Antropologia

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By: SilvanoRibeiro (43 month(s) ago)

Gostei muito da organização desta apresentação sobre este estudo, gostaria de receber em meu e-mail ou baixar é possível? Meu email: onavlis@ig.com.br.

By: Workman (62 month(s) ago)

Muito bom.

By: floradouteiro (67 month(s) ago)

Olá, boa Tarde sou professora de Área de Projecto do 12º ano na Escola EB 2,3/ S de Monte da Ola, Em Viana do Castelo e um dos grupos de trabalho desenvolve o projecto Ciência vs Religião. Como o seu power-point se relaciona com o tema desenvolvido, gostaria de solicitar o seu downLOAD. Atenciosamente Flora Douteiro (floradouteiro@gmail.com)

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Antropologia : 

Antropologia Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Ano Lectivo de 2005/2006

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica II . Antropologia histórica III . Antropologia sistemática IV . Anjos e demónios

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.1. A visão bíblica sobre o homem I.2. O homem como criatura I.3. O homem sob o signo do pecado e da graça: soteriologia bíblica I.4. O homem como corpo, alma e espírito

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.1. A visão bíblica sobre o homem Se o homem é imagem de Deus e Deus é o modelo normativo do homem, o que é dito de Deus, é dito do homem: a misericórdia, a bondade e a justiça de Deus devem sê-lo também do homem Apesar de a Bíblia não ser uma teologia sistemática (mesmo que estruturada sobre os pilares de criação, pecado, graça) as questões e inquietações do homem são, ali reflectidas. O carácter não sistemático da Bíblia é notório no facto de haver diferentes «antropologias», conforme o livro de que se fale ou que se analise. Na multiplicidade de «antropologias», prevalece uma visão unitária mas pluridimensional de homem: corpo, alma e espírito. O homem não é soma de partes mas dimensiona-se, de acordo com as suas relações com o mundo, a sua interioridade e o divino.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.1. A visão bíblica sobre o homem Apesar da linha fundamental, anteriormente exposta, a bíblia, a partir do século IV a.C., sofre influência da dicotomia grega. Neste quadro, há que fazer uma adequada hermenêutica da antropologia bíblica que se concentre no essencial, o núcleo revelado, e a roupagem cultural. Neste quadro, devem ser relativizados todos os elementos claramente devedores de uma marca pré-científica. Nuclear é, sim, sublinhar a relação do homem com Deus, relação estruturante de todo o agir humano, com os demais, com a restante criação. O mundo é, para o homem bíblico, o fruto do dabar (palavra, vontade e acção de Deus), assumindo-se como guardião dessa ordem. Daqui, dimana uma atitude co-criadora do homem. O acontecer da história, nesta visão, faz-se como história de salvação e não sucessão casual. Esta história de salvação faz-se no encontro entre Deus e o homem, a cujo diálogo o homem acede (salvação) ou recusa aceder (perdição).

