materiais, ou que seu crescimento foi controlado, desviado ou de outro modo impedido, mediante a força da organização social e da superestrutura, de provocar a revolução no sentido contido no Prefácio de 1859, então por que o mesmo não deveria ocorrer na sociedade burguesa? P. 178.

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SOBRE HISTÓRIA – Conceitos de sociedade e modo de produção em Marx “Sociedade” é um sistema de relações humanas, ou, para ser mais exato, de relações entre grupos humanos. O conceito de “modo de produção” serve para identificar as forças sociais que orientam o alinhamento desses grupos – o que pode ser feito de múltiplas formas, dentro de um certo limite, em diferentes sociedades. P. 179. A lista de MPs de Marx não visa constituir uma sucessão cronológica unilinear. P. 179.

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SOBRE HISTÓRIA 12. Todo povo tem história

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SOBRE HISTÓRIA 13. A história britânica e os “ Annales ”: um comentário “Da mesma forma, o marxismo insistia sobre a questão levantada por Peter Burke, a saber, a importância crucial da estrutura de classes, da autoridade, dos múltiplos interesses dos governantes e governados e as relações entre eles também no campo das ideias. Além desse elemento marxista, acho que há a influência dupla à qual Peter Burke se referiu. Em primeiro lugar, temos uma tradição, cultivada em casa, no estudo da cultura em um sentido quase antropológico, conforme representadas por pessoas como Raymond Willians ou mesmo Edward Thompson, em seus textos sobre a cultura do século XIX, tanto a alta cultura quanto a média. Eles generalizaram essa cultura em uma história das mentalidades. Porém, mais especificamente, há a importância da antropologia social.” 198

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SOBRE HISTÓRIA “O que eu gostaria de fazer e o que acho que devemos fazer é encarar a mentalidade como um problema não de empatia histórica ou de arqueologia, ou, se preferirem, de psicologia social, mas da descoberta da coesão interna de sistemas de pensamento e comportamento que se adequam ao modo pelo qual as pessoas vivem em sociedade, em sua classe particular e em sua situação particular da luta de classes, contra aqueles de cima, ou, se preferirem, de baixo.” 200

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SOBRE HISTÓRIA 14. A Volta da narrativa – Ampliação do campo da história como disciplina Quanto mais ampla a classe de atividades humanas aceita como interesse legítimo do historiador, quanto mais claramente entendida a necessidade de estabelecer conexões sistemáticas entre elas, maior a dificuldade de alcançar uma síntese. P. 204.

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SOBRE HISTÓRIA – Falso debate do micro e do macro Não há nada de novo em preferir olhar o mundo por meio de um microscópio em lugar de um telescópio. Na medida em que aceitemos que estamos estudando o mesmo cosmo, a escolha entre micro e macrocosmo é uma questão de selecionar a técnica apropriada. P. 206.

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SOBRE HISTÓRIA 15. Pós-modernismo na floresta

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SOBRE HISTÓRIA 16. A história de baixo para cima – História oral e memória A questão é que a memória é menos uma gravação que um mecanismo seletivo, e a seleção, dentro de certos limites, é constantemente mutável. P. 221.

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SOBRE HISTÓRIA Uma boa parte da história dos movimentos populares é como vestígio do antigo arado. Poderia parecer extinto para sempre com os homens que aravam o campo muitos séculos atrás. Mas todo aerofotogrametrista sabe que, com certa luz e determinado ângulo de visão, ainda se pode ver a sombra de montes e sulcos há muito esquecidos. P. 224.

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SOBRE HISTÓRIA 17. A curiosa história da Europa

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SOBRE HISTÓRIA 18. O presente como história – Influência do presente E quando não escrevemos sobre a Antiguidade clássica ou o século XIX, mas sobre o nosso próprio tempo, é inevitável que a experiência pessoal desses tempos modelem a maneira como os vemos, e até como avaliamos a evidência à qual todos nós, não obstante nossas opiniões, devemos recorrer e apresentar. P. 245.

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SOBRE HISTÓRIA 19. Podemos escrever sobre a Revolução Russa? – No texto o autor enfrenta a questão do problema da história contrafactual (e se...) 256

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SOBRE HISTÓRIA 20. Barbárie: Manual do usuário – Banalidade da barbárie O que torna as coisas piores, o que sem dúvida as tornará piores no futuro, é o constante desmantelamento das defesas que a civilização do Iluminismo havia erigido contra a barbárie, e que tentei esboçar nesta palestra. O pior é que passamos a nos habituar ao desumano. Aprendemos a tolerar o intolerável. P. 279

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SOBRE HISTÓRIA 21. Não basta a história da identidade – História nacional construída As nações são entidades historicamente novas fingindo terem existido por muito tempo. É inevitável que a versão nacionalista de sua história consista de anacronismo, omissão, descontextualização e, em casos extremos, mentiras. Em um grau menor, isso é verdade para todas as formas de história de identidade, antigas ou recentes. P. 285.

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SOBRE HISTÓRIA – Destruidor de mitos nas escolas A terceira limitação na função dos historiadores como eliminador de mitos é ainda mais óbvia. No curto prazo, estão impotentes contra os que optam por acreditar no mito histórico, principalmente se sustentam poder político, o que, em muitos países, e especificamente nos numerosos Estados novos, envolve controle sobre o que ainda é o canal mais importante para comunicar informações históricas, as escolas. E convém nunca esquecer que a história – principalmente história nacional – ocupa um lugar importante em todos os sistemas de educação pública. P. 290

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SOBRE HISTÓRIA – Responsabilidades do historiador Essas limitações não diminuem a responsabilidade política do historiador, que repousa, acima de tudo, no fato, já notado acima, de que os historiadores são produtores básicos da matéria prima que é convertida em propaganda e mitologia. P. 290.

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SOBRE HISTÓRIA 22. Manual Introdução ao Manifesto Comunista. – O autor conta a história do Manifesto, o contexto histórico de sua elaboração e sua impressionante difusão pelo mundo. Depois de frisar que se trata de um clássico, questiona o que ele ainda teria a nos dizer. Realça a importância da ação política, de uma práxis social mediante ações coletivas. E questiona qual a escolha que o século XXI fará entre o socialismo e a barbárie. 308.

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