10ºano - Tempo geologico

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P aulo V alentim 2010

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P aulo V alentim 2010  Perceber o significado de escalas de tempo geológico, reconhecendo que estas representam uma sequência de divisões da história da Terra, em M.a.  Compreender que a datação relativa depende de informações geológicas recolhidas nos estratos.  Conhecer e aplicar os princípios estratigráficos na determinação da idade relativa de rochas, estratos ou fósseis.  Interpretar as informações fornecidas pelos fósseis como dados fulcrais para reconstituição da história da Terra.  Reconhecer a importância dos fósseis de idade na determinação da idade relativa das rochas.  Reconhecer que os métodos radiométricos permitem a datação absoluta das rochas.  Relacionar as principais divisões da escala de tempo com momentos de grandes extinções.

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 O tempo geológico é muito longo e a Terra tem uma idade aproximada de 4600 M.a .  Estes acontecimentos podem ser datados, contribuindo para a compreensão da história da Terra . P aulo V alentim 2010

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 O tempo é contínuo , flui e não está dividido em unidades limitadas por zonas ou superfícies, em que possa ter parado ou simplesmente não tenha existido. P aulo V alentim 2010

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  Compreender a evolução do planeta é motivo suficiente para ordenar cronologicamente os acontecimentos geológicos que estiveram por trás dessa evolução. São necessários instrumentos e informações que ajudem a datar acontecimentos e a partir daqui reconstruir a história do nosso planeta . P aulo V alentim 2010

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 Corresponde ao estabelecimento da idade de uns estratos em relação a outros, ou seja, determinar qual o estrato mais antigo e qual o mais recente .  Para esta datação aplica-se um conjunto de vários princípios estratigráficos . P aulo V alentim 2010

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Estratigrafia  Ramo da Geologia que trata do estudo, descrição, correlação de idades e classificação das rochas sedimentares . Estratificação  Estrutura mais comum das rochas sedimentares, que resulta da deposição horizontal dos sedimentos por acção da gravidade. P aulo V alentim 2010

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Sequência estratigráfica  Sucessão de estratos , de espessura variável. Forma-se um novo estrato sempre que ocorre uma variação brusca:  no tipo de sedimentos ;  uma pausa na sedimentação ;  alteração das condições abióticas do meio. P aulo V alentim 2010

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 Os princípios estratigráficos são fundamentais no estabelecimento da cronologia relativa , tomando em consideração as relações espaciais entre os estratos. P aulo V alentim 2010

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 Refere que a deposição dos sedimentos ocorre numa posição horizontal . Qualquer fenómeno que altere a horizontalidade das camadas é sempre posterior à sedimentação.  Este princípio foi definido por Nicolau Steno após ter feito observações em diferentes ambientes de sedimentação . P aulo V alentim 2010

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 Numa sequência não deformada de rochas sedimentares , uma camada de sedimentos é mais recente do que a que está por baixo e mais antiga do que a que se situa por cima . A camada 2 é mais antiga que a camada 3 e mais recente que a camada 1 .  Este pressuposto permite analisar um perfil vertical de camadas como uma linha de tempo vertical . P aulo V alentim 2010

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devido à não ocorrência de sedimentação no local ou à erosão de estratos que existiam. Discordâncias estratigráficas ou lacunas  Descontinuidades no registo geológico, marcadas pela ausência de estratos , P aulo V alentim 2010

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Discordâncias estratigráficas ou lacunas  A correlação foi estabelecida a partir dos fósseis existentes nos estratos. Os estratos em falta na coluna da direita foram erodidos antes da deposição de outros estratos, comuns às duas sequências. P aulo V alentim 2010

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 Os estratos podem estender-se lateralmente por longas distâncias .  Assim, um estrato delimitado por um muro ou por um tecto, e com determinadas propriedades litológicas, possui a mesma idade em toda a sua extensão lateral . P aulo V alentim 2010

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 O uso dos fósseis para datação relativa das rochas iniciou-se no século XIX, por William Smith, um engenheiro inglês.  Este engenheiro inglês verificou que rochas com localizações geográficas distintas podiam apresentar o mesmo conteúdo fóssil . P aulo V alentim 2010

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 Rochas que apresentem o mesmo conteúdo fossilífero possuem provavelmente a mesma idade , independentemente da sua distribuição geográfica actual. P aulo V alentim 2010

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 Estratos que contêm os mesmos fósseis têm a mesma idade e formaram-se em ambientes semelhantes .  Os fósseis permitem relacionar estratos rochosos, mesmo que estes se encontrem muito afastados . P aulo V alentim 2010

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 Fósseis são restos de seres vivos , ou vestígios da sua actividade , que viveram há muitos anos no nosso planeta e que se formaram na rocha que os contém. Permitem conhecer as transformações por que passou a Terra. P aulo V alentim 2010

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 Os Fósseis permitem conhecer diversas informações sobre o modo de vida dos respectivos seres vivos do passado.  Locomoção  Alimentação  Reprodução P aulo V alentim 2010

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 Permitem escrever a história da vida , fornecem aos geólogos um meio de estabelecerem a idade relativa dos estratos e fornecem pistas para a reconstituição dos paleoambientes . P aulo V alentim 2010