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.2. O homem como criatura 1. Do Deus da História ao Deus da criação Criação e salvação são, na revelação bíblica, dois aspectos inseparáveis da acção de Deus. A visão do mundo como criado é um desenvolvimento da reflexão sobre a aliança, afirmando-se, assim, a estreita conexão entre criação e salvação. Apesar de dever considerar-se que a convicção de o mundo ser fruto da criação de Deus não era desconhecida dos antigos hebreus, contudo, é de comum reconhecimento teológico que a sua integração no texto sagrado se dará, de forma definitiva, a partir do Deutero-Isaías, em resposta à crise de abandono que o exílio na Babilónia suscitou. Neste contexto, o autor sagrado funda, na actividade criadora de Deus, a esperança na Sua próxima intervenção libertador. O Deus que cria é o Deus que liberta. A criação, neste quadro, é o começo da salvação, o seu prólogo, o fundamento de todos os benefícios que Deus outorgou à humanidade, de todos os imperativos e de todas as promessas.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.2. O homem como criatura 2. O javista: o homem com barro animado pelo sopro divino No relato Javista, Gn 2-3, construído com materiais que provêm do período davídico, a atenção centra-se no homem (o resto serve de fundo ou enquadramento para o drama humano). A intenção é explicitar a diferença entre a situação paradisíaca e a miséria da condição histórica do homem. O homem é um ser modelado por Deus com o barro da terra (relação com o mundo, a caducidade, a mortalidade), mas animado pelo sopro divino (relação com Deus, transcendência sobre o mundo). Destinado a cultivar e administrar o éden (2,15), pela condição finita, criatural, retira com fadiga o seu sustento (3,17-19). O laço entre homem e mulher é querido por Deus com vista à integração recíproca e à procriação. Na origem de todas as desventuras humanas coloca-se o pecado, entendido como rebelião contra Deus: pretender substituir Deus e autonomizar-se em relação a Ele significa para o homem caminhar para a ruína. De qualquer modo, o mal não tem a última palavra, reservada à promessa de uma futura salvação.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.2. O homem como criatura 3. O sacerdotal: o homem como imagem de Deus Foi a tradição sacerdotal (Gen 1) que criou a categoria de imagem de Deus, referente ao homem, eixo articulador de toda a antropologia teológica. Aqui apresenta-se-nos um relato muito ritmado e estilizado da criação, seguindo um esquema piramidal, que culmina na criação do homem à imagem de Deus (vv. 26-27). O homem aparece aqui como unidade de varão e mulher, com a sua estrutura social e sexuada; como o vértice da criação e o representante do Criador, no domínio do criado (v. 26). Depreensões da visão bíblica do ser humano: Abertura a Deus e a comunhão com Ele como constitutivo fundamental do homem; Sociabilidade: a imagem de Deus é realizada na comunhão inter-humana. Este aspecto será aprofundado na perspectiva neotestamentária, que apresenta o modelo trinitário, e portanto comunitário da vida divina; Igualdade entre homem e mulher Relação com o mundo (protecção e domínio); Responsabilidade e liberdade como condição da colaboração com Deus.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.2. O homem como criatura 3. O sacerdotal: o homem como imagem de Deus Aquelas estruturas nocionais depreendidas da visão bíblica devem considerar-se hierarquicamente: a relação com Deus detém a primazia para com as outras. Segundo o relato sacerdotal, a dignidade de imagem é transmitida com a geração (Gen 5,3) e funda a inviolabilidade da vida humana (Gen 9,6). O tema reaparece na literatura sapiencial para exaltar a grandeza do homem, expressa em Eclo 17,1-4 pelo domínio sobre o criado e em Sab 2,23-24 pela imortalidade, entendida sempre como dom de Deus e não como simples característica do espírito, à maneira grega. Em referência à dignidade do homem, a expressão aparece em Santiago 3,9. O salmo 8, ainda que não a contenha, expressa perfeitamente o seu sentido. Paulo desenvolverá este tema em sentido cristológico e soteriológico.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.2. O homem como criatura 4. A mensagem de Génesis 1-3 Há que compreender que os dois relatos da criação pertencem a um género histórico particular de Gen 1-11: uma história sem intenção alguma de objectividade de crónica, mas pertencendo ao plano sapiencial etiológico, que procura indicar o sentido teológico da realidade, projectado em acontecimentos iniciais, indicados como causa das situações presentes. Adão no Éden é o homem tal como Deus o projectou no seu desígnio originário, a verdade do homem, a sua essência ideal. A sua vida caracteriza-se pela tripla harmonia: com Deus pelo diálogo de amizade; com o companheiro humano na plena solidariedade; com o mundo, pela ausência de agressividade e de esforço na transformação da terra. Assim, o Adão do Éden é o homem com a sua identidade perfeita, sem lutas, divisões, alienações, com a sua nudez inocente e isenta de ameaças. Mas, Adão é, também, o homem caído, o homem histórico. Esboça-se, assim, a compreensão de que o homem vive uma desarmonia interior que, originada na condição de pecado do homem, urge a resposta de salvação escatológica.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.2. O homem como criatura 4. A mensagem de Génesis 1-3 A doutrina da criação emergente destes textos: Monoteísmo – Deus é fonte única e único árbitro de todas as coisas. (contra o politeísmo e sacralização do mundo); Finitude da criatura e dependência do Criador. rejeita-se qualquer tirania ou idolatria; Vínculo entre criação e aliança: a criação é entendida na perspectiva da salvação; Bondade do criado: exclui qualquer pessimismo dualista; Desmitologização do mundo: o mundo não é uma «selva» sagrada; a justa autonomia da realidade terrestre; Dignidade do ser humano: porque estabelece uma especial relação com Deus. Etiologia do matrimónio e significado da sexualidade: sexualidade não é nem demonizada nem sacralizada.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.2. O homem como criatura 5. A elaboração do sábio de Israel A literatura sapiencial procura ensinar a arte de viver e procura dar uma resposta para os grandes problema existenciais: o sentido da vida e da morte, o porquê da dor inocente, como alcançar a felicidade. Deus actua na experiência humana. Na literatura sapiencial, há como que duas linhas – uma, mais optimista, outra mais pessimista. Optimismo Livro dos provérbios – considera-se que o homem pode seguir os caminhos que conduzem à sua realização. Basta descobri-los e segui-los escutando os sábios mestres da vida, que convidam a comportamentos inspirados em ideais éticos e religiosos que não podem senão conduzir à felicidade terrestre. Deus retribui aqui e depois com moeda oposta ao que faz o bem ou ao que faz o mal.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.2. O homem como criatura 5. A elaboração do sábio de Israel Pessimismo O ponto de partida: os bons não têm êxito, enquanto os maus triunfam. Livro de Job – parte desta amarga comprovação, mas o sábio confia na imperscrutável sabedoria de Deus, sendo a conclusão que Deus premeia o bom. Eclesiastes – parece deslizar para a heterodoxia: a sorte de todas as criaturas é vazia e sem sentido; todos estão condenados a morrer sem perspectiva alguma posterior. O homem tem de contentar-se com os pequenos gozos desta vida sem cismar com problemas que o superam. Tal é a vontade de Deus. Sabedoria – não ignora estas notas, mas aponta para um optimismo transcendente à vida terrena, aceitando, com correctivos a ideia grega da imortalidade da alma, mas vista como dom de Deus e não qualidade do espírito. Refere uma retribuição ultraterrena que explica a sorte muitas vezes injusta na história. Neste livro também se dá um outro toque de optimismo, ao sustentar a convicção de que Deus ama todas as criaturas, obra da sua sabedoria.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.2. O homem como criatura 6. Releitura cristológica da criação no Novo Testamento O Deus Criador revela-se, agora, como o Pai de Jesus Cristo. Paulo e João – o Filho está estreitamente associado ao Pai na sua actividade criadora. Jesus é o «único Senhor, por meio do qual tudo existe e por meio do qual existimos» (1Cor 8,6); o princípio das obras de Deus (Ap 3,14). Ele é a sabedoria de Deus (1Cor 1,24), «esplendor da sua glória e expressão do seu ser» (Heb 1,3), «imagem do Deus invisível e primogénito de toda a criatura», no qual, pelo qual e através do qual tudo foi criado (Col 1,15-17). Aquele que sustém o universo por meio da sua palavra poderosa (Heb 1,3); a Palavra eterna de Deus, por meio da qual tudo foi criado e que se fez carne, convertendo-se em luz e vida do mundo (Jo 1,1ss). A doutrina da criação encontra aqui o seu culminar numa contemplação do Filho de Deus apresentado como o artífice, o modelo e o fim de todas as coisas.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.3. O homem sob o signo do pecado e da graça: soteriologia bíblica 1. Perspectiva histórico-salvífica do javista A teologia javista contrapõe as origens puras da humanidade a uma história marcada pela rebeldia contra Deus. O pecado é entendido como desobediência, rejeição à admissão de Deus como norma de vida e pretensão de substituir Deus (Babel), que leva à própria destruição do homem (Dilúvio). Mas, no fim, prevalecerá a iniciativa salvadora de Deus, que, em Abraão e na sua descendência bendirá todos os povos da terra. 2. Soteriologia dos salmos, dos profetas e dos sábios Enquanto o javista adopta uma perspectiva histórico-etiológica, os profetas aprofundam o seu aspecto existencial e falam de uma inclinação congénita para o mal, mas à qual se pode resistir. Os salmos evidenciam uma consciência pessoal e universal do pecado, mas a esta sucede a súplica, na certeza de que Deus pode purificar e renovar o homem.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.3. O homem sob o signo do pecado e da graça: soteriologia bíblica 2. Soteriologia dos salmos, dos profetas e dos sábios (continuação) Jeremias e Ezequiel unem pecado e graça no coração do homem. Falam da dificuldade do homem em seguir o caminho recto, mas Deus intervirá para mudar os corações de pedra. A última palavra atribui-se, sempre, à prodigiosa acção criadora de Deus. O centro no coração do homem e não fora dele será adoptado por Jesus Cristo que rejeita a visão sacerdotal de pureza e impureza externas. João adopta, por seu turno, a linha sapiencial da concupiscência, ou inclinação para o mal, dilatada no conceito de um pecado do mundo do qual só Jesus Cristo pode libertar.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.3. O homem sob o signo do pecado e da graça: soteriologia bíblica 3. O homem salvo em Cristo – Novo Testamento O NT contempla a intervenção salvífica de Deus na vida concreta de Jesus Cristo que desvela, ao mesmo tempo o projecto de Deus sobre cada homem. As bem-aventuranças apresentam o ideal de um homem que encontra só em Deus a sua segurança e a sua meta – ideal não só enunciado, mas realizado concretamente por Jesus. O ideal antropológico, aqui expresso, encontra em Jesus, na Kénosis do Filho de Deus, o seu fundamento; um ideal antitético ao satânico do egoísmo, da força, do domínio; numa palavra, do pecado. João e Paulo mostram em Jesus a realização perfeita e exemplar deste ideal antropológico.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.3. O homem sob o signo do pecado e da graça: soteriologia bíblica 3. O homem salvo em Cristo – Novo Testamento Antropologia de Paulo Uma antropologia cristológica e soteriológica Jesus é o fundamento incondicionado de todo o plano criador e salvífico de Deus e modelo supremo da nova humanidade. JC o homem autêntico, o verdadeiro Adão escatológico, a imagem perfeita de Deus, que funda e restaura a imagem imperfeita e deteriorada de Adão. Criado em Cristo e por Cristo, o homem está chamado a configurar-se com ele, segundo Adão, no qual o primeiro encontra o seu cumprimento e a sua salvação. Paulo vê Jesus como o artífice da nova criação, como o novo Adão que dá começo a uma humanidade nova, encaminhada para a transformação escatológica. O ideal antropológico de Paulo é o homem espiritual, dominado pelo Espírito de Cristo, que é força de amor, doação, comunhão, em contraposição ao homem carnal, encerrado no seu egoísmo. Liberdade como graça.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.3. O homem sob o signo do pecado e da graça: soteriologia bíblica 3. O homem salvo em Cristo – Novo Testamento Antropologia de Paulo Uma antropologia cristológica e soteriológica (continuação) Antropologia soteriológica A tipologia Adão-Cristo, que permite a Paulo analisar o laço entre Cristo e toda a humanidade, é desenvolvida não só em forma positiva (Cristo como cumprimento de Adão), mas também num paralelismo antitético, que mostra: -A distância entre o modelo humano, realizado em Adão pecador (todos estamos envolvidos na sua desobediência e rebeldia) e o modelo realizado em Cristo (obediência, realização do projecto de Deus); -A necessidade absoluta e universal de Cristo para libertação do pecado; -A vitória da influência de Cristo sobre a influência de Adão.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.3. O homem sob o signo do pecado e da graça: soteriologia bíblica 3. O homem salvo em Cristo – Novo Testamento Antropologia de Paulo Paulo, para sublinhar esta necessidade de Cristo, insiste na condição de pecado do homem. (Rom 5-7). Mas esta insistência não conduz à visão de que, no centro da história, está o pecado. Ao pessimismo da natureza corrompida opõe-se o optimismo da graça. Graça como o puro dom de Deus. Ao homem cabe acolher, pela fé, esse dom gratuito. A justificação do pecador é fruto do amor misericordioso de Deus, que se manifesta na obra redentora de Cristo. A predestinação é apresentada como o projecto eterno de Deus, de oferecer a todos os homens a sua salvação em Cristo.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.3. O homem sob o signo do pecado e da graça: soteriologia bíblica 3. O homem salvo em Cristo – Novo Testamento Antropologia de João Também em João a antropologia é filha da cristologia. Constituem a base da visão joânica as doutrinas da criação no Logos e da sua encarnação em Jesus Cristo (Jo 1,1ss). Jesus é a revelação de Deus, mas também a revelação do homem em correspondência com o projecto de Deus. A sorte do homem é decidida pela eleição ou rejeição de Cristo, pela fé ou pela incredulidade (jo 3,18-19; 9,39)

