Pinturas e POEMAS

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Slide 1:

COMO EU GOSTARIA DE SER POETA Como eu gostaria de ser poeta Não pássaro somente… E cantar apenas para ti, amor. Na alvorada de cada novo dia Acordar-te com o meu trinar Inconfundível, desafinado, talvez. Pela noite voando baixinho, Muito ao de leve, deixar-te um beijo. Beijo que te acompanharia, Tal como eu… se fizesse parte do teu sonhar. Trinando ao teu ouvido…, De modo que ouvisses suavemente O que te queria dizer. Juntando belas e encantadoras palavras, Que muito gostaria de as conseguir escrever. Mas sendo pássaro… Sei apenas trinar, não escrever. Mas se tal acontecesse Perceberias melhor como te quero… Esvoaçando dentro de ti, Perfumando os teus cabelos E fixando teu doce olhar… Gostaria de não ser pássaro somente Para te erguer com as minhas forças frágeis.

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No meu Caminho…. Existem espinhos no caminho de todos. Mas noutros há flores a valer: Cravos, papoilas, violetas... Rosas com espinhos E dos piores é preciso cuidado ter. No longo percurso rodeia-nos a Natureza No coração conjuga-se o verbo amar! Cardos dão também flores E preciso dos picos cuidado ter, Quando desabrocham em cada qual. Mas em contraponto há primaveras Preciosas e belas para a passarada. Que no Outono fazem debandada. Quando o paladar das saborosas uvas Que se transformam em vinho delicioso, E em cada leito com lençóis bordados, Se refrescam memórias de brisas variadas Dando, então para acreditar Que flores também há em cada caminhar, Das sem espinhos... e de vez em quando.

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COMO EU GOSTARIA "Como eu gostaria, de ser poeta na tua voz," Acariciar os teus seios como ninguém. Só para te dar um beijo e fazer parte dos teus sonhos. Como eu gostaria, dizer-te palavras bonitas Que ainda não tenham sido ditas ou escritas E de não ser em ti apenas existência. Adoraria acariciar-te pela noite dentro E pintar-te... é em mim um forte desejo Gostaria também que soubesses que te quero para mim Deslizando minhas mãos pelo ondulado do teu cabelo, Entrar no teu olhar profundo..., beijar os teus olhos. Sendo tudo para ti, como tu para mim Esperando que me amasses até ao pôr-do-sol Tendo teu mundo entranhado no meu ser.

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COMO EU GOSTARIA "Como eu gostaria, de ser poeta na tua voz," Acariciar os teus seios como ninguém. Só para te dar um beijo e fazer parte dos teus sonhos. Como eu gostaria, dizer-te palavras bonitas Que ainda não tenham sido ditas ou escritas E de não ser em ti apenas existência. Adoraria acariciar-te pela noite dentro E pintar-te... é em mim um forte desejo Gostaria também que soubesses que te quero para mim Deslizando minhas mãos pelo ondulado do teu cabelo, Entrar no teu olhar profundo..., beijar os teus olhos. Sendo tudo para ti, como tu para mim Esperando que me amasses até ao pôr-do-sol Tendo teu mundo entranhado no meu ser.

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O MAR ……. Mar que se agita, com toda a força das suas entranhas: A espuma que o envolve e aflui Mostra toda a sua bravura Como se fosse a baba de sua eterna dor... Gostava de descer às suas profundezas, Sem escafandro, Deslizando, suavemente na sua profundeza, Doce e ao mesmo tempo Bravia. Deslizando, sempre, com passos cadenciados Contaria tais passos, Em conjunto com a cadência do meu ser, Procurando pacientemente os meus desejos.

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PESCAR…EM SONHO Nestas águas calmas, Onde a luz ainda não chegou Água sem luz, sem vida é que eu tento pescar, Em sonho de memórias. Vou pescando nesses mares obscuros Com as minhas redes, remendadas, Empurrando a minha canoa com o varapau Dos meus antepassados. Os meus sonhos de liberdade Tornam-se realidade Fazendo parte de mim. Aqui o meu desejo de liberdade Foge à escravidão em que muito vivi. Escravidão considero viver em bairros Onde a luz não entra… Onde a procura da côdea para comer é necessário Escravidão é viver sem luz, em bairros escuros. Mas onde agora pesco, neste mar calmo, Escravidão não existe... a verdadeira! Aqui onde os meus desejos se tornam mais livres E a cor da nossa pele se confunde Com as ondas do mar, sem luz. Pesco um pouco aos trambolhões Nesta canoa feita de pau escuro. É como se fosse o meu bairro Cheio de toda a mística e terror, envolventes Abraçado aos fantasmas do passado. Lá nesse mar... a noite era escura.