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 Geologia  Ciência que estuda a Terra, a sua história e as transformações que nela ocorrem.  Paleontologia  Ciência que estuda os fósseis.  Paleontólogos – cientistas que estudam os fósseis. P aulo V alentim 2010

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 Normalmente são as partes mais resistentes dos organismos que fossilizam (troncos, carapaças, ossos, conchas, dentes,…)  Tende a ocorrer decomposição ou remoção das partes moles. Estas são mais sensíveis aos agentes decompositores ou físico-químicos. P aulo V alentim 2010

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 A existência de um esqueleto/partes duras  (conchas, dentes, ossos…) fossilizam mais facilmente que as partes moles.  O habitat em bacias de sedimentação  a fossilização ocorre mais facilmente em meio aquático.  Os sedimentos serem finos e impermeáveis  diminui o contacto com o ar/água e o desenvolvimento de bactérias/fungos, o que provocaria a decomposição do organismo.  A abundância da espécie  Quanto maior é o número de seres vivos, maior é a probabilidade de fossilizarem. P aulo V alentim 2010

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 Fossilização – conjunto de processos que permitem a preservação dos vestígios de seres vivos que existiram no passado. É, no entanto, um fenómeno raro na Natureza. P aulo V alentim 2010

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Ao morrerem, os restos dos organismos acumulam-se no fundo do mar e são rapidamente cobertos por partículas transportadas pela água , como as areias e as argilas. Os seus restos ficam, assim, protegidos do contacto com organismos decompositores e com o oxigénio , o que evita a sua degradação . A acumulação sucessiva de sedimentos sobre os fragmentos dos organismos vai provocando a sua compactação . P aulo V alentim 2010

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À medida que a rocha onde se encontram restos de organismos – conchas , ossos , dentes – vai sendo lentamente consolidada, as substâncias que constituíam estes fragmentos são progressivamente substituídas por determinados minerais , como por exemplo, a calcite. Milhões de anos depois , as rochas que contêm os fósseis podem ficar expostas à superfície em consequência de movimentos tectónicos e da erosão. P aulo V alentim 2010

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 Podem considerar-se vários tipos de fossilização :  Conservação total (mumificação)  Conservação parcial  Moldagem  Impressão  Mineralização  Marcas P aulo V alentim 2010

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Mamute conservado nos gelos da Sibéria Insectos aprisionados em âmbar  É o mais raro processo de fossilização. Implica que o ser vivo fique envolvido logo após a sua morte, por uma substância impermeável , como, por exemplo, âmbar ou gelo. P aulo V alentim 2010

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Aglomerado de conchas Esqueleto parcial  As formações duras de organismos (esqueleto, conchas…) também podem permanecer incluídas nas rochas por resistirem à decomposição. P aulo V alentim 2010

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Molde externo e interno de trilobite Concha de Turritela  Tipo de fossilização em que o ser vivo desapareceu totalmente , deixando um molde das suas partes duras (conchas, dentes, ossos…) nas rochas sedimentares. P aulo V alentim 2010

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 O organismo ou partes imprimem um molde em sedimentos finos , que o envolvem ou preenchem , que persiste, mesmo que o organismo seja posteriormente destruído. Molde interno de um bivalve Molde externo de um bivalve P aulo V alentim 2010

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Neste processo diferenciam-se duas formas de relevo: Molde externo  quando a parte exterior do ser vivo desaparece , deixando a sua forma gravada nas rochas que o envolveram. Molde interno  quando os sedimentos finos entraram no interio r da parte dura (ex: concha) e quando esta se dissolve fica o molde da parte interior. P aulo V alentim 2010

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Molde interno de Amonite Molde interno de Gastrópode Molde externo de Gastrópode Molde externo de Artrópode P aulo V alentim 2010

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 Podem formar-se contramoldes dos moldes internos e externos , se estes forem, posteriormente, preenchidos por sedimentos . Contramolde P aulo V alentim 2010

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 Tipo de moldagem originada por órgãos achatados , como asas de insectos e folhas de plantas. P aulo V alentim 2010

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Trilobite Amonites  Processo que consiste na substituição gradual das substâncias originais do ser vivo por substâncias minerais , mantendo com perfeição as características originais. P aulo V alentim 2010

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P aulo V alentim 2010 Trilobite Tronco Bivalve Amonite

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Dentes de tubarão Dentes de cavalo Vértebra de Dinossauro Esqueleto de peixe P aulo V alentim 2010

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Pegadas - dinossauros Ovos - dinossauros Coprólitos - dinossauros P aulo V alentim 2010  Tipo de fossilização mais abundante em que permanecem vestígios deixados pelos seres vivos. Este processo fornece informações importantes sobre a locomoção (pegadas), a reprodução (ovos fósseis), a alimentação (fezes fossilizadas)…

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 Fósseis de idade – permitem datar os terrenos/rochas onde se encontram, por serem contemporâneos da sua formação, ou seja, terem a mesma idade . Características:  Surgem apenas num determinado intervalo de tempo.  Esse intervalo de tempo corresponde a um curto período de tempo geológico.  Apresentam uma grande área de distribuição geográfica.  São em número muito elevado. P aulo V alentim 2010