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.4. O homem como corpo, alma e espírito A perspectiva predominante na Bíblia não vê o homem como um composto, à maneira grega, mas sim como uma realidade unitária de diversas dimensões, como uma identidade (alma) que se constrói em relação com Deus (Espírito) e com o resto das realidades criadas (corpo). Nesta visão, o homem não tem alma, corpo, espírito, mas sim é corpo, alma e espírito. 1. O homem como ser vivente (nefesh) O termo hebraico nefesh é traduzido pelo grego psiquê (yich) e pelo latino anima, mas o seu sentido autêntico é o de vida. Trata-se do princípio da vida, tomada no seu sentido mais geral, no qual coincidem homens e animais. No entanto, progressivamente, passa-se à vida humana específica. Da referência ordinária à garganta como órgão da respiração, entendido por sua vez como expressão da vida (aquele que respira está vivo, aquele que não respira não está vivo), passa-se a indicar o homem todo enquanto hálito, desejo, centro de consciência, de sentimento e de acção. Em resumo, a nefesh é o centro vital da pessoa na sua individualidade, o eu enquanto subjectividade aberta à relação com o que o rodeia e transcende. Morrer é deixar de ser uma realidade vida, é descer ao sheol, onde subsiste como uma aparência sombria, longe de Deus, fonte da vida.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.4. O homem como corpo, alma e espírito 1. O homem como ser vivente (nefesh) - continuação No livro da Sabedoria, emerge uma nova concepção da nefesh, entendida como psiquê ou alma, distinta e contraposta ao corpo. Desligada da matéria, a alma não é só princípio de interioridade, mas sim centro autónomo da existência, que não teme o limite da morte. Este dualismo é um pouco visível, também em 2 Cor 5,1-10. Afim com o conceito de alma é o de coração (leb) que expressa a realidade íntima do homem, o nível profundo do qual provêm as decisões boas e más, que se pode endurecer no mal ou abrir ao dom divino. 2. O homem como ser terrestre, frágil e mortal (corpo) O termo basar, traduzido para o grego por sárx, corpo, carne, indica habitualmente o homem sob o aspecto da debilidade e da caducidade. (Sal 72; Is 40,7) No NT, o texto mais significativo é Jo 1,14: «O Verbo fez-se carne». Ou seja, terreno, frágil, mortal. Em Paulo, o termo sárx indica, também, a finitude estrutural do homem (Gál 2,20; Flp1,22-24). Assim, o corpo é constitutivo ontológico do homem, enquanto a carne é uma força que penetra de fora no homem e se instala nele como uma força contrária à sua autêntica natureza. O corpo pode ser carnal ou espiritual, instrumento do espírito ou do egoísmo, do pecado.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.4. O homem como corpo, alma e espírito 3. O homem como ser em relação com os demais e com o mundo A categoria antropológica de corpo (soma) expressa, além da ideia de caducidade, também a de relação com os demais e com o mundo; relação que, confrontada com a relação segura com Deus, expressa justamente a precariedade e o risco da condição humana. Enquanto corpo, o homem é estruturalmente um ser mundano, solidário com os outros. Assim, basar é a manifestação concreta da pessoa na sua condição de fragilidade, de debilidade e por isso, de necessidade de uma salvação que vem de Deus e que é espírito, ou seja, força; mas também de relação com os outros, uma relação que, para ser autêntica, deve regular-se em referência a Deus. 4. O homem em relação com Deus (espírito) O que qualifica, em última instância, a vida humana na sua interioridade (nefesh) e nas suas relações mundanas (basar) é o sopro divino (ruah), que constitui o selo da imagem de Deus no homem. O termo espírito (ruah, pneuma) indica o homem inteiro na sua dependência de Deus numa relação com Deus que é princípio da vida religiosa e moral. Em virtude do ruah, o homem é totalmente dependente de Deus, até ao ponto de só a relação com Ele constituir fundamento da vida humana. O ruah em si pertence só a Deus; mas faz dele participante o homem na criação, na inspiração profética e na eleição (vocação).