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DESEJO Desejo que alguém grite por mim o que sinto Para que todo o Universo o saiba. Que alguém perca o seu tempo em me ler, como um livro, Que saibam ver-me e analisar-me. Decorem o meu corpo, cada linha, O meu corpo, cada traço O meu ser, ai ...devagar! Que alguém grite, para eu acordar desta angústia De não poder dizer o que me vai na alma, Que alguém fale deste meu gosto pelo MAR E segrede baixinho, dos seus lábios aos meus Esta vontade imensa de AMAR.

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ERA JÁ DIA Era já dia... Nem consegui dormir Cada vez mais só Pela passadeira que me conduz à praia Usando apenas um chapéu transparente E calções brancos. As ondas cálidas tornaram tudo transparente. Caminho, caminho sem pensar Os meus pensamentos levam-te até longe A aragem cada vez mais morna Desalinha os meus poucos cabelos. Cheiro o sabor intenso do mar Ando pausadamente, sem rumo para chegar Exausto... A cada passo admiro as ondas, Prateadas pela luz solar Inesperadamente surges Completamente nua, naquelas ondas, Túnica transparente Caminhas até mim... Continua

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Continuação Tomo-te nos meus braços. Os nossos beijos selam o nosso amor. Tiro meu chapéu e calções para a areia fina Tua túnica cai ao longo de teu corpo. E completamente nus. Na areia, e intensamente nos amámos. Somente, tendo por testemunha O mar... com alguma ventania. E um dia aconteceu em plena fantasia. A noite acontece... O sol que feriu os nossos olhos Desapareceu no horizonte, Procuramos. Olhamos ao nosso redor, Mas continuamos nus e só. Ouvimos vozes, dizendo: -Eles estão loucos, Outros comentavam: -Devem estar embriagados! Em silêncio vestimos a pouca roupa levada E uma lágrima teimosa teimava e corria. Concordando com as vozes escutadas Sim, embriagados …mas de amor... Era um sonho... um sonho de amor A que a passadeira nos conduziu.

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PESCAR…EM SONHO Nestas águas calmas, Onde a luz ainda não chegou Água sem luz, sem vida é que eu tento pescar, Em sonho de memórias. Vou pescando nesses mares obscuros Com as minhas redes, remendadas, Empurrando a minha canoa com o varapau Dos meus antepassados. Os meus sonhos de liberdade Tornam-se realidade Fazendo parte de mim. Aqui o meu desejo de liberdade Foge à escravidão em que muito vivi. Escravidão considero viver em bairros Onde a luz não entra… Onde a procura da côdea para comer é necessário Escravidão é viver sem luz, em bairros escuros. Mas onde agora pesco, neste mar calmo, Escravidão não existe... a verdadeira! Aqui onde os meus desejos se tornam mais livres E a cor da nossa pele se confunde Com as ondas do mar, sem luz. Continua:

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Continuação: Pesco um pouco aos trambolhões Nesta canoa feita de pau escuro. É como se fosse o meu bairro Cheio de toda a mística e terror, envolventes Abraçado aos fantasmas do passado. Lá nesse mar... a noite era escura.

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CAVALOS EM FUGA Cavalos em fuga, força da natureza, de impar beleza… Galopam nervosos fugindo ou procurando algo Em longas manadas procuram o que só eles sabem, Os prados por onde correm, tornam-se quadros, Pintados de verde. Mostram a força que a natureza lhes deu, Refrescam-se em livres movimentos, nos riachos Que em seu galopar possam encontrar Nas planícies o chão treme sob os seus cascos O vento macio, corre suavemente pelas suas longas e lustrosas crinas, Já que o vento amaina nas pradarias Mas os caminhos que percorrem, nem sempre são macios. Pois as pedras foram caldeadas pelo tempo. À sua espera estão longas montanhas rugosas, que o tempo esculpiu… É ai que os cavalos passeiam Troteando sobem cautelosos, sem esforço, com alegria Continua:

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Continuação: Os seus cascos quase não tocam nas perigosas rochas do caminho… Passam pelas ravinas, com a imponência da sua figura Maravilhoso vê-los esticar os seus belos e esguios pescoços. Firmes como se fossem estátuas, Esculpidas pelo cinzel do artista Os seus cascos faíscam, quando roçam as pedras rugosas do caminho. São estátuas esculpidas com rara elegância Sente-se que através do seu olhar meigo, querem olhar o infinito… Cheirar os odores do Universo que os rodeia, Estes cavalos a que chamamos de selvagens, Que não são mais do que cavalos meigos dos nossos sonhos. Deixarão de ser chamados..., Cavalos Selvagens.