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Paleozóico Graptólito Trilobite Mesozóico Parasauroloplus (Dinossauro) Amonite Cenozóico Pecten (bivalve) Australopitecus P aulo V alentim 2010

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 Toda a estrutura que intersecta outra é mais recente do que ela.  Fragmentos de rochas incorporados noutra rocha são mais antigos do que a rocha que os engloba. P aulo V alentim 2010

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 Amonites – animais marinhos planctónicos e carnívoros, usavam os seus tentáculos como pés para se deslocarem.  Fósseis de seres que permitem, pela sua presença, conhecer as condições do ambiente em que as rochas que os contém se formaram. Exemplos:  Corais – vivem em mares pouco profundos (< 50m), de águas límpidas e quentes (25ºC a 29ºC). P aulo V alentim 2010

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 A datação absoluta permite determinar a idade de uma rocha , estrato ou fóssil em unidades de tempo geológico .  Quando se determina a idade absoluta das rochas, entramos na Geocronologia – a escala utilizada é 1 milhão de anos (M.a). P aulo V alentim 2010

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 Em 1896, Henri Becquerel, um físico francês, descobriu a radioactividade no urânio, introduzindo um importante avanço na física moderna.  O potássio (k), o rubídio (Rb), o tório (Th), entre outros, também apresentam instabilidade e sofrem desintegração radioactiva . P aulo V alentim 2010

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 Em 1905, o físico Ernest Rutherford sugeriu que os princípios da radioactividade podiam ser aplicados para medições mais objectivas e fiáveis da idade das rochas.  Tornou-se claro que a Terra apresentava uma idade superior à anterior referida, apoiando as previsões teóricas de muitos geólogos. P aulo V alentim 2010

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 Os átomos dos isótopos radioactivos instáveis recebem o nome de isótopos-pai que, ao se desintegrarem , são designados por isótopos- filho , mais estáveis . P aulo V alentim 2010

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 O tempo necessário à transformação de metade do número de átomos iniciais de uma amostra em átomos estáveis  período de semi- transformação. P aulo V alentim 2010

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P aulo V alentim 2010 Esta escala contém dois Éons (idade geocronológica mais ampla):  Criptozóico (rochas à partida desprovidas de fósseis);  Fanerozóico (rochas dotadas de fósseis). Os Éons subdividem-se em Eras (caracterizadas pelos grupos de animais que nelas dominaram). Estas, por sua vez, subdividem-se em Períodos .

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 Ao longo da sua extensa história , a Terra tem sido afectada por eventos marcantes, alguns de carácter cósmico ou geológico , outros relacionados com a fantástica evolução da vida : P aulo V alentim 2010

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P aulo V alentim 2010 (4600 M.a. – 540 M.a.)  Formação da Terra.  Origem da vida .  Primeiros organismos unicelulares e pluricelulares .  Primeiras algas produtoras de oxigénio. Fósseis:  Estromatólitos  Fósseis de Ediacara

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P aulo V alentim 2010 (540 M.a. – 250 M.a.)  Primeiros organismos com concha e esqueleto externo – Trilobites.  Peixes evoluíram no mar. Anfíbios e répteis começaram a ocupar os continentes.  Grande desenvolvimento das plantas terrestres – fetos e coníferas.  Extinção de 60% das espécies existentes .

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P aulo V alentim 2010 (250 M.a. – 65 M.a.)  Primeiros répteis marinhos, dinossauros e mamíferos.  Domínio das amonites e dos dinossauros.  Primeiras aves (ainda com dentes).  Primeiras plantas com flor  Extinção dos dinossauros e de muitas outras espécies.

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P aulo V alentim 2010 (65 M.a. – actualidade)  Grande desenvolvimento das aves e mamíferos.  Flora dominante constituída por plantas com flor.  Primeiros primatas. Os mamíferos tornam-se dominantes.  Surge o ser humano.

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P aulo V alentim 2010  DIAS, A. G.; GUIMARÃES, P.; ROCHA, P., Geologia 10, Areal Editores , Porto, Portugal, 2003.  LOURENÇO, M. H.; RAMOS, J. C.; JÁCOME, M. G., Da Biologia e da Geologia, Geologia 10º. Lisboa Editora , Lisboa, Portugal, 2003.  MARQUES, M. Uma Breve História Natural da Terra – Geologia. Edições Asa , Lisboa, Portugal, 2010.  OLIVEIRA, Ó.; RIBEIRO, E.; SILVA, J. C. Desafios – Biologia e Geologia 10º Ano, vol. I , Edições Asa, Lisboa, Portugal, 2010.  REIS, J.; LEMOS, P.; GUIMARÃES, A., Preparação para o Exame Nacional 2010 – Biologia e Geologia 11 , Porto, Portugal, 2010.  SILVA, A. D. e outros, Terra, Universo de Vida – Geologia. Biologia e Geologia 10º Ano, Porto Editora, Porto, Portugal, 2010.  http://www.netxplica.com/ - Princípios da Estratigrafia .

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