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia I . Antropologia Bíblica I.4. O homem como corpo, alma e espírito 4. O homem em relação com Deus (espírito) - continuação Paulo dá ao termo ruah um sentido claramente soteriológico, contrapondo a condição espiritual, dominada pelo dinamismo divino da graça, à carnal, dominada pelo egoísmo e pelo pecado (Gal5,16-24; Rom 8,3ss). Em 1Tes5,23 fala do homem como unidade de corpo, alma e espírito, não num prisma de dualismo ontológico, mas apenas ético – dimensões da realização da condição humana. A partir destas categorias depreende-se uma visão de homem como ser unitário tridimensional, como sujeito (alma-psiquê) ou centro individual de consciência, aberto para cima, à relação com Deus (espírito), e, horizontalmente, à relação com os próprios semelhantes e com o mundo (corpo). A dimensão fundamental, na qual se alicerça a dignidade do homem e que é a clave para as demais, é a espiritual (relação com Deus). O vínculo com o mundo e com os outros (corpo) pode supor uma ameaça para a vida do homem (alma) quando não obedece ao espírito. O homem tende, então para a mundanização, para a perdição, para voltar ao pó.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval II.2. A antropologia na Idade Média II.3. A antropologia na teologia moderna, entre a teonomia e a autonomia II.4. A antropologia na teologia contemporânea

