REFORMAS RELIGIOSAS

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REFORMAS RELIGIOSAS : 

REFORMAS RELIGIOSAS

REFORMA PROTESTANTE : 

REFORMA PROTESTANTE A palavra REFORMA foi criada por historiadores protestantes no século XVIII, não foi usada no período em que acontecem estas mudanças na estrutura religiosa européia. Um dos motivos da Reforma foi a necessidade de uma nova moral religiosa que atendesse aos interesses econômicos da burguesia em ascensão, já que a Igreja Católica condenava a usura (empréstimo de dinheiro a juros), a avareza e a cobiça e os banqueiros multiplicavam seu capital. Além de condenar a usura, a moral religiosa pregada pela Igreja Católica defendia a doutrina do "justo preço", o que contrariava o ideal burguês de obtenção do maior lucro possível.

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Outro fator da Reforma foi a formação das monarquias nacionais. Durante esse processo, os reis entenderam que o enorme poder exercido pela Igreja e pelo papa em seus territórios era um obstáculo ao fortalecimento do governo. Assim, o crescimento do poder nacional (rei) esbarrou na força do poder universal (papa). É preciso frisar, ainda, que a Igreja vivia principalmente da cobrança dos impostos que arrecadava nos diversos países e enviava para Roma, fato que os reis passaram a considerar como um prejuízo muito grande para os seus reinos.

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As razões de ordem religiosa também foram fundamentais para a Reforma. A Igreja atravessava uma de suas piores crises, principalmente por causa da corrupção, da falta de instrução e da libertinagem em que o clero estava mergulhado. O clero era formado, em sua maioria, por indivíduos ricos (que compravam cargos, como os de bispo ou arcebispo) ou por padres quase sem nenhuma instrução, que abraçavam o ofício apenas para escapar dos impostos cobrados da população. O alto clero, a começar pelo papa, explorava a crendice popular praticando a simonia, ou seja, o comércio de artigos religiosos.

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Século XIV: Igreja abalada com o Cisma do Ocidente (1378-1417). Muitos conflitos entre as próprias ordens religiosas. Surgimento de críticos sobre a postura dos lideres da Igreja: - John Wycliffe: estudante de Teologia na Inglaterra vai condenar as indulgências, o culto aos santos e os sacramentos, a vida de luxo dos religiosos. Vai liderar uma revolta contra a nobreza e o clero em 1381 e condenado pela Igreja como herege. - João Huss: estudante de Teologia da Boêmia vai ser condenado à fogueira. OBS: Erasmo de Rotterdam, pensador humanista católico, defendia a volta à simplicidade do cristianismo primitivo, criticava o culto às relíquias e a venda de indulgências. Escreveu a obra O Elogio da Loucura.

A REFORMA NA ALEMANHA : 

A REFORMA NA ALEMANHA O Sacro Império Romano Germânico: não havia um Estado Nacional, e, sim vários principados, ducados, condados, etc. havia um imperador com autoridade controlada. SÉCULO XVI: Martin Lutero, monge católico contesta os dogmas católicos e propõe algumas alterações. Lutero vai contestar a hierarquização da Igreja, o culto aos santos, o pagamento de dízimos, a venda de indulgências. Para Lutero, o homem poderia alcançar a salvação sozinho, sem pertencer a nenhuma Igreja. Cada homem deveria interpretar a Bíblia a seu modo. Não propunha uma divisão da Igreja nem mesmo a criação de outra, apenas propunha uma remodelação.

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Lutero terá a proteção de muitos príncipes (principalmente do príncipe da Saxônia), porque defendia que a Igreja deveria ser subordinada ao Estado e suas terras deveriam ser entregues aos governantes. Como nem todos os príncipes ficaram do lado de Lutero (muitos mantiveram-se ao lado do imperador Carlos V que era católico), houve um longo período de lutas que chegaram ao fim apenas em 1555 com a Paz de Augsburgo quando decidiu-se que cada príncipe decidiram a religião a seguir. O norte da Alemanha apoiou o luteranismo que se espalhou pelos países nórdicos. O sul permaneceu católico. OBS: Ainda hoje, a Alemanha reúne uma população grande de católicos que convive harmoniosamente com os protestantes.

ANABATISTAS : 

ANABATISTAS Outro alemão, Thomas Münzer, liderou uma revolta contra o domínio da Igreja. Pregava que Cristo era pobre e vivia entre os humildes. Defendia a divisão dos bens dos nobres e da Igreja com os camponeses, o que causou incômodo nos príncipes feudais que atacaram os anabatistas. Os seguidores de Münzer eram cristãos anabatistas porque só aceitavam o batismo feito em adultos conscientes. Münzer foi capturado e decapitado e 100 mil camponeses mortos.