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O FOTÓGRAFO O Fotógrafo que com cuidado Grava a tua imagem Umas vezes é a preto e branco, Outras cinzentas, outra transparente. Mas seja lá qual for a maneira Ficas sempre com o olhar colocado em mim. Quando a foto é transparente Olho-a como se fosse a cores, Como o meu coração a pinta… Como se fosse ele quem manda, sem regras. O Fotógrafo que com cuidado grava a tua imagem, Grava-a como se tivesse cheiro Das ondas do mar e do verde das planícies, Especiais, como nunca sentiram. Há sabor na fotografia Na expressão que o meu olhar enxerga E que ao coração me alegra. O Fotógrafo que com cuidado grava a tua imagem, Mostra uma foto a falar comigo, E lembra-me o devaneio Por me "castrar" ao querer estar contigo. Continua:

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Continuação: O Fotógrafo que com cuidado grava a tua imagem Gravou-a para mim... O meu coração diz-me que é minha. Hei-de devorá-la, sempre que a olhe, Com olhos que nunca pensei ter para ti, O cheiro que sempre hei-de amar com carinho No meu ser se há-de aninhar, até a vida me levar!

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SEVILHANA Nos meus passos, que soam a mansos Tentam esconder uma pequena flor Ou antes um lamento. Como dói sentir, Esquecer talvez, não! Quando abro as mãos, Sim, as minhas mãos Não consigo, Porque sabes que me doem até ao infinito Foi assim que a cigana me ensinou. Em suas saias esconde O que está infinitamente calado. Eu tenho os braços entrelaçados, Amarrados… CONTINUA:

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Continuação: Com feridas eternas que me levam a Ser capaz de arrancar os olhos Mas jamais o farei. E tu... Estás além, Desencontrada Impossibilitada Oh, como conheço esta cadência de tal dança Chamaram-lhe a dança sevilhana... Cigana talvez…tal dança, Neste pequeno palco, onde no chão se espalha a dor. Quem sou eu..., quem é o teu eterno amor?

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A CEIFEIRA Ceifeira que com vigor Cortava searas. Com ardor e alegria belas Canção entoava Enquanto os campos Com seu cantar cativava E o coração transbordando Palavras de amor, corpo dobrado, Searas ceifadas com suor Mais os cânticos herdados de seus avós. Fazendo o coração transbordar de magia, Enquanto cortava o trigo Até à última espiga. Vendo o amor pela vida Que com ela transportava A cor do seu cabelo reflectindo 0 dourado das searas onde o sol queimando, Certa dor, certamente,  provocava. O rosto queimado pelo sol… Continua:

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Continuação: Ficando, então como um livro aberto... Com belas histórias de amor, Escritas naquele tempo de moça, Eram esses os cantos secretos que nela escondia e alegria trazia a quem para ela olhava, morena, queimada !

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O INDIANO Em caminhos agrestes sou uma flor Transfigurada... Destinos e vidas escarpados Na dor, recolho as asas das borboletas. Sonolento, volto a caminhos que me levam a casa Só que os labirintos dos caminhos, Estão normalmente em mim, E por vezes Se multiplicam, das sementes que deixo cair, Todo eu, toda a minha alma está espalhada nos ventos, Em borboletas criadas, no meu lamento. E aquele amor que tão forte veio e se foi Ainda me desatina em meu caminhar O meu corpo, desengonça-se nas curvas Que a noite desenha, Como se fossem dobras bordadas, em peito ferido. E aquele amor, que não deveria ser temporal, Que deveria ser de hoje, Amou os meus poemas e levou-me pelas nuvens Que nos vigiam.

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A DELICADEZA de UMA FLOR A flor nasceu para não morrer... Depois quis alegrar os campos e também a alma de quem a colhe vivendo eternamente, no local mais belo em que é plantada. Florindo com sorriso Indelével.