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval A antropologia patrística parte do confronto entre duas visões diversas do mundo e do homem: a bíblica (teocêntrica) e a grega (cosmocêntrica) 1. Antropologia patrística A antropologia patrística expressa o primeiro esforço de inculturação da fé; trata-se de uma operação congénita, necessária e arriscada para a fé cristã. Congénita – porque esta fé, ao chamar todos os homens dentro da variedade das situações históricas, deve estar em condições de superar as barreiras das diversas culturas; Necessária – para impedir que se converta num gueto; Arriscada e não isenta de problemas. 2. Duas visões do mundo Marcada pela matriz platónica, muita da antropologia patrística amplificará os traços da transcendência, desvalorizando os da imanência. Para evitar isso, há uma afirmação constante do mistério da incarnação, no seu duplo aspecto de acontecimento histórico e de lei de toda a economia da salvação.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 2. Duas visões do mundo - continuação Cosmocentrismo Para o homem grego, o mundo é um kosmos (ordem destinada a um fim pelo logos divino imanente, que possui, ao mesmo tempo, um significado ontológico – é o sentido do ser -, cognitivo (a nossa mente é capaz de captá-lo, compreendendo o sentido da realidade), e ético (é norma racional da vida). O homem é uma parte da natureza (microcosmos), ainda qe o lugar no qual o Logos universal se reflecte tornando-se consciente e força normativa. O homem é enquadrado numa noção impessoal de ser-substância, que não deixa margem para uma autêntica subjectividade. O homem é indivíduo, mas não pessoa. Teocentrismo Também para o hebreu o mundo, como criação, é um todo ordenado. Mas a origem dessa ordem é transcendente é a palavra de Deus, a sua sabedoria, a sua vontade criadora e salvífica O hebreu sente-se distinto do mundo, superior ao resto da criação e responsável por ela, diante de Deus. Categoria fundamental – não a substância, mas a relação. O grego contempla o mundo; o homem bíblico tende a governá-lo. O grego rege-se pela razão; o hebreu pela vontade, pela liberdade. O grego tende para uma visão dualista do homem; o hebreu é unitário.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 3. Da rejeição à assimilação crítica 1º - Rejeição - Tertuliano: Atenas (a razão) e Jerusalém (a fé) 2º - contaminação (heresia): gnosticismo. Contra a gnose, aparecem Padres da Igreja (S. Ireneu é o seu arauto) a propor as ideias de criação e encarnação como ideias força contra as suas investidas. 3º - Assimilação crítica – Escola de Alexandria, que procura revalorizar as doutrinas platónicas e estóicas sobre o logos, em ordem a uma interpretação da economia cristã da salvação compreensível para um crente de cultura grega. O homem é entendido como logokós, chamado a participar da vida divina. A imagem divina é entendida não como semelhança estática, mas como dinamismo e impulso para Deus, no qual se expressa a própria acção de Deus que nos atrai. Mas este processo não foi imune a marcas de dualismo. Orígenes – pré-existência das almas, a queda no corpo como consequência de uma culpa anterior ao nascimento.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 4. Uma antropologia teocêntrica Conceito nuclear – imagem de Deus Ao falar da imagem de Deus no homem, os Padres perguntam-se quem é o modelo originário ( Verbo eterno ou o Verbo encarnado), onde reside (na alma ou também no corpo), em que consiste (nas faculdades espirituais naturais ou nos dons da graça), qual é a relação entre imagem e semelhança… As diversas respostas mostram a dificuldade ao mesmo tempo que a fecundidade do diálogo entre fé bíblica e cultura greco-romana. Assim, Ireneu e Tertuliano indicam Cristo, Verbo Encarnado, como protótipo ou modelo segundo o qual é feito o homem; os alexandrinos, o Verbo increado, e Agostinho a Trindade. Estas diversas estruturações teológicas não carecem de consequências para a antropologia teológica. A posição alexandrina leva a uma visão religioso-metafísica (o homem como ser lógico e espiritual, enquanto leva a marca do Logos e do Espírito Divino. A agostiniana parece favorecer um certo psicologismo religioso (sobretudo na doutrina da graça). A de Ireneu conduz a uma visão cristocêntrica e histórico-salvífica. Mesmo no homem pecador, permanece a imagem de Deus, ainda que obnubilada.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 5. A antropologia cristocêntrica dos Padres Pré-Nicenos A antropologia pré-nicena, seguindo Paulo, procura compreender Adão (o homem) à luz de Cristo, imagem perfeita de Deus, primogénito e meta da humanidade. O subordinacionismo ariano cria uma dificuldade que conduz a um sublinhado excessivo da divindade de Cristo, com consequências numa ruptura entre criação e salvação. Esta crise cristológica redundará numa crise antropológica, sem matriz teocêntrica, de teor hamartiocêntrico, no ocidente, e monofisita, no oriente. 6. Graça e condição humana: polémica entre Agostinho e Pelágio A questão central desta polémica: que pode o homem pecador fazer pela sua salvação, diante de Deus? Trata-se da relação entre a liberdade da pessoa e a força salvífica de Deus.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 6. Graça e condição humana: polémica entre Agostinho e Pelágio – cont. Salvação cristã e ética grega Na concepção bíblica, liberdade é uma condição de vida indiscutivelmente marcada pelos gestos de Deus. Deus não é um rival do homem, mas o seu próprio fim; só nele o homem encontra a plenitude do seu ser. Na concepção grega, a eleuthería (liberdade) é fundamentalmente capacidade de dispor de si em independência dos outros. O homem é livre na medida em que é fiel à sua natureza, ao seu logos, que é universal. A luta de Agostinho contra o pelagianismo baseia-se no pressuposto (ainda que historicamente talvez discutível) de que Pelágio cedeu a fascinação de uma antropologia estóica excessivamente optimista em relação à natureza humana. Agostinho entrevê já o espectro da autonomia, que espreita a teonomia. De qualquer modo, o debate levará a aclarar a condição do homem diante de Deus.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 6. Graça e condição humana: polémica entre Agostinho e Pelágio – cont. A condição do homem face a Deus Pelágio Para Santo Agostinho, a perspectiva de Pelágio encobre três perigos: Exalta indevidamente a liberdade humana reconhecendo-a uma impeccantia (possibilidade de evitar o pecado) que ela não possui; Reduz a influência de Cristo simplesmente a «bom exemplo», a um dado pedagógico exterior. Cristo é visto só como mestre e modelo ético. Reduz a influência de Adão à de «mau exemplo», que cada homem pode seguir ou não, usando a sua liberdade.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 6. Graça e condição humana: polémica entre Agostinho e Pelágio – cont. A condição do homem face a Deus Agostinho A concupiscência é uma força presente no homem, que se opõe à acção de Deus nele; é aquele lastro da condição humana que Paulo denomina como «carne», e João, recordando também a sua acção externa, «mundo». O pecado original é a origem desta condição de não autenticidade da existência humana; inautenticidade da qual Deus pode resgatar-nos em Cristo, restitituido-nos a nossa autêntica liberdade. A liberdade é a expressão desta autenticidade. É a «espontaneidade dada» para o bem. Fruto da graça, é apresentada como delectatio victrix pelo bem, e não deve confundir.se com o simples livre arbítrio (possibilidade de escolher entre o bem a o mal). Por isso, liberdade e graça são inseparáveis; indicam o mesmo dinamismo teocêntrico da existência humana. A graça é identificada com o dinamismo libertador do homem a partir da sua condição alienada (graça como justificação).