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Lutero era politicamente conservador, escreveu um panfleto chamado Contra os Bandos de Camponeses Ladrões e Assassinos, no qual apoiou aos príncipes. OBS: Século XVII – surge na Inglaterra um movimento de igrejas batistas que defendiam idéias como a do batismo em idade adulta, nenhum credo oficial. Não aceitavam a intervenção do Estado na religião e foram perseguidos pelos Stuart. A maioria acabou migrando para as 13 colônias (EUA).

REVOLTA CALVINISTA : 

REVOLTA CALVINISTA Na Suíça, Ulrich Zwuinglio difundiu o luteranismo. Na verdade não havia um Estado suíço e sim, vários estados chamados cantões. Muitos cantões não aceitaram o luteranismo o que gerou muitos conflitos entre os anos de 1529 a 1531. A partir de 1536, João Calvino, francês de grande cultura, passou a pregar suas idéias religiosas que se diferiam das de Lutero. Calvino defendia a teoria da predestinação: Deus tem poder infinito (é onipotente) e tem sabedoria infinita (é onisciente). Deus sabe de tudo, vê tudo e nada acontece se ele não quiser. Antes de nascer Deus já sabe o que vai acontecer conosco. Já nascemos predestinados. Nem todos recebem de Deus a salvação, só os escolhidos de Deus.

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Como saber se a pessoa seria predestinada? Deus enviaria sinais: aqueles que não desperdiçassem dinheiro com luxos, poupassem, trabalhassem seriam os eleitos de Deus. O grande sinal de Deus seria então o sucesso econômico. Para os calvinistas, trabalhar com o objetivo de enriquecer não era pecado, era louvável. - O sociólogo alemão, Max Weber, escreveu no século XX A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, no qual mostra que a ética calvinista estimulou o crescimento do capitalismo. Não foi por acaso que espalhou onde a burguesia era mais forte: na França (os huguenotes), na Inglaterra (os presbiterianos e puritanos) e na Holanda. Calvino, auxiliado por seus seguidores tomou o poder em Genebra e exerceu uma ditadura até morrer em 1564. Esta ditadura foi muito repressiva, proibia teatro, jogos, danças em dias santos. Quem ia contra Calvino era queimado vivo.

REFORMA ANGLICANA : 

REFORMA ANGLICANA Conflito entre o rei na Inglaterra Henrique VIII e o papa Clemente VII deu início ao rompimento da Igreja e do Estado inglês. O papa não queria anular o casamento do rei com Catarina de Aragão, tia do rei da Espanha. Ele tinha intenções de casar com sua amante, Ana Bolena. A alegação do rei era que sua esposa não lhe dava filhos varões, fundamentais para a sucessão do trono. Como os ingleses já não estavam satisfeitos com a atuação da Igreja que cobrava altos tributos para a sede da Igreja em Roma a Igreja Anglicana foi criada em 1532.O rei era então autoridade máxima tanto na política como na religião. Aqueles que não quiseram converter-se foram duramente perseguidos. (fuga para a América). A Igreja Anglicana manteve vários dogmas e rituais católicos. Ironia da historia: Henrique VIII não teve filhos varões. Sua filha com Ana Bolena, Elizabeth I, exerceu um dos reinados mais notáveis da história da Inglaterra.

CONTRA-REFORMA OU REFORMA CATÓLICA : 

CONTRA-REFORMA OU REFORMA CATÓLICA Reação dos católicos contra o avanço protestante. No início os convertidos foram perseguidos com muita violência. Como a expansão continuava, a Igreja organizou um movimento de moralização e reorganização de suas estruturas: Ordem dos jesuítas (Companhia de Jesus) - 1534  Os jesuítas consideravam-se “os soldados da Igreja” na luta contra a expansão do protestantismo por meio da catequese. Concilio de Trento -1545 a 1563 - Proibição da venda de indulgências e de cargos eclesiásticos; manutenção do celibato e da hierarquia; salvação depende da fé das boas obras, reafirmação da eucaristia (pão e vinho – presença real de Jesus).

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Tribunal do Santo Ofício ou Inquisição - Criada em 1231 aos poucos foram reduzindo as suas atividades. Com a expansão do protestantismo houve a reativação dos tribunais que perseguiam, prendiam e condenavam os hereges. A inquisição perseguia os judeus, os protestantes, homossexuais, praticantes de feitiçaria, etc. Muitos judeus tornaram-se cristãos novos, ou seja, converteram ou fingia se converter ao cristianismo. Criação do INDEX: lista de livros proibidos nos países católicos. OBS: Neste período o Brasil era colônia de Portugal, país católico. Por aqui o Index também era seguido. Era dificílimo entrar no Brasil, livros científicos, principalmente os vindos de países protestantes. Não houve inquisição no Brasil, mas havia as visitas inquisitoriais. Nestas visitas inquisidores verificavam a vida dos cristãos que viviam por aqui e se algo errado fosse apurado, havia um julgamento e se houvesse condenação, a pena seria cumprida em Portugal.

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