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NESTE PASSEIO AFRICANO Neste passeio Africano, O comboio desliza lentamente pelos carris, Vem empurrado pelas nortadas... Pouco a pouco corta no seu andar cadenciado. O cacimbo que o rodeia E os negros que enchem seus vagões ...entoam canções. O comboio continua a deslizar, Empurrado pelas nortadas A saudade dos homens que viajam amontoados …pode também sentir uma forte revolta de dor. O comboio continua a deslizar Ao sabor das nortadas. Com a catana afiada, vai cortando o cacimbo ^ Que cobre a savana Com as belas cantigas..., Acompanhadas de gemidos, Dos negros presos nos vagões.

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ÁFRICA De certo, foste O berço dos que nos rodeia. Nas veias dos meus antepassados, corre o teu sangue. Viste os teus filhos serem arrancados Com a maldade dos homens Hoje o teu rico solo ainda é regado com sangue. Raízes com longas histórias... Raízes históricas são das mais ricas e milenares Na humanidade, és um vasto património De riqueza natural que desperta a cobiça. Essa cobiça do capitalismo descomunal. Sempre foste negra e original! Na riqueza da tua pele, está o teu ser natural, Os teus filhos negros, ainda lutam pela liberdade, Olham o capitalismo, Como se olhassem o que lhes fez mal. Não passas de uma Mãe negra, Dividida entre o palco da exploração, És demasiada rica, não precisas de esmolas, Pelo direito e justiça torna-se urgente A tua reconstrução.

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NEGRO (I) Chamam-me de Negro Mas sou humano... sou Africano. O Mundo é a minha Pátria, Mas a minha terra é África. Para surpresa de muitos, tenho nome Nasci igual a qualquer outro, Do ventre da minha mãe. Nasci gente mesmo sendo negro e africano Fui à escola, tenho milénios de História. Sou Africano... Ou Negro como costumam chamar-me. Mas apesar da cor da pele Dou a vida pela minha cor e honro a minha raça. Africano ou Negro, que importa, Negro de grandes lutas e de histórias Já escravo não sou há muito tempo. E por minha cor eu não lamento.

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NEGRO (II) Para chamar a alguém negro, Não basta que tenha negra a cor de sua pele… Merengue, samba… E tem que sentir negro no seu ser. Não basta ter a pele pintado de negro, Tem que gostar de o ser. Tem que conhecer as origens da sua raça e ter orgulho de sua cor... Negro tem que ser todo ele gingão. Tem que saber dançar a capoeira Ter identidade de sua cultura. Negro tem que ser e macule Não basta ter a pele pintado de negro, Negro tem que ser funky. Não basta ter a pele pintado de negro, Tem que saber:

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A MULATA É gostoso o requebrado da mulata, quando passa… Remexe com o ser de quem a olha. Não podem, não conseguem Resistir à tentação... Quando pela avenida passa, Remexendo como só ela sabe, Sorrindo em seu caminhar. Esquece-se a vida e tudo o mais Essa mulata, rebola e rebola, rua abaixo… Mas quando ela dança na ponta da chinela já rota no pé… Se requebra à luz da lua a noite inteira. Acreditem que é linda aquela Mulata Como arte feita de barro, Moldado pelos deuses Na mulata africana... tudo é delicia... As Mulatas morenas e pele sedosa Seduzem deveras São africanas com pele cativante

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PARTIDA Chegou o dia de "partires." Enquanto sonhavas nos braços de Morfeu. Sabe-se lá se ou o que sonhavas E com quem eram os sonhos teus. A tua ausência da família foi grande. África chamou por ti e lá viveste, Até a morte chamou por ti naquelas terras. Mas tu venceste-a...querias viver! Aqui, onde nasceste, a vontade Não foi a mesma, ou não dependeu de ti? "Partiste" cedo ainda, Deixando nas recordações o teu sorriso. Memórias inconsoláveis para os que te amaram. A vida ficou bem mais vazia no ser de cada um, Sem a tua companhia a vida perdeu o brilho Homenagem ao Zé

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AMIGOS Acima de tudo, na vida, temos a necessidade De alguém que nos obrigue a realizar aquilo de Que somos capazes. É este o papel da amizade .

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PINTURAS E POEMAS DE ALBERTO DAVID Dedicado á minha Familia Formatação de Alberto David em Abril de 2011 Fundo Musical: Enesto Cortazar – Lives of innoccence (Clicar para sair )