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 6. Graça e condição humana: polémica entre Agostinho e Pelágio – cont. A doutrina agostiniana da graça Acentua a gratuidade do dom divino e a sua descontinuidade em relação à preparação e ao esforço humano. Para Agostinho, a vida da graça é uma verdadeira e autêntica experiência; a experiência da charitas ou da liberdade dada por Deus; mas vivida em plenitude humana. Não há separação alguma entre natureza e graça; a graça é o horizonte de uma vida humana autêntica, que se realiza na caridade. A predestinação A predestinação é entendida por Agostinho como o desígnio eterno de Deus em virtude do qual salva os que escolheu, abandonando os outros ao seu destino de perdição. Deus escolheria alguns para mostrar a sua misericórdia, deixando outros no seu pecado para mostrar a sua justiça.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 6. Graça e condição humana: polémica entre Agostinho e Pelágio – cont. Liberdade A liberdade, entendida como possibilidade de fazer o bem (e não simplesmente como capacidade de escolher), necessita da ajuda de Deus. Portanto, a graça torna possível a liberdade. Neste contexto agostiniano, nasce uma terminologia que se tornará clássica: graça preveniente (relativa ao initium fidei), graça concomitante, graça consequente, dom da perseverança…). Paradoxo da perspectiva agostiniana: a intenção de assegurar a centralidade cristológica no processo de salvação, conduz a um certo hamartiocentrismo, que terá consequências na teologia posterior.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.1. A antropologia da era patrística e medieval 6. Graça e condição humana: polémica entre Agostinho e Pelágio – cont. Semipelagianismo Nas suas Collationes, Cassiano, abade de São Víctor, apresenta o programa de uma ascese, confiante na vontade humana e em que a graça se enxerta como «ajuda», como um tónico útil para a vontade enferma, mas que não é indispensável, pelo menos para começar o caminho da virtude. Esta tese foi condenada no concílio de Orange (529)

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.2. A antropologia na Idade Média 1 – A escolástica primitiva: a vida cristã como «cáritas» Neoplatonismo Mundo ligado a Deus, do qual tudo procede e ao qual tudo há-de voltar (exitus a Deo; reditus ad Deum). Matéria, aliada do pecado, de que se procede à libertação pela ascese. A caridade expressa positivamente este ideal; é a dinâmica que torna o homem semelhante a Deus e o transforma nele. Na origem desta dinâmica não está o esforço humano, mas sim a graça de Deus. Este neoplatonismo conduz a uma «fuga mundi». 2. A reviravolta tomista e a adopção do aristotelismo Aristotelismo: o aristotelismo, com a sua atenção à imanência, oferecia o instrumento conceptual adequado para a recuperação da dimensão encarnatória da fé, que ficara na penumbra na perspectiva platónico-agostiniana.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.2. A antropologia na Idade Média 2. A reviravolta tomista e a adopção do aristotelismo O homem como natureza O quadro de referência de S. Tomás é o da revelação, que distingue claramente o Criador das suas criaturas e reconhece o lugar eminente do homem no universo. Dá-se, em S. Tomás, uma passagem de uma interpretação histórica da história da salvação para outra de teor metafísico. Adopção da doutrina hilemórfica (tudo é composto de matéria e forma), mas colocando no primeiro plano o acto de existir (e não a essência genérica), sublinhando a contingência das coisas, dependentes da livre decisão de Deus Criador. Corpo Afirma a unidade do composto humano com a doutrina da alma, como forma subsistente do corpo (forma que, ainda que imanente ao corpo, o transcende). O corpo é a exteriorização do ser, o seu modo de ser concreto, o seu princípio de individualização e de referência ao mundo.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.2. A antropologia na Idade Média 2. A reviravolta tomista e a adopção do aristotelismo (continuação) Alma A transcendência da alma expressa-se na sua racionalidade. A alma é substância espiritual, é substância pensante, substância espiritual, no caso de S. Tomás. Natureza e graça não são vistas como realidades antitéticas, mas sim como momentos reciprocamente ordenados dentro do desígnio único de salvação, no qual Deus chama o homem à comunhão consigo mesmo. Natureza Tomás diz que a natureza humana manifesta um desejo natural de ver a Deus, desejo que não significa capacidade natural de conseguir o seu objecto; facto que só pode ser dom de Deus, graça.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.2. A antropologia na Idade Média 2. A reviravolta tomista e a adopção do aristotelismo (continuação) A graça como qualidade ou hábito sobrenatural Tomás apresenta a graça como um specialissimum accidens (modificação da natureza), como «qualidade» ou habitus sobrenatural, que informa (dá nova forma) à natureza humana, sanando-a, aperfeiçoando-a e elevando-a. A graça é uma forma transformans que torna a alma semelhante a Deus, como forma transformata pela Trindade que nela habita. A graça habitual é a dimensão finita da presença santificante de Deus na alma. Não poderá entender-se como uma coisa acrescentada à natureza, mas sim como uma modificação ontológica que expressa a relação dinâmica de Deus com o homem. Trata-se de um novo ser da natureza humana, de um modo «dado», mas não estranho. Analogia entis - analogia do ser Continuidade e descontinuidade entre natureza e graça. A graça eleva e aperfeiçoa a natureza.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.2. A antropologia na Idade Média 2. A reviravolta tomista e a adopção do aristotelismo (continuação) Limites da perspectiva tomista - Abandono do critério histórico-salvífico como princípio orientador da reflexão teológica; O reconhecimento da consistência própria da natureza espiritual do homem tornará problemática a relação com a graça. Poderá redundar num naturalismo laico ou num sobrenaturalismo religioso… Perigos da era moderna e pós-moderna; Perigo de «coisificação» da graça. 3. Reacção ockamista Nominalismo Preocupado em salvaguardar a transcendência e gratuidade de Deus, Guilherme d’Ockam propõe a distinção entre potência absoluta (esfera do possível) e potência ordenada (esfera do real), e ensina que a ordem concreta da criação e da salvação não é uma necessidade para Deus, mas sim uma livre eleição. Por si, Deus poderia querer uma ordem das coisas diversa. Deus não pode ser prisioneiro da nossa lógica. O único critério para a salvação do homem é o livre acolhimento por Deus. Sem este acolhimento, de nada serviria a nossa rectidão moral, a nossa virtude. A perspectiva de Ockam redundará em duas linhas opostas: - a tese da distinção notória, levada até à separabilidade entre a ordem da natureza e a da graça, conduzirá a um sobrenaturalismo forense (doutrina da «aceitação» de Lutero) e, por outro, a colocação em liberdade da natureza, juntamente com o reconhecimento da capacidade, na ordem do concreto, de fazer o bem, desembocará no naturalismo ético do humanismo renascentista e na laicização da moral.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II. Antropologia histórica II.3. A antropologia na teologia moderna, entre a teonomia e a autonomia Traços fundamentais da modernidade: antropocentrismo; Autonomia; Aristotelismo tomista, com a valorização da natureza humana e o nominalismo ockamista,com a distinção notória de natureza e graça, são preparadores deste terreno. Reviravolta antropocêntrica da cultura moderna. Suas raízes cristãs Antropocentrismo – radicalização da autonomia bíblica da criatura, em geral, e do homem, em particular. O cenário bíblico-cristão: com Tomás de Aquino, confere-se ao mundo uma consistência ontológica própria que Agostinho abafara. 2. Reacção de Lutero: Só Deus! Tomás fora o homem da unidade e da analogia do ser; Lutero é o homem da dualidade, da ruptura, da descontinuidade entre a ordem da natureza e a da graça. Descontinuidade em todos os níveis: no ser, no conhecimento e no querer. Descontinuidade no ser: as duas ordens não se sobrepõe nem são comensuráveis (não se pode falar da graça como de uma supernatureza; Descontinuidade no conhecer: os sentidos e a razão permitem entender na ordem do mundo; Só a fé nos introduz na dimensão profunda da salvação; Descontinuidade no querer: na esfera mundana domina o livre arbítrio; na ordem sobrenatural ao homem só cabe confiar e confiar-se a Deus. Da fé nascem as obras novas que não justificam, mas manifestam a justificação ocorrida.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II. Antropologia histórica II.3. A antropologia na teologia moderna, entre a teonomia e a autonomia 2. Reacção de Lutero: Só Deus! (continuação) Solus Deus, sola fides, sola Scriptura, solus Christus. A salvação é obra exclusiva de Deus. (Solus Deus) A salvação não é conquista humana, fruto dos nossos méritos, mas sim só dom de Deus aceite na fé, entendida como abandono confiado a Deus (Sola fides). O único mediador da salvação é Jesus Cristo (Solus Christus). A razão e as religiões não acercam de Deus. Pelo contrário, é o próprio Deus que se acerca de nós com a revelação (Sola Scriptura). A graça é iustitia Dei – auto-comunicação divina, mais do que santidade ou transformação do homem Teologia da Cruz em oposição à teologia da glória – rejeição da teologia natural e exigência da crucificação de toda a pretensão humana. Confiança em Deus, desconfiança no homem. Deus revela-se no Cristo crucificado, sub contraria specie, na debilidade, presença na ausência, fidelidade na distância.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II. Antropologia histórica II.3. A antropologia na teologia moderna, entre a teonomia e a autonomia 3. A resposta do Concílio de Trento: Deus e o homem Decreto sobre a justificação (1547) – a justificação é obra unicamente da graça, mas não se produz sem a participação activa do homem. No plano do ser: a justificação afecta o homem interiormente, realmente, ontologicamente, e não só extrínseca ou juridicamente. Trata-se de uma iustitia inhaerens, não de uma justiça extrinsecamente imputada. Daqui os motivos da graça justificante como causa formal, da santificação como renovação interior e da infusão das virtudes teologais; No plano do agir: o homem colabora para a justificação activamente, não como instrumento inerte ou objecto passivo. Daí o significado das obras, das virtudes, da conversão, da observância dos mandamentos, temas que supõem a relação entre graça, liberdade e livre arbítrio. O homem pode cooperar realmente com Deus para a sua salvação merecendo com as suas boas obras. Neste quadro, sublinha-se que o homem, ainda que corrompido pelo pecado original, continua a ser imagem de Deus, ainda que ofuscada (doutrina da criação afectada)

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II. Antropologia histórica II.3. A antropologia na teologia moderna, entre a teonomia e a autonomia 4. As controvérsias pós-tridentinas entre liberdade e graça Tendência para reduzir a fé à dimensão da adesão intelectual (fides quae creditur) – aos conteúdos da fé – em relação ao aspecto existencial (fides qua creditur) – o envolvimento do ser total. Tendência para o antropocentrismo da salvação, na qual a própria inabitação da Trindade é reduzida a resultado (e não causa) da graça criada. Disputa sobre a função da liberdade e da sua relação com a graça (A controvérsia de auxiliis) Miguel Bayo (1513-1589) – agostinismo exagerado, segundo o qual o homem, só no estado de justiça original era livre diante da graça. Agora, só através de uma intervenção divina arbitrária é que o homem pode ter possibilidade de fazer o bem. Tais ideias vêm a confluir para a doutrina de Jansénio. Bañez (1528-1604) Dominicano – insiste numa graça divina a priori, pela qual Deus dá o homem a possibilidade de fazer o bem. Molina (1535-1600) Jesuíta – elabora o conceito de graça suficiente, entendida como oferecida, que se torna eficaz pelo assentimento humano já previsto por Deus.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II. Antropologia histórica II.3. A antropologia na teologia moderna, entre a teonomia e a autonomia 5. A tese da «natura pura» e a segunda escolástica F. Suárez O sobrenatural é o que não é exigido à natureza, de modo algum: nem constitutivo, nem exigido, nem consecutivo. O homem só tem experiência da sua natureza, enquanto da graça só tem conhecimento e certeza de fé. O homem é visto como substância completa em si, que, por si, de potentia Dei absoluta, poderia realizar-se também sem a graça, ainda que, de facto, na ordem histórica real, ou seja, de potentia Dei ordinata, é chamado a uma finalidade sobrenatural. Esta é uma concepção que cede ao optimismo antropocêntrico do renascimento, longe de uma visão do homem como criatura que se realiza na abertura filial a Deus.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.4. A antropologia na teologia contemporânea Descartes – o homem como ponto de partida e referência do real Kant – já não é a religião que funda a moral, mas o inverso. Já não é o homem que precisa de Deus, mas o contrário. Marx – qualquer discurso honesto sobre o homem deve eliminar as projecções religiosas, consideradas alienantes. Nietzsche – a morte de Deus é condição indispensável para a liberdade do homem. Sartre e Camus – a autonomia do homem exclui radicalmente qualquer teonomia. Há que rejeitar as ideias de criação e de natureza: suplantam-nas as ideia de cultura.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.4. A antropologia na teologia contemporânea O Desafio das antropologias laicas Psicologismo – a pessoa é o fruo da integração das forças psíquicas com o ambiente Estruturalismo – O homem está radicalmente condicionado pelo ambiente cultural, pela linguagem, pelas condições biológicas, psíquicas e sociais, e portanto, privado de verdadeira liberdade. Liberalismo – insiste na liberdade individual, na iniciativa, na eficácia, na competição, na auto-afirmação. Homo homini lupus. Marxismo – apesar do seu materialismo e ateísmo, há desafios de utopia, esperança, revalorização do sentido do trabalho, nesta concepção.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.4. A antropologia na teologia contemporânea 2. A reacção teológica face à nova cultura antropocêntrica Teonomia-autonomia – da defesa restauracionista à aceitação positiva e integradora da autonomia humana. K. Rahner – quanto mais o homem se une a Deus, maior é também a sua liberdade. J. B. Metz – revalorização da mundanidade 3. Regresso à perspectiva cristocêntrica Em Cristo, criação e aliança aparecem como dois momentos do único mistério salvífico. A graça passa a ser considerada como força divina que utiliza o dinamismo teocêntrico da existência. Esta releitura cristocêntrica da relação entre natureza e graça inicia uma superação do divórcio entre fé e razão, Igreja e mundo.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.4. A antropologia na teologia contemporânea 4. A reviravolta personalista O aprofundamento do carácter pessoal, ou seja, relacional, do ser divino e humano oferece ao mesmo tempo a possibilidade de superar o risco de um individualismo e intimismo excessivos, próprios da perspectiva agostiniana e de abandonar o beco sem saída do debate pós-tridentino, iniciando a recuperação das dimensões sociais, políticas e cósmicas do pecado e da graça. Neste quadro, a graça aparece como o encontro de dois amores no horizonte da liberdade. Aqui, a gratuidade não é vista na óptica jurídica do «não devido», mas sim na personalista do amor que se torna dom e que realiza a pessoa na livre abertura ao transcendente (tanto o outro como Deus). A graça é concebida como dinamismo libertador do homem a partir da condição humana (natureza), que, agravada também pelo pecado, tende a impor a inércia dos seus determinismos, desviando os projectos, mediante os quais o homem pode construir o seu ser autêntico, a sua pessoalização.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia II . Antropologia histórica II.4. A antropologia na teologia contemporânea 5. A Constituição «Gaudium et Spes» para uma antropologia integral A abordagem personalista abre caminho à superação do espiritualismo intimista e do individualismo da antropologia tradicional. Se o ser pessoal é relacional, uma antropologia integral deve valorizar todas as relações constitutivas do homem, evitando isolar a relação com Deus numa equívoca privatização. O crente realiza a experiência concreta da graça não só na interioridade oculta do seu coração, mas também através do seu compromisso na sociedade e no mundo. Estabelecem-se, assim, as bases para uma antropologia integral que contempla o homem não só na sua relação com Deus, mas também em todas as demais relações que, dependendo dela, definem a natureza e o compromisso histórico do homem.

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.A. O homem como Adão à espera da Cristo III.B. O homem em Adão pecador: a imagem deteriorada III.C. O homem em Cristo. Dimensões pessoal, social e cósmica III.A1. A espera em Cristo num mundo em evolução III.A2. As estruturas de espera III.A3. O fundamento da espera III.B1. A imagem de Deus manchada pelo pecado III.B2. O homem em Cristo: graça e condição humana III.C1. A dimensão pessoal: a auto-realização do Dom III.C2. A dimensão social: imagem de Deus Trino III.C3. A dimensão cósmica: o homem em direcção a Cristo Omega III.C4. Fé cristã e compromisso terreno

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.A. O homem como Adão à espera da Cristo III.A1. A espera em Cristo num mundo em evolução

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.A. O homem como Adão à espera da Cristo III.A2. As estruturas de espera

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.A. O homem como Adão à espera da Cristo III.A3. O fundamento da espera

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.B. O homem em Adão pecador: a imagem deteriorada III.B1. A imagem de Deus manchada pelo pecado

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.B. O homem em Adão pecador: a imagem deteriorada III.B2. O homem em Cristo: graça e condição humana

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.C. O homem em Cristo. Dimensões pessoal, social e cósmica III.C1. A dimensão pessoal: a auto-realização do Dom

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.C. O homem em Cristo. Dimensões pessoal, social e cósmica III.C2. A dimensão social: imagem de Deus Trino

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.C. O homem em Cristo. Dimensões pessoal, social e cósmica III.C3. A dimensão cósmica: o homem em direcção a Cristo Omega

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia III . Antropologia sistemática III.C. O homem em Cristo. Dimensões pessoal, social e cósmica III.C4. Fé cristã e compromisso terreno

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Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro Antropologia IV . Angelologia e Demonologia. Seu significado para a antropologia cristã IV.1. Angelologia e Demonologia. Seu significado para a antropologia